Arquivo da tag: cinema

17/03/2016_15:00

Os tempos estão cada vez mais ilustres para os cinéfilos. Foi-se o tempo das locadoras e iniciou-se um novo período: a libertária era dos filmes online, impulsionada por agências como o popular Netflix.

Muitos preferem o conforto da própria casa para assistir filmes, mas a extensa variedade de películas costuma nos prender na difícil missão de encontrar o filme perfeito para o momento por horas à fio. Pensando em você, que não consegue largar o doce aconchego da sua cama e cansou de passar mais tempo escolhendo filmes do que vendo os mesmos, destacamos 3 filmes do Netflix que merecem atenção.

1. A CAÇA

Por que você precisa ver? Porque a forma como o enredo apresenta diversos pontos de vista propõe uma reflexão muito interessante. 

2. CLUBES DE COMPRAS DALLAS

Por que você precisa ver? Porque a personagem transsexual vivida por Jared Leto é extremamente apaixonante. 

3. O JOGO DA IMITAÇÃO

Por que você precisa ver? Porque é a mistura perfeita de um relato histórico sobre a Segunda Guerra com uma fotografia incrível.

Há, ainda, quem prefira o bom e velho cinema. E como se esquecer da experiência única que é ir ao cinema, com a presença do telão e das (por vezes hilárias) reações alheias — e mesmo com o barulho interminável de pipoca sendo mastigada? Afinal, faz parte!

Para esses seres mais tradicionais, selecionamos à dedo 3 filmes no cinema que são imperdíveis. Acho bom você correr, porque logo, logo, sai de cartaz… E você sabe que assistir em casa não vai te trazer a mesma sensação!

1. A BRUXA

Por que você precisa ver? Porque a internet está indo à loucura com este filme horripilante, que já é considerado uma arte no universo dos filmes de terror.

2. O REGRESSO

Por que você precisa ver? Porque este é o filme que concedeu a um Oscar a Leo DiCaprio e a performance dele é de tirar o fôlego.

3. SPOTLIGHT – SEGREDOS REVELADOS

Porque você precisa ver? Porque o roteiro é espetacular e prende a atenção do espectador, por mais convencional e linear que seja o filme.

22/05/2015_10:00

por CLÉO SANTIAGO

Boa notícia para quem admira o cinema francês: em julho, chega ao MIS (Museu da Imagem e do Som), em São Paulo, uma exposição especial em homenagem a François Truffaut. A mostra, já exibida na Cinemateca Francesa de Paris entre outubro de 2014 e fevereiro de 2015, conta com um extenso acervo doado pela família do diretor francês com desenhos, fotos, objetos, livros e revistas, roteiros manuscritos e figurinos, além de trechos de filmes e entrevistas de Truffaut.

A exposição também promete uma bela mostra paralela de filmes do diretor, roteirista, produtor e ator, onde não esperamos nada menos que os clássicos da Nouvelle Vague francesa.

Sala ELLUS montou um top 3 com trailers dos filmes que você não pode perder. Aperte o play.

“OS INCOMPREENDIDOS” (1959)

Antoine Doinel (Jean-Pierre Léaud) é um garoto de 14 anos que não recebe muita atenção de seus pais. O pré-adolescente, então, mata aula para ir ao cinema e sair com seus amigos. Certo dia, descobre sem querer que sua mãe tem um amante.

POR QUE NÃO PERDER: Este é o primeiro longa de Truffaut, que lhe rendeu o prêmio de Melhor Diretor no Festival de Cannes de 1959.

“JULES E JIM – UMA MULHER PARA DOIS” (1962)

Jules (Oskar Werner) é um  judeu-alemão tímido e Jim (Henri Serri), um francês extrovertido. Eles se tornam grandes amigos e, em uma viagem para uma ilha um pouco distante da Grécia, eles vêem uma estátua com um sorriso encantador e, quando voltam à Paris, conhecem Catherine (Jeanne Moreau), uma jovem que se parece com a escultura. Logo, os três boêmios se tornam um trio inseparável, vivendo momentos agradáveis e o início de um triângulo amoroso.

POR QUE NÃO PERDER: Além de uma obra de arte, “Jules e Jim” conversa com o filme “Uma mulher é uma mulher” (1961), de Jean-Luc Godard, grande amigo pessoal e companheiro artístico de François.

