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27/09/2015_02:07

por ANDRÉ PEREZ

A noite de ontem confirmou que esse Rock in Rio veio para quebrar recorde de cabeludos, rodinhas e bate-cabeça no gramado do festival. Dos sete dias de festa, nada menos do que três foram dedicados ao rock pesado. E a noite final do metal teve, como principal astro, o Slipknot.

Os mascarados fizeram um show completo, com tudo que uma grande produção tem direito: chuva de confetes, pirotecnia, efeitos especiais e um público histérico e entregue. Um dos momentos mais marcantes foi em “Spit It Out”, quando, do palco, os metaleiros de Iowa conseguiram fazer com que a multidão sentasse no chão e desse um pulo coletivo.

Os 90 minutos de show do Slipknot foram, sem duvida nenhuma, o ponto alto da noite que ainda teve, no palco principal, Faith no More, Mastodon e De La Tierra. Esse último — um supergrupo de metal latino, com Andreas Kisser (Sepultura) na guitarra, o mexicano Alex Gonzaléz (Maná) na bateria e os argentinos Sr. Flávio (Fabulosos Cadillacs) no baixo e Andres Gimenez (A.N.I.M.A.L.) no vocal e também na guitarra — abriu a noite e, apesar do gramado esvaziado, conseguiu animar o público. Com um setlist cheio de composições originais em espanhol, a banda também arriscou um cover de “Polícia” dos Paralamas do Sucesso.

A reação de grande parte do público para o Mastodon e para o Faith No More deixou claro que a maioria estava mesmo era ansiosa para o Slipknot. Isso não impediu ambas as bandas de fazerem shows bons, apesar de que a apresentação do Faith No More foi ofuscada pela queda do vocalista Mike Patton. Ao tentar se jogar na platéia, Patton acabou caindo na fossa que separava o palco da multidão. Apesar do susto, ele se mostrou enormemente profissional e continuou o show até o fim.

No Sunset, o Nightwish fez um show digno de Palco Mundo. Só o Slipknot, a grande atração do palco principal, causou tanta comoção e gritaria na multidão. A banda finlandesa teve o conterrâneo Tony Kakko, vocalista do Sonata Antartica, como convidado especial.

Apesar do Sepultura, figurinha carimbada do Rock in Rio, não ter se apresentado este ano, os integrantes do grupo estiveram bastante presentes no festival. Além de Andreas Kisser aparecendo em duas noites de metal, Derrick Green, o atual vocalista da banda, foi o convidado especial da banda Moonspell no Palco Sunset.

Depois de muita pauleira, hoje o clima muda para o pop. Faltando apenas dois dias para o fim do festival, as grandes atrações de sábado e domingo serão as divas Rihanna e Katy Perry. Fique de olho que amanhã te contamos tudo!

25/09/2015_10:00

por ANDRÉ PEREZ

Depois de um descanso de três dias, o Rock in Rio voltou fervendo nessa quinta-feira. Sob um calor de mais de 30 graus, o festival teve um dia intenso, com muito suor, muito rock e a presença ilustre (e muito comentada) de Johnny Depp.

Depp é um dos três guitarristas do Hollywood Vampires. Ele é acompanhado por Joe Perry, do Aerosmith, e Tommy Henriksen, que integra a banda de Alice Cooper. Não por acaso, Cooper é o vocalista do supergrupo, que ainda tem Duff McKagan no baixo e Matt Sorum na bateria (ambos da formação original do Guns ‘n’ Roses).

Com tantos pesos pesados, não é de surpreender que a superband tenha quase que feito sua estreia oficial no Palco Mundo, na frente de 85 mil pessoas. Antes da noite de ontem, o Hollywood Vampires tinha feito apenas outras duas apresentações — ambas na semana passada — no pequenino The Roxy, em Los Angeles. Sejamos justos: conciliar a agenda dos integrantes deve ser missão semi-impossível.

