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14/03/2016_15:00

Quem acompanha o Instagram da ELLUS certamente espiou a cobertura do Lollapalooza Brasil 2016, e pescou que, para nós, esta edição foi ainda mais intensa do que a do ano passado. O festival, que aconteceu no Autódromo de Interlagos (como de costume desde 2014), deu o que falar — e nós vamos revelar aqui o que foi dito.

Depois de tanta expectativa para o dia 12 de março, fica difícil acreditar que o adorado Lolla já chegou e já se foi. Considerando que tempestades avassalavam São Paulo 48 horas antes do grande dia, tudo foi conduzido com a mais suprema maestria. Por destino ou coincidência, no primeiro dia do espetáculo, nem uma gota de chuva caiu e arriscamos dizer que mesmo que o mundo tivesse caído, ainda teria sido incrível, já que no segundo, o pé d’água foi amenizado pela estrutura bem-pensada: uma extensa área cobertagramado com tapete de plástico. 

Além das 52 atrações musicais, o ambiente do festival criou um universo paralelo, movido por gastronomia e pela experiência gerada através de toda a decoração temática presente no espaço, que contou com divertimentos como um carrossel e uma roda-gigante para deixar as vibrações ainda mais altas.

“A ideia é oferecer uma experiência. Na realidade, é uma experiência totalmente diferente, tem muito mais coisa que a música. A música, logicamente, é a grande âncora do evento, mas acontece muita coisa ao redor dessa música”, fundamentou Fernando Alterio, organizador do Lollapalooza no Brasil, alguns dias antes da diversão toda.

Após a realização do evento, uma internauta tweetou com a hashtag do festival (#lollapalooza2016), “você nunca volta o mesmo”, atestando que as inovações deste ano foram bem-sucedidas.

Os melhores shows, de acordo com uma votação feita no site oficial do Lollapalooza, foram os de Jack Ü, conjunto eletrônico arrebatador formado por Diplo & Skrillex; Mumford & Sons, grupo britânico de folk que tem se aventurado em explorações do rock; Florence + The Machine, espirituosa cantora inglesa cujas apresentações se assemelham a um musical alucinante (a deste domingo, que fechou o Palco Skol no último dia, foi avaliada pelo UOL como “um mergulho no mundo das fadas”), e Eminem, rapper considerado a atração mais esperada do primeiro dia.

Além destes, os headliners do line-up incluíram grandes nomes da música na atualidade, como o autêntico quinteto islandês, Of Monsters And Men; a encantadora galesa, Marina And The Diamonds, que fechou o primeiro dia com chave de ouro no Palco Axe; a banda australiana de pop-rock psicodélico, Tame Impala, que animou o público com faixas de “Currents” (o terceiro álbum); os americanos que apostam em southern rock e blues, Alabama Shakes; Karol Conká, a rapper brasileira mais queridinha da Ellus (com participação surpresa de MC Carol na sua apresentação), e Halseynew face norte-americana que se manteve no topo dos trending topics do Twitter no decorrer do primeiro dia de festival, quando ela se apresentou.

A escolha caprichada e diversa do line-up deste ano, abrangendo livre escolha entre quatro palcos, tornou a edição inesquecível e o time da ELLUS está mais do que ansioso pelo ano que vem. Já? Mas é claro! Nenhum festival brasileiro se compara ao Lollapalooza — o público está aí para legitimar isso.

27/11/2015_11:37

por ANDRÉ PEREZ

Neste sábado, dia 28, São Paulo sedia a edição brasileira do Sónar, festival que mescla música de vanguarda e arte multimídia. Esta edição trará, entre diversas atrações, Hot Chip e Evian Christ, mas a mais esperada é, sem duvida alguma, a dupla eletrônica Chemical Brothers. No dia seguinte, eles ainda fazem um show no Vivo Rio, no Rio de Janeiro.

Quem viu, diz que o show deles é imperdível. Os Brothers não são irmãos, mas conhecidos assim por terem uma ligação impressionante nos palcos. Demos uma navegada pelo YouTube e encontramos verdadeiras viagens sensoriais: apresentações marcadas por projeções psicodélicas e hipnotizantes jogos de laser e de luzes estroboscópicas. Definitivamente não é um show para os fracos.

