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22/12/2014_09:00

por IGOR FIDALGO

Então é Natal. Mas para temperar a ceia desta quarta com um pouco da sua personalidade, que tal embalar a noite com “Joel, the lump of coal”, novo hit natalino lançado pelo The Killers, banda que a ELLUS ama?

Os roqueiros de Las Vegas lançam singles especiais de fim de ano há nove anos. A estratégia é divulgada com um videoclipe quase sempre de cunho cômico (à exceção dos delicados “Christmas in L.A.” e “Boots”, e do épico “Joseph”).  Já virou um hábito religioso: esteja o vocalista  Brandon Flowers em hiato sabático para tocar a carreira solo ou a banda dedicada a outros projetos, os rapazes do Killers param tudo, compõem e colocam o hit natalino para venda no iTunes.

Interessante é que o projeto ainda tem cunho social: os singles de Natal do Killers fazem parte da RED, ONG capitaneada por Bono Vox e Bobby Shrive que se alia a grandes nomes da indústria de entretenimento para criar produtos cujas rendas são destinadas a programas anti-AIDS na África.

O site da campanha é muito bacana e inspirador, e neste manifesto você pode saber mais sobre a ONG. A intenção de toda a rede de artistas da RED é zerar o número de recém-nascidos infectados com HIV, valor que já caiu de 1.500 (em 2002) para 650 (2013).

Abaixo, uma retrospectiva com os divertidos clipes natalinos dos meninos do deserto, em ordem retroativa.

2014: “JOEL, THE LUMP OF COAL”

A história de Joel, um pedaço de carvão que vivia no Polo Norte e sonhava em se tornar brinquedo de uma criança, ganha edição em forma de colagem, bem parecida com o que vemos nos personagens secundários da animação “South Park”. Mas um Papai Noel sarcástico decide entregar Joel a uma criança malcriada. Por fim, o pedaço de carvão se torna um diamante, fazendo a alegria do menino. 

O apresentador Jimmy Kimmel empresta a voz ao Mal Velhinho, que no vídeo é retratado por um homem de traje vermelho popular e barbas falsas animado com técnica de quadro-a-quadro. Por conta desta participação, o clipe foi lançado no talk-show de Kimmel, com direito a exibição de cenas exclusivas do apresentador no estúdio com o The Killers.

2013:  ”CHRISTMAS IN L.A.”

Owen Wilson vive um ator que tenta se firmar em Los Angeles e, por ainda não ser bem remunerado na profissão, não consegue voltar para a cidade onde nasceu para passar o Natal com seus pais.

A música é o resultado da parceria do The Killers com a banda de folk-rock californiano Dawes. O diretor Kelly Loosi intercala as cenas melancólicas de Wilson (que reproduzem de forma literal as colocações da  letra) com animações produzidas pelos estudantes da Brigham Young University, instituição instalada nos Estados Unidos.

2012: “I FEEL IT IN MY BONES”

É o terceiro clipe de Natal que conta com a participação do músico Ryan Pardey interpretando Papai Noel (ele também está em “Don’t shoot me Santa” e “A great big sled”). Passa durante uma perturbadora noite de sono, onde os integrantes da banda são assombrados por pesadelos com um Bom Velhinho vingativo.

A fotografia lembra os primeiros filmes de Freddy Krueger na série “A hora do pesadelo” (com sombras coloridas e muita fumaça). Destaque também para a criativa direção de arte: Pardey atravessa o deserto em uma moto decorada por chifres de veado e suas armas são chacos em forma de bengalas doces e granadas disfarçadas de bolas natalinas.

2011: “THE COWBOY’S CHRISTMAS BALL”

Enquanto a letra adaptou o poema de 1890 de William Lawrence Chittenden, trocando a ambientação de Texas para Nevada, o clipe ganhou cores de comédia em ritmo de western spaguetti.

Cowboys ladrões tentam assaltar uma cidade do velho-oeste norte-americano, mas são surpreendidos por dois robôs alienígenas (bem no estilo de “O dia em que a Terra parou”, de 1951). Os ciborgues intergalácticos trazem paz ao lugarejo, dançando break com os moradores da cidadezinha.

2010: “BOOTS”

É o clipe mais tocante de toda a tradição natalina do The Killers. A cena de abertura exibe um trecho do filme “A felicidade não se compra”, de 1946, onde o ator George Bail aparece rezando, em close-up. Em seguida, Brad Prowly, artista de rua nova-iorquino que ficou famoso como Super Bad Brad (que se apresenta no Greenwich Village com um rádio estilo boombox), aparece segurando as fotos da família que um dia teve. Parece que o personagem agora é um andarilho urbano, que mora na rua e não tem mais contato com a mulher e com os filhos.

