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29/10/2014_18:47

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por ISA TENÓRIO

Semana passada começamos uma série de posts falando sobre grandes artistas gráficos do mundo. O primeiro foi o gênio Stephen Sprouse, que deixou sua assinatura visual em peças de vestuário. Hoje apresentamos o artista e ativista que ficou famoso pela sua arte nas estações de metrô, Keith Haring.

Ainda jovem, Haring entrou para a Ivy School of Professional Art, em Pittsburgh, mas percebeu que não queria ser um artista comercial. Abandonou a escola de arte e foi para Nova York. Na cidade, se matriculou na School of Visual Arts e, paralelamente a isso encontrou um grupo de jovens artistas alternativos que surgia fora das galerias. Junto deles, conheceu inúmeros músicos, performáticos e grafiteiros, como Kenny Scharf, Jean-Michel Basquiat e Madonna.

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Haring então se dedicou a tornar sua arte pública, começando pelos painéis pretos sem propaganda das estações de metrô - com giz branco, traçava até 40 desenhos por dia. Em 1981 fez sua primeira exposição, no Westbeth Painters. Em 1989, abriu a Pop Shop, no SoHo, em Nova York, que chegou a  ganhar filial em Tóquio. A loja era uma extensão de seu trabalho, em que sua arte se tornava acessível a todos os públicos, com camisetas, chaveiros e outros produtos assinados pelo artista.

Haring não queria criar apenas uma loja, mas um espaço de socialização e cultura, onde as pessoas pudessem absorver o máximo da arte encontrada no local. No ano seguinte da abertura da Pop Shop, Haring foi diagnosticado com AIDS. Logo ele decidiu criar a Keith Haring Foundation, uma instituição de ajuda na arrecadação de fundos para a conscientização da doença e ajuda de crianças infectadas.

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Haring morreu aos 31 anos, por complicações relacionadas à doença, deixando um legado enorme – Keith Haring participou de muitas exposições internacionais, entre elas a Documenta 7 e a Bienal Internacional de Arte de São Paulo. Fez também trabalhos para grandes empresas, como a animação chamada “Spectacolor” para os painéis da Times Square, as estampas para os relógios da Swatch e uma campanha publicitária para a vodca Absolut, além de diversas intervenções em ruas pelo mundo, como os grafites no Muro de Berlim.

Sua última obra, o mural ‘Tuttomondo”, perto da igreja de Sant’Antonio Abate, na Itália, foi dedicada à paz mundial. Esse e outros temas como amor, sexualidade, nascimento, morte, liberdade e preconceito foram bastante explorados por ele. Inspirado pelo manifesto “The Spirit Art” de Robert Henri, buscou uma independência, um tipo singular de expressão gráfica. Desenvolveu o gosto pelas linhas grossas e simples, cores vibrantes e desenhos expressivos. Mesmo após sua morte, influenciou muitos artistas e projetos, como as coleções de roupa de Jean-Charles Castelbajac em 2002 e de tênis da Reebok, a “Crack is Wack”, neste ano.

 

25/02/2014_12:21

Nosso ídolo disco punk James Murphy, fundador do LCD Soundsystem, uma das melhores bandas dos anos 2000, já extinta, é um nova- iorquino exemplar e a cara da cidade. Sua última novidade é um projeto para as estações de trens e metrôs da Big Apple, onde os barulhos rudes de máquinas dêem lugar a um som ambiente, agradeavel e soft futurista. Resta saber se vai dar certo. Nós apoiamos! A ideia de James poderia inclusive viajar para o Brasil, não? Quer saber mais? Assista ao vídeo de Mr. Murphy contando tudo.

E para nunca nos esquecermos de quanto LCD Soundsystem foi bom:

Vimos aqui antes: pitchfork.com