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27/11/2015_11:37

por ANDRÉ PEREZ

Neste sábado, dia 28, São Paulo sedia a edição brasileira do Sónar, festival que mescla música de vanguarda e arte multimídia. Esta edição trará, entre diversas atrações, Hot Chip e Evian Christ, mas a mais esperada é, sem duvida alguma, a dupla eletrônica Chemical Brothers. No dia seguinte, eles ainda fazem um show no Vivo Rio, no Rio de Janeiro.

Quem viu, diz que o show deles é imperdível. Os Brothers não são irmãos, mas conhecidos assim por terem uma ligação impressionante nos palcos. Demos uma navegada pelo YouTube e encontramos verdadeiras viagens sensoriais: apresentações marcadas por projeções psicodélicas e hipnotizantes jogos de laser e de luzes estroboscópicas. Definitivamente não é um show para os fracos.

Para que todos estejam preparados para a intensa e caleidoscópica performance do Chemical Brothers, montamos uma seleção de cinco videoclipes que sintetizam o conceito, a estética e o som da dupla britânica.

“SETTING SUN” (1997): Conta com vocais de Noel Gallagher do Oasis.  O vídeo abre com uma garota caída no chão, provavelmente sob o efeito de alguma substância química. Ela se levanta, ainda meio siderada, e começa um longo percurso.

Ao longo do clipe, acompanhamos a jovem em sua trajetória pelas ruas de Londres mas, mais do que isso, estamos dentro de sua cabeça, onde ela luta em uma guerra pessoal contra si mesma e dá novos significados àquilo que está ao seu redor.

“ELEKTROBANK” (1997): É impossível não se envolver emocionalmente com o vídeo estrelado por ninguém menos que Sophia Coppola. Sim, a diretora de “Encontros e desencontros” (2003) e “Maria Antonieta” (2006) é a protagonista do clipe e atua durante 5 minutos como uma ginasta.

São coreografias intensas e, apesar dos planos de ação contidos, o diretor do filme musical, Spike Jonze (de “Quero ser John Malkovich”, de 1999, e “Ela”, de 2013; namorado de Sophia na época), consegue criar uma narrativa envolvente e cheia de tensão. O clímax é simples, porém enormemente efetivo. Curiosidade: dois anos depois de filmarem juntos “Elektrobank”, Jonze e Sophia se casaram.

“LET FOREVER BE” (1999): Também com vocal de Noel Gallagher, é um dos clipes mais famosos e comentados da banda. Dirigido pelo idílico Michel Gondry (autor do celebrado “Brilho eterno de uma mente sem lembrança”, 2004), o vídeo representa um sonho/pesadelo de uma garota que precisa se desdobrar em mil (literalmente) para estar em vários lugares.

Efeitos e recursos visuais fascinantes, que fazem ode à edição analógica, congelam o movimento da moça e a multiplicam em coreografias de jazz. Sensacional.


“STAR GUITAR” (2002): Também é dirigido por Michel Gondry e tem um conceito simples: as mudanças de paisagens vistas através de uma janela de trem. O filme musical é um reflexo do perfeccionismo de Gondry, já que todas as paisagens, os prédios e os objetos casam perfeitamente com a música.

É um quadro impressionista em vídeo, já que os emotional landscapes vistos pela janela do trem têm estética borrada devido ao movimento, mas falam com o espectador por meio de um processo de edição inteligente e pragmática.


“THE TEST” (2009)”: É uma espécie de “Alice no País das Maravilhas” da geração sintética, onde uma garota viaja por universos paralelos. Logo no começo, ela é engolida por uma baleia, é circundada por águas vivas multicoloridas que piscam ao som da música e emerge numa praia.

Uma vez em terra firme, as coisas ficam ainda mais assustadoras (a cena da fachada de uma cabana que cai sobre ela é de arrepiar) e, por fim, é revelado que ela está viajandona em uma boate, sob o efeito de alucinógenos.

27/09/2015_02:07

por ANDRÉ PEREZ

A noite de ontem confirmou que esse Rock in Rio veio para quebrar recorde de cabeludos, rodinhas e bate-cabeça no gramado do festival. Dos sete dias de festa, nada menos do que três foram dedicados ao rock pesado. E a noite final do metal teve, como principal astro, o Slipknot.

Os mascarados fizeram um show completo, com tudo que uma grande produção tem direito: chuva de confetes, pirotecnia, efeitos especiais e um público histérico e entregue. Um dos momentos mais marcantes foi em “Spit It Out”, quando, do palco, os metaleiros de Iowa conseguiram fazer com que a multidão sentasse no chão e desse um pulo coletivo.

Os 90 minutos de show do Slipknot foram, sem duvida nenhuma, o ponto alto da noite que ainda teve, no palco principal, Faith no More, Mastodon e De La Tierra. Esse último — um supergrupo de metal latino, com Andreas Kisser (Sepultura) na guitarra, o mexicano Alex Gonzaléz (Maná) na bateria e os argentinos Sr. Flávio (Fabulosos Cadillacs) no baixo e Andres Gimenez (A.N.I.M.A.L.) no vocal e também na guitarra — abriu a noite e, apesar do gramado esvaziado, conseguiu animar o público. Com um setlist cheio de composições originais em espanhol, a banda também arriscou um cover de “Polícia” dos Paralamas do Sucesso.

