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20/09/2015_11:00

por ANDRÉ PEREZ

Nesse sábado, a Cidade do Rock ficou repleta de cabeludos, roupas pretas e coturnos, tanto no palco, quanto na plateia. O tema do dia? Metal, claro. A grande atração foi o Metallica, um dos os maiores ícones do gênero.

Veteranos do Rock in Rio — essa é a terceira apresentação consecutiva deles no festival —, o Metallica teve o show interrompido por cerca de cinco minutos por uma falha técnica. Isso não afetou em nada a empolgação do público ou da banda que, num ato de amor aos fãs, convidou dezenas deles para participar do show de cima do palco

O Palco Mundo abriu com os franceses do Gojira que, apesar de relativamente desconhecidos, conquistaram a multidão com o som pesado e tentativas de falar português. Antecedendo o Metallica, o Mötley Crüe fez um show agridoce para os fãs: a apresentação serviu como uma despedida já que, após a conclusão da atual turnê, a banda irá encerrar as atividades.

A única banda do palco principal a destoar do tema central — o metal — foram os ingleses do Royal Blood. Queridos da crítica e com um hype gigantesco no Reino Unido, onde o CD de estreia deles debutou diretamente no topo, no ano passado, o duo conseguiu animar a multidão apesar do som um pouco mais ameno do que o que a noite parecia demandar.

O Palco Sunset também estava cheio de nomes queridos do rock pesado. A grande atração foi o Korn, que teve facilidade de ganhar o público. Teve também a banda Angra que, ao lado de Dee Snyder e de outros vários convidados especiais, se redimiu da apresentação caótica de 2011 com um show energético e bem recebido. Também se apresentaram os grupo Ministry e Noturnal. O último, alias, protagonizou um dos momentos mais inesperados da noite quando Thiago Bianchi, o vocalista, chamou a sua mãe, Maria Odete, para uma palinha. Odete, que cantou “Woman in chains”, do Tears for Fears, foi ovacionada pelos metaleiros.

No camarote da Pepsi, Rainer Cadete e Agatha Moreira, respectivamente o Visky e a Giovana de “Verdades secretas”, causaram sensação. Ágatha, fanática pelo Metallica, personalizou a gola da sua blusa ELLUS com várias tachinhas Eberle Fashion (um dos nossos apoiadores do meeting point de customização que montamos no Rio Design Barra).

Outros que passaram por lá, e vestiram nossa blusa criada em parceria com a estilista Helô Pinheiro, foram Ana Paula Padrão, apresentadora do “Masterchef”, e Mohamad Hindi (acima), galã da primeira edição do reality de culinária.

Foi um longo dia de bate-cabelo mas hoje poderemos descansar nossos pescoços com o som mais suave de Elton John; Rod Stewart e John Legend. O Sala ELLUS estará lá para te contar tudo.

19/09/2015_12:30

por ANDRÉ PEREZ

Em 1985, a primeira edição do Rock in Rio mudou para sempre a indústria de entretenimento musical brasileiro. Trinta anos depois, o evento segue gerando o mesmo nível de empolgação e êxtase no público. E isso estava claro ontem, quando a Cidade do Rock reabriu oficialmente para a sua sexta edição. Mais de 85 mil pessoas vibraram com atos dos mais diversos backgrounds, de Ney Matogrosso ao OneRepublic.

No meio de tanta música e celebração, não faltaram lembranças de que o evento estava completando três décadas. Na loja de suvenires, a lama do festival de 1985 era vendida por R$ 185. Já o Palco Mundo abriu com um show comemorativo dos 30 anos e fechou sua primeira noite com o Queen, principais estrelas da edição de 1985.

De Ivete Sangalo ao metaleiro Andreas Kisser, a fauna musical brasileira estava representada em peso no show comemorativo que abriu a cortina do palco principal.  Participaram também Ney Matogrosso, Titãs, Skank, Capital Inicial, Blitz, Erasmo Carlos, Frejat, Kid Abelha e Paralamas, apresentando sucessos que marcaram o país — e o Rock in Rio — como “Pro dia nascer feliz”, “À sua maneira”, “Pode vir quente que eu estou fervendo”, “É proibido fumar” e “Tempo de alegria”.

Já o Queen, grande atração da noite, se apresentou com o vocalista americano Adam Lambert que, na maior parte das músicas, assumiu os vocais originais de Freddie Mercury, morto em 1991. Por mais que Lambert tenha sido enormemente bem recebido, Mercury mais uma vez provou que é insubstituível para os fãs: os pontos altos do show foram suas aparições nos telões para “Love of my life” (que foi apresentada em versão acústica, com apenas o guitarrista Brian May no palco) e “Bohemian rhapsody”. Com uma sucessão de hits, a banda britânica fechou a primeira noite do festival em altíssimo nível com “We will rock you” e “We Are the Champions”.

O Palco Mundo ainda teve o pop rock do OneRepublic e dos irlandeses do The Script. A banda de Ryan Tedder empolgou a multidão com sucessos como “Apologize” e “Counting stars”. Depois, o trio europeu se emocionou com a primeira apresentação em solo brasileiro.

