Arquivo da tag: música

20/05/2016_09:00

A dupla de trip hop Massive Attack lançou, após longo hiato, o clipe de “Ritual Spirit”, música de trabalho do primeiro EP dos dois que os ingleses prometeram até o final de 2016. Nesse pacote, ainda está incluído um álbum inteiro só com músicas inéditas, e com certeza, mais alguns vídeos maravilhosos como este primeiro que trazemos para vocês.

No vídeo, temos ninguém menos que Kate Moss em um body cor da pele, dançando com uma luminária na mão, onde ela evolui magnificamente, iluminando algumas partes de seu corpo, em um ambiente bem escuro. O resultado é um vídeo denso, cru e totalmente sintonizado com a música. Conforme a canção evolui, a edição muda e alguns efeitos são incorporados, como se o espectador estivesse sob o efeito de alguma substância lisérgica.

Muito lindo e super moderno, digno de uma banda icônica e conceituada, que coleciona hits, que marcou uma época e, hoje, retorna gloriosa, comprovando que não parou no tempo. No release de lançamento do clipe, Robert Del Naja, vulgo 3D, um dos membros da dupla, conta que é amigo de longa data da super-modelo, mas que nunca tinham conseguido trabalhar juntos. Durante a sessão de gravação no estúdio, Kate dançava com a luminária, e, ao ver aquela cena hipnotizante, o diretor Medium achou que estava diante da perfeita tradução da atmosfera e do conceito intimista e ritualístico da música.

Já Kate disse que não teve que pensar duas vezes antes de topar fazer parte do clipe, contou que é fã do trabalho da dupla há muito tempo, que ama o conceito visual deles, além de ser super-amiga de 3D. Com o talento compartilhado por esse grupo de amigos, não poderia sair nada menos que este vídeo simples, contemporâneo e incrível.

16/05/2016_09:00

Se há uma figura que se destacou no vasto ecossistema da gravadora Awful Records em 2015, essa é Abra, jovem inglesa com raízes em Atlanta, que encantou o universo do R&B com sua voz sensual, capacidade de mesclar estilos modernos a antigos, e abordagem íntima para com o mundo das adolescentes de hoje.

Abra, ou Dark Wave Duchess, como é conhecida pelos fãs no Instagram, Twitter e Soundcloud, escreve sua própria música, canta e produz independentemente. “O nome Darkwave Duchess representa o meu desejo de não ter medo do lado negro, que é o meu lado vulnerável, escondido do mundo e que vem à tona antes de dormir”, declarou ela à iD Magazine.

Suas letras atrevidas e lascivas, que tratam de suas experiências, são provavelmente a melhor parte de sua música, o que comprova que seu dom é criar. Desde que se associou ao coletivo da Awful Records, em 2014, tem lançado uma série de singles que mostra como seu charme à la 1990 contempla a estética inovadora que a empreendedora visa transmitir.

A inglesa é uma das novas artistas com perspectivas mais empolgantes no R&B contemporâneo, por conta de sua expressividade. Como a maioria dos novos artistas de rhythm and blues, Abra sabe fazer uma boa mistura de sons, deixando-se influenciar por diferentes estilos e gêneros, fundindo seus vocais sussurrados com batidas viciantes, como evidencia sua faixa “Sick Girl”.

Seu estúdio ainda é o closet da casa dos seus pais, um mundo de experimentações off-key, e ela entende excepcionalmente o que as outras pessoas da sua geração sentem. “Eu sinto que a minha geração se esconde, num mundo de profunda emoção e pensamentos, por trás de tweets ambíguos, textos, emojis, e outros recursos digitais que debilitam nossas expressões humanas físicas”, revelou à iD. “Nós não dizemos o que sentimos por medo de rejeição ou de parecer muito intenso ou necessitado”.

Suas performances, carregadas de expressão física nos videoclipes, parecem ser uma forma de comunicar essa ideia, assim como seus inúmeros acessórios esportivos, que propõem que vivamos mais na realidade, em sincronia com nossos corpos. Abra vem com todo esse conceito forte, sem deixar de ser estilosa e representando a atitude das cool Tumblr girls da década. Mas mantém um mistério: sua idade. Quantos anos será que ela tem?

