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03/10/2012_00:00

Em matéria da Vogue deste mês, Adriana Bozon, nossa diretora de criação, apresenta os dois novos talentos da casa: Rodolfo Murilo de Souza, estilista da Ellus e Thiago Marcon, da 2nd Floor. Quer saber mais sobre eles?

 

17/04/2012_11:29

O dono do novo point badalado da cidade, o Club Yacht, também é sócio do Club Lions, do Vegas, do Z Carniceria e do Volt. Ah, ele também é dono no Cine Joia! Ele não para, já foi chamado pela revista Veja São Paulo (onde foi capa), como o “novo midas da boemia e novo reizinho da noite”, mas cedeu um pouquinho do seu tempo pra Sala Ellus e respondeu algumas perguntas inéditas sobre show, festas, discos e músicas.

1. Qual foi o melhor show ou um dos melhores shows do Cine Joia até agora? 

John Zorn, sem sombra de dúvidas. Pelo artista que é e pela tensão pré-show. Zorn entrou para a passagem de som xingando todos os orixás por conta do palco. Queria porque queria fazer o show no nível da platéia, com todos sentados. Tínhamos acabado de fazer nossa reforma acústica e não sabíamos se o resultado estaria satisfatório para um músico da estatura do Zorn. Todos os audiófilos mais punhetas da cidade estariam lá. Ou seja, uma pressão dos infernos, por conta do público e da atração. O resultado? Um dos melhores shows que já vi na vida e um artista que voltou pra 3 bis, quando normalmente ele não volta sequer pra um. Quase usei fralda geriátrica antes do artista subir ao palco, mas no final das contas deu tudo certo. Foi, por falta de melhor adjetivo, épico.

2. Qual a melhor festa da sua vida? 

Foram muitas, na verdade, no Vegas principalmente. Mas a que mais me marcou foi a festa pós show do funeral do LCD Soundsystem, depois do show que eles fizeram no Madison, no Chelsea Hotel. Eu me recordo de poucas coisas da festa, porque se lavava o chão com champagne (eu não bebo, mas fiz uma concessão nesse dia). O que sei é que desligaram o soundsystem às 5:00, mas às sete da manhã ainda tinha gente cantando dentro do lugar. O dia seguinte pra mim não existiu. Foi o funeral mais bonito em que já fui.

3. O que você está ouvindo agora? 

Eu sempre volto ao Charles Mingus quando não sei o que ouvir ou não estou com saco pra pesquisar. Meu porto seguro. Mas ultimamente tenho ouvido uma coletânea montada por um fã do Cramps chamado “Lux and Ivy”. São dez cds com músicas que influenciaram a banda. Eles não contavam nunca com uma banda de abertura e deixavam fitas com músicas que os influenciaram ou os inspiraram pra tocar antes e depois de seus shows. Tem muita coisa boa, de hillbilly a sons de bichos, de gospel a gritos.

4. Qual o primeiro disco que você comprou? 

For Those About to Rock We Salute You”, AC/DC. O segundo foi “creatures of the night”, do Kiss, um clássico entre os pré-adolescentes da década de 1980.

5. Qual o show desejo que nunca vai poder acontecer no Cine Joia?

Além do óbvio LCD Soundystem, Leonard Cohen. Não que esteja morto – pelo contrário – mas aos 78 anos suspeito que ele não saia muito mais de casa. Ou, se o fizer, seria por milhões. Nunca acontecerá.

Show do Thurston Moore, do Sonic Youth, no Cine Joia e seu espetáculo de luzes na semana passada.

05/04/2012_16:10

Pedimos pra a agência Tecla Music Branding, gestora musical de nossas lojas, gravar um mixtape especial para a SALA ELLUS, com os hits que estão tocando agora nas nossas caixas de som. Ficou muito chic e uma delícia de ouvir.

Aperte o play e leia a entrevista que fizemos com a querida Lucia Jaimovich, uma das sócias da Tecla, os cariocas que espalham música boa pela cidade. Entenda mais sobre o tal “music branding”.

Audio MP3

1. Quando vocês começaram e por quê?
Nossas conversas começaram em 2007. A gente percebeu que as pessoas cada vez mais se interessavam e consumiam música. E também, que as marcas não estavam acompanhando esse movimento.

Na nossa experiência com marketing, a gente entendeu que existia essa abertura no mercado. Não existia nenhuma agência que orientasse as marcas quando o assunto fosse música; que as ajudasse a se expressar através do som, de estéticas sonoras, etc.

