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18/11/2014_16:08

por CLÉO SANTIAGO

Inspirados por essa lista de revistas que rolou aqui na Sala Ellus, elegemos cinco publicações gringas que estão revolucionando o jornalismo de moda e comportamento.

Os textos são minimalistas e as imagens cuidadosamente produzidas, dignas de qualquer table book. A seleção é simplesmente imperdível para quem tem fome de beleza.

WONDERLAND: a publicação é, provavelmente, a mais popular dentro desta nova safra. Já posaram para sua capa ícones da cultura pop, como Emma Watson e Mariah Carey, assim como perfis cool representados por Sky Ferreira e Katie Price. Suas covers, aliás, são sempre marcantes.

OH COMELY: a britânica deve ser reconhecida por fugir do óbvio. Ela não pretende criar nenhum desejo de consumo de tendências, fortalecer ou desconstruir padrões de beleza. Na verdade, a Oh Comely quer despertar potenciais criativos, incentivando a libertação da imaginação através das fotos incríveis de seus colaboradores.

INDIE: como o próprio nome sugere, a Indie Magazine se destaca por seu estilo bem característico. Além de coloridos e bem cuidados editoriais de moda alternativa, a revista põe em evidência artistas da cena independente, sejam eles músicos, fotógrafos ou pintores. Seu papel neste cenário já é demarcado.

LOVE: a publicação bienal produzida pela Condé Nast leva a assinatura de vários jornalistas de revistas supertradicionais que desejavam sair um pouco da zona de conforto. Não à toa Kate Moss e Lea T já estrelaram suas edições, assim como a polêmica Beth Ditto, completamente nua. Cada edição é sempre muito aguardada.

UNDER THE INFLUENCE: uma das pioneiras desta revolucionária linha editorial, a UTI existe desde 2008 de forma totalmente independente. Fora das rédeas dos veículos de massa, a revista apresenta assuntos como estilo, arte e comportamento sem nenhum tipo de censura. A revista pode – e deve! – se tornar um objeto atemporal, que visa a estética refinada acima de qualquer tendência efêmera.

17/11/2014_14:41

por ALEXIA CHLAMTAC

Yves Saint Laurent foi tema de duas cinebiografias este ano: “Yves Saint Laurent”, lançada no começo do ano, e “Saint Laurent”, que estreou na semana passada. Essa última não foi autorizada, mas é a que melhor conta a vida do designer, tanto que foi indicada ao Oscar 2015 na categoria de melhor filme estrangeiro.

O longa, dirigido por Bertrand Bonello (“O Pornográfico”, 2001), faz um recorte histórico entre os anos 1967 a 1976, abordando a importância do legado do estilista francês nascido na Argélia.

De acordo com Bonello, a narrativa foi centrada entre o final dos anos 1960 e 1970 porque o período, além de ter sido uma época de efervescência cultural e política no mundo, representa o auge criativo de Saint Laurent.

O ator Gaspard Ulliel dá vida ao estilista, que se mostra um personagem fascinante e complexo, atormentado diante da fama e da fortuna, tentando sanar suas inseguranças através do abuso de drogas e álcool.

O filme não teve apoio de Pierre Bergé, companheiro e sócio de YSL por muitos anos, o que atrasou as filmagens e fez com que o filme sofresse reajuste. Entretanto, foi graças a esse fato que ele teve maior liberdade para escrever o roteiro como queria.

O longa-metragem conta ainda com a participação da atriz Léa Seydoux, que interpreta a grande musa do estilista, Loulou de la Falaise,; de Aymeline Valade interpretando sua amiga e modelo Betty Catroux; além de Jérémie Renier, que interpreta Pierre Bergé, e o ator Louis Garrel encenando a figura de Jacques de Bascher, um bon vivant que tinha um caso com o também estilista Karl Lagerfeld e por quem o designer se apaixonou nos anos 1970, levando-o a uma turbulenta separação de Bergé.

O passeio feito pelo diretor através da vida de sexo, drogas e alta-costura do estilista dá destaque às zonas de sombra da vida do personagem. O estilista, em estado melancólico, observa o apagar das luzes de um império que ele não representa mais.

10/10/2014_14:47

por CLÉO SANTIAGO

Como você leu aqui na Sala ELLUS, a primeira edição da “Fort” foi lançada em agosto. A revista que Kleber Matheus, diretor de arte das campanhas das ELLUS, idealizou com os fotógrafos Cássia Tabatini e Fabio da Motta tem projeto gráfico minimalista e acompanha uma nova era de publicações de moda e comportamento.

É tudo bem diferente das revistas tradicionais. Com textos sucintos e predominância de fotos muito bem dirigidas, estas revistas são o reflexo de um mundo contemporâneo bombardeado por informações. Pois às vezes, tudo o que precisamos é ter tempo para parar, apreciar boas imagens e ler algumas pílulas de notícias.