08/04/2016_10:00

Há uma essência indescritivelmente identificável no rock clássico. O que constitui a alma desse  estilo musical, especificamente, não sabemos, mas provavelmente tem algo a ver com a familiaridade: desde vocais inesquecíveis até os riffs de guitarra.

Com o poder de amplificar mares de pessoas, o rock tradicional, que existe do período dos anos 50 aos anos 80 — e timidamente nos anos 90 —  é uma celebração das músicas que todo mundo conhece e dificilmente desgosta.

De acordo com o blog musical FiveThirtyEight, artistas consagrados como Led Zeppelin, Aerosmith e Rolling Stones compõem 50% das faixas tocadas em estações de rock clássico americanas.

Na playlist dessa semana, nenhum mestre foi deixado de fora: AC/DC, The Who, Alice Cooper, The Doors, Pink Floyd e Black Sabbath dividem espaço com Queen, Jimi Hendrix, The Police, Guns N’ Roses e The Clash. Então não tenha dúvidas: aperta o play e curte a playlist mais deliciosa e democrática que você vai encontrar hoje.

16/03/2016_18:00

A cerimônia anual de música Brit Awards costuma ser uma boa aposta para descobrir novas vozes originárias da terra do punk. O ponto alto da noite do Brit Awards 2016 foi a homenagem de Lorde ao britânico mais característico e inesquecível de todos: David Bowie. Aproveitamos para ficar de olho nas indicações e detectamos três novos artistas britânicos que merecem os holofotes este ano.

1. Wolf Alice

Liderada pela vocalista Ellie Rowsell, Wolf Alice, banda alternativa do norte de Londres (Camden Town, é claro!) mistura folk, grunge e elementos eletrônicos com o indie rock dos anos 1990. O som produzido pelo conjunto, formado em 2010 por Ellie e o guitarrista Joff Oddie e com a entrada do baterista Joel Amey e do baixista Theo Ellis em 2012, é um dos mais animados dos últimos tempos e tem sido comparado a bandas como Elastica, Garbage e Pixies. Nominados para o prêmio de “British Breakthrough Act” (“Ato Marcante Britânico”), fica no ar a dúvida: por que eles não ganharam?!

O álbum “My Love Is Cool” (2015) foi nominado ao prêmio Mercury e o quarteto continua a inovar com experimentações musicais cada vez mais cool que você pode conferir aqui. Imprevisibilidade é uma raridade muito desejável e esse grupo acerta o alvo com precisão.

2. Jess Glynne

Há dois anos atrás, quase ninguém sabia quem era Jess Glynne, mas no universo musical, dois anos podem ser considerados uma década. A voz de Jess começou a chamar atenção em 2014, quando ela foi convidada para fazer o back vocal em faixas de Clean Bandit e Route 94. Desde então, ela lançou um álbum que foi hit na Inglaterra, “I Cry When I Laugh” (2015) e, graças à sua rápida escalada ao topo, no Brit Awards deste ano, foi nominada tanto para o prêmio de “Best Newcomer” (“Melhor Revelação”), quanto “Best British Female Soloist” (“Melhor Artista Britânica Solista” na categoria feminina).

Aos 26 anos, a cantora, que é bissexual, insiste que a sua sexualidade não deveria ser motivo de alarde, e fala abertamente sobre ter que batalhar contra seu medo de avião agora que a carreira deslanchou. Surpreenda-se com o talento da ruiva mais maravilhosa da Grã-Bretanha (ou talvez do mundo) clicando aqui.

3. James Bay

O carismático James Bay foi o talento que levou o Brit Award deste ano. O rapaz de apenas 24 anos é natural de Hertfordshire, uma cidade simples no campo da Inglaterra, e tem feito muito sucesso devido ao seu dom de colocar as pessoas em um transe usando apenas seu vocal suave acompanhado de um violão. O seu álbum mais recente, “Chaos and the Calm” (2015), chegou ao #1 no ranking musical do Reino Unido e, além de sua aptidão musical óbvia e capacidade para escrever letras incríveis, sua aparência de tirar o fôlego continuará a mantê-lo em evidência em 2016.

