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24/03/2015_14:22

por ALEXIA CHLAMTAC

As jogging pants — calças de moletom com elástico na cintura e na barra — surgiram na década de 1980 e são uma marca da geração sporty. O motivo disso, é claro, era o conforto proporcionado pela peça, que foi inspirada nas modelagens da época. Em 2010, as calças de academia começaram a ser resgatadas em desfiles internacionais, mas a fama instantânea veio quando personalidades como Katie Holmes e Gwen Stefani passaram a usá-las com sandálias e botas luxuosas. Nesta ocasião, foram rebatizadas como sweatpants.

Agora imagine a sensação confortável de usar um moletom, mas com aparência e durabilidade do jeans? Não precisa imaginar: a jogging denim é a principal novidade do inverno 2015 da ELLUS.

Indo de encontro com a febre esportiva que toma conta da moda mundial — que pedem por uma vida mais prática e moldada à velocidade do século 21 —, o interior da nossa jogging denim tem uma construção que imita malha, com flexibilidade e toque macio. No entanto, do lado de fora, as características essenciais do famoso jeans premium da ELLUS estão lá: five pockets, detalhes maquinetados, botões em rebite…

O segredo desta inovação têxtil está na combinação destas duas camadas de tecido, que possibilita o conforto e o caimento de um moletom dentro de um autêntico denim. Pois todas as peças da linha ELLUS Jogging Denim oferecem as possibilidades de lavagens e os efeitos de lavanderia que já são uma marca da grife.

28/01/2015_15:11

por IGOR FIDALGO

Como você leu neste post, normcore é uma forte tendência de comportamento contemporânea. Numa análise profunda, ser norm tem mais conexão com atitude do que com forma de se vestir. Segundo o estudo da K-Hole com a Box 1824, os norms não precisam de liberdade para serem quem quiserem; eles são livres para estar com quem quiserem.

É a filosofia da transitoriedade, da liberdade de expressão com base no efeito global, do afeto geral, e de fato como escreveu Gloria Kalil, pode ser simbolizado como a epistemologia da inclusão. O trecho a seguir do estudo seminal sobre a tendência compara bem: “Enquanto os indies falam sobre o sonho que tiveram na noite passada, os normcores se expressam em relação ao clima. Os seus sonhos só interessam a você, mas questões climáticas afetam todo mundo”.

De lá pra cá, o assunto ganhou diversas interpretações e, é claro, serviu de referência para ensaios de moda, virou pauta em blogs e causou impacto no estilo de muita gente inspiradora. Trendsetters abriram mão de estampas e grafismos em prol de um uniforme minimalista.

Ilustrando esta matéria, um look masculino direto da nossa Online Store que representa a tal atitude tão em voga. Clique aqui par a ver o normcore feminino by Ellus.

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25/11/2014_13:42

O cinza é considerado o novo preto, o tom neutro da vez. É o normcore: a cor permite brincar com os detalhes da roupa e com os acessórios, dando espaço para a imaginação

 

O normcore trouxe a volta aos básicos, mas básicos reinventados: texturas aconchegantes que abraçam a pele, modelagens confortáveis e descomplicadas.

O estilo vai do dia à noite. A sandália de couro arremata o look. Com salto blocker, o sapato traz o conforto combinado ao toque rocker característico das produções da ELLUS. Os  recortes a laser deixam o couro com aparência leve, pronto para o verão.

 

18/11/2014_16:08

por CLÉO SANTIAGO

Inspirados por essa lista de revistas que rolou aqui na Sala Ellus, elegemos cinco publicações gringas que estão revolucionando o jornalismo de moda e comportamento.

Os textos são minimalistas e as imagens cuidadosamente produzidas, dignas de qualquer table book. A seleção é simplesmente imperdível para quem tem fome de beleza.

WONDERLAND: a publicação é, provavelmente, a mais popular dentro desta nova safra. Já posaram para sua capa ícones da cultura pop, como Emma Watson e Mariah Carey, assim como perfis cool representados por Sky Ferreira e Katie Price. Suas covers, aliás, são sempre marcantes.

OH COMELY: a britânica deve ser reconhecida por fugir do óbvio. Ela não pretende criar nenhum desejo de consumo de tendências, fortalecer ou desconstruir padrões de beleza. Na verdade, a Oh Comely quer despertar potenciais criativos, incentivando a libertação da imaginação através das fotos incríveis de seus colaboradores.

INDIE: como o próprio nome sugere, a Indie Magazine se destaca por seu estilo bem característico. Além de coloridos e bem cuidados editoriais de moda alternativa, a revista põe em evidência artistas da cena independente, sejam eles músicos, fotógrafos ou pintores. Seu papel neste cenário já é demarcado.

LOVE: a publicação bienal produzida pela Condé Nast leva a assinatura de vários jornalistas de revistas supertradicionais que desejavam sair um pouco da zona de conforto. Não à toa Kate Moss e Lea T já estrelaram suas edições, assim como a polêmica Beth Ditto, completamente nua. Cada edição é sempre muito aguardada.

UNDER THE INFLUENCE: uma das pioneiras desta revolucionária linha editorial, a UTI existe desde 2008 de forma totalmente independente. Fora das rédeas dos veículos de massa, a revista apresenta assuntos como estilo, arte e comportamento sem nenhum tipo de censura. A revista pode – e deve! – se tornar um objeto atemporal, que visa a estética refinada acima de qualquer tendência efêmera.

17/11/2014_14:41

por ALEXIA CHLAMTAC

Yves Saint Laurent foi tema de duas cinebiografias este ano: “Yves Saint Laurent”, lançada no começo do ano, e “Saint Laurent”, que estreou na semana passada. Essa última não foi autorizada, mas é a que melhor conta a vida do designer, tanto que foi indicada ao Oscar 2015 na categoria de melhor filme estrangeiro.

O longa, dirigido por Bertrand Bonello (“O Pornográfico”, 2001), faz um recorte histórico entre os anos 1967 a 1976, abordando a importância do legado do estilista francês nascido na Argélia.

De acordo com Bonello, a narrativa foi centrada entre o final dos anos 1960 e 1970 porque o período, além de ter sido uma época de efervescência cultural e política no mundo, representa o auge criativo de Saint Laurent.

O ator Gaspard Ulliel dá vida ao estilista, que se mostra um personagem fascinante e complexo, atormentado diante da fama e da fortuna, tentando sanar suas inseguranças através do abuso de drogas e álcool.

O filme não teve apoio de Pierre Bergé, companheiro e sócio de YSL por muitos anos, o que atrasou as filmagens e fez com que o filme sofresse reajuste. Entretanto, foi graças a esse fato que ele teve maior liberdade para escrever o roteiro como queria.

O longa-metragem conta ainda com a participação da atriz Léa Seydoux, que interpreta a grande musa do estilista, Loulou de la Falaise,; de Aymeline Valade interpretando sua amiga e modelo Betty Catroux; além de Jérémie Renier, que interpreta Pierre Bergé, e o ator Louis Garrel encenando a figura de Jacques de Bascher, um bon vivant que tinha um caso com o também estilista Karl Lagerfeld e por quem o designer se apaixonou nos anos 1970, levando-o a uma turbulenta separação de Bergé.

O passeio feito pelo diretor através da vida de sexo, drogas e alta-costura do estilista dá destaque às zonas de sombra da vida do personagem. O estilista, em estado melancólico, observa o apagar das luzes de um império que ele não representa mais.