Para que todos estejam preparados para a intensa e caleidoscópica performance do Chemical Brothers, montamos uma seleção de cinco videoclipes que sintetizam o conceito, a estética e o som da dupla britânica.

“SETTING SUN” (1997): Conta com vocais de Noel Gallagher do Oasis.  O vídeo abre com uma garota caída no chão, provavelmente sob o efeito de alguma substância química. Ela se levanta, ainda meio siderada, e começa um longo percurso.

Ao longo do clipe, acompanhamos a jovem em sua trajetória pelas ruas de Londres mas, mais do que isso, estamos dentro de sua cabeça, onde ela luta em uma guerra pessoal contra si mesma e dá novos significados àquilo que está ao seu redor.

“ELEKTROBANK” (1997): É impossível não se envolver emocionalmente com o vídeo estrelado por ninguém menos que Sophia Coppola. Sim, a diretora de “Encontros e desencontros” (2003) e “Maria Antonieta” (2006) é a protagonista do clipe e atua durante 5 minutos como uma ginasta.

São coreografias intensas e, apesar dos planos de ação contidos, o diretor do filme musical, Spike Jonze (de “Quero ser John Malkovich”, de 1999, e “Ela”, de 2013; namorado de Sophia na época), consegue criar uma narrativa envolvente e cheia de tensão. O clímax é simples, porém enormemente efetivo. Curiosidade: dois anos depois de filmarem juntos “Elektrobank”, Jonze e Sophia se casaram.

“LET FOREVER BE” (1999): Também com vocal de Noel Gallagher, é um dos clipes mais famosos e comentados da banda. Dirigido pelo idílico Michel Gondry (autor do celebrado “Brilho eterno de uma mente sem lembrança”, 2004), o vídeo representa um sonho/pesadelo de uma garota que precisa se desdobrar em mil (literalmente) para estar em vários lugares.

Efeitos e recursos visuais fascinantes, que fazem ode à edição analógica, congelam o movimento da moça e a multiplicam em coreografias de jazz. Sensacional.


“STAR GUITAR” (2002): Também é dirigido por Michel Gondry e tem um conceito simples: as mudanças de paisagens vistas através de uma janela de trem. O filme musical é um reflexo do perfeccionismo de Gondry, já que todas as paisagens, os prédios e os objetos casam perfeitamente com a música.

É um quadro impressionista em vídeo, já que os emotional landscapes vistos pela janela do trem têm estética borrada devido ao movimento, mas falam com o espectador por meio de um processo de edição inteligente e pragmática.


“THE TEST” (2009)”: É uma espécie de “Alice no País das Maravilhas” da geração sintética, onde uma garota viaja por universos paralelos. Logo no começo, ela é engolida por uma baleia, é circundada por águas vivas multicoloridas que piscam ao som da música e emerge numa praia.

Uma vez em terra firme, as coisas ficam ainda mais assustadoras (a cena da fachada de uma cabana que cai sobre ela é de arrepiar) e, por fim, é revelado que ela está viajandona em uma boate, sob o efeito de alucinógenos.

24/09/2015_10:00

por RAISA CARLOS DE ANDRADE

Com as pilhas já recarregadas após a primeira semana de Rock in Rio, resta, apesar do corpo exausto, vontade de viver mais quatro dias de festival. Com Rihanna entre os mais esperados, os quatro dias finais serão leves e nitidamente mais dançantes.

De banda 80′s clássica às guitarras elaboradas dos anos 2000. Da bateção de cabelo de Kate Perry aos metais nervosos do QOTSA. Nest post, uma seleção para te ajudar a lembrar o imperdível e aproveitar o restante do tempo bastante desapegado.

QUEEN OF A STONE AGE: A banda de rock da Califórnia acabou se tornando um dos principais nomes do gênero dos anos 2000. Ainda que a banda não tenha lançado nada novo desde então, o álbum “Like clockwork” chegou a tirar o Daft Punk de cena nas paradas musicais dos Estados Unidos.

Esta será a terceira apresentação da banda no festival. Portanto já sabemos o que esperar: performance perfeita e público impressionado.

RIHANNA: Depois de lançar o vídeo de “Bitch better have my money”, talvez BadGirl RiRi seja das mais esperadas desta edição. O apelo pop da cantora de Barbados é pertinente e provavelmente fará com que seja um dos shows mais comentados desta edição.

