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29/06/2016_09:00

POR GUSTAVO GARCIA

Jack U é o projeto formado pelos americanos Skrillex (Los Angeles, California) e Diplo (Miami, Florida). Os dois já eram figuras carimbadas do universo da música eletrônica quando resolveram se juntar para criar o duo em segredo, só vindo à tona a identidade da dupla, após grande especulação do público sobre o assunto.

Tudo começou no dia 30 de março de 2014, quando o Jack Ü fez uma participação de
uma hora no Ultra Music Festival, em Miami. O set misturou diversos gêneros, desde
músicas do então recém lançado álbum do Skrillex, Recess, até hip hop. Após o grande
sucesso da apresentação, a dupla lançou seu primeiro single, ainda no mesmo ano, que
contou com a participação da cantora canadense Kieza (pronuncia-se “cáiza”).

Uma vez questionados sobre como os dois resolveram formar o Jack Ü, Diplo disse que
Skrillex “foi um dos primeiros produtores que eu conheci quando me mudei para Los
Angeles… nós dois simplesmente tínhamos ideias muito parecidas em relação à
música”. Os dois costumavam se reunir em Los Angeles ou nos hotéis durante as turnês
para produzirem suas músicas.

Enfim, o aguardado álbum, intitulado “Skrillex e Diplo Presente Jack Ü”, foi lançado em
2015 foi um enorme sucesso, elevando-os de vez ao mesmo patamar dos popstars.
Depois disso eles se apresentaram em diversos festivais, inclusive no Brasil, no
Loolapalloza desse ano, sempre com a mesma boa aceitação por parte do público.

Esse sucesso levou-os a vitória de dois Grammys em duas categorias, um na categoria
de “Melhor Álbum de Música Eletrônica”, e outro na categoria de “Melhor Gravação de
Dance Music”, com a faixa “Where Are U Now”, com Justin Bieber. Na mesma categoria
estavam grandes nomes do cenario da musica eletrônica mundial, como Above &
Beyond, The Chemical Brother, Disclosure, só para citar alguns.

Esse é o resultado, quando dois jovens talentosos e inquietos se unem para criar algo
único e sem precedentes. Fica claro que a mistura de gêneros musicais é uma tendência
frutífera e que ainda virão muitos hits da cabeça criativa desses dois. Fica atento à esse
nome que ainda vem muita coisa boa por aí.

30/05/2016_09:00

por GUSTAVO GARCIA

O duo Chairlift, formado originalmente por Caroline Polachek e Aaron Pfenning, então amigos de universidade, em 2005, começou sua carreira com a proposta de fazer um som que servisse de trilha ambiental para casas mal-assombradas. Após a breve fase sombria, a dupla se mudou para Williamsburg, no Brooklyn, NY, mudou a formação original — incorporando o músico Patrick Wimberly — e assinou contrato com sua primeira gravadora, a Kanine Records, responsável por lançar seu primeiro álbum, intitulado “Does You Inspire You”, no ano de 2008.

O álbum de estreia foi muito bem-recebido pelo público e pela crítica, e o clipe do single “Evident Utensil” foi indicado em uma das premiações mais concorridas e respeitadas no mundo pop, o MTV Video Music Awards. Depois desse reconhecimento, a dupla assinou contrato com uma grande gravadora, a Columbia, que relançou o disco, incluindo faixas inéditas e, em seguida, partiu para sua primeira turnê internacional, abrindo shows de bandas de primeira linha como o Phoenix.

Cinco anos após o primeiro lançamento, a dupla dedicou-se a uma profunda imersão no universo pop dos anos 1980, unindo influências góticas e baladas sinistras (lembram que tudo começou com trilha de casas mal-assombradas?), da qual nasceu seu segundo disco, intitulado simplesmente “LP” (sigla para “long-play”, nome dado ao disco de vinil de carreira, com cerca de 10 músicas). Nessa mesma época, surgiu um convite para uma parceria insólita com nada menos que a super-übber-r&b-popstar Beyoncé.

Em seu terceiro álbum, “Moth”, lançado este ano, fica latente a evolução da banda para um som mais maduro e menos inofensivo, diferente do de seu disco de estreia. As faixas parecem brotar de um ambiente criativo, passeando por diversos campos da música pop, ampliando o terreno explorado pela dupla anteriormente.

As diversas referências presentes neste disco incorporam a black music de diferentes épocas, com passagem pelo R&B, pelo hip hop dos anos 1980, pela disco, e até por uma visita à obra de Michael Jackson, com manipulações vocais e batidas que os distanciam do synthpop obscuro dos álbuns anteriores.

Chairlift é uma das bandas mais promissoras do atual cenário musical mundial e suas músicas encantam todos por onde passam, conquistando novos fãs e consolidando uma carreira em ascensão. Eles são modernos e combinam bem com este mundo em que vivemos, multicultural e cheio de referências. Você pode conferir a playlist que preparamos com algumas canções da banda. Aperte o play e embarque nesta viagem.

25/05/2016_09:00

Provavelmente você já sabe sobre as nossas playlists incríveis que sempre postamos no MixCloud. O que você talvez não saiba é que nós também estamos no Snapchat e no Spotify.

