Arquivo da tag: música

05/08/2015_15:10

por RAISA CARLOS DE ANDRADE

São incontáveis os adjetivos para definir o que ecoa em Londres durante a noite. Por trás das cortinas silenciosas e comedidas, o climinha sex, drugs & rock se mantém. Sem contato visual, sem clima de flerte e em tempos de Happn (o aplicativo que linka você com pessoas que costumam fazer o mesmo caminho que o seu), a gente admite que o que prevalece é o desejo de se permitir.

Por mais posh que a cidade possa parecer, a atmosfera underground permanece, porque é assim que funciona em um lugar que você pode ser o que é. Lançamos aqui um top 5 do que existe de mais deep nessa vida noturna e esperamos, com devoção, que você aguente até o relógio te mandar para o after.

FABRIC: Impossível não começar a lista pela Fabric, simplesmente por ser o mais influente club da cidade. Fundado em 1999 por Keith Reilly e Cameron Leslie, transformou o padrão de nightclub da cidade, sobretudo no quesito tecnológico. São cinco sound-system, três bares e capacidade para 2,5 mil pessoas. Ignore este detalhe e chegue cedo, sobretudo nos finais de semana.

O primeiro bodysonic da Europa está no dancefloor, permitindo que o grave seja sentido no corpo através do contato com os pés. Uma onda por si só, com banheiros livres da definição de gênero em um espaço que, por todos os lados, só traz a ideia de que não se define o que é sentir.

SAIBA MAIS: http://www.fabriclondon.com

THE BOX: A versão inglesa de um dos clubes mais bombados de Nova York não sai por menos. Há quem diga que a The Box transcenda conceitos de indecência e esta é a sua graça. Os shows acrobáticos e exibicionistas acontecem em um grande teatro com muitos metros de veludo vermelho.

É fácil encontrar com nomes como Miley Cyrus, Alexa Chung ou alguém do elenco de “Game of thrones” na pista de clima burlesco, lotada de gente tão classuda quanto sem frescura. Fino, certamente. Erótico, também.

SAIBA MAIS: http://theboxsoho.com.

DALSTON SUPERSTORE: No meio de um dos bairros mais bombados do leste está um inferninho sem limites. Se falarmos em noite gay friendly londrina, a Dalston Superstore é o auge e define bastante a cena de uma das áreas mais divertidas da cidade.

A dica é chegar cedo para comer, beber e esperar a transformação, que acontece em uma série de bares do bairro. Depois de um certo horário, o que é bar vira pista. Com espaço para apenas 120 pessoas e sem ostentação tecnológica, é daquele tipo de dancefloor que dá certo apenas nas variações diárias de eletrônico. Sem erro.

SAIBA MAIS: http://dalstonsuperstore.com.

MINISTRY OF SOUND: Para quem gosta de house, o Ministry of Sound é épico. O lugar vale pela experiência, sobretudo por também figurar um dos espaços mais famosos da cidade no que diz respeito a noite desde a década de 1990.

O club é imenso, com DJs celebrados e muita tecnologia no sistema de som. É uma opção um pouco menos hypada, para quem está disposto a conhecer os outros lados da cidade.

SAIBA MAIS: http://www.ministryofsound.com.

DANCE TUNNEL: Mais um inferninho de Dalston, o Dance Tunnel vale pela música e o clima livre. As chances de assistir, ausente de luz e aquecido pelas paredes suadas, a um novo DJ que será famoso em breve são muitas.

Além disso, a noite pode ser fechada na pizzaria que está na mesma galeria. Desejamos apenas jogação.

SAIBA MAIS: http://www.dancetunnel.com.

09/07/2015_12:37

por CLÉO SANTIAGO E IGOR FIDALGO

1995 foi um ano muito importante para o mundo. Foi quando o russo Valeri Polyakov quebrou o recorde de tempo fora da Terra (437 dias no espaço) e quando Mike Tyson voltou aos ringues e nocauteou Peter McNeley. No Brasil, nasciam Marina Ruy Barbosa e Bruna Marquezine, e “Malhação” estreava na Rede Globo. A gente começava a criar uma íntima ligação com informática e a Microsoft nos brindou com o então inovador Windows 95.

