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05/10/2016_09:00

Os GIFs são um dos conteúdos digitais com maior potencial de engajamento e dos mais compartilhados na internet. Porém, o adjetivo “comum” não se aplica ao trabalho desses dois artistas, que se uniram para criar alguns dos mais hipnotizantes GIFs já vistos na rede.

James R. Eads é um ilustrador que cria trabalhos com forte inspiração no estilo do pintor holandês Van Gogh. Chris McDaniel, também conhecido como The Glitch, trabalha no ramo das artes digitais e ficou encantado com a produção de Eads. A partir daí, resolveu entrar em contato com o designer para saber se poderia animar as suas obras. O resultado são os impressionantes GIFs que você vê nesse post.

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Saiba mais sobre Eads e McDaniel no Instagram e no Tumblr.

18/07/2016_09:00

POR GUSTAVO GARCIA

Você já deve ter reparado que as colagens estão em evidência novamente. Elas estão
espalhadas pelas exposições, pelas ruas e pelas redes sociais. Uma leva de
jovens artistas vem usando a antiga técnica de transposição de imagens, geralmente retiradas de livros e revistas, para criar peças únicas, que já caíram no gosto do público, dos decoradores e curadores de arte.

Essa técnica não é nova, ela começou a ser usada no começo do século XX, pelos
artistas do movimento cubista, que colavam pedaços de jornal ou impressos em geral em seus quadros, ampliando o significado de suas obras e dificultando o estabelecimento de uma fronteira rígida entre pintura e escultura. Nesse post, nós resolvemos listar três desses novos talentos que vem se destacando nesse novo cenário artístico.

Gabriela Garcia (COLLAGG): A artista carioca descobriu nas colagens uma forma de
construção de um diário de sentimentos. Através de seu site, suas obras foram ganhando
notoriedade, até que um dia recebeu um convite para expô-las. A estréia foi no “Sarau Eletrônico II”, que aconteceu no Contemporâneo Hostel, com uma colagem na qual discutia as questões da mulher na contemporaneidade. Logo em seguida veio a primeira individual, no saguão do badalado hostel Z.bra.

A mostra, batizada de “Jesus Mary Mickey Money”, apresentou uma série de colagens, que ela explicou como “intervenções em obras renascentistas com ironia e desconstrução; uma mistura de vertentes como o dadaísmo e o realismo das pinturas renascentistas”. Desde então, as obras da artista já passaram por diversas exposições, além de estamparem as capas dos discos de vinil da gravadora novaiorquina “Soul Clap” e da paulista “In Their Feelings”.

Bruno Oliveira Santos: Designer gráfico de formação, especializou-se em criação de
imagem contemporânea. Divide seu tempo entre a criação de suas obras autorais e
trabalhos para marcas que buscam o seu olhar estético apurado na concepção de suas
peças publicitárias, tais como Calvin Klein, Hering, Nestlé, Natura, só para citar algumas.

Suas composições  misturam a vivacidade de cores fortes, como o azul royal, rosa e vermelho, com a dramaticidade das imagens em preto e branco, que se unem em mosaicos abstratos ou em imagens fortemente inspiradas no universo fashion. Já teve suas criações expostas no Camera Club of New York (EUA), Fundación Otero Herrera
(Espanha) e Projeto Múltiplo no CCSP e Red Bull Station (Brasil).

Ingrid Bittar ou Britta: como assina suas obras, é formada em desenho industrial e naEscola de Artes Visuais do Parque Lage (EAV). Em 2014, foi selecionada para o 89plus,
projeto internacional que busca mapear talentos em diversas áreas, inclusive artes
plásticas, nascidos no ano de 1989, ou posterior, ajudando-os a alcançar visibilidade
através de seus trabalhos.

Seleciona e utiliza apenas materiais originais de livros, revistas e catálogos, sem
manipulação digital, para abordar temáticas do cotidiano através da colagem. O
resultado são imagens com muitas sobreposições de pequenas imagens, com forte
influência barroca, repleto de pequenos detalhes, geralmente aplicadas em um fundo
monocromático.

15/03/2016_11:00

O movimento vanguardista holandês De Stijl, originado em 1917, adotou uma estética abstrata e centrada em elementos visuais básicos, como formas geométricas e cores primárias. A qualidade reduzida da arte De Stjil, uma crítica aos excessos decorativos do movimento Art Deco, foi invisionada pelos seus criadores como uma linguagem visual universal, apropriada para os tempos modernos.