“A NOITE AMERICANA” (1973)

Na França, começam as filmagens do longa “Je vous présente Pamela”, que conta a história de uma jovem inglesa que troca o marido francês pelo sogro. Truffaut atua como ator, vivendo Ferrand, o diretor. Alphonse (Jean-Pierre Léaud) é o inseguro galã; Séverine (Valentina Cortese), a diva perto da aposentadoria; e Julie (Jacqueline Bisset), viva protagonista Pamela, sempre à beira de um ataque de nervos.

POR QUE NÃO PERDER: ”A Noite Americana” é uma metalinguagem confusa e bem humorada — no estilo francês, é claro — sobre os sets de filmagem. Com esta obra, Truffaut foi indicado ao Oscar nas categorias Melhor Diretor e Melhor Roteiro Original, levando para casa a segunda premiação.

15/04/2015_10:00

por MILENA COPPI

A vencedora do prêmio de Melhor Atriz no Oscar deste ano, Julianne Moore, é dessas mulheres transgressoras. Sempre ruiva, a atriz norte-americana começou a carreira em 1990, no longa “Contos da escuridão”, e, ao longo de sua trajetória, acumulou cinco indicações à estatueta: “Fim de caso” (2000) e “Longe do paraíso” (2002), como Melhor Atriz; “Prazer sem limites” (1998) e “As horas” (2002), como Melhor Atriz Coadjuvante.

Em 2015, brilhou novamente com “Mapa para as estrelas” e “Para sempre Alice” — este último, lhe rendeu a premiação de Melhor Atriz no Oscar, no Globo de Ouro no Spirit Award, no BAFTA, no SAG e no Hollywood Awards. Mas não é são só pelos prêmios que você deve assistir estes dois filmes, que ainda estão em cartaz em algumas salas de São Paulo.

Dirigido por David Cronenberg (dos cultuados “A mosca” e “Cosmópolis”), ”Mapa para as estrelas” (foto acima) narra o drama hollywoodiano de Havana Segrand (Julianne), uma atriz frustrada que busca voltar o estrelato gravando o remake de um papel que já foi interpretado por sua mãe anos atrás. Também integram o elenco Mia Wasikowska (que você conhece de “Alice no país das maravilhosa”), Robert Pattinson (o vampirão Edward da saga “Crepúsculo”) e John Cusack (ave, “Alta fidelidade”), todos dispostos a fazer tudo pelo sucesso.

Em “Para sempre Alice” (abaixo), Julianne encara a Dra. Alice Howland, uma linguista bem-sucedida que, de repente, se depara com o diagnóstico de Alzheimer aos 50 anos. Dirigido por Richard Glatzer e Wash Westmoreland, o filme narra a evolução do quadro clínico de Alice, demonstrando o sofrimento da família e o desenvolvimento da doença.

Ambos filmes retratam questões contemporâneas que muito temos ouvido falar por aí: a superficialidade do culto à celebridade e o ageismo (desvalorização midiática que astros sofrem depois dos 50 anos; o assunto gerou discussão nas redes sociais depois do tombo de Madonna no Brit Awards) e a ressignificação da vida.

Não vamos falar mais nada. Só que “Mapa para as estrelas” ainda está no Espaço Itaú, no Shopping Frei Caneca, e“Para sempre Alice” está em cartaz na Caixa Belas Artes. Assista já.

18/12/2014_10:00

por IGOR FIDALGO

Na terça-feira, atualizamos você, leitor do Sala ELLUS, sobre a vida artística da herdeira de Kurt Cobain, a estonteante Francis Bean. Tudo por conta da notícia que movimentou a indústria da música no final deste ano: ela é a produtora executiva de “Kurt Cobain: Montage of heck”, o primeiro documentário sobre a vida do líder do Nirvana realizado colaborativamente com a sua família.

Dirigido por Brett Morgen, o filme é uma produção da HBO e vaio ao ar no canal a cabo em 2015. Segundo o site da revista Billboard publicou, 200 horas de músicas e performances ao vivo do Nirvana nunca antes divulgadas e mais de 4 mil páginas de cifras de músicas inéditas foram colhidos para o doc.

Morgen é autor de “Crossfire hurricane”, filme sobre os 50 anos do Rolling Stones que foi lançado há dois anos. Na ocasião, o diretor disse que imaginava “Montage of heck” (cujo nome é tirado da mixtape acima, oriunda dos anos 1980) como um “Pink Floyd The Wall” da nossa geração, citando o icônico filme de 1982 que mistura imagens documentais e animação.

Inquietos pela possibilidade de voltarmos a ouvir Nirvana com a divulgação de novas demos no doc de Francis Bean Cobain, montamos uma lista com outros três filmes que retratam a vida e a obra do pai do grunge. Bons filmes!