Aos prantos, agarra a fotografia e decide se emprenhar mais nas performances. Investe todo o dinheiro ganho numa diária em itens natalinos comprados em uma loja de 1 dólar. No fim do clipe, volta para casa e reencontra a família, trajando chapéu de Papai Noel com sacolas cheias de enfeites. De chorar.

Coincidência ou não, Brandon Flowers, que lançara o álbum solo “Flamingo” três meses antes da divulgação oficial de “Boots”, aparece sozinho neste vídeo, que tem a melhor fotografia de toda a série de Natal do Killers.

2009: “¡HAPPY BIRTHDAY, GUADALUPE!”

Esqueça o almofadinha Dylan McKay do seriado “Beverly Hills 90210″ (que foi ao ar no Brasil com o sofrível título “Barrados no baile”). Neste vídeo do Killers, Luke Perry vive um cowboy que é casado com uma mexicana, a Guadalupe. Mas toda vez que ele tem que sair pelo deserto a trabalho, é assombrado por pensamentos melancólicos.

O corpo de baile composto por dançarinas com caveiras mexicanas pintadas no rosto lembra o trabalho da videoartista japonesa Sookoon Ang, em cartaz no Palais de Tokyo, em Paris. Vale googar para saber mais.

2008: “JOSEPH, BETTER YOU THAN ME”

Trechos dos 12 episódios da série televisiva “The living Christ”, de 1951, correspondem a 90% do videoclipe, que é complementado com imagens de vitral, árvores de Natal e velas acesas. Não é um clipe que merece ser visto, mas a música, escrita a seis mãos com Elton John e Neil Tennant, do Pet Shop Boys, vale o play.

Se você gosta de um destes dois astros, saiba que eles dividem também os vocais com Brandon Flowers. Oportunidade única de ver os três ícones compartilhando os microfones.

2007: “DON’T SHOOT ME SANTA”

A letra da música retrata um chat entre Papai Noel e um adolescente que começou a matar pessoas depois sofrer bullying na infância. O resultado videográfico é um dos mais hilários clipes do The Killers, que conta novamente com Ryan Pardey vivendo um Papai Noel psicopata que sequestra Brandon Flowers. Parece que eles têm uma visão bem particular em relação ao Bom Velhinho, não?

Ao longo do filme, Pardey começa a cavar um buraco no meio do deserto de Mojave, na Califórnia (onde o clipe foi filmado) para enterrar o líder do The Killers. Flowers é salvo por Dave Keuning, Mark Stoermer e Ronnie Vannucci Jr., os demais integrantes da banda, que surgem disfarçados de arbusto, no maior estilo pastelão Hanna-Barbera.

É uma graça também o teatro de fantoches que inicia o videoclipe, com versões de Flowers e Pardey em bonequinhos, e o figurino da banda nas cenas de estúdio, onde aparecem tocando a música.

2006: “A GREAT BIG SLED”

Em um estúdio, Brandon Flowers é filmado por uma câmera estilo super-8, com filtro antigo. O clipe é intercortado com imagens tradicionais de Natal, onde os rodies do The Killers retiram instrumentos de um caminhão trajando roupa de duendes. Tem até gente vestida de boneco de neve e Brandon aparece sentado no colo de Ryan “Papai Noel” Pardey. Tudo bem avonts, com cara de filme caseiro que registrou os bastidores, sabe como?

A música conta com vocal de apoio de Toni Halliday, vocalista da banda Curve. Ela é mulher de Alan Moulder, produtor da faixa.

06/12/2014_23:00

por IGOR FIDALGO

Há pouco mais de cinco anos, era o segundo semestre do ano que guardava as melhores surpresas musicais. Free Jazz, Tim Festival, Planeta Terra… Até o Rock In Rio, quando rola por aqui, acontece nesta época do ano. Mas os meses de março nunca foram os mesmos, desde que o Lollapalooza lançou sua edição brasileira.

O line-up de 2015 está quente. Divulgado há duas semanas, segue a tradição de misturar medalhões do rock mundial com talentos emergentes da cena indie. Se você ainda tem dúvidas se deve adiantar o seu ingresso do Lolla (atenção, rockers: o primeiro lote já acabou), nós montamos uma lista com cinco motivos para você se decidir já.

1) THE END IS THE BEGGINING IS THE END

Você é dos que convalesceram pelo fim do Smashing Pumpkins em 2000? Celebre a boa vida de Billy Corgan (único remanescente do grupo original) num dos principais shows do dia 29.

Robert Plant, músico cuja carreira solo nunca alcançou o mesmo eco dos doze anos que cantou à frente do Led Zepellin, toca dia 28 ao lado da banda Sensational Space Shifters. Estamos curiosos!