Liderado pelo pintor Piet Mondrian, os artistas De Stijl promoveram suas ideias inovadoras através de uma revista com o mesmo nome do movimento, direcionando sua atenção não apenas às artes plásticas, como pintura e escultura, mas também a todas as outras formas de arte, incluindo design industrial, tipografia e até literatura e música. A influência do De Stijl teve mais força no âmbito da arquitetura entre os anos 1920 e 1930.

No dia 25 de janeiro, o CCBB-SP inaugurou a exposição “Mondrian e o movimento de Stijl”que ficará até o dia 4 de abril, a fim de celebrar o marco destes artistas na sociedade. O panorama apresenta cerca de 60 obras de um número de artistas do movimento da vanguarda — Theo van Doesburg, Gerrit Rietveld, Bart van der Leck, Jacobus Oud, Georges Vantongerloo, Ilya Bolotowsky, entre outros —, das quais 30 são de Mondrian, o ícone da exibição. Pesquisando sobre o artista, descobrimos 5 curiosidades que vão te deixar mais do que entusiasmado para ver a mostra.

1. ESPIRITUALIDADE DA ARTE

Enquanto escritor teórico, Mondrian acreditava que a arte refletia a espiritualidade da natureza. Ele simplificava as suas pinturas nos elementos mais básicos para revelar a essência da energia mística no equilíbrio das forças que governam a natureza e o universo.

2. FORÇAS COMPLEMENTARES

Mondrian distilava suas representações do mundo em elementos verticais e horizontais básicos, que simbolizavam duas forças essenciais e opostas: o positivo e o negativo, o dinâmico e o estático, o masculino e o feminino, o yin e o yang.

3. QUEBRA DE PADRÕES

A visão singular de Mondrian pode ser notada na progressão metódica das suas obras, que vão de representação tradicional à abstração completa. Suas pinturas foram se desenvolvendo de forma lógica e transmitem claramente a influência de diversas formas de arte moderna, como iluminismo, impressionismo e principalmente cubismo.

4. INTELECTUALIZAÇÃO DA ESTÉTICA

Mondrian defendia a abstração pura e uma paleta limitada com intenção de expressar um ideal utópico de harmonia universal em todas as formas de arte. Ao usar formas e cores básicas, o pintor acreditava que a sua visão de arte moderna transcenderia divisões culturais e tornaria-se uma nova linguagem comum baseada em cores primárias puras, nivelamento das formas e tensão dinâmica nas telas.

5. REGISTRO DE UMA ERA

O livro de Mondrian sobre neo-plasticismo, “Neoplasticismo na pintura e arquitetura”, se tornou um dos documentos-chave da arte abstrata. Na tese, ele detalha sua visão de expressão artística, onde “plástico” se refere simplesmente à ação de formas e cores na superfície da tela, como um novo método para representar a realidade moderna.

25/12/2015_10:00

por ANDRÉ PERZ

O Natal está aí e nós sabemos que às vezes é difícil entrar no clima. Mas, como Sala ELLUS está aqui para te ajudar, nós trazemos a boa bula: que tal uma supermaratona de filmes com filmes aninhados com a data?

A seguir, cinco opções nada óbvias (algumas delas, nem nós lembrávamos que eram ambientadas no Natal) de longa-metragens que coadunam roteiro, direção e bonecos de neve. Anote nossas dicas, coloque a pipoca no microondas e aproveite!

“O NATAL DE CHARLIE BROWN” (1965)

O nosso amado Minduim e o seu cachorro Snoopy são estrelas de dezenas de filme natalinos mas o mais icônico de todos é, sem duvida, o primeiro. Na animação, Charlie Brown tenta entender a fonte de sua tristeza, que contrasta enormemente com a alegria natalina demonstrada por todos os seus amigos.

POR QUE VOCÊ DEVE ASSISTIR? Porque apesar de ter sido lançado há 50 anos, a animação contem mensagens superatuais e, nos Estados Unidos, é considerado o maior clássico das festas de fim de ano. Apesar de ser em tese um filme infantil, aborda questões de maneira madura e tocante.

“GREMLINS” (1984)

O filme de humor negro narra a história de um jovem que recebe um Mogwai, uma estranha criatura peluda, como presente de Natal. Quando o bicho, que não pode ficar molhado, é encharcado por um copo d’água, começa a se reproduzir em nível assustador e milhares de gremlins começam a aterrorizar Nova York.