Falando em tecnologia, foi também em 1995 que o mecanismo de busca Yahoo foi criado (sistema que usaríamos até o boom do Google, no começo dos anos 2000). O Yahoo facilitou a nossa consulta a letras de música e discografia de bandas que só podíamos ouvir no rádio (o Napster só seria inventando em 1999). Vivíamos momento de êxtase: álbuns históricos, como “Jagged little pill” (de Alanis Morissette), “These days” (do Bon Jovi), “(What’s the story) Morning glory?” (do Oasis), “Daydream” (da Mariah Carey), “One hot minute” do Red Hot Chilli Peppers, e “Mellon Collie and the infinite sadness” (do Smashing Pumpkins), estavam sendo lançados.

Foi ainda um ano de coletâneas. Enquanto Michael Jackson (ainda vivo) revisitava a sua carreira com “HIStory”, o Queen lançava o álbum póstumo “Made in heaven” e Madonna tentava abafar o escândalo do livro de porn art “SEX” compilando todas as suas baladas, de “Crazy for you” a “Take a bow”, dentro do lendário “Something to remember”.

Acreditando que o ano de 1995 foi muito importante para a cultura pop, Sala ELLUS listou 10 videoclipes que estão fazendo 20 anos em 2015. Aumente o som e tire as crianças da sala — afinal de contas, elas não vão conhecer nenhuma música.

1) “SABOTAGE”, BEASTIE BOYS

O álbum “III Communication” chegou ao 2° lugar da Billboard e pode ser considerado um dos grandes incentivadores do retorno dos Beastie Boys  oriundos de 1984. “Sabotage” se tornou um sucesso pela estética setentista usada pelo cineasta Spike Jonze — até então, exclusivo de videoclipes, muito antes de dirigir os longas “Quero ser John Malkovich” (1999) e “Ela” (2013).

A direção de arte (locação, figurino e fotografia) era diretamente inspirada em seriados como “Hawaii 5-0″ e “Starsky & Hutch – Justiça em dobro”. Mas Jonze foi longe: cenas como a da luta com facas e a da explosão em uma ponte ficaram de fora da versão final da MTV.

2) “SOUR TIMES”, PORTIHEAD

O álbum de estreia da banda britânica, ”Dummy”, é um dos estandartes da trip hop, música eletrônica low-profile que começava a pulular em 1995 (vide Massive Attack e Sneaker Pimps).

O clipe de “Sour times” é um thriller de suspense, com direito a perseguição, interrogatório, drama e assassinato. As imagens usadas no filme musical são uma reedição de um projeto cinematográfico da banda de Bristol, o curta-metragem “To kill a dead man”. Assim como a música, o clipe retrata até onde vazios podem nos levar.

3) “DON’T SPEAK”, NO DOUBT

Apesar de ter sido lançado em 1995, “Don’t Speak” entrou para o sexto lugar de músicas mais tocadas do mundo apenas no ano seguinte. O clipe  que faz alusão ao término de Tony Kanal e Gwen Stefani — é emocionante e pessoal, e fez a equipe de corte viver pesadelos na ilha de edição.

Gwen chorou compulsivamente durante a filmagem e cenas de shows tiveram que ser incluídas para suprir os buracos de produção.

4) “CHAMPAGNE SUPERNOVA”, OASIS

O maior enigma da música de encerramento do disco “(What’s the story) Morning Glory?” é a origem do título. As teorias vão desde uma confusão com a palavra “Bossanova”, título do disco do Pixies, e até uma possível onda proveniente do uso de drogas aliado ao consumo de espumante.

A gente acredita mais que, após um show na Noruega, Liam e Noel Gallagher teriam ficado encantados com um observatório do local, de onde é possível ver uma Supernova. Segundo os dois irmãos em reportagem da época, a tal estrela é da cor do “champagne”.

5) “1979″, THE SMASHING PUMPKINS

Segundo Billy Corgan, “Mellon Collie and the infinite sadness” é um disco com “música psicodélica de uma banda de heavy metal dos anos 1920″. O clipe de “1979″ é inconfundível: enquanto o vocalista do Smashing Pumpkins canta, um grupo de adolescentes se diverte em um parque, alguns rodam dentro de um enorme pneu; outros dirigem pelas ruas de um subúrbio norte-americano.

A ideia lúdica veio pela conexão da sobremesa com uma experiência adolescente. ”Eu tinha 18 anos e dirigia pelas ruas de Illinois em um dia de chuva; eu parei em um sinal de trânsito e vi ali uma conotação de esperar por algo que vai aconteceu. Não é muito glamuroso, mas é sobre ter chegado lá ainda mas estar perto”, filosofou Corgan no programa “Storytellers”, da VH1.