Daí criamos a TECLA, em 2008.

De lá para cá, o termo ‘music branding’ já foi bastante distorcido. O que fazemos vai bem além da trilha para as lojas. Mas claro, a gente ama fazer esse trabalho.

Para a moda no varejo, este é principal contato que o público tem com a marca – a experiência dentro da loja, escutar aquela música que ele adora ou que nunca ouviu, sorrir e perguntar para o vendedor ‘o que é isso que tá tocando’? Isso acontece muito e para a gente é extremamente gratificante ter esses feedbacks. É o nosso olhar, nossas pesquisas, chegando a quem tem que chegar: os clientes dos nossos clientes.

 2. Os envolvidos com a tecla são djs, ou eram djs que abriram as portas para a internet?
Léo (Léo Hazan), Satta (Paulo Sattamini) e eu somos amigos desde a infância e sempre tivemos em comum a paixão por música.

Eu e Léo estudamos marketing juntos na faculdade. Eu sempre fui ligada em marketing sensorial, quando trabalhava com eventos corporativos e depois, como gerente de marketing de uma marca de moda aqui no Rio.  Enquanto isso, o Léo via o mercado de Telecom de dentro e acompanhou surgimento do Mobile no país.

O Satta estudou publicidade, se especializou em produção musical e tinha empreendido numa outra área. Mas desde muito cedo, ele sempre recebia pedidos de amigos para passar dicas de música, encher o iPod, essas coisas. Depois esses pedidos começaram a vir de produtoras de video para trilhar programas, outros para tocar em festas, e aí ele começou a entender que poderia viver do que mais amava.

O Satta é o nosso diretor de criação. É ele quem comanda as pesquisas e as trilhas para os clientes aqui na TECLA.

E foi juntando nossas especialidades – Satta com a pesquisa, Léo com o mercado, soluções e interatividade e eu com o sensorial, que vimos que o time estava completo para começar.

Paralelamente, desde 2007, Satta e eu fazemos parte de CALZONE, um coletivo de DJs que o João Brasil (mago dos mashups), Bruno Natal, Pedro Seiler e Lucas Bori (criadores do Queremos) e Filipe Raposo, que é diretor de criação de uma agência aqui no Rio, também são integrantes.

 3. Nos dê um panorama geral do que tá rolando agora em nossas lojas, de música e tendência.
Para a mixtape, garimpamos dentro do repertório que está tocando nas lojas e juntamos algumas faixas que tem sido super bem faladas como esse remix da Lana Del Rey, que abre a mixtape, e esse de Love Is The Drug, do Roxy Music. Tem também uns artistas que não podem ficar de fora, que o público já reconhece a estética e a sonoridade, que são a cara da Ellus e que estão de disco novo; como Santigold, Ting Tings, Chairlift, e Miike SNow – que a gente adora e ajudou a trazer com o primeiro Queremos que rolou, em 2010. No geral, a mixtape está com uma vibe bem upbeat e feliz, e também com uma pegada da alma rock n’ roll que a Ellus carrega, sem perder o clima sexy e sofisticado, que pra mim, o Little Dragon faz melhor que ninguém. Sou muito fã!

Playlist:

Born To Die (Mattanoll Final Remix) Lana Del Rey
Alligator
Tegan and Sara
Disparate Youth
Santigold
Helena Beat Foster the People
Happiness
Sam Sparro
Shuffle A Dream
Little Dragon
Body Rock
Best Friends
Paddling Out
Miike Snow
One By One
The Ting Tings
Now Now Now (The C90s Remix) The Penelopes
06/03/2012_19:27

 

Foto Reprodução

Consuelo Blocker tem moda no DNA e está na linha de sucessão da família Pascolato com muito orgulho. Filha de Constanza, neta de Gabriela e mãe de Allegra, as meninas da tecelagem Santaconstancia são sinônimo de estilo no Brasil e Consuelo, que vive na Itália, respira estilo pelo mundo.

Apaixonada por Internet, a bela faz sucesso na blogosfera com seu blog Moda, Estilo e Afins:  http://www.consueloblog.com/, onde descontraidamente sofisticada, leva o leitor nas suas viagens pelas semanas de moda do planeta (onde ela tem acesso a todos os desfiles), aos melhores restaurantes, a arquitetura, seus livros e sua vida mágica.

A Sala Ellus encontrou Consuelo de malas prontas pra Paris onde ela desembarcou e já correu para assistir Hermés, John Galliano e Barbara Casasola.