A reação de grande parte do público para o Mastodon e para o Faith No More deixou claro que a maioria estava mesmo era ansiosa para o Slipknot. Isso não impediu ambas as bandas de fazerem shows bons, apesar de que a apresentação do Faith No More foi ofuscada pela queda do vocalista Mike Patton. Ao tentar se jogar na platéia, Patton acabou caindo na fossa que separava o palco da multidão. Apesar do susto, ele se mostrou enormemente profissional e continuou o show até o fim.

No Sunset, o Nightwish fez um show digno de Palco Mundo. Só o Slipknot, a grande atração do palco principal, causou tanta comoção e gritaria na multidão. A banda finlandesa teve o conterrâneo Tony Kakko, vocalista do Sonata Antartica, como convidado especial.

Apesar do Sepultura, figurinha carimbada do Rock in Rio, não ter se apresentado este ano, os integrantes do grupo estiveram bastante presentes no festival. Além de Andreas Kisser aparecendo em duas noites de metal, Derrick Green, o atual vocalista da banda, foi o convidado especial da banda Moonspell no Palco Sunset.

Depois de muita pauleira, hoje o clima muda para o pop. Faltando apenas dois dias para o fim do festival, as grandes atrações de sábado e domingo serão as divas Rihanna e Katy Perry. Fique de olho que amanhã te contamos tudo!

21/03/2015_10:00

por ALEXIA CHLAMTAC

No dia 7 de março, foi dado início ao festival “Polos”, projeto que acontece no centro cultural Oi Futuro, em Ipanema, Zona Sul do Rio de Janeiro, e cujo mote é apresentar por meio de videoclipes e shows a nova cena pop eletrônica carioca.  O line-up é formado pelo produtor musical Diogo Strausz, pelo diretor de cinema e DJ Julio Secchin e pelos cantores Apollo e Mahmundi.

Strausz, que é um tipo de Mark Honson brasileiro, assina a produção musical do incensado “Rainha dos raios”, disco de Alice Caymmi repleto de referências do trip hop dos anos 1990. O ritmo foi imortalizado por projetos memoráveis como Massive Attack, Air e Portishead e nada mais é do que uma música eletrônica contemplativa, não necessariamente produzida para dançar.

O show de Diogo Strausz no “Polos” marcou o lançamento de seu primeiro álbum, “Spectrum Vol. 1″. Tal como Ronson (o inglês que produziu Amy Winehouse, Lily Allen e Adele), Strausz não canta. Por isso, convida cantores de forte presença para embalar as músicas que compõe, como no caso de “Right hand of love” (acima), que conta com a voz do inglês Jacob Perelmuter.

Na mesma noite, Julio Secchin embalou o público com um DJ set muito inspirado na vaporwave — gênero musical que se desdobrou do seapunk e da chillwave, repleto de referências iconográficas dos anos 1980 e 1990, especialmente pelas alterações de velocidades de rotação e por (d)efeitos especiais, como o barulho emitido pelo tocador de CD quando o disco está arranhado. Minutos antes do set de Secchin, contudo, a plateia assistiu ao videoclipe do DJ, “Hey”.

No dia 14 de março, foi a vez de Marcela Vale, que atende artisticamente pelo alter ego de Mahmundi. “Sentimento”, música brindada como “Melhor Nova Canção” no Prêmio Multishow de 2014, virou videoclipe dirigido por Pablo Monaquezi (abaixo), que foi exibido no telão do teatro do centro cultural.

Em seguida, Mahmundi contagiou a plateia com sua voz rouca e melancólica, que nos remete diretamente ao timbre das mulheres roqueiras dos anos 1980 (vide Marina Lima e Rita Lee).

Neste final de semana, o festival “Polos” termina  com show do cantor Apollo, que coatua no projeto como curador. Quando assistimos ao videoclipe de “Crash” na coletiva do evento (Sala ELLUS esteve no encontro montado exclusivamente para influenciadores digitais no final de fevereiro), de longe, nos identificamos com o punch esportivo do artista — que, diga-se de passagem, tem tudo a ver com a linha ELLUS JOGGING DENIM, o carro-chefe do nosso inverno 2015.

O eletropop sofisticado de “Crash” tem um refrão hipnótico e sexy que não sai da nossa cabeça. Se você quiser assistir ao show de Apollo (que é aberto ao público), chegue por volta das 20h30 no Oi Futuro de Ipanema: os ingressos serão distribuídos na bilheteria do centro cultural.

 

13/04/2012_15:10

Esse final de semana, o estado da Califórnia, EUA, recebe o Festival Coachella, evento anual de música e arte que reúne uma gente bonita e estilosa.

Em preparação para o festival deste ano, elegemos os looks mais bacanas das celebridades na edição passada. Confira abaixo e escolha sua favorita.

E quem quiser assistir aos shows ao vivo, mas não pode ir até lá, pode ver de casa, pela internet. Dá só uma olhada no post da Sala Ellus!