POR QUE VOCÊ DEVE ASSISTIR? Porque é trashy, divertido e assustador na medida e porque nós amamos tudo que vem dos anos 1980. Em termos técnicos, mire na equipe poderosa que aparece nos créditos da fita: Steven Spielberg é o produto executivo e Chris Columbus, diretor de “Esqueçeram de mim” e “Uma babá quase perfeita“, assina o roteiro.

“BATMAN: O RETORNO” (1992)

No segundo filme do Batman dirigido por Tim Burton, o herói interpretador por Michael Keaton tem que lidar com o vilão Pinguim (na célebre atuação de Danny Devito). O gangster que foi criado no subsolo de Gotham City está colocando em perigo todo o fornecimento de energia da cidade. Mas é claro que o filme não estaria nesta lista se não fosse pela icônica Mulher Gato de Michelle Pfeiffer.

POR QUE VOCÊ DEVE ASSISTIR? Porque é uma experiência estética que você precisa ter. Preste atenção nos figurinos, nos cenários e em toda a produção de arte. Além disso, é a melhor Mulher Gato que já ganhou vida nos cinemas, deixando Halle Berry e Anne Hathaway no chinelo.

“O ESTRANHO MUNDO DE JACK” (1993)

Neste clássico de stop motion, cada data comemorativa tem seu próprio universo isolado. O longa, também dirigido por Tim Burton, já era conhecido por “Nightmare before christmas” (“O pesadelo antes do Natal”), onde fomos apresentados a Jack quando ele tenta introduzir o conceito de Natal no universo do Halloween.

POR QUE  VOCÊ DEVE ASSISTIR? Porque, novamente, a estética natalina de Tim Burton é fantástica, mesclando o sombrio com o lúdico. Além disso, o filme é um fenômeno de crítica, com 94% de aprovação no site Rotten Tomatoes.

“200 CIGARROS” (1999)

Sem protagonistas, o filme retrata as aventuras e as desventuras dos personagens vividos por Paul Rudd, Ben Affleck, Kate Hudson, Chritina Ricci e Janneane Garofolo a caminho de uma festa de arromba que vai se passar na virada de 1981 para 1982. 

POR QUE VOCÊ DEVE ASSISTIR? Porque tem Courtney Love no elenco! E a retratação das inseguranças e das neuroses familiares de quem está na casa dos 20 é inerente à passagem das décadas. E sim, claro: é verdade que esse filme não se passa no Natal mas, o Réveillon está quase aí. 

14/10/2015_12:00
Uma das melhores coisas de se viver em Paris é ter em mãos a programação cultural e artística da cidade, sempre com ótimas exposições em museus e galerias. Vejo esse tipo de ambiente como uma verdadeira ferramenta de pesquisa para meu trabalho. Entre as galerias, minhas favoritas ficam no Marais, onde sempre faço um tour, compro livros e consigo visitar todas de uma só vez!
NA RUE DE TURENNE: Duas delas ficam na rue de Turenne: a galerie Perrotin (acima), atualmente uma das mais importantes de Paris, conta com exposições e eventos imperdíveis. Foi lá que pude ver, há pouco tempo, o lançamento do novo livro do Terry Richardson. Entre os artistas representados, destaco Tatiana Trouvé, Maurizio Catellan e Xavier Velhan. Já a Almine Rech é um galeria belga com um ótima seleção de livros dos seus artistas. Um lugar memorável em que pude ver a exposição do Hedi Slimane em 2011. No acervo, é possível ver trabalhos de artistas como Anselm Reyle e Ugo Rondinone.
GALERIE THADDEUS ROPPAC: Seguindo o percurso está a galerie Thaddaeus Roppac, localizada nas proximidades da rue Debelleyme. Sem dúvidas, uma outra opção com uma excelente seleção de artistas contemporâneos. Além das duas salas de exposição, a Thaddaeus Roppac possui um novo galpão, inaugurado cerca de dois anos atrás em Pantin, nos arredores de Paris. Um lugar altamente recomendado, embora exija uma mini fuga da cidade. Por lá, são organizadas performances, shows e exposições num espaço amplo, com 2500 metros quadrados.
OFR. LIBRAIRIE, GALERIE: E, para fechar o roteiro, a OFR. O espaço não ostenta o título de galeria porque é, na verdade, uma livraria com pequenas exposições frequentes que disponibiliza o que há de mais novo entre publicações e livros de artistas. Fica na rue Dupetit-Thouars, próxima ao Carreau du Temple. Tem que ir!