Caçadora de tendências e fashionista em tempo real, culta e cheia de histórias pra contar, conversamos com ela sobre as décadas passadas e a atual, quando a  Internet dominou nossas vidas e o que ficou das últimas temporadas. Enjoy it.

Você vive na Europa desde 1982. Como estava a moda no Brasil neste turbilhão de modismos nos anos 80? E como foi o choque cultural com a Europa? O que te marcou mais nessa época tão divertida e ao mesmo tempo tão caótica?

Na verdade em 82, dia 7 de setembro (profecia?), saí do Brasil para a Universidade Brown em Rhode Island nos Estados Unidos.  Fiquei lá 4 anos e depois fui morar em Nova IYork onde entrei no executive program da Bloomingdale’s.  Lá encontrei meu marido, pai dos meus filhos, que me trouxe para Florença na Itália.

Os anos 80 foram um momento de transição incríveis que revolucionaram o modo de se comportar e vestir.  Você imagina que após a liberdade sexual dos anos 60, reação da opressão dos anos 50 e da descoberta da pílula, e do Flower Power e vestir-se unisex dos anos 70, descobriu-se o sintetizador de som, chegamos à lua (69), entramos em cheio na Guerra Fria e a AIDS foi identificada.  Tudo isso mexeu com as pessoas.  Nunca viu-se franjas e cabelos mais exagerados além dos ombros nas peças tão exaltados.  O unisex passou de um extremo masculino, a um muito mais feminino com o Boy George do Culture Club como exemplo.  Lembrem-se também que a Lycra não era difundida, e para colocarmos um jeans (que usava-se bem apertado) deitávamos no chão! Se por azar (o que aconteceu comigo) teu namorado vinha te buscar com um carro esportivo, você se jogava (delicadamente) no banco, mas nunca mais levantava!! Rsssss.  Logo, logo, chegaram porém os jeans baggy com cintura alta da Marithé e Francois Girbaud!  Eu ainda buscava o meu estilo, e na universidade americana, os problemas políticos reinavam aos modismos, e o nosso era um vestir-se bem basic: jeans e t-shirt.

Chegamos nos anos 90. A Moda no Brasil se profissionalizou e popularizou. Entramos no calendário mundial das Semanas de Moda com o Morumbi Fashion, o Phytoervas, o Hot Spot. Os clubs paulistanos não deviam nada a Londres e Nova York no quesito nightlife, a cultura underground ressurgia nas lentes dos fotógrafos, nosso principal jornal publicava uma coluna sobre a cultura GLBT e o grunge ecoava nos palcos de rock do país. Que país era esse pra você, era tão moderno quanto parecia?

O Brasil é moderno de coração, especialmente quando falamos de música e dança.  Portanto o underground foi amazing na época! A moda brasileira tem um estilo seu, e gosto quando ela olha para o mundo mas busca nas raízes do nosso país sua identidade.  Os anos 90, lá fora, foram o começo também do minimalismo japonês da Comme des Garçons.  De repente, nos vestimos todos de preto e viramos uma silhueta zerada por esse breu!  A organização da moda, como vejo eu, é uma estratégia comercial que sem dúvida ajudou a indústria nacional a se organizar.  Mas enquanto o underground podia ser avant-garde, o dia-a-dia era um adolescente descobrindo a sua personalidade.

Anos 2000. A Internet entrou na vida das pessoas como um cometa. A moda engoliu a nova mídia. Tudo seria diferente sem nossos Macs e PCs, os blogs, os sites, as redes sociais, os smartphones. E agora?

Na verdade, a força dos blogs, e-commerce sites, redes sociais (curiosidade: você conhece a teoria dos 6 graus de separação?  Com as redes sociais, este número diminui para 4.7!) realmente começaram a pegar nos últimos 5 anos. Não tenho NENHUMA dúvida que tudo isto será o modo como enfrentaremos o futuro.  Temos que entender que as plataformas web são ferramentas poderosíssimas e é uma pena fazer delas simplesmente revistas digitais.  Temos que explorar o potencial e criar novos patamares.  Achei bacanérrimo o jeito que a Ellus quer inserir música no seu site.  É um modo de usar a flexibilidade destes mecanismos.

Como caçadora de tendências, quais as próximas?

Tem uma volta à alfaiataria e volumes mais soltos.

Como saudosista, quais as clássicas?

Terninhos acinturados bem curtinhos, com grandes cintos statement e calças justas mas não apertadas que param no tornozelo.