2) STEADY AS THEY GO

Dois astros que, no papel de produtores musicais, são tidos como midas do mercado fonográfico atual encerram as duas noites do evento no palco principal. O sábado é de Jack White, que parte de nós nutre especial saudade pela fase dos The Reccounteurs, outra parte pelo The Dead Weather, projeto montado com Alisson Mosshart (do The Kills). No entanto, não há quem não seja grato pelo The White Stripes ter embalado nossas vidas por felizes 14 anos.

No domingo, dance feliz da vida com Pharrel Williams, o gênio que lançou um dos álbuns mais inventivos de 2014 (“Girl”), além de ser o nome por trás de recentes hits de Justin Timberlake, Madonna e Daft Punk.

3) BEST FRIENDS

Nunca é demais assistir de novo The Kooks (que estiveram por aqui em 2009), Interpol (cuja última passagem pelo Brasil data de 2011), Foster The People (ovacionados no Lolla de 2012) e Kasabian (que deixou todo mundo na vontade no Planeta Terra do mesmo ano, quando cancelaram a participação por motivo de doença).

Momento Last.FM: Se você gosta destas bandas acima, deve ficar de olho em Bastille, Kongos, St. Vicent (foto), Marina and the Diamonds e Alt-J, inéditos no Brasil.

4) FOLK-SE EM PORTUGUÊS

Amantes do folk deveriam prestar mais atenção na música fofinha que é feita por aqui. A Banda do Mar, que conta com Mallu Magalhaes, Marcelo Camelo e Fred Pinto Ferreira, toca no mesmo dia que a Baleia (foto), que se lançou com Maria Isabel Jobim no vocal. Mas a filha de Tom saiu do grupo para ganhar vida solo e eles seguiram fazendo versões bossa de hits gringos (“Toxic” em ritmo cabaré merece a sua busca no YouTube).

O (bom) cruzamento de Jupiter Maçã e Pink Floyd que os psicodélicos brazucas do Boogarins fazem rendeu a eles mais de 150 shows este ano. No passaporte da banda, carimbos de Estados Unidos, Itália, França, Bélgica, Inglaterra e Portugal.

5) HEY-HEY, YOU: WHAT’S THAT SOUND?!

A turma afeita de música eletrônica está bem servida. Chemical Surf, embora tenha um nome pra lá de lisérgico, tem um som supermaduro. Quem costuma fazer o fino nas baladas de deep house, vai fazer gosto.

A garotada vai curtir ver Skrillex de novo, que toca no Lolla pela segunda vez. Recentemente, Sonny John Moore (nome de batismo do DJ de dubstep) chamou atenção de Madonna (com Skrillex, na foto acima). Há boatos que ele produziu faixas para o novo CD da Rainha do Pop. Quem gosta de Skrillex, deve conhecer também o Vintage Culture, que retempera a clássica miami bass com etnias dançantes.

18/11/2014_16:08

por CLÉO SANTIAGO

Inspirados por essa lista de revistas que rolou aqui na Sala Ellus, elegemos cinco publicações gringas que estão revolucionando o jornalismo de moda e comportamento.

Os textos são minimalistas e as imagens cuidadosamente produzidas, dignas de qualquer table book. A seleção é simplesmente imperdível para quem tem fome de beleza.

WONDERLAND: a publicação é, provavelmente, a mais popular dentro desta nova safra. Já posaram para sua capa ícones da cultura pop, como Emma Watson e Mariah Carey, assim como perfis cool representados por Sky Ferreira e Katie Price. Suas covers, aliás, são sempre marcantes.

OH COMELY: a britânica deve ser reconhecida por fugir do óbvio. Ela não pretende criar nenhum desejo de consumo de tendências, fortalecer ou desconstruir padrões de beleza. Na verdade, a Oh Comely quer despertar potenciais criativos, incentivando a libertação da imaginação através das fotos incríveis de seus colaboradores.

INDIE: como o próprio nome sugere, a Indie Magazine se destaca por seu estilo bem característico. Além de coloridos e bem cuidados editoriais de moda alternativa, a revista põe em evidência artistas da cena independente, sejam eles músicos, fotógrafos ou pintores. Seu papel neste cenário já é demarcado.

LOVE: a publicação bienal produzida pela Condé Nast leva a assinatura de vários jornalistas de revistas supertradicionais que desejavam sair um pouco da zona de conforto. Não à toa Kate Moss e Lea T já estrelaram suas edições, assim como a polêmica Beth Ditto, completamente nua. Cada edição é sempre muito aguardada.

UNDER THE INFLUENCE: uma das pioneiras desta revolucionária linha editorial, a UTI existe desde 2008 de forma totalmente independente. Fora das rédeas dos veículos de massa, a revista apresenta assuntos como estilo, arte e comportamento sem nenhum tipo de censura. A revista pode – e deve! – se tornar um objeto atemporal, que visa a estética refinada acima de qualquer tendência efêmera.