6) “COMMON PEOPLE”, PULP

Quem seria a tal garota grega, estudante de artes da Saint Martins College, que pede ao vocalista Jarvis Cocker que faça ela viver como uma pessoa comum? Recentemente a esposa do ministro das finanças grego, Yannis Varoufakis, foi apontada como a inspiração para a música do Pulp, um dos hinos de empoderamento de classes mais contundentes dentro do brit pop.

O clipe tem estética mod, com modelos dançando em uma pista de dança com chão iluminado, fazendo movimentos robóticos. Em outra cena, Cocker aparece dentro de um carrinho de supermercado e as panorâmicas em steady cam, com o vocalista do Pulp em proporção infantilizada, são uma das cenas que nunca saíram da cabeça da geração MTV Brasil (o trecho foi usado na abertura do “Mtv Hits”). Pois afinal, no supermercado, ninguém presta atenção em você.

7) “SCREAM”, MICHAEL E JANET JACKSON

Em meio à polêmica das acusações sobre pedofilia e toda aquela polêmica que já conhecemos, Michael Jackson convidou a irmã Janet para gravar o single que mandaria muitos recados à mídia mundial.  A letra fala de celebridades em reabilitação e da alarmante perseguição da imprensa sensacionalista.

Em 11 dias de filmagem, foram usadas inúmeras guitarras (Michael quebrou várias até aprovar a cena perfeita) em 11 cenários diferentes (todos indoor, pois o clipe se passa dentro de uma nave espacial). Mas o diretor Mark Romanek (de “Rain”, de Madonna, e “Criminal”, de Fiona Apple) teve bastante dinheiro para se divertir: “Scream” custou 7 milhões de dólares e é o videoclipe mais caro da história, segundo o Guinness.

8) “BORN SLIPPY NUXX”, UNDERWORLD

B-side de um single que não tinha emplacado, a música pulverizou as pistas de música eletrônica quando foi selecionada para entrar para a trilha sonora do filme “Transpotting”, de Danny Boyle.

O título da faixa é uma homenagem ao cachorro com o qual Karl Hyde, do Underworld, ganhou bastante dinheiro em corridas. Embora muita gente pense a “Born slippy” é hino de bêbado, a palavra “cerveja” é repetida diversas vezes (“Shouting: lager, lager, lager…”) porque Hyde diz que, quando perdia a linha, sempre ficava repetindo a mesma coisa.

9)”YOU OUGHT KNOW”, ALANIS MORISSETTE

Recuperando-se de uma separação dolorosa, Alanis incendiou o Grammy daquele ano com uma performance cheia de ira. A inspiração era a relação que viveu com o ex-namorado, Dave Coulier, mas “You oughta know”, segundo ela, não é uma música sobre vingança; trata de libertação.

Filmado em um deserto, o clipe foi gravado logo depois que a cantora canadense assinou com a Maverick, gravadora de Madonna, e boatos dizem que frases amarguradas como “toda noite que arranho com as minhas unhas as costas de outro alguém eu espero que você sinta” são obra da Rainha do Pop. No entanto, não há registros de crédito.

10) “STUPID GIRL”, GARBAGE

Convidada para ser a vocalista de um projeto comercial que nem os roqueiros mais puristas conseguiam torcer o nariz, Shirley Manson escreveu uma música sobre uma mulher manipuladora, fadada a uma vida de superficialidade e ilusão. Em cena, a femme fatale usou um vestido sessentinha que todos queriam ter: “Não tinha grife; comprei por US$ 15 em uma loja de rua na Madison”, disse Shirley à revista Spin.

O diretor Samuel Bayer (de “Smells like teen spirit”, “Bullet with butterfly wings” e “What goes around… comes around”) se inspirou na estética de “Seven”, de David Fincher, e recortou manualmente o negativo. Depois de tomar banho com o filme, raspar e deixar as suas digitais no material, ele colou manualmente todas as peças e o resultado é a obra de arte aqui em cima.