O que gostou mais no desfile da Ellus no Inverno 2012?

A incrível alfaiataria, uso de materiais e cores…além da atitude: mulher forte.  Sempre é um dos meus temas favoritos!!

O que está mais na moda no ano de 2011, agora que todo mundo entende de moda?

Esmalte!!! Rsssss!!! No Brasil e na maioria do mundo do povo jovem é o mini short.  Para os adultos é alfaiataria!  E tudo muito colorido!

06/03/2012_12:30

 

“Widely known for her distinctive cheekbones” models.com

Estrela da campanha da Ellus pela segunda vez, a dona das maçãs do rosto mais comentadas do mundo fashion e 33 no ranking mundial das modelos mais importantes do planeta, é linda e extremamente cool.

Capa da Elle Brasil de março, Aline ja foi capa da Harper’s Bazaar espanhola e da francesa Numéro e conversou com a Sala Ellus lá de Nova York.

Quando começou a carreira e onde?
Comecei aos 14 anos e em São Paulo.

Quais as cidades que você ja morou? E qual seu país do coração?
Morei em NY e Paris. Hoje moro em NY, mas o país do coração com certeza é o Brasil.

O que toca no seu ipod?
De tudo, MGMT, Depeche Mode, Rihanna, Cold Play, Zé Ramalho.

Quais as griffes internacionais que mais amou trabalhar?
Balmain, Isabel Marant ,Stella McCartney, Chanel, dentre outras.

Se não fosse modelo, seria o que?
Veterinária, adoro animais.

Defina a Ellus em uma palavra.
Rock and roll.

06/03/2012_11:26

 

Poucos honram tão criativamente o nome Diretor de Arte dentro do mundo da Moda como Kleber Matheus.
Dono de um estilo elegante e fabuloso, o artista vive entre Paris e São Paulo, entre neons e fotografias , entre amigos e amores, entre o nightlife e o daydream.

Colaborador da Ellus desde 2004, Kleber contou para a Sala o que tem aprontado pelo mundo e deu dicas preciosas sobre as Galerias de Arte e expôs que você não pode perder nas duas cidades que ele ama.

Desde quando em Paris e por que Paris?
Vai fazer 2 anos em junho deste ano. Paris é uma cidade central da Europa e varias das marcas que trabalho e que quero trabalhar estão por aqui além de adorar a vida cultural da cidade.

Quais seus últimos trabalhos na moda e na arte?
Uma instalação para Melissa dentro da Colette Carnaval, evento que vai celebrar os 15 anos da boutique francesa no proximo final de semana (www.colettecarnaval.com), direção de arte da AïE MAGAZINE (www.aiemagazine.com), que sai agora no fim de março, estou colaborando com a agencia Air Paris (www.airparis.fr/) para as campanhas da Longchamp e do perfume Freestyle – Jil Sander, vou participar de uma coletiva em Abril na Galerie du Jour aqui em Paris. Em SP fiz as campanhas da Ellus, 2nd Floor, Lool, e vamos lançar a sétima edição do 2 Fanzine.

A arte está na moda?
Sim, a arte está na moda e sempre esteve.

Quem mais está na moda?
O Brasil.

Qual o movimento ou corrente que te marcou pra sempre?
O Punk, Minimalismo, Cubismo, Bauhaus e no Brasi a Tropicalha, Modernismo e o Neoconcretismo.

Cresceu em São Paulo?
Sim, nasci no Ipiranga e adoro esta cidade!

Um momento Ellus memorável foi?
Fotografar com Agyness Dean e o aquario gigante no desfile de verao 2009.

Ellus SPFW 2009 - Aquário Gigante

Galerias de arte de Paris, quais você adora?
Galerie Almine Rech, Galerie Perrotin e Yvon Lambert.

E em São Paulo?
Triângulo, Fortes Vilaça e Vermelho.

Quem tá em Paris não pode perder?
A Expo do Jean Paul Goude no Musée des Arts Decoratifs e a Expo sobre os 100 anos do Neon na Maison Rouge, que é um centro de Arte incrivel daqui e tomar um brunch no Le Bal.

Jean Paul Goude (foto: Luc Boegly)

E quem está em São Paulo, não pode deixar de ir onde?
Ver os predios do centro e Higienopolis, exposição de Camila Sposati na Galeria Triangulo que começa dia 10 de março, comer nos restôs japonês da Liberdade e visitar a casa de vidro da Lina Bo Bardi.

