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22/01/2015_12:40

por IGOR FIDALGO

Até ontem, o Foo Fighters só tinha se apresentado no Brasil em festivais. Mas com a turnê de “Sonic highway”, álbum mais recente da banda liderada por Dave Grohl, eles fizeram a sua estreia solo no País, com um espetáculo que ebuliu Porto Alegre durante três horas.

Mas quem é fã de FF, já está acostumado com shows longos. Afinal, quem não lembra da lendária apresentação do Lollapalooza de 2012? Se você é um dos esquecidos, relembre assistindo o vídeo abaixo, um achado no YouTube que registra as explosivas 2 horas e meia de performance.

O show em Porto Alegre contou com o mesmo número de canções de 2012 (26), sendo que em “Sonic highway” a banda faz uma série de covers — que, diga-se de passagem, incendiou ainda mais o público de 30 mil pessoas. Para você que estará amanhã no Estádio do Morumbi, montamos um aperitivo histórico: a lista abaixo reúne os clipes originais de músicas de outros ícones do rock que Dave Grohl e cia revisitam nesta turnê.

Em “Cold day in the sun” (música de “In your honor”, de 2006), Dave Grol começa um momentinho jam session e puxa um cover de “Daft Punk is playing in my house”, do LCD Soundsystem.

Em seguida, o baterista Taylor Hawkins toma conta dos vocais e canta “Another one bites the dust”, do Queen.

Depois de um bloco de hits pontuado por “I’ll stick around”, “Monkey wrench” e “Times like these”, o Foo Fighters abre uma série de covers com “Detroit rock city”, do Kiss.

Seguem com “Miss you”, do Rolling Stones (que a ELLUS ama).

Terminam o set de versões com “Under pressure”, mítico dueto de Queen e David Bowie gravado em 1981. Abaixo, o manifesto político que leva a assinatura do antológico diretor de filmes musicais David Millet (vale clicar aqui para checar o currículo do britânico que filmou inúmeros vídeos para Joan Jett, AC/DC, Billy Idol, Erasure e INXS).

Mesmo podendo haver pequenas mudanças, este é o mood do show de amanhã (no Rio de Janeiro, o Foo Fighters se apresenta no domingo; ainda passa por Belo Horizonte na próxima quarta-feira). Para você preparar o coração rock ‘n’ roll, segue o setlist da apresentação de Porto Alegre.

1) “Something from nothing”
2) “The pretender”
3) “Learn to fly”
4) “Breakout”
5) “Arlandria”
6) “Generator”
7) “My hero”
8) “Congregation”
9) “Walk”
10) “Cold day in the sun” (com “Daft Punk is playing at my house” e “Another one bites the dust”)
11) “In the clear”
12) “I’ll stick around”
13) “Monkey wrench”
14) “Skin and bones”
15) “Wheels”
16) “Times like these”
17) “Detroit rock city” (cover)
18) “Miss you” (cover)
19) “Stiff competition” (cover)
20) “Under pressure” (cover)
21) “All my life”
22) “These days”
23) “Rope”
24) “Outside”
25) “Best of you”
26) “Everlong”

22/12/2014_09:00

por IGOR FIDALGO

Então é Natal. Mas para temperar a ceia desta quarta com um pouco da sua personalidade, que tal embalar a noite com “Joel, the lump of coal”, novo hit natalino lançado pelo The Killers, banda que a ELLUS ama?

Os roqueiros de Las Vegas lançam singles especiais de fim de ano há nove anos. A estratégia é divulgada com um videoclipe quase sempre de cunho cômico (à exceção dos delicados “Christmas in L.A.” e “Boots”, e do épico “Joseph”).  Já virou um hábito religioso: esteja o vocalista  Brandon Flowers em hiato sabático para tocar a carreira solo ou a banda dedicada a outros projetos, os rapazes do Killers param tudo, compõem e colocam o hit natalino para venda no iTunes.