“Eu estou tentando compôr músicas que provoquem sentimentos nas pessoas e, se eu tiver sorte, que até as comovam”, expressou o artista solo em seu site oficial — e talvez tenha sido essa mentalidade humilde que lhe concedeu o grande prêmio. Ouça um pouco do trabalho de de Bay aqui.

A ELLUS destacou Wolf Alice como a banda da semana. Além do conjunto, incluímos na tracklist artistas como Courtney Barnett, Warpaint, Haim e Ex Hex.

14/03/2016_15:00

Quem acompanha o Instagram da ELLUS certamente espiou a cobertura do Lollapalooza Brasil 2016, e pescou que, para nós, esta edição foi ainda mais intensa do que a do ano passado. O festival, que aconteceu no Autódromo de Interlagos (como de costume desde 2014), deu o que falar — e nós vamos revelar aqui o que foi dito.

Depois de tanta expectativa para o dia 12 de março, fica difícil acreditar que o adorado Lolla já chegou e já se foi. Considerando que tempestades avassalavam São Paulo 48 horas antes do grande dia, tudo foi conduzido com a mais suprema maestria. Por destino ou coincidência, no primeiro dia do espetáculo, nem uma gota de chuva caiu e arriscamos dizer que mesmo que o mundo tivesse caído, ainda teria sido incrível, já que no segundo, o pé d’água foi amenizado pela estrutura bem-pensada: uma extensa área cobertagramado com tapete de plástico. 

Além das 52 atrações musicais, o ambiente do festival criou um universo paralelo, movido por gastronomia e pela experiência gerada através de toda a decoração temática presente no espaço, que contou com divertimentos como um carrossel e uma roda-gigante para deixar as vibrações ainda mais altas.

“A ideia é oferecer uma experiência. Na realidade, é uma experiência totalmente diferente, tem muito mais coisa que a música. A música, logicamente, é a grande âncora do evento, mas acontece muita coisa ao redor dessa música”, fundamentou Fernando Alterio, organizador do Lollapalooza no Brasil, alguns dias antes da diversão toda.

Após a realização do evento, uma internauta tweetou com a hashtag do festival (#lollapalooza2016), “você nunca volta o mesmo”, atestando que as inovações deste ano foram bem-sucedidas.

Os melhores shows, de acordo com uma votação feita no site oficial do Lollapalooza, foram os de Jack Ü, conjunto eletrônico arrebatador formado por Diplo & Skrillex; Mumford & Sons, grupo britânico de folk que tem se aventurado em explorações do rock; Florence + The Machine, espirituosa cantora inglesa cujas apresentações se assemelham a um musical alucinante (a deste domingo, que fechou o Palco Skol no último dia, foi avaliada pelo UOL como “um mergulho no mundo das fadas”), e Eminem, rapper considerado a atração mais esperada do primeiro dia.

Além destes, os headliners do line-up incluíram grandes nomes da música na atualidade, como o autêntico quinteto islandês, Of Monsters And Men; a encantadora galesa, Marina And The Diamonds, que fechou o primeiro dia com chave de ouro no Palco Axe; a banda australiana de pop-rock psicodélico, Tame Impala, que animou o público com faixas de “Currents” (o terceiro álbum); os americanos que apostam em southern rock e blues, Alabama Shakes; Karol Conká, a rapper brasileira mais queridinha da Ellus (com participação surpresa de MC Carol na sua apresentação), e Halseynew face norte-americana que se manteve no topo dos trending topics do Twitter no decorrer do primeiro dia de festival, quando ela se apresentou.

A escolha caprichada e diversa do line-up deste ano, abrangendo livre escolha entre quatro palcos, tornou a edição inesquecível e o time da ELLUS está mais do que ansioso pelo ano que vem. Já? Mas é claro! Nenhum festival brasileiro se compara ao Lollapalooza — o público está aí para legitimar isso.