A banda tem apenas uma canção original, “Raise the dead”. De resto, eles apresentaram covers de John Lennon, Led Zeppelin, The Who, Pink Floyd e até do próprio Alice Cooper, como “School’s out”, que contou com a participação especial de Andreas Kisser, do Sepultura. E, apesar da presença de várias lendas do rock, a estrela foi mesmo Johnny Depp. No meio da multidão, milhares de fãs do galã se destacavam, muitos vestidos de Jack Sparrow, o famoso personagem que ele interpreta na franquia “Piratas do Caribe”.

Apesar da comoção causada por Depp, as principais atrações da noite foram o Queen of the Stone Ages e o System of a Down. Sem álbum inédito faz dez anos, o System fez um show parecido com o que apresentou na última edição do festival, em 2013, mas o público, em êxtase, pareceu não se incomodar. Durante o show do Queen of the Stone Age, quem roubou os holofotes foram as fãs que resolveram mostrar os seios em referência a performance de 2012 da banda no Rock in Rio, na qual o vocalista, Josh Homme, ficou nu.

Abrindo o Palco Mundo, o CPM22 surpreendeu fazendo um dos shows mais animados. A multidão fez coro em quase todas as canções da banda e, ao longo de toda a noite, nenhuma canção fez o público fazer tanto barulho quanto “Um Minuto Para O Fim Do Mundo”.

No Palco Sunset, a banda de metal alternativo Daftones era a atração mais esperado. Apesar de um show curto, eles empolgaram com sucessos como “Change” e “Sex tape”. Antes deles, a banda Lambstones fez um show pauleira, propício para muito bate cabeça.

O palco secundário foi aberto por um show conjunto das bandas de metal nacional John Wayne e Project46, com um show altamente político. Depois, Halestorm, capitaneada pela carismática vocalista e guitarrista Lzzy Hale (acima), também animou.

lounge da Pepsi bombou o dia todo, com a presença de Caio Castro, Nathalia Dill, Jesus Luz e Samara Filippo. Além de curtir os shows, os convidados aproveitaram o som dos DJs residentes do camarote, Johnny Luxo e Leiloca Pantoja.

Fique ligado no Sala ELLUS pois ainda temos três dias de festa pela frente. Hoje é dia de mais metal e amanhã te contaremos todos os detalhes.

24/09/2015_10:00

por RAISA CARLOS DE ANDRADE

Com as pilhas já recarregadas após a primeira semana de Rock in Rio, resta, apesar do corpo exausto, vontade de viver mais quatro dias de festival. Com Rihanna entre os mais esperados, os quatro dias finais serão leves e nitidamente mais dançantes.

De banda 80′s clássica às guitarras elaboradas dos anos 2000. Da bateção de cabelo de Kate Perry aos metais nervosos do QOTSA. Nest post, uma seleção para te ajudar a lembrar o imperdível e aproveitar o restante do tempo bastante desapegado.

QUEEN OF A STONE AGE: A banda de rock da Califórnia acabou se tornando um dos principais nomes do gênero dos anos 2000. Ainda que a banda não tenha lançado nada novo desde então, o álbum “Like clockwork” chegou a tirar o Daft Punk de cena nas paradas musicais dos Estados Unidos.

Esta será a terceira apresentação da banda no festival. Portanto já sabemos o que esperar: performance perfeita e público impressionado.

RIHANNA: Depois de lançar o vídeo de “Bitch better have my money”, talvez BadGirl RiRi seja das mais esperadas desta edição. O apelo pop da cantora de Barbados é pertinente e provavelmente fará com que seja um dos shows mais comentados desta edição.

O talento é inegável e vai da voz ao twerk, mas, além disso tudo, Rihanna tem uma personalidade tão “nóis”. Será, no mínimo um dos shows mais animados desta edição.

KATE PERRY: Pela segunda vez no festival, Katy Perry levará ao Palco Mundo seu pop chiclete que, gostemos ou não, nos fará dançar. Seu show foi um dos primeiros confirmados para o headline desta edição.

A cantora californiana se apresenta no domingo e podemos esperar um palco colorido e todos os hits que nos teletransportam para algum momento da vida, como “I kissed a girl” e “Hot ‘n’ cold”.

