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24/08/2015_15:04

por MARAYSA FIGUEIREDO

João Freire não para. Seu blog, que está prestes a completar um ano, é um guia completo de estilo e e elegância do homem moderno. Também pudera: ele atualmente se divide entre São Paulo e  Nova York — e tem como missão trazer para seu site o melhor das duas cidades. E por falar em estilo e elegância, estas são as palavras-chave que inspiram o paulista, nascido em Santos, a compor um look: “São os dois fatores que guiam minhas escolhas”, contou João, com exclusividade para o Sala ELLUS.

Sua formação como relações internacionais só o impulsionou a ir de encontro com a sua verdadeira paixão: a moda e o universo masculino. Descoberta feita, João foi atrás do que o inspirava. O jet setter passou uma temporada em Nova York e foi no FIT — Fashion Institute of Technology , que ele se especializou em Consultoria de Imagem e Estilo. Nem a gigante Sack’s pode resistir ao talento de João, que foi consultor de imagem da loja situada na Fifth Avenue. Acumulando experiências e insights, João Freire é referência quando se trata de “where to go” e “what to wear”.

O dia a dia dele é intenso: entre uma ponte aérea e outra, ele ainda arranja tempo para cuidar do corpo: “Não sei fazer dieta e AMO comer! Treino para poder comer tudo o que gosto”, confessa João. Quem ainda não o segue no Snapchat (@freirejoao), corre lá pra ver o que ele apronta com as cordas na sua rotina de fitness.

Em um superpapo com o sala ELLUS, João dividiu com a gente segredos valiosos de estilo e lifestyle:

SÃO PAULO OU NOVA YORK? “As duas cidades são muito parecidas. NYC é uma versão mais intensa e competitiva de São Paulo. Poderia até arriscar que é uma versão “de gente grande”. Amo as duas cidades igualmente, dos pontos negativos aos positivos. Não conseguiria escolher apenas uma.”

PEÇAS-CHAVE: “Jaquetas e acessórios. Sapatos, pulseiras e óculos transformam qualquer produção.”

LEITURA OBRIGATÓRIA: ”Adoro biografias e guias de viagem.
Estou lendo ‘O Sobrevivente’, heranças do curso de Relações Internacionais que permanecem até hoje…”

FILME DA VIDA: “‘Meia-noite em Paris’ e ‘Sex and the City’ 1 e 2.”

RESTÔS PREFERIDOS: Myk, Rodeio e Le Jazz, em São Paulo, e Indochine, Carbone e Bondst, em NYC.

SOBRE A ROTINA DE TREINOS: “Tento ter um ritual. Sempre me alimento bem, com alimentos saudáveis e café, para despertar! Antigamente tomava pré-treino, hoje com a loucura da rotina, não consigo mais. Nunca sei que horas terei livre para treinar.”

TRILHA: “Gosto de todos os tipos de música! Adoro pop, house, rock, sertanejo, jazz… Gosto de artistas que levam a música para seu estilo de vida. Admiro os que conseguem fazer isso.”

TREND ALERTS 2016: “O universo masculino é sempre mais tradicional. No entanto, o que vi mês passado no ultimo Men’s NYFW foi o jeans, o amarelo, suéteres diferentes e acessórios para mochilas, bolsas e pastas. Clutches masculinas — tipo porta documentos — vieram com tudo; todas as marcas estão apostando! E eu, acho superbacana! Vale a pena arriscar. Porque, de rotina, já basta em nosso dia a dia, né?”

29/10/2014_18:47

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por ISA TENÓRIO

Semana passada começamos uma série de posts falando sobre grandes artistas gráficos do mundo. O primeiro foi o gênio Stephen Sprouse, que deixou sua assinatura visual em peças de vestuário. Hoje apresentamos o artista e ativista que ficou famoso pela sua arte nas estações de metrô, Keith Haring.

Ainda jovem, Haring entrou para a Ivy School of Professional Art, em Pittsburgh, mas percebeu que não queria ser um artista comercial. Abandonou a escola de arte e foi para Nova York. Na cidade, se matriculou na School of Visual Arts e, paralelamente a isso encontrou um grupo de jovens artistas alternativos que surgia fora das galerias. Junto deles, conheceu inúmeros músicos, performáticos e grafiteiros, como Kenny Scharf, Jean-Michel Basquiat e Madonna.

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Haring então se dedicou a tornar sua arte pública, começando pelos painéis pretos sem propaganda das estações de metrô - com giz branco, traçava até 40 desenhos por dia. Em 1981 fez sua primeira exposição, no Westbeth Painters. Em 1989, abriu a Pop Shop, no SoHo, em Nova York, que chegou a  ganhar filial em Tóquio. A loja era uma extensão de seu trabalho, em que sua arte se tornava acessível a todos os públicos, com camisetas, chaveiros e outros produtos assinados pelo artista.

Haring não queria criar apenas uma loja, mas um espaço de socialização e cultura, onde as pessoas pudessem absorver o máximo da arte encontrada no local. No ano seguinte da abertura da Pop Shop, Haring foi diagnosticado com AIDS. Logo ele decidiu criar a Keith Haring Foundation, uma instituição de ajuda na arrecadação de fundos para a conscientização da doença e ajuda de crianças infectadas.

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Haring morreu aos 31 anos, por complicações relacionadas à doença, deixando um legado enorme – Keith Haring participou de muitas exposições internacionais, entre elas a Documenta 7 e a Bienal Internacional de Arte de São Paulo. Fez também trabalhos para grandes empresas, como a animação chamada “Spectacolor” para os painéis da Times Square, as estampas para os relógios da Swatch e uma campanha publicitária para a vodca Absolut, além de diversas intervenções em ruas pelo mundo, como os grafites no Muro de Berlim.