Nós amamos a interação que as mídias socias promovem, unindo pessoas com objetivos semelhantes e também oferecendo, muitas vezes, aquilo que você nem sabe que queria! Sendo assim, resolvemos expandir nossas redes sociais para poder compartilhar ainda mais o nosso universo criativo do dia a dia com você

Seguindo a gente no perfil EllusJeansDLX, no Snapchat você acompanha, em tempo real, tudo que acontece antes, durante e depois dos nossos eventos. Desde a montagem dos looks, dicas de maquiagem, prévias de desfile e muito mais, de onde você estiver.

Assim, ficamos mais próximos e com isso, é possível aproveitar todos os elementos que fazem parte do nosso processo de criação. É uma visão privilegiada que vai muito além de um lugar na fila A.

A música sempre foi uma influência muito forte na nossa marca, e é sempre um dos pontos de partida para a concepção das nossas coleções. Com o desenvolvimento de novas plataformas de streaming de música on-line, conseguimos dividir com vocês um pouco do que nós ouvimos durante o nosso processo criativo.

Não é bacana ficar por dentro da nossa trilha sonora inspiradora? A plataforma escolhida para compartilhar nossas playlists presentes do cotidiano foi o Spotify. É só seguir o canal EllusJeansDLX e dar o play. Enjoy!

 

 

 

20/05/2016_09:00

por GUSTAVO GARCIA

A dupla de trip hop Massive Attack lançou, após longo hiato, o clipe de “Ritual Spirit”, música de trabalho do primeiro EP dos dois que os ingleses prometeram até o final de 2016. Nesse pacote, ainda está incluído um álbum inteiro só com músicas inéditas, e com certeza, mais alguns vídeos maravilhosos como este primeiro que trazemos para vocês.

No vídeo, temos ninguém menos que Kate Moss em um body cor da pele, dançando com uma luminária na mão, onde ela evolui magnificamente, iluminando algumas partes de seu corpo, em um ambiente bem escuro. O resultado é um vídeo denso, cru e totalmente sintonizado com a música. Conforme a canção evolui, a edição muda e alguns efeitos são incorporados, como se o espectador estivesse sob o efeito de alguma substância lisérgica.

Muito lindo e super moderno, digno de uma banda icônica e conceituada, que coleciona hits, que marcou uma época e, hoje, retorna gloriosa, comprovando que não parou no tempo. No release de lançamento do clipe, Robert Del Naja, vulgo 3D, um dos membros da dupla, conta que é amigo de longa data da super-modelo, mas que nunca tinham conseguido trabalhar juntos. Durante a sessão de gravação no estúdio, Kate dançava com a luminária, e, ao ver aquela cena hipnotizante, o diretor Medium achou que estava diante da perfeita tradução da atmosfera e do conceito intimista e ritualístico da música.

Já Kate disse que não teve que pensar duas vezes antes de topar fazer parte do clipe, contou que é fã do trabalho da dupla há muito tempo, que ama o conceito visual deles, além de ser super-amiga de 3D. Com o talento compartilhado por esse grupo de amigos, não poderia sair nada menos que este vídeo simples, contemporâneo e incrível.

16/05/2016_09:00

POR LUA SARAIVA 

Se há uma figura que se destacou no vasto ecossistema da gravadora Awful Records em 2015, essa é Abra, jovem inglesa com raízes em Atlanta, que encantou o universo do R&B com sua voz sensual, capacidade de mesclar estilos modernos a antigos, e abordagem íntima para com o mundo das adolescentes de hoje.

Abra, ou Dark Wave Duchess, como é conhecida pelos fãs no Instagram, Twitter e Soundcloud, escreve sua própria música, canta e produz independentemente. “O nome Darkwave Duchess representa o meu desejo de não ter medo do lado negro, que é o meu lado vulnerável, escondido do mundo e que vem à tona antes de dormir”, declarou ela à iD Magazine.

Suas letras atrevidas e lascivas, que tratam de suas experiências, são provavelmente a melhor parte de sua música, o que comprova que seu dom é criar. Desde que se associou ao coletivo da Awful Records, em 2014, tem lançado uma série de singles que mostra como seu charme à la 1990 contempla a estética inovadora que a empreendedora visa transmitir.

A inglesa é uma das novas artistas com perspectivas mais empolgantes no R&B contemporâneo, por conta de sua expressividade. Como a maioria dos novos artistas de rhythm and blues, Abra sabe fazer uma boa mistura de sons, deixando-se influenciar por diferentes estilos e gêneros, fundindo seus vocais sussurrados com batidas viciantes, como evidencia sua faixa “Sick Girl”.

Seu estúdio ainda é o closet da casa dos seus pais, um mundo de experimentações off-key, e ela entende excepcionalmente o que as outras pessoas da sua geração sentem. “Eu sinto que a minha geração se esconde, num mundo de profunda emoção e pensamentos, por trás de tweets ambíguos, textos, emojis, e outros recursos digitais que debilitam nossas expressões humanas físicas”, revelou à iD. “Nós não dizemos o que sentimos por medo de rejeição ou de parecer muito intenso ou necessitado”.

Suas performances, carregadas de expressão física nos videoclipes, parecem ser uma forma de comunicar essa ideia, assim como seus inúmeros acessórios esportivos, que propõem que vivamos mais na realidade, em sincronia com nossos corpos. Abra vem com todo esse conceito forte, sem deixar de ser estilosa e representando a atitude das cool Tumblr girls da década. Mas mantém um mistério: sua idade. Quantos anos será que ela tem?