22/02/2013_17:15

Conheça Carlos Dias, um dos artistas que está pintando o QG do Facebook no Brasil junto com Coletivo RUA e já teve um andar inteiro dedicado as suas obras no MASP.

Ele, que nasceu em Porto Alegre, mas morou grande parte da sua vida em São Paulo, está em exposição individual no Paço das Artes na USP. A expo chama Um Paço ao Seu Alcance e mostra telas gigantes, muros pintados, instalações, performances, vídeos e workshops que dialogam com o processo de criação e seu universo musical. Neste sábado dia 23 de fevereiro, vai rolar oficina de arte e show de uma de suas bandas indie, a Polara.

Carlos, que é um dos mais amados e respeitados artistas de arte contemporânea do Brasil, com seu mundo de monstros, colagens, pinturas, expressionismo alemão e grafitti, contou pra Sala Ellus um pouco do que vai aprontar amanhã lá no Paço e mais. Enjoy it!

1. Sala Ellus: Conta como vai ser a oficina de arte no Paço.

Na exposição, junto com o programa, escolhemos algumas oficinas, que tem a ver com o processo de como fazer as coisas, pelo “faça você mesmo” e coisas ligadas a culturas que vivi, além de apenas as artes visuais, mostrando bandas, viagens com banda, como gravar…

Como fazer uma banda, com Quique Brown e Velhote:
http://www.facebook.com/pages/Escola-de-Música-Jardim-Elétrico/109520492404681

Como gravar uma música, com Fernando Sanches( o inimigo, againe):

http://www.elrocha.com.br/

Viagem musical, com Lucas Valente:

http://ddiissttuurrbbiiooss.blogspot.com.br/2012/10/zine-viaje-musical.html

2. Conta da sua banda Polara que amanhã faz show dentro da expo:

O Polara foi a banda que tive de 99 ate 2008 acho, acabamos dando um tempo, agora conseguimos nos reunir pra tocar de novo, é uma banda ods 00′s. Pra quem quiser conhecer tem todos os discos pra download no blog hominis canidiae, o Polara foi e é uma banda independente, sempre foi dificl fazer as coisas e sempre fizemos do jeito que dava e quando dava, assim como dessa vez! Estamos tentando a tempos tocar de novo…

3. Conta sobre o trabalho no escritório do Facebook no Brasil.

O escritório do Facebook foi um trabalho conjunto com a empresa COLETIVO RUA,  junto com Daniel Melim e SHN. Cada um pintou uma parte, ainda nao terminou, mas tivemos liberdade de criação total. Ainda estou nesse trabalho, termino nesta sexta.

4. Qual a importância da Galeria Choque Cultural na sua vida?

A Choque foi a galeria que deu grande direcionamento na minha vida, digamos em uma época que eu nem esperava que tanta coisa fosse aparecer mais, já tinha me aposentando ali por 2003 (hahaha), mas aí não deu. Conheci o Baixo Ribeiro (dono e curador) que de certa forma mostrou que eu era bem mais capaz do que pensava, na verdade fez ser possivel coisas que eu e o Stephan Doitschinoff estavámos conversando desde 99, na época que montamos o coletivo FACA.

5. Qual artista e banda você indica para o mundo?

De som, tenho ouvido de novo umas  coisas da Beer on the Rug, mas isso é relativo, cada hora ouço uma coisa: http://beerontherug.bandcamp.com/ .De arte, gosto do Felipe Guimarães: http://mirogrelise.tumblr.com/

6. Pra terminar, qual sua palavra favorita?

Palavra? Não sei, acho que ” brisa”nesse momento. Mas nem é a preferida de sempre, é que essa tava difícil, to no automatico hahaha.

Endereço e mais infos sobre a expo aqui!

Conheça a banda Polara: tramavirtual.uol.com.br/artistas/polara

Tumblr do Carlos Dias: carlosdiasaoseualcance.tumblr.com/sobre

21/02/2013_15:41


Amantes do folk e blues, a lenda Andrew Bird está no Brasil. O cantor de Chicago toca seu som melódico cheio de acordes de violinos em três cidades. Corra e compre seu ingresso para não perder o show contagiante do multi instrumentista de voz macia.

Em São Paulo, no Cine Joia: cinejoia.tv/

No Rio, no Teatro Oi Casagrande: oicasagrande.oi.com.br/

Em Floripa, no Teatro Governador Pedro Ivo: www.teatropedroivo.sc.gov.br/

Aperte o play para o single Three White Horses, do seu último álbum, Hands Of Glory: