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26/11/2014_17:00

Debbie Harry ganhou um livro para contar todas as suas histórias, e não foram poucas. Como boa roqueira, a líder do Blondie viveu bem, e as imagens de “Negative: Me, Blondie, and the advent of Punk” mostram isso. Chris Stein, seu ex-namorado e companheiro de banda, é quem assina texto e fotos.

Debbie conheceu Chris quando cantava no grupo The Stilettos. Viu Chris na plateia e, pronto, tudo começou. Os dois fizeram muita coisa boa juntos, músicas como “Call me” e “Atomic”. E, agora, o livro mostra a intimidade do casal, a punk Debbie cozinhando entre outras cenas de bastidores.

David Bowie, David Byrne também aparecem na publicação, assim como vários nomes da música, mas são de Debbie as melhores imagens: a cumplicidade entre fotógrafo e fotografada é única. Fora toda a trajetória punk.

As fotos ganharam exposição em Londres este mês, na Somerset House, mas o livro por si só vale a pena, é uma viagem. Pra apreciar ouvindo Blondie.

 

25/11/2014_13:42

O cinza é considerado o novo preto, o tom neutro da vez. É o normcore: a cor permite brincar com os detalhes da roupa e com os acessórios, dando espaço para a imaginação

 

O normcore trouxe a volta aos básicos, mas básicos reinventados: texturas aconchegantes que abraçam a pele, modelagens confortáveis e descomplicadas.

O estilo vai do dia à noite. A sandália de couro arremata o look. Com salto blocker, o sapato traz o conforto combinado ao toque rocker característico das produções da ELLUS. Os  recortes a laser deixam o couro com aparência leve, pronto para o verão.

 

20/11/2014_20:00

por CAROLINA MENDES

A diretora de criação Adriana Bozon visitou três museus de arte contemporânea recentemente, e a Sala Ellus foi lá no seu instagram para saber o que não pode deixar de ser visto em cada um deles. Programe-se para visitar já!

1. Fundação Serralves

O museu fica no Porto, em Portugal, e é um dos mais notórios quando o assunto é arte contemporânea. A obra “Double Exposure”, de Dan Graham, é um pavilhão triangular de vidro que se pode entrar. O lado exterior é espelhado em duas das faces. Na terceira foi aplicada uma transparência a cores que reproduz a imagem da paisagem ao redor fotografada ao anoitecer num dia de primavera. Só entrando para saber o que se passa.

2. Guggenheim

Adriana também passou pelo Guggenheim de Bilbao, no País Basco. O projeto arquitetônico de Frank Gehry, por si só, já é arte pura, e o mega cachorro de flores do lado de fora, o Puppy de Jeff Koons, é ponto mundial de selfies. Dentro, não perca as instalações e esculturas de Richard Serra. (É impossível perder, mas só pra reforçar.)

3. Perez Museum

O museu é a nova sensação de Miami. Inaugurado em 2013 com projeto assinado pelo escritório de arquitetura premiado Herzog & De Meuron, ele tem obras de Roy Lichtenstein e, agora, uma exposição de Beatriz Milhazes. É o destino artsy do momento.

 

 

18/11/2014_16:08

por CLÉO SANTIAGO

Inspirados por essa lista de revistas que rolou aqui na Sala Ellus, elegemos cinco publicações gringas que estão revolucionando o jornalismo de moda e comportamento.

Os textos são minimalistas e as imagens cuidadosamente produzidas, dignas de qualquer table book. A seleção é simplesmente imperdível para quem tem fome de beleza.

WONDERLAND: a publicação é, provavelmente, a mais popular dentro desta nova safra. Já posaram para sua capa ícones da cultura pop, como Emma Watson e Mariah Carey, assim como perfis cool representados por Sky Ferreira e Katie Price. Suas covers, aliás, são sempre marcantes.

OH COMELY: a britânica deve ser reconhecida por fugir do óbvio. Ela não pretende criar nenhum desejo de consumo de tendências, fortalecer ou desconstruir padrões de beleza. Na verdade, a Oh Comely quer despertar potenciais criativos, incentivando a libertação da imaginação através das fotos incríveis de seus colaboradores.

INDIE: como o próprio nome sugere, a Indie Magazine se destaca por seu estilo bem característico. Além de coloridos e bem cuidados editoriais de moda alternativa, a revista põe em evidência artistas da cena independente, sejam eles músicos, fotógrafos ou pintores. Seu papel neste cenário já é demarcado.

LOVE: a publicação bienal produzida pela Condé Nast leva a assinatura de vários jornalistas de revistas supertradicionais que desejavam sair um pouco da zona de conforto. Não à toa Kate Moss e Lea T já estrelaram suas edições, assim como a polêmica Beth Ditto, completamente nua. Cada edição é sempre muito aguardada.

UNDER THE INFLUENCE: uma das pioneiras desta revolucionária linha editorial, a UTI existe desde 2008 de forma totalmente independente. Fora das rédeas dos veículos de massa, a revista apresenta assuntos como estilo, arte e comportamento sem nenhum tipo de censura. A revista pode – e deve! – se tornar um objeto atemporal, que visa a estética refinada acima de qualquer tendência efêmera.

17/11/2014_14:41

por ALEXIA CHLAMTAC

Yves Saint Laurent foi tema de duas cinebiografias este ano: “Yves Saint Laurent”, lançada no começo do ano, e “Saint Laurent”, que estreou na semana passada. Essa última não foi autorizada, mas é a que melhor conta a vida do designer, tanto que foi indicada ao Oscar 2015 na categoria de melhor filme estrangeiro.

O longa, dirigido por Bertrand Bonello (“O Pornográfico”, 2001), faz um recorte histórico entre os anos 1967 a 1976, abordando a importância do legado do estilista francês nascido na Argélia.

De acordo com Bonello, a narrativa foi centrada entre o final dos anos 1960 e 1970 porque o período, além de ter sido uma época de efervescência cultural e política no mundo, representa o auge criativo de Saint Laurent.

O ator Gaspard Ulliel dá vida ao estilista, que se mostra um personagem fascinante e complexo, atormentado diante da fama e da fortuna, tentando sanar suas inseguranças através do abuso de drogas e álcool.

O filme não teve apoio de Pierre Bergé, companheiro e sócio de YSL por muitos anos, o que atrasou as filmagens e fez com que o filme sofresse reajuste. Entretanto, foi graças a esse fato que ele teve maior liberdade para escrever o roteiro como queria.

O longa-metragem conta ainda com a participação da atriz Léa Seydoux, que interpreta a grande musa do estilista, Loulou de la Falaise,; de Aymeline Valade interpretando sua amiga e modelo Betty Catroux; além de Jérémie Renier, que interpreta Pierre Bergé, e o ator Louis Garrel encenando a figura de Jacques de Bascher, um bon vivant que tinha um caso com o também estilista Karl Lagerfeld e por quem o designer se apaixonou nos anos 1970, levando-o a uma turbulenta separação de Bergé.

O passeio feito pelo diretor através da vida de sexo, drogas e alta-costura do estilista dá destaque às zonas de sombra da vida do personagem. O estilista, em estado melancólico, observa o apagar das luzes de um império que ele não representa mais.