Interessante é que o projeto ainda tem cunho social: os singles de Natal do Killers fazem parte da RED, ONG capitaneada por Bono Vox e Bobby Shrive que se alia a grandes nomes da indústria de entretenimento para criar produtos cujas rendas são destinadas a programas anti-AIDS na África.

O site da campanha é muito bacana e inspirador, e neste manifesto você pode saber mais sobre a ONG. A intenção de toda a rede de artistas da RED é zerar o número de recém-nascidos infectados com HIV, valor que já caiu de 1.500 (em 2002) para 650 (2013).

Abaixo, uma retrospectiva com os divertidos clipes natalinos dos meninos do deserto, em ordem retroativa.

2014: “JOEL, THE LUMP OF COAL”

A história de Joel, um pedaço de carvão que vivia no Polo Norte e sonhava em se tornar brinquedo de uma criança, ganha edição em forma de colagem, bem parecida com o que vemos nos personagens secundários da animação “South Park”. Mas um Papai Noel sarcástico decide entregar Joel a uma criança malcriada. Por fim, o pedaço de carvão se torna um diamante, fazendo a alegria do menino. 

O apresentador Jimmy Kimmel empresta a voz ao Mal Velhinho, que no vídeo é retratado por um homem de traje vermelho popular e barbas falsas animado com técnica de quadro-a-quadro. Por conta desta participação, o clipe foi lançado no talk-show de Kimmel, com direito a exibição de cenas exclusivas do apresentador no estúdio com o The Killers.

2013:  ”CHRISTMAS IN L.A.”

Owen Wilson vive um ator que tenta se firmar em Los Angeles e, por ainda não ser bem remunerado na profissão, não consegue voltar para a cidade onde nasceu para passar o Natal com seus pais.

A música é o resultado da parceria do The Killers com a banda de folk-rock californiano Dawes. O diretor Kelly Loosi intercala as cenas melancólicas de Wilson (que reproduzem de forma literal as colocações da  letra) com animações produzidas pelos estudantes da Brigham Young University, instituição instalada nos Estados Unidos.

2012: “I FEEL IT IN MY BONES”

É o terceiro clipe de Natal que conta com a participação do músico Ryan Pardey interpretando Papai Noel (ele também está em “Don’t shoot me Santa” e “A great big sled”). Passa durante uma perturbadora noite de sono, onde os integrantes da banda são assombrados por pesadelos com um Bom Velhinho vingativo.

A fotografia lembra os primeiros filmes de Freddy Krueger na série “A hora do pesadelo” (com sombras coloridas e muita fumaça). Destaque também para a criativa direção de arte: Pardey atravessa o deserto em uma moto decorada por chifres de veado e suas armas são chacos em forma de bengalas doces e granadas disfarçadas de bolas natalinas.

2011: “THE COWBOY’S CHRISTMAS BALL”

Enquanto a letra adaptou o poema de 1890 de William Lawrence Chittenden, trocando a ambientação de Texas para Nevada, o clipe ganhou cores de comédia em ritmo de western spaguetti.

Cowboys ladrões tentam assaltar uma cidade do velho-oeste norte-americano, mas são surpreendidos por dois robôs alienígenas (bem no estilo de “O dia em que a Terra parou”, de 1951). Os ciborgues intergalácticos trazem paz ao lugarejo, dançando break com os moradores da cidadezinha.

2010: “BOOTS”

É o clipe mais tocante de toda a tradição natalina do The Killers. A cena de abertura exibe um trecho do filme “A felicidade não se compra”, de 1946, onde o ator George Bail aparece rezando, em close-up. Em seguida, Brad Prowly, artista de rua nova-iorquino que ficou famoso como Super Bad Brad (que se apresenta no Greenwich Village com um rádio estilo boombox), aparece segurando as fotos da família que um dia teve. Parece que o personagem agora é um andarilho urbano, que mora na rua e não tem mais contato com a mulher e com os filhos.

Aos prantos, agarra a fotografia e decide se emprenhar mais nas performances. Investe todo o dinheiro ganho numa diária em itens natalinos comprados em uma loja de 1 dólar. No fim do clipe, volta para casa e reencontra a família, trajando chapéu de Papai Noel com sacolas cheias de enfeites. De chorar.