(foto: Divulgação Instituto Bardi)

Uma vez abravanado, abravanado pra sempre?
SIM, ABRAVANA FOREVER!

05/03/2012_02:15

Rodrigo Polack

Stylist da campanha e do desfile Inverno 2012 da Ellus no São Paulo Fashion Week, Rodrigo Polack contou como foi a edição dos looks na nossa passarela e fez um balanço das semanas de moda de Nova York, Milão, Londres e Paris.

O desfile de inverno 2012 da Ellus foi um dos mais elogiados do SPFW. Como foi pra você fazer Ellus pela primeira vez?
O desfile da Ellus foi o grande presente dessa temporada! Foi um prazer trabalhar com peças tão importantes, que logo viraram hits instantâneos. Couro, leather denim, renda, pele sintética, alfaiataria, brilho, bordado, metalizado e estampa… são muitos elementos e misturar todos eles foi o ponto de partida para dar o ar cool e rocker que a marca pede. Peças clássicas de alfaiataria impecável foram pontuadas com atitude nos acessórios e sapatos fortes.
Na edição, comecei com os pretos (que já é uma cor predominante e característica da marca) e a surpresa veio nos blocos inteiros de looks monocromáticos vermelhos. Os cobres vieram logo em seguida, finalizando o desfile com peças bem especiais e elaboradas.
Os vickings se juntaram aos metaleiros sem perder a classe em momento algum.

Quais seus trabalhos agora?
Estou finalizando as campanhas de inverno e dando continuidade aos muitos editoriais de revistas da temporada. Encerrei minha participação como stylist no programa Base Aliada. Foram 2 temporadas deliciosas! Novos projetos estão por vir!

Suas referências e inspirações?
A moda de rua, aliada à música, cinema e artes em geral, rendem imagens na minha cabeça o tempo todo. A pesquisa do que foi e está sendo feito na moda também é fundamental para entendermos todo o mecanismo dessa indústria, que não vive só de sonhos. Gosto da mistura de estilos, e criar esse tipo de imagem é minha grande paixão!

Conte pra gente o que mais gostou na última temporada de NY, Milão e Londres.
Em NY, gostei muito de Proenza Schouler, com suas formas amplas e estampas incríveis. Marc Jacobs, com seus máxi-chapéus, cores deliciosas e sobreposições. Theyskens Theory, marca de Olivier Theyskens, mostrou como fazer um desfile lindo e comercial, com todas as peças desejáveis e usáveis.

Theyskens Theory

Foto Reprodução

Marc Jacobs

Foto Reprodução

Proenza Schouler

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De Milão, a Marni com seus cacacos 60′s longe do corpo e com seus conjuntinhos, me chamou atenção com seu styling impecável. A Prada, para minha surpresa, não causou impacto. Faltou o humor tão peculiar e refinado da marca. Com sua moda austera, não entrou para o meu ranking.
Já o masculino foi emocionante. Com casting formado por modelos, pessoas normais e atores de todas as idades, mostrou como deixar moderna, a tão precisa alfaiataria italiana.

Marni

Foto Reprodução

O belíssimo masculino da Prada

Já em Londres, a Mary Katrantzou com suas estampas gráficas coloridas em peças cheias de texturas e volumes, representou bem a mensagem que a temporada de inverno quer passar. Perfeito!

Mary Katrantzou

Foto Reprodução

E Paris… ah Paris! Givenchy com sua rica estranheza no feminino… e no masculino, saias com leggings, estrelas e até piercings gigantes renderam as melhores imagens masculinas do inverno.
Rochas com um clássico super revisitado e Dries Van Noten com suas estampas azuis e laranjas em tecidos leves em contraponto com pesados, tb tiveram desfiles bem marcantes em Paris.

Givenchy
Gyvenchy

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Rochas

Foto Reprodução

Dries Van Noten

Foto Reprodução

O que ficou dessa temporada? O que mudou? O que chocou?
Dessa temporada ficaram os metalizados e as misturas de estampas. E em contraste com toda a explosão de prints misturados, passamos a enxergar o tão polêmico “conjuntinho” com outros olhos. De ícone da caretice, se tornou símbolo de modernidade. Visto em desfiles, editoriais, blogs de street style e até celebridades, é o queridinho do momento. Mas tem que ter estilo e olhar apurado. Ainda é bem perigoso em muitos casos!

Consegue definir moda em algumas palavras?
Moda é deixar explícito seu amor pelo belo, sem medo de julgamentos.