Sua última obra, o mural ‘Tuttomondo”, perto da igreja de Sant’Antonio Abate, na Itália, foi dedicada à paz mundial. Esse e outros temas como amor, sexualidade, nascimento, morte, liberdade e preconceito foram bastante explorados por ele. Inspirado pelo manifesto “The Spirit Art” de Robert Henri, buscou uma independência, um tipo singular de expressão gráfica. Desenvolveu o gosto pelas linhas grossas e simples, cores vibrantes e desenhos expressivos. Mesmo após sua morte, influenciou muitos artistas e projetos, como as coleções de roupa de Jean-Charles Castelbajac em 2002 e de tênis da Reebok, a “Crack is Wack”, neste ano.

 

30/09/2014_16:12

por ADRIANA BOZON

Em tese, viajo quatro vezes por ano para fora do Brasil. Fora as duas férias anuais, costumo fazer viagens de pesquisa com minha minha equipe de estilo. Mas acho difícil ouvir de alguém que trabalha com moda que as inspirações obedecem  esse roteiro: as referências que vocês  veem nas passarelas e nas vitrines da ELLUS e da Ellus Second Floor podem pintar a qualquer momento.

Na última viagem que fiz com a turma, o pessoal da Sala ELLUS me deu uma missão: além de clicar imagens conectadas com o estilo de vida das minhas marcas para dividir com vocês no nosso Instagram, me pediram que anotassem meus endereços preferidos sempre que estivesse com o pé na estrada.

E não é que foi divertido? Abaixo, meu top 3 para comer bem em Nova York.

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ACME: (revista) The New Yorker classificou o restaurante como a “nova brasserie über-hip”. Fica em Noho (área ao norte do Soho onde ficam alguns dos mais cobiçados lofts de Manhattan), mas acreditem: sinto que estou em algum canto da Escandinávia quando chego no Acme! Talvez seja por conta do chef dinamarquês Mads Refslund, um dos responsáveis por inserir o Norte Europeu no mapa da alta gastronomia.

Além de ter o tempero das receitas nórdicas que eu adoro, a cozinha de Refslund é sazonal, toda baseada em produtos locais e orgânicos. Os pratos contam com muitos ingredientes típicos, como tubérculos, ervas e moluscos, que se combinam com o menu de brasserie (carnes, sopas e saladas) da forma mais inventiva.

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NO MAD: É eclético e exuberante, com vários ambientes e um átrio de vidro na entrada. O NoMad fica no hotel de mesmo nome, perto do Madison Square Park, e é comandado pelo suíço Daniel Humm, um dos melhores chefs de Manhattan.

São seis espaços: quem quer apenas um brinde, pode ir a um dos dois bares (tem até entrada separada); para um jantar intimista, experimente o Parlour. O Library é perfeito para um snack. O prato assinatura do átrio é o frango assado com aspargos brancos. Simples? Sim, mas com ares de haute cuisine. O porco é outra especialidade da casa, mas, se você prefere frutos do mar, o destaque vai para o minestrone de lagosta.

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FREEMAN’S: Sempre na minha lista de must-do! O restaurante do Lower East Side fica escondido no fim de um beco, mas se você persistir em sua busca, vai encontrar um lugar lindo, com luzes pisca-pisca na entrada e animais na parede.

William Tigertt e Taavo Somer, os donos do restaurante, perceberam que unir estilo retrô com espírito low-profile poderia dar certo: a taverna colonial rústica serve uma comfort food e inspirada em tradições americanas. Peça o artichoke dip. É imperdível!

25/02/2014_12:21

Nosso ídolo disco punk James Murphy, fundador do LCD Soundsystem, uma das melhores bandas dos anos 2000, já extinta, é um nova- iorquino exemplar e a cara da cidade. Sua última novidade é um projeto para as estações de trens e metrôs da Big Apple, onde os barulhos rudes de máquinas dêem lugar a um som ambiente, agradeavel e soft futurista. Resta saber se vai dar certo. Nós apoiamos! A ideia de James poderia inclusive viajar para o Brasil, não? Quer saber mais? Assista ao vídeo de Mr. Murphy contando tudo.

E para nunca nos esquecermos de quanto LCD Soundsystem foi bom:

Vimos aqui antes: pitchfork.com

15/10/2013_12:04


Artista guerrilheiro, ativista, grafiteiro, diretor de cinema, são muitos seus adjetivos e trabalhos. Desde os anos 80 influenciando uma geração mundial que revolucionou o conceito de arte através da arte de rua, Banksy é o nome da vez, mais uma vez.  Suas obras hoje valem até 1 milhão de dólares, seus estênceis estão espalhados pelas paredes de Londres, Nova York e as maiores cidades do planeta, mas 3 sortudos compraram 3 delas por 60 dólares cada. Na última semana, Bansky montou uma barraca de camelô no Central Park e pôs suas obras a venda. Sem saber de quem eram, se eram falsas ou verdadeiras, as pessoas passavam e nem sabiam que aquilo valia milhões no fechadíssimo mercado de arte das galerias. Mais uma vez questionando o alto valor que se paga a alguns artistas, fica a pergunta: a arte realmente vale o que pesa ou é só uma questão de super valorizacão? Pra pensar nos novos tempos. Adoramos!

Conheça mais sobre Banksy, aqui.