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27/03/2015_10:00

por ALEXIA CHLAMTAC

Muito provavelmente você já ouviu falar em Wassily Kandinsky — reconheceu o sobrenome? —, mas talvez não faça ideia da importância do artista russo: ele é, simplesmente, o pai do abstracionismo.

É por isso que a primeira mostra retrospectiva do pintor a vir para América Latina tem tanta importância: “Kandinsky: tudo começa num ponto” chegou ao Brasil em novembro do ano passado e está em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro (CCBB-RJ) até 30 de março. Em seguida, chega à São Paulo (18 de abril à 29 de junho) e termina em Belo Horizonte (21 de julho e 28 de setembro).

A trajetória de Kandisnky é contada através de 72 obras que convidam o espectador a imergir nos seus pensamentos. A viagem é feita por meio de textos, sons e imagens.

A curadora Evgenia Petrova diz, no site do centro cultural, que “a maior parte da exposição é dedicada justamente aos pormenores que explicam e complementam nosso conhecimento sobre Kandinsky”. Ficamos curiosos!

Um destes pormenores é uma sala sensorial interativa que promove uma experiência na vida do russo. É onde público pode vivenciar os conceitos desenvolvidos pelo artista e conferir trabalhos que influenciaram a sua estética.

Verdadeiras joias da arte tradicional da Sibéria e objetos de rituais xamânicos apresentam um novo lado de Kandinsky para o público brasileiro. Tais relíquias vieram do Museu Estatal Russo de São Petersburgo e de outros sete museus da Rússia, além de coleções da Alemanha, Áustria, Inglaterra e França.

As obras são apresentadas em cinco áreas diferentes, separadas por tema. É, sobretudo, uma oportunidade de mergulhar na arte moderna da Eurásia a partir de uma imersão pela vida e pela obra de Wassily Kandinsky. Agende-se.

24/03/2015_14:22

por ALEXIA CHLAMTAC

As jogging pants — calças de moletom com elástico na cintura e na barra — surgiram na década de 1980 e são uma marca da geração sporty. O motivo disso, é claro, era o conforto proporcionado pela peça, que foi inspirada nas modelagens da época. Em 2010, as calças de academia começaram a ser resgatadas em desfiles internacionais, mas a fama instantânea veio quando personalidades como Katie Holmes e Gwen Stefani passaram a usá-las com sandálias e botas luxuosas. Nesta ocasião, foram rebatizadas como sweatpants.

Agora imagine a sensação confortável de usar um moletom, mas com aparência e durabilidade do jeans? Não precisa imaginar: a jogging denim é a principal novidade do inverno 2015 da ELLUS.

Indo de encontro com a febre esportiva que toma conta da moda mundial — que pedem por uma vida mais prática e moldada à velocidade do século 21 —, o interior da nossa jogging denim tem uma construção que imita malha, com flexibilidade e toque macio. No entanto, do lado de fora, as características essenciais do famoso jeans premium da ELLUS estão lá: five pockets, detalhes maquinetados, botões em rebite…

O segredo desta inovação têxtil está na combinação destas duas camadas de tecido, que possibilita o conforto e o caimento de um moletom dentro de um autêntico denim. Pois todas as peças da linha ELLUS Jogging Denim oferecem as possibilidades de lavagens e os efeitos de lavanderia que já são uma marca da grife.

21/03/2015_10:00

por ALEXIA CHLAMTAC

No dia 7 de março, foi dado início ao festival “Polos”, projeto que acontece no centro cultural Oi Futuro, em Ipanema, Zona Sul do Rio de Janeiro, e cujo mote é apresentar por meio de videoclipes e shows a nova cena pop eletrônica carioca.  O line-up é formado pelo produtor musical Diogo Strausz, pelo diretor de cinema e DJ Julio Secchin e pelos cantores Apollo e Mahmundi.

Strausz, que é um tipo de Mark Honson brasileiro, assina a produção musical do incensado “Rainha dos raios”, disco de Alice Caymmi repleto de referências do trip hop dos anos 1990. O ritmo foi imortalizado por projetos memoráveis como Massive Attack, Air e Portishead e nada mais é do que uma música eletrônica contemplativa, não necessariamente produzida para dançar.

O show de Diogo Strausz no “Polos” marcou o lançamento de seu primeiro álbum, “Spectrum Vol. 1″. Tal como Ronson (o inglês que produziu Amy Winehouse, Lily Allen e Adele), Strausz não canta. Por isso, convida cantores de forte presença para embalar as músicas que compõe, como no caso de “Right hand of love” (acima), que conta com a voz do inglês Jacob Perelmuter.

Na mesma noite, Julio Secchin embalou o público com um DJ set muito inspirado na vaporwave — gênero musical que se desdobrou do seapunk e da chillwave, repleto de referências iconográficas dos anos 1980 e 1990, especialmente pelas alterações de velocidades de rotação e por (d)efeitos especiais, como o barulho emitido pelo tocador de CD quando o disco está arranhado. Minutos antes do set de Secchin, contudo, a plateia assistiu ao videoclipe do DJ, “Hey”.

No dia 14 de março, foi a vez de Marcela Vale, que atende artisticamente pelo alter ego de Mahmundi. “Sentimento”, música brindada como “Melhor Nova Canção” no Prêmio Multishow de 2014, virou videoclipe dirigido por Pablo Monaquezi (abaixo), que foi exibido no telão do teatro do centro cultural.