O talento é inegável e vai da voz ao twerk, mas, além disso tudo, Rihanna tem uma personalidade tão “nóis”. Será, no mínimo um dos shows mais animados desta edição.

KATE PERRY: Pela segunda vez no festival, Katy Perry levará ao Palco Mundo seu pop chiclete que, gostemos ou não, nos fará dançar. Seu show foi um dos primeiros confirmados para o headline desta edição.

A cantora californiana se apresenta no domingo e podemos esperar um palco colorido e todos os hits que nos teletransportam para algum momento da vida, como “I kissed a girl” e “Hot ‘n’ cold”.

A-HA: Esta é a segunda vez que os noruegueses, que acumulam 30 anos de carreira, se apresentam no festival. A banda estreou no RiR na mítica edição de 1991, que aconteceu no Maracanã.

As músicas que a gente sabe cantar até sem pensar muito, como “Take on me”, obviamente estarão no repertório. E convenhamos: é impossível um show não ser bom quando a gente sabe emendar a performance.

CARL CRAIG: Uma das atrações mais aguardadas da tenda eletrônica nesta semana é Carl Craig. O DJ americano é, hoje, um dos nomes mais influentes quando se trata de house music.

Para os fãs do gênero, a atração é certeira. Craig se apresenta hoje, misturando seus hits com influências fortes da música americana como jazz e soul.

DAVE CLARK: Quando se trata de techno, Dave Clark está certamente entre os maiorais. O britânico que já passou por grandes festivais do mundo, tais como Glastonbury e Tomorrowland, trará à pista do Rio de Janeiro a mesma força.

O DJ também se apresenta nesta quinta, deixando dúvida alguma que este será um dos dias mais fervidos da tenda eletrônica.

MARCOS VALLE: No último dia de festival, Marcos Valle é uma das atrações da Rock Street. O cantor, arranjador e instrumentista brasileiro se tornou conhecido quando a bossa nova dava seus primeiros passos em direção ao mundo, no Beco das Garrafas, em Copacabana.

Valle faz música que entra e explode. E isto é atemporal, do tipo que comove a todos. Uma excelente forma de finalizar a saga de um jeito tão tranquilo quanto lindo.

20/09/2015_11:00

por ANDRÉ PEREZ

Nesse sábado, a Cidade do Rock ficou repleta de cabeludos, roupas pretas e coturnos, tanto no palco, quanto na plateia. O tema do dia? Metal, claro. A grande atração foi o Metallica, um dos os maiores ícones do gênero.

Veteranos do Rock in Rio — essa é a terceira apresentação consecutiva deles no festival —, o Metallica teve o show interrompido por cerca de cinco minutos por uma falha técnica. Isso não afetou em nada a empolgação do público ou da banda que, num ato de amor aos fãs, convidou dezenas deles para participar do show de cima do palco

O Palco Mundo abriu com os franceses do Gojira que, apesar de relativamente desconhecidos, conquistaram a multidão com o som pesado e tentativas de falar português. Antecedendo o Metallica, o Mötley Crüe fez um show agridoce para os fãs: a apresentação serviu como uma despedida já que, após a conclusão da atual turnê, a banda irá encerrar as atividades.

A única banda do palco principal a destoar do tema central — o metal — foram os ingleses do Royal Blood. Queridos da crítica e com um hype gigantesco no Reino Unido, onde o CD de estreia deles debutou diretamente no topo, no ano passado, o duo conseguiu animar a multidão apesar do som um pouco mais ameno do que o que a noite parecia demandar.

O Palco Sunset também estava cheio de nomes queridos do rock pesado. A grande atração foi o Korn, que teve facilidade de ganhar o público. Teve também a banda Angra que, ao lado de Dee Snyder e de outros vários convidados especiais, se redimiu da apresentação caótica de 2011 com um show energético e bem recebido. Também se apresentaram os grupo Ministry e Noturnal. O último, alias, protagonizou um dos momentos mais inesperados da noite quando Thiago Bianchi, o vocalista, chamou a sua mãe, Maria Odete, para uma palinha. Odete, que cantou “Woman in chains”, do Tears for Fears, foi ovacionada pelos metaleiros.