Coincidência ou não, Brandon Flowers, que lançara o álbum solo “Flamingo” três meses antes da divulgação oficial de “Boots”, aparece sozinho neste vídeo, que tem a melhor fotografia de toda a série de Natal do Killers.

2009: “¡HAPPY BIRTHDAY, GUADALUPE!”

Esqueça o almofadinha Dylan McKay do seriado “Beverly Hills 90210″ (que foi ao ar no Brasil com o sofrível título “Barrados no baile”). Neste vídeo do Killers, Luke Perry vive um cowboy que é casado com uma mexicana, a Guadalupe. Mas toda vez que ele tem que sair pelo deserto a trabalho, é assombrado por pensamentos melancólicos.

O corpo de baile composto por dançarinas com caveiras mexicanas pintadas no rosto lembra o trabalho da videoartista japonesa Sookoon Ang, em cartaz no Palais de Tokyo, em Paris. Vale googar para saber mais.

2008: “JOSEPH, BETTER YOU THAN ME”

Trechos dos 12 episódios da série televisiva “The living Christ”, de 1951, correspondem a 90% do videoclipe, que é complementado com imagens de vitral, árvores de Natal e velas acesas. Não é um clipe que merece ser visto, mas a música, escrita a seis mãos com Elton John e Neil Tennant, do Pet Shop Boys, vale o play.

Se você gosta de um destes dois astros, saiba que eles dividem também os vocais com Brandon Flowers. Oportunidade única de ver os três ícones compartilhando os microfones.

2007: “DON’T SHOOT ME SANTA”

A letra da música retrata um chat entre Papai Noel e um adolescente que começou a matar pessoas depois sofrer bullying na infância. O resultado videográfico é um dos mais hilários clipes do The Killers, que conta novamente com Ryan Pardey vivendo um Papai Noel psicopata que sequestra Brandon Flowers. Parece que eles têm uma visão bem particular em relação ao Bom Velhinho, não?

Ao longo do filme, Pardey começa a cavar um buraco no meio do deserto de Mojave, na Califórnia (onde o clipe foi filmado) para enterrar o líder do The Killers. Flowers é salvo por Dave Keuning, Mark Stoermer e Ronnie Vannucci Jr., os demais integrantes da banda, que surgem disfarçados de arbusto, no maior estilo pastelão Hanna-Barbera.

É uma graça também o teatro de fantoches que inicia o videoclipe, com versões de Flowers e Pardey em bonequinhos, e o figurino da banda nas cenas de estúdio, onde aparecem tocando a música.

2006: “A GREAT BIG SLED”

Em um estúdio, Brandon Flowers é filmado por uma câmera estilo super-8, com filtro antigo. O clipe é intercortado com imagens tradicionais de Natal, onde os rodies do The Killers retiram instrumentos de um caminhão trajando roupa de duendes. Tem até gente vestida de boneco de neve e Brandon aparece sentado no colo de Ryan “Papai Noel” Pardey. Tudo bem avonts, com cara de filme caseiro que registrou os bastidores, sabe como?

A música conta com vocal de apoio de Toni Halliday, vocalista da banda Curve. Ela é mulher de Alan Moulder, produtor da faixa.

06/12/2014_23:00

por IGOR FIDALGO

Há pouco mais de cinco anos, era o segundo semestre do ano que guardava as melhores surpresas musicais. Free Jazz, Tim Festival, Planeta Terra… Até o Rock In Rio, quando rola por aqui, acontece nesta época do ano. Mas os meses de março nunca foram os mesmos, desde que o Lollapalooza lançou sua edição brasileira.

O line-up de 2015 está quente. Divulgado há duas semanas, segue a tradição de misturar medalhões do rock mundial com talentos emergentes da cena indie. Se você ainda tem dúvidas se deve adiantar o seu ingresso do Lolla (atenção, rockers: o primeiro lote já acabou), nós montamos uma lista com cinco motivos para você se decidir já.

1) THE END IS THE BEGGINING IS THE END

Você é dos que convalesceram pelo fim do Smashing Pumpkins em 2000? Celebre a boa vida de Billy Corgan (único remanescente do grupo original) num dos principais shows do dia 29.

Robert Plant, músico cuja carreira solo nunca alcançou o mesmo eco dos doze anos que cantou à frente do Led Zepellin, toca dia 28 ao lado da banda Sensational Space Shifters. Estamos curiosos!

2) STEADY AS THEY GO

Dois astros que, no papel de produtores musicais, são tidos como midas do mercado fonográfico atual encerram as duas noites do evento no palco principal. O sábado é de Jack White, que parte de nós nutre especial saudade pela fase dos The Reccounteurs, outra parte pelo The Dead Weather, projeto montado com Alisson Mosshart (do The Kills). No entanto, não há quem não seja grato pelo The White Stripes ter embalado nossas vidas por felizes 14 anos.

No domingo, dance feliz da vida com Pharrel Williams, o gênio que lançou um dos álbuns mais inventivos de 2014 (“Girl”), além de ser o nome por trás de recentes hits de Justin Timberlake, Madonna e Daft Punk.

3) BEST FRIENDS

Nunca é demais assistir de novo The Kooks (que estiveram por aqui em 2009), Interpol (cuja última passagem pelo Brasil data de 2011), Foster The People (ovacionados no Lolla de 2012) e Kasabian (que deixou todo mundo na vontade no Planeta Terra do mesmo ano, quando cancelaram a participação por motivo de doença).

Momento Last.FM: Se você gosta destas bandas acima, deve ficar de olho em Bastille, Kongos, St. Vicent (foto), Marina and the Diamonds e Alt-J, inéditos no Brasil.

4) FOLK-SE EM PORTUGUÊS

Amantes do folk deveriam prestar mais atenção na música fofinha que é feita por aqui. A Banda do Mar, que conta com Mallu Magalhaes, Marcelo Camelo e Fred Pinto Ferreira, toca no mesmo dia que a Baleia (foto), que se lançou com Maria Isabel Jobim no vocal. Mas a filha de Tom saiu do grupo para ganhar vida solo e eles seguiram fazendo versões bossa de hits gringos (“Toxic” em ritmo cabaré merece a sua busca no YouTube).

O (bom) cruzamento de Jupiter Maçã e Pink Floyd que os psicodélicos brazucas do Boogarins fazem rendeu a eles mais de 150 shows este ano. No passaporte da banda, carimbos de Estados Unidos, Itália, França, Bélgica, Inglaterra e Portugal.

5) HEY-HEY, YOU: WHAT’S THAT SOUND?!

A turma afeita de música eletrônica está bem servida. Chemical Surf, embora tenha um nome pra lá de lisérgico, tem um som supermaduro. Quem costuma fazer o fino nas baladas de deep house, vai fazer gosto.

A garotada vai curtir ver Skrillex de novo, que toca no Lolla pela segunda vez. Recentemente, Sonny John Moore (nome de batismo do DJ de dubstep) chamou atenção de Madonna (com Skrillex, na foto acima). Há boatos que ele produziu faixas para o novo CD da Rainha do Pop. Quem gosta de Skrillex, deve conhecer também o Vintage Culture, que retempera a clássica miami bass com etnias dançantes.

17/10/2012_20:30

A jaqueta leather denim já é um item essencial no guarda-roupa da mulher deluxe, deixa o visual super moderno e estiloso. Olha que incrível a nossa cartela de cores, queremos todas!

 

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17/09/2012_10:46

O universo de motorcycle tem tudo a ver com a Ellus e o aventureiro Fabio Diniz é sua a melhor personificação. Dono da Rock’n’Cycles, loja que mistura motocicletas e restaurante, ele coleciona, restaura e customiza motos vintages. Durante o mês de setembro, visite as motos Harley Davidson old school da coleção pessoal do Fabio na Ellus do Iguatemi, Oscar Freire e Cidade Jardim.

E aguarde: a parceria entre a Ellus e o Fabio Diniz está só começando!