20/04/2015_15:00

por MILENA COPPI

Tradicionalmente, a revista “Time”  divulga um countdown com os nomes mais influentes do ano. Na icônica edição deste ano, Kanye West não só estampa a capa da publicação, como lidera a categoria “Titãs”, umas das mais importantes da lista. Não é para menos: recentemente, o rapper recebeu o título de “The black Madonna”. E quem disse isso, pasmem, foi a própria Rainha do Pop. Em entrevista à revista Cosmopolitan, ela comentou como foi trabalhar com o rapper.

“Foi como uma briga de touros, mas a gente se revezava. Ele sabia que estava entrando em um ambiente com uma pessoa que tem uma visão forte das coisas e eu também”, disse Madonna: “Eu ouvia o que ele tinha para dizer e ele ouvia o que eu tinha para dizer. A gente não concordava em tudo, mas ele tem boas ideias”.

Mas da onde vem tanto elogio? A seguir, listamos alguns possíveis motivos.

null

1) Juntamente com Diplo, Kanye West colaborou com Madonna em “Rebel Heart”. Ele assina a produção musical de “Illuminati”, música que ironiza a existência de uma sociedade secreta  que planta mensagens ocultas em obras culturais com intenção de dominar do mundo.

2) Ele também está envolvido no disco de outro ícone pop: é produtor executivo de “R8″, novo álbum de Rihanna. Canta na faixa “FourFiveSeconds”, ao lado do ex-beatle Paul McCartney (que toca guitarra), e, segundo rumores, essa colaboração deve render uma turnê entre Riri e West ainda este ano. Vamos torcer.

3) Em março de 2014, ele e sua esposa, a socialite midiática Kim Kardashian, se casaram em uma controversa cerimônia em Forte di Belvedere, na cidade de Florença, na Itália. Na ocasião, os convidados não podiam portar câmeras digitais ou fotografar com o celular. Controle digno do FBI.

4) Kanye West acaba de assinar uma coleção de moda em parceria com Adidas Originals. A linha foi ousada desde o início: no desfile, modelos com diferentes padrões de beleza vestiam roupas com propostas militaristas.

5) Por fim, não podemos esquecer que o dono de 21 Grammys é o cara que deixou Taylor Swift sem palavras no VMAS de 2009. Na ocasião, ele subiu ao palco e disse que a então estrela country não merecia o prêmio: “O astronauta devia ser de Beyoncé”.

Palmas, palmas.

26/11/2014_17:00

Debbie Harry ganhou um livro para contar todas as suas histórias, e não foram poucas. Como boa roqueira, a líder do Blondie viveu bem, e as imagens de “Negative: Me, Blondie, and the advent of Punk” mostram isso. Chris Stein, seu ex-namorado e companheiro de banda, é quem assina texto e fotos.

Debbie conheceu Chris quando cantava no grupo The Stilettos. Viu Chris na plateia e, pronto, tudo começou. Os dois fizeram muita coisa boa juntos, músicas como “Call me” e “Atomic”. E, agora, o livro mostra a intimidade do casal, a punk Debbie cozinhando entre outras cenas de bastidores.

David Bowie, David Byrne também aparecem na publicação, assim como vários nomes da música, mas são de Debbie as melhores imagens: a cumplicidade entre fotógrafo e fotografada é única. Fora toda a trajetória punk.

As fotos ganharam exposição em Londres este mês, na Somerset House, mas o livro por si só vale a pena, é uma viagem. Pra apreciar ouvindo Blondie.

 

31/10/2014_13:44

http://ellus.com/salaellus/wp-content/uploads/2014/10/anateresa.jpg

http://ellus.com/salaellus/wp-content/uploads/2014/10/5.jpg

por ANA TERESA BELLO

No ano passado, enquanto todo mundo pulava o carnaval, fiz as malas e parti sozinha para Islândia. Trocar a folia pelo frio (fazia cerca de 0º C  na época) valeu a pena — me surpreendi, de muitas maneiras, com a natureza e a cultura local. E olha, minhas expectativas eram bem altas antes da viagem.

O ponto de chegada da Islândia é a charmosa Reiquiavique, capital da Islândia. Vale a pena passear sem rumo por lá para encontrar muitos cafés, bares, brechós e lojas de design bacanas. Como sou decoradora de interiores, garimpar é especialmente importante para mim. Alguns lugares que recomendo para sua rota:

Mercado de pulga Kolaportio (Tryggvagotu 19): quem curte antiguidades, não pode deixar de dar uma passada por lá. Tem tudo que você possa imaginar, desde roupas típicas a itens de colecionador, como postais e fotos antigas, sem esquecer de objetos de decoração.