No camarote da Pepsi, Rainer Cadete e Agatha Moreira, respectivamente o Visky e a Giovana de “Verdades secretas”, causaram sensação. Ágatha, fanática pelo Metallica, personalizou a gola da sua blusa ELLUS com várias tachinhas Eberle Fashion (um dos nossos apoiadores do meeting point de customização que montamos no Rio Design Barra).

Outros que passaram por lá, e vestiram nossa blusa criada em parceria com a estilista Helô Pinheiro, foram Ana Paula Padrão, apresentadora do “Masterchef”, e Mohamad Hindi (acima), galã da primeira edição do reality de culinária.

Foi um longo dia de bate-cabelo mas hoje poderemos descansar nossos pescoços com o som mais suave de Elton John; Rod Stewart e John Legend. O Sala ELLUS estará lá para te contar tudo.

19/09/2015_12:30

por ANDRÉ PEREZ

Em 1985, a primeira edição do Rock in Rio mudou para sempre a indústria de entretenimento musical brasileiro. Trinta anos depois, o evento segue gerando o mesmo nível de empolgação e êxtase no público. E isso estava claro ontem, quando a Cidade do Rock reabriu oficialmente para a sua sexta edição. Mais de 85 mil pessoas vibraram com atos dos mais diversos backgrounds, de Ney Matogrosso ao OneRepublic.

No meio de tanta música e celebração, não faltaram lembranças de que o evento estava completando três décadas. Na loja de suvenires, a lama do festival de 1985 era vendida por R$ 185. Já o Palco Mundo abriu com um show comemorativo dos 30 anos e fechou sua primeira noite com o Queen, principais estrelas da edição de 1985.

De Ivete Sangalo ao metaleiro Andreas Kisser, a fauna musical brasileira estava representada em peso no show comemorativo que abriu a cortina do palco principal.  Participaram também Ney Matogrosso, Titãs, Skank, Capital Inicial, Blitz, Erasmo Carlos, Frejat, Kid Abelha e Paralamas, apresentando sucessos que marcaram o país — e o Rock in Rio — como “Pro dia nascer feliz”, “À sua maneira”, “Pode vir quente que eu estou fervendo”, “É proibido fumar” e “Tempo de alegria”.

Já o Queen, grande atração da noite, se apresentou com o vocalista americano Adam Lambert que, na maior parte das músicas, assumiu os vocais originais de Freddie Mercury, morto em 1991. Por mais que Lambert tenha sido enormemente bem recebido, Mercury mais uma vez provou que é insubstituível para os fãs: os pontos altos do show foram suas aparições nos telões para “Love of my life” (que foi apresentada em versão acústica, com apenas o guitarrista Brian May no palco) e “Bohemian rhapsody”. Com uma sucessão de hits, a banda britânica fechou a primeira noite do festival em altíssimo nível com “We will rock you” e “We Are the Champions”.

O Palco Mundo ainda teve o pop rock do OneRepublic e dos irlandeses do The Script. A banda de Ryan Tedder empolgou a multidão com sucessos como “Apologize” e “Counting stars”. Depois, o trio europeu se emocionou com a primeira apresentação em solo brasileiro.

No Palco Sunset, o evento imperdível foi a homenagem a Cássia Eller, que fez um elogiado e memorável show no Rock in Rio de 2001. Tacy de Campos, que interpreta a cantora no musical teatral, participou da apresentação ao lado da banda original e de amigos de Cássia como Zélia Duncan, Mart’nalia e Nando Reis. O público foi à loucura com a sucessão de hits inesquecíveis e, assim como Cássia em 2001, Tacy de Campos e Zélia Duncan levantaram as blusas e exibiram os seios durante a cover de “Smells like teen spirit” do Nirvana.

De “Malandragem” a “Don’t stop me now”, a primeira noite do Rock in Rio deu centenas de motivos para a multidão entrar em êxtase. E a noite épica foi admirada, com visão privilegiada, pelos convidados da ELLUS no camarote da Pepsi. Por lá passaram Arthur Aguiar, Fê Rodrigues, Felipe Tito, Emilio Dantas, Felipe Roque, Leticia Colins e muitos dos atores que integram o elenco de “Verdades secretas”.

E ontem foi só o começo! Ainda tem muita festa pela frente. E, esteja onde estiver, você poderá acompanhar tudo aqui pelo Sala ELLUS. Sejam bem-vindos!