A-HA: Esta é a segunda vez que os noruegueses, que acumulam 30 anos de carreira, se apresentam no festival. A banda estreou no RiR na mítica edição de 1991, que aconteceu no Maracanã.

As músicas que a gente sabe cantar até sem pensar muito, como “Take on me”, obviamente estarão no repertório. E convenhamos: é impossível um show não ser bom quando a gente sabe emendar a performance.

CARL CRAIG: Uma das atrações mais aguardadas da tenda eletrônica nesta semana é Carl Craig. O DJ americano é, hoje, um dos nomes mais influentes quando se trata de house music.

Para os fãs do gênero, a atração é certeira. Craig se apresenta hoje, misturando seus hits com influências fortes da música americana como jazz e soul.

DAVE CLARK: Quando se trata de techno, Dave Clark está certamente entre os maiorais. O britânico que já passou por grandes festivais do mundo, tais como Glastonbury e Tomorrowland, trará à pista do Rio de Janeiro a mesma força.

O DJ também se apresenta nesta quinta, deixando dúvida alguma que este será um dos dias mais fervidos da tenda eletrônica.

MARCOS VALLE: No último dia de festival, Marcos Valle é uma das atrações da Rock Street. O cantor, arranjador e instrumentista brasileiro se tornou conhecido quando a bossa nova dava seus primeiros passos em direção ao mundo, no Beco das Garrafas, em Copacabana.

Valle faz música que entra e explode. E isto é atemporal, do tipo que comove a todos. Uma excelente forma de finalizar a saga de um jeito tão tranquilo quanto lindo.

20/09/2015_11:00

por ANDRÉ PEREZ

Nesse sábado, a Cidade do Rock ficou repleta de cabeludos, roupas pretas e coturnos, tanto no palco, quanto na plateia. O tema do dia? Metal, claro. A grande atração foi o Metallica, um dos os maiores ícones do gênero.

Veteranos do Rock in Rio — essa é a terceira apresentação consecutiva deles no festival —, o Metallica teve o show interrompido por cerca de cinco minutos por uma falha técnica. Isso não afetou em nada a empolgação do público ou da banda que, num ato de amor aos fãs, convidou dezenas deles para participar do show de cima do palco

O Palco Mundo abriu com os franceses do Gojira que, apesar de relativamente desconhecidos, conquistaram a multidão com o som pesado e tentativas de falar português. Antecedendo o Metallica, o Mötley Crüe fez um show agridoce para os fãs: a apresentação serviu como uma despedida já que, após a conclusão da atual turnê, a banda irá encerrar as atividades.

A única banda do palco principal a destoar do tema central — o metal — foram os ingleses do Royal Blood. Queridos da crítica e com um hype gigantesco no Reino Unido, onde o CD de estreia deles debutou diretamente no topo, no ano passado, o duo conseguiu animar a multidão apesar do som um pouco mais ameno do que o que a noite parecia demandar.

O Palco Sunset também estava cheio de nomes queridos do rock pesado. A grande atração foi o Korn, que teve facilidade de ganhar o público. Teve também a banda Angra que, ao lado de Dee Snyder e de outros vários convidados especiais, se redimiu da apresentação caótica de 2011 com um show energético e bem recebido. Também se apresentaram os grupo Ministry e Noturnal. O último, alias, protagonizou um dos momentos mais inesperados da noite quando Thiago Bianchi, o vocalista, chamou a sua mãe, Maria Odete, para uma palinha. Odete, que cantou “Woman in chains”, do Tears for Fears, foi ovacionada pelos metaleiros.

No camarote da Pepsi, Rainer Cadete e Agatha Moreira, respectivamente o Visky e a Giovana de “Verdades secretas”, causaram sensação. Ágatha, fanática pelo Metallica, personalizou a gola da sua blusa ELLUS com várias tachinhas Eberle Fashion (um dos nossos apoiadores do meeting point de customização que montamos no Rio Design Barra).

Outros que passaram por lá, e vestiram nossa blusa criada em parceria com a estilista Helô Pinheiro, foram Ana Paula Padrão, apresentadora do “Masterchef”, e Mohamad Hindi (acima), galã da primeira edição do reality de culinária.

Foi um longo dia de bate-cabelo mas hoje poderemos descansar nossos pescoços com o som mais suave de Elton John; Rod Stewart e John Legend. O Sala ELLUS estará lá para te contar tudo.

19/09/2015_12:30

por ANDRÉ PEREZ

Em 1985, a primeira edição do Rock in Rio mudou para sempre a indústria de entretenimento musical brasileiro. Trinta anos depois, o evento segue gerando o mesmo nível de empolgação e êxtase no público. E isso estava claro ontem, quando a Cidade do Rock reabriu oficialmente para a sua sexta edição. Mais de 85 mil pessoas vibraram com atos dos mais diversos backgrounds, de Ney Matogrosso ao OneRepublic.

No meio de tanta música e celebração, não faltaram lembranças de que o evento estava completando três décadas. Na loja de suvenires, a lama do festival de 1985 era vendida por R$ 185. Já o Palco Mundo abriu com um show comemorativo dos 30 anos e fechou sua primeira noite com o Queen, principais estrelas da edição de 1985.

De Ivete Sangalo ao metaleiro Andreas Kisser, a fauna musical brasileira estava representada em peso no show comemorativo que abriu a cortina do palco principal.  Participaram também Ney Matogrosso, Titãs, Skank, Capital Inicial, Blitz, Erasmo Carlos, Frejat, Kid Abelha e Paralamas, apresentando sucessos que marcaram o país — e o Rock in Rio — como “Pro dia nascer feliz”, “À sua maneira”, “Pode vir quente que eu estou fervendo”, “É proibido fumar” e “Tempo de alegria”.

Já o Queen, grande atração da noite, se apresentou com o vocalista americano Adam Lambert que, na maior parte das músicas, assumiu os vocais originais de Freddie Mercury, morto em 1991. Por mais que Lambert tenha sido enormemente bem recebido, Mercury mais uma vez provou que é insubstituível para os fãs: os pontos altos do show foram suas aparições nos telões para “Love of my life” (que foi apresentada em versão acústica, com apenas o guitarrista Brian May no palco) e “Bohemian rhapsody”. Com uma sucessão de hits, a banda britânica fechou a primeira noite do festival em altíssimo nível com “We will rock you” e “We Are the Champions”.

O Palco Mundo ainda teve o pop rock do OneRepublic e dos irlandeses do The Script. A banda de Ryan Tedder empolgou a multidão com sucessos como “Apologize” e “Counting stars”. Depois, o trio europeu se emocionou com a primeira apresentação em solo brasileiro.

No Palco Sunset, o evento imperdível foi a homenagem a Cássia Eller, que fez um elogiado e memorável show no Rock in Rio de 2001. Tacy de Campos, que interpreta a cantora no musical teatral, participou da apresentação ao lado da banda original e de amigos de Cássia como Zélia Duncan, Mart’nalia e Nando Reis. O público foi à loucura com a sucessão de hits inesquecíveis e, assim como Cássia em 2001, Tacy de Campos e Zélia Duncan levantaram as blusas e exibiram os seios durante a cover de “Smells like teen spirit” do Nirvana.

De “Malandragem” a “Don’t stop me now”, a primeira noite do Rock in Rio deu centenas de motivos para a multidão entrar em êxtase. E a noite épica foi admirada, com visão privilegiada, pelos convidados da ELLUS no camarote da Pepsi. Por lá passaram Arthur Aguiar, Fê Rodrigues, Felipe Tito, Emilio Dantas, Felipe Roque, Leticia Colins e muitos dos atores que integram o elenco de “Verdades secretas”.

E ontem foi só o começo! Ainda tem muita festa pela frente. E, esteja onde estiver, você poderá acompanhar tudo aqui pelo Sala ELLUS. Sejam bem-vindos!