Em seguida, Mahmundi contagiou a plateia com sua voz rouca e melancólica, que nos remete diretamente ao timbre das mulheres roqueiras dos anos 1980 (vide Marina Lima e Rita Lee).

Neste final de semana, o festival “Polos” termina  com show do cantor Apollo, que coatua no projeto como curador. Quando assistimos ao videoclipe de “Crash” na coletiva do evento (Sala ELLUS esteve no encontro montado exclusivamente para influenciadores digitais no final de fevereiro), de longe, nos identificamos com o punch esportivo do artista — que, diga-se de passagem, tem tudo a ver com a linha ELLUS JOGGING DENIM, o carro-chefe do nosso inverno 2015.

O eletropop sofisticado de “Crash” tem um refrão hipnótico e sexy que não sai da nossa cabeça. Se você quiser assistir ao show de Apollo (que é aberto ao público), chegue por volta das 20h30 no Oi Futuro de Ipanema: os ingressos serão distribuídos na bilheteria do centro cultural.

 

20/03/2015_10:00

por VICTOR COLLOR DE MELLO

Fui honrado com um convite e tanto: montar uma lista com meus lugares preferidos em São Paulo para a quarta edição do Jornal ELLUS.

Abaixo, divido com vocês meus endereços.

SIDE: Só a entrada já vale a vista: um ovo mole, um purê por cima e pão. A ideia é comer com o pão, mas eu gosto de comer com colher mesmo. Como prato principal, vale o cordeiro ou a costela. Tudo devidamente acompanhado do melhor negroni da cidade.

CORLEONE: Bruno Van Enck, dono do lugar, está ali todos os dias recebendo cada um que passa por lá. São serviços feitos com muito primor e atenção. Se gosta da boa e velha navalha e todo o lifestyle por trás disso, é um erro deixar de conhecer.

MANÍ: Comida impecável servida de forma que dá fome ao ver o prato chegar à mesa, em que os mínimos detalhes fazem toda a diferença.

Z. DÉLI: Sanduíche de steak tartar fresquinho e feito na hora, com picles, cogumelos, azeite trufado e rúcula. Delicioso e nutritivo!

18/03/2015_10:00

por ALEXIA CHLAMTAC

Talvez você nem seja um adepto das “selfies”, mas com certeza já participou de alguma foto em grupo ou viu alguém tirando um autorretrato. O aumento do hábito (de 2012 a 2013, as menções cresceram 17 mil porcento) levou o dicionário Oxford a definir o termo como A Palavra do Ano de 2013. 

Nesta pesquisa, foi detectado que ”selfie” foi usada pela primeira vez em um fórum australiano em 2002: a terminologia apareceu em uma foto que registrava uma noite de jogação entre amigos.  E um deles, claro, segurava a câmera para enquadrar todo o grupo.

No Instagram, a primeira foto escrito “selfie” veio só em 2010, mas como as hashtags só foram implementadas em 2011, a foto só recebeu o registro meses depois. Aliás, até o fechamento desta matéria, o Instagram havia contabilizado (pasmem) mais de 240 milhões de fotos com a marcação.

O fenômeno evoluiu tanto que hoje existem novas categorias de #selfie. Eu descobri 20, mas segue um glossário com as sete mais legais.

#BELFIE: Kim Kardashian vive usando a hashtag para cadastrar suas fotos de costas, especialmente as que evidenciam seu avantajado derrière.

#GROUFIE: nada mais do que #selfie de grupos.

#HEALTIE: para quem não evita uma foto no espelho da academia.

#CARFIE: autorretrato de dentro do carro.

#DELFIE: quando o seu cachorro participa da foto.

#AFTERSEXSELFIE: registro de casais depois de fazerem sexo.

#FELFIE: A #selfie do campo, idealizada por fazendeiros.

Neste verão, outra variação da hashtag foi a sensação: #selfiestick foi usado para cadastrar as fotos com o famoso “pau de selfie” (vareta inicialmente usada para cliques com a câmera GoPro). De acordo com o jornal O Globo, o acessório foi um dos mais vendidos durante o Natal. 

Com tanto sucesso, não é de se espantar que o fenômeno hipermoderno inspirasse obras culturais.  Com direção de Marcos Caruso, a peça de teatro “Selfie” retrata as neuroses de dois amigos (vividos pelos atores Mateus Solano e Miguel Thiré, juntos na foto abaixo) acerca da vida superconectada. A peça já passou por Vitória, Rio de Janeiro e Uberlândia e chega ao Festival de Curitiba em 4 de abril.

Na televisão, a série de comédia “Selfie” (em cartaz na Warner) gira em torno de Eliza (Karen Gillan), estudante que sofria bullying no high school e, para ganhar popularidade, vira um produto da internet. Obcecada por “curtidas”, ela muda a sua imagem, mas continua sendo motivo de chacota pela falta de conteúdo. No primeiro episódio, Eliza procura um especialista em marketing para ajudá-la a tornar-se menos fútil e ser mais aceita socialmente.

E como tudo acaba em música, “#Selfie” é o hit da dupla de DJs The Chainsmokers. que acumula mais de 300 milhões de visualizações no Youtube.