Laundromat Cafe (Austurstræti 9): esta antiga lavanderia convertida em restaurante é uma das minhas descobertas preferidas. A comida é ótima e o décor é lindo! Uma parede é decorada com mapas, enquanto as outras são cheias de fotos e pôsteres e todas as cadeiras e poltronas são vermelhas. O “balcão-estante”, decorado com muitos livros, é outro destaque.

http://ellus.com/salaellus/wp-content/uploads/2014/10/Reykjavík.jpg

Café Loki (Lokastígur, 101): o restaurante fica em frente a Hallgrímskirkja, a principal igreja do país, cuja estrutura gótica foi inspirada nas incríveis formações de basalto da ilha. Lá, a boa é experimentar pratos típicos como a carne de tubarão. Bastante exótico para nosso paladar, mas viagem é para conhecer sabores novos, não é mesmo?

Café Rosenberg (Klapparstígur 25-27): apesar de calma durante o dia, a capital islandesa tem uma noite superanimada. Além do ambiente legal, o Rosenberg conta com uma programação de shows de bandas locais bem surpreendente. Prato cheio para quem, como eu, se interessa pela música da Islândia e quer saber o que mais há por lá além da Björk.

Kaffbarinn (Bergstaðastræti 1): quem procura “a” balada, pode seguir em direção a esse bar, um dos mais hypes da cidade. Por lá, passam vários DJs famosos da Islândia e da Europa, que lotam a pista pequena e intimista.

http://ellus.com/salaellus/wp-content/uploads/2014/10/harpa1.jpg

Harpa (Austurbakki 2): parada obrigatória tanto pelos concertos incríveis quanto pela arquitetura. É uma das mais importantes casas de música clássica e artes da Europa. A fachada, assinada pelo conceituado arquiteto islandês Olafur Eliasson, tem blocos retangulares de vidro, que presos a uma estrutura de metal, refletem as mudanças de luz a cada estação.

Apesar de Reiquiavique ser linda, escape um pouco da cidade para desbravar a natureza. Aliás, na Islândia, isto é o ponto alto da viagem! As paisagens são fantásticas e, às vezes, parece até que se está em um filme.

O melhor é alugar um carro para circular pelo interior. Se preferir, pode fazer um day que empresas como a Gray Line oferecem, mas sai um pouco mais caro (além de você ter menos liberdade para seguir seu próprio ritmo de viagem).

http://ellus.com/salaellus/wp-content/uploads/2014/10/golden-circle-2.jpg

Golden Circle: o passeio mais famoso do país. No caminho de mais de 300 km, você encontra cachoeiras, montanhas glaciais e os famosos gêiseres, inclusive o Geysir, o primeiro conhecido no mundo e o lugar que originou a palavra.

Gulfoss: é a principal atração da Golden Circle. As “quedas douradas”, como se traduz o nome, fica no cânion do rio Hvítá e tem três estágios: o primeiro tem “apenas” 11 metros, a segunda cascata é de 21 metros e, por último, uma gigante fenda de 32 metros. O volume e barulho da água são lindos!

http://ellus.com/salaellus/wp-content/uploads/2014/10/black-sand-beach.jpg

Vik: é uma praia bem diferente das nossas tropicais  – a areia é negra! O local foi locação da série Game of Thrones. Fica no vilarejo de Vík í Mýrdal, no extremo sul da ilha.

http://ellus.com/salaellus/wp-content/uploads/2014/10/blue-lagoon.jpg

Blue Lagoon: é um SPA paradisíaco de águas termais em  Grindavík, a 40 quilômetros da capital. Em meio a paisagem gélida das montanhas, você pode se banhar em lagoas vaporosas de até 40º C. As águas são aquecidas pelo magna vulcânico abaixo do solo e chegam à piscina com a força de turbinas instaladas em 1976. É um dos mais procurados pontos turísticos da Islândia e, além de super relaxantes, dizem que os banhos têm propriedades benéficas à pele.

http://ellus.com/salaellus/wp-content/uploads/2014/10/auroraboreal.jpg

Aurora Boreal: impossível não citar este fenômeno sensacional! O espetáculo justifica uma viagem nos gelados meses de inverno, já que só pode ser visto nesta época. Não quero ser clichê, mas só posso dizer que o movimento de luzes no céu é inexplicável.