“KURT & COURTNEY” é um doc estilo thriller de 1998. Nos 95 minutos de fita, o diretor Nick Broomfield montou uma colcha de retalhos sensacionalista, unindo depoimentos de pessoas próximas ao cantor a personagens oportunistas. É o primeiro filme produzida em torno da morte de Kurt Cobain e todo o roteiro investigativo se propõe a responder: foi suicídio ou assassinato?

“ÚLTIMOS DIAS”, o drama do aclamado Gus Van Sant, conta a história de Blake (Michael Pitt, de “Os sonhadores”), um rock star deprimido que se veste de mulher e vive isolado em uma mansão em Seattle. A obra de ficção é diretamente inspirada na vida (e na morte) de Kurt Cobain. Dica: como é uma característica na filmografia de Van Sant (diretor de “Drugstore cowboy” e “Elefante”), o filme tem planos longos e muito silenciosos. Então assista com disposição!

“ABOUT A SON” é uma produção mais séria, de 2006. O diretor AJ Schnack montou o doc com as gravações de entrevistas concedidas ao jornalista Michael Azerrad. A voz do próprio Kurt Cobain cobre imagens melancólicas feitas nas cidades onde o músico viveu e fotografias antigas que chamaram a atenção do Festival Internacional de Cinema de Toronto

01/12/2014_23:55

por IGOR FIDALGO

Não pode ser coincidência. No ano em que “Dark side of the moon”, álbum do Pink Floyd que vendeu 50 milhões de cópias (atrás somente de “Thriller”, de Michael Jackson), completa quatro décadas, Facundo Guerra anuncia que o icônico disco será reproduzido no último Cinesthesia de 2014. O projeto, que pretende restaurar a aura da era de ouro das salas de cinema com a exibição estendida de filmes históricos no Cine Jóia, estreou em 9 de novembro. No début, uma noite arrepiante: as versões originais de “O massacre da serra elétrica” (1973) e “O exorcista” (1973) foram exibidas na casa de shows, com show da banda Zumbis do Espaço entre um filme e outro, e projeções 3D de videmapping. 

Para a sessão que acontece no próximo dia 14, Facundo preparou um encerramento de classe: “O mágico de Oz” (1939) será sincronizado com as músicas do lendário álbum da banda de rock progressivo, lançado em 1974. Para deixar a experiência ainda mais viva, as canções serão tocadas ao vivo, pela banda Pink Floyd Cover SP.

Nas redes sociais, muito tem sido comentado sobre a sessão “The Moon of Oz”, que começa às 19h e o ingresso de R$ 30 (já esgotado) ainda dá direito a uma cerveja. Facundo Guerra cogita montar uma sessão de matinê para os filhos dos fanáticos pelo filme e pelo disco: “Ninguém entende mais de lisergia e psicodelia do que as crianças. Estou errado?”, perguntou o empresário, dia desses, no seu Facebook.

Pesquisando sobre a misteriosa coincidência que une as duas obras, encontrei um texto do colunista Ricardo Setti no site da revista Veja. Ele aponta as melhores passagens da espetacular sincronia entre “O mágico de Oz” e “Dark side of the moon”. Abaixo, a lista montada pelo jornalista.

04’23”: Queda de Dorothy no chiqueiro coincide com o tenso começo de “On the Run”.

08’14”: O barato da sonhadora Dorothy, que canta “Over the rainbow”, é cortado com os despertadores de “Time” e a chegada da “bruxa” no Kansas.

16’06”: O auge da jam session vocal “The great gig in the sky” embala o início do furacão.

19’44”: O filme fica colorido exatamente no começo de “Money”. Haja ironia!

37’22”: O Espantalho doidão dança ao som de “Brain damage” (“o lunático está no gramado”, diz a letra, sendo que também pode significar “o lunático está chapado”).

No vídeo acima, você pode sentir um pouco do que vai rolar no Cinesthesia. Embora “Dark side of the moon” tenha 42 minutos e 30 segundos, e “O mágico de Oz” dure 1 hora e 41 minutos, o estudioso da mística que publicou esta versão acredita que a sincronia entre música e filme continua se o álbum for tocado em loop.

Embora o Pink Floyd não confirme a teoria, há quem diga que Nick Mason, David Gilmour, Roger Waters e Rick Wright compuseram o disco com uma milimétrica obediência às cenas da produção hollywoodiana de Victor Flemming.

E você: acha que isso tudo é coincidência?