Inspirados pelo lançamento da Fort, listamos as outras cinco revistas escritas em português que seguem este novo formato editorial. Bom apetite!

made in brazil

MADE IN BRAZIL: Editada por Juliano Corbetta — cabeça do blog homônimo — a Made in Brazil Magazine já está na sua terceira edição.

O destaque é o espaço dado a novos modelos brasileiros. A publicação é recheada de fotos superssexies.

romeu mag

ROMEU MAG: Para um público formado predominantemente por homens, a Romeu Mag se apresenta como fonte de inspiração visual para o conceito da imagem masculina.

Conta com a colaboração de vários artistas visuais para garantir sua estética irretocável. A revista tem edições bimestrais e, a cada seis meses, publica seu melhor no material impresso, também digno de um lugar na biblioteca pessoal.

dsction

DSECTION: A publicação portuguesa tem visto o seu sucesso crescer internacionalmente.

Seu grande objetivo é se tornar colecionável, uma obra para se ter na biblioteca pessoal. Todo o cuidado no processo editorial não é pouco: é fundamental.

THE MARK MAG: A atriz Julia Almeida ficou famosa por atuar em inúmeras novelas do pai, o novelista Manoel Carlos. Mas foi em 2012 que ela decidiu focar na moda, com a criação da revista eletrônica The Mark Magazine. Ano passado, Julia imprimiu a sua bem bolada curadoria de moda, arte e música em uma publicação de veia editorial punk.

Na The Mark Mag impressa, viagem, gastronomia e sexo intermediavam ensaios de moda belíssimos com colunas assinadas por Fernando Torquatto, Jorge Wakabara, Alessandra Colasanti, entre outros.

what about mag

WHAT ABOUT MAG: Uma revista com conteúdo autoral que transita entre moda, música, gastronomia e outras expressões artísticas.

Seu conceito é atemporal e, mesmo assim, bem contemporâneo. Mais uma publicação que fica incrível na estante!

21/08/2014_19:03

por ANA FLÁVIA

Referência em pesquisa de moda, a Casa Juisi abriga um acervo de 35 mil peças. Você pode não estar lembrando, mas, na inauguração do instituto, em 2011, a ELLUS montou exposição de peças vintage confeccionadas com a nossa principal materia-prima. Se o coração de vocês, denim lovers, bateu mais forte relembrando esta ação, saiba que a Casa tem uma grande notícia para artistas e estudantes de moda.

A Casa Juisi funciona em um casarão que data de 1890 no Centro Histórico de São Paulo, próximo ao Museu da Marquesa de Santos, a Casa Anchieta e a Casa da Imagem. Junto a ela, funciona a galeria de arte experimental Phosphorus, que está com programa de residência artística aberto. Despesas de transporte e moradia, além da bolsa de R$ 5 mil, serão pagas pela Casa Juisi. Para se inscrever, acesso o site deles clicando aqui.

O objetivo da residência  é valorizar o capital imaterial que cada artista tem, oferecendo possibilidades de compartilhamento de produção de conhecimento. Em tese, isso vai ser feito por meio de reflexões e pela vivência de produzir arte dentro de um acervo de moda vintage durante dois meses.

Some isto tudo ao ambiente contextual e social que pulsam no centro da capital paulistana — região que é, para os artistas, um solo fértil para criação e desenvolvimento de suas experimentações poéticas.

Curtiu? Então, atualize o seu portfólio e se inscreva! Eles recebem trabalhos até o dia 30 de agosto.

30/03/2012_15:49

E em formato diferente.  Agora vai se chamar Movimento Hot Spot e será um concurso cultural  que além de  fomentar talentos vai também premiá-los, percorrendo o Brasil por 17 cidades em etapas eliminatórias ja agendadas. A Luminosidade de Paulo Borges criadora do original continua no comando.

Interessante e grandioso, é um projeto diferente do anterior, uma semana de moda que lançava novos estilistas entre 2003 e 2008 e revelou nomes como Neon, Amapo e Fabia Bercsek.

São 11 categorias concorrendo: design, moda, fotografia, arquitetura, beleza, ilustração, design gráfico, filme e vídeo, música, cenografia e ideia, e as inscricões serão feitas via on line no site http://movimentohotspot.com/ até dia 15 de maio. A final esta prevista pra maio de 2013. Portanto fique atento!

Moda vai ser premiada com R$ 150.000 e ganha desfile no Fashion Rio ou no São Paulo Fashion Week. A melhor proposta ou ideia ganha R$ 200.000 para investir sua marca no mercado.  O vencedor de cada categoria leva pra casa R$ 10.000.

Entre os curadores estão Suzana Barbosa, Bob Wolfeson, Speto, Paulo Martinez e Marcelo Rosembaum. Um time eclético e profissional que só vai agitar ainda mais a moda brasileira. Bem vindo de volta, Hot Spot!