No Palco Sunset, o evento imperdível foi a homenagem a Cássia Eller, que fez um elogiado e memorável show no Rock in Rio de 2001. Tacy de Campos, que interpreta a cantora no musical teatral, participou da apresentação ao lado da banda original e de amigos de Cássia como Zélia Duncan, Mart’nalia e Nando Reis. O público foi à loucura com a sucessão de hits inesquecíveis e, assim como Cássia em 2001, Tacy de Campos e Zélia Duncan levantaram as blusas e exibiram os seios durante a cover de “Smells like teen spirit” do Nirvana.

De “Malandragem” a “Don’t stop me now”, a primeira noite do Rock in Rio deu centenas de motivos para a multidão entrar em êxtase. E a noite épica foi admirada, com visão privilegiada, pelos convidados da ELLUS no camarote da Pepsi. Por lá passaram Arthur Aguiar, Fê Rodrigues, Felipe Tito, Emilio Dantas, Felipe Roque, Leticia Colins e muitos dos atores que integram o elenco de “Verdades secretas”.

E ontem foi só o começo! Ainda tem muita festa pela frente. E, esteja onde estiver, você poderá acompanhar tudo aqui pelo Sala ELLUS. Sejam bem-vindos!

11/05/2015_10:00

por MILENA COPPI

Mais uma vez o Centro Cultural Banco do Brasil trás para o País a exposição de um pintor modernista espanhol. A primeira, sobre o surrealista Salvador Dalí, levou 978 mil pessoas à unidade do Rio, entre maio e setembro. Agora, é a vez do cubista Pablo Picasso invadir as galerias do CCBB-SP e Rio.

Intitulada “Picasso e a modernidade espanhola”, a exposição trás cerca de 90 obras antes só vistas no Museu Nacional Centro de Arte Reina Sofía, em Madri. É uma boa oportunidade para os brasileiros, que são fãs do pintor, mergulharem no universo do espanhol que dedicou sua carreira a retratar mulheres — na maioria das vezes, suas esposas e amantes (e, coincidentemente, todas francesas!).

Quadros icônicos como “Cabeça de mulher” (1910) e “Retrato de Dora Maar” (1939) são algumas das obras que representam a fixação do pintor pelo universo feminino. Esse aspecto, aliás, levou diversos críticos a dividirem sua carreira em fases com os nomes de suas mulheres – “era Fernande”, “fase Marie-Thérèse”, “período Dora Maar”, entre outras. “O Pintor e a Modelo” (1963), também exposta durante a mostra, é outra obra em que o pintor explora sua visão particular, e muito original, de representar o corpo feminino.

Picasso, no entanto, não era um pintor de uma obra só. Dono de um talento nato para as artes — que sem dúvida herdara do pai, o também artista José Ruiz Blasco —, o pintor mudou seu estilo de pintura diversas vezes na vida. Em suas obras é possível perceber a transição: de sua fase azul, conhecida por pinturas com personagens tristes, usando apenas tons de azul, à fase rosa, quando conheceu sua mulher Fernande Olivier e passou a retratar temas alegres.

Esta fase, no entanto, não durou muito tempo. Logo, Picasso retornaria a tons mais sombrios, buscando influências em esculturas africanas que serviram de estímulo para buscar novas formas de mostrar e interpretar a realidade.

Este foi o pontapé para que, juntamente com o pintor francês Georges Braque, criasse o cubismo, considerado um dos movimentos mais importantes da história da arte moderna. Estudos e esboços de “Guernica”, uma das obras mais importantes dessa fase, estarão em cartaz na exposição que trás também criações de 35 outros artistas espanhóis. Entre eles, Salvador Dalí, seu ex mestre, e seu amigo Joan Miró.

“Picasso e a modernidade espanhola”, fica em cartaz até 8 de junho no CCBB-SP, quando desembarca na sede do Rio, e permanece de 24 de junho a 7 de setembro.

08/08/2014_15:00

por MARIANA BUARQUE

Uma dupla de artistas surrealistas, que nunca se encontram mas aparecem juntos na histórica colagem que reproduzimos abaixo, aportou no Brasil em julho, acompanhado de outro pintor igualmente polêmico. É uma feliz coincidência: a maior retrospectiva do catalão Salvador Dalí acontece no Rio de Janeiro na mesma época em que a mostra de fotografias da mexicana Frida Kahlo é montada em Curitiba.

Em São Paulo, no entanto, são as gravuras de Francis Bacon, que por oito anos tiveram a autenticidade discutida (já que ele só pintava e o trabalho como desenhista foi mantido no anonimato), que chama atenção do povo das artes visuais.

Francis Bacon, um dos artista mais valorizados do século XX, ganha voz na exposição  “Italian Drawings”, que ocupa o  Paço das Artes, na USP. São 43 gravuras inéditas no País, selecionadas dentre as 350 que foram presenteadas ao namorado italiano, o jornalista Cristiano Lovatelli.

Como Bacon não tinha o hábito de desenhar, Lavatelli precisou lutar em juizo para comprovar que o seu acervo representava importante parte do espólio deixado pelo mestre do abstracionismo. A causa tramitou de 1996 a 2004, e foi graças ao advogado do jornalista, que ficou com Bacon até sua morte, que estas raríssimas ilustrações chegam até nós.

 

Quem mora em Curitiba atesta  que é uma oportunidade e tanto visitar a exposição “Frida Kahlo — As suas fotografias”, que não irá para outras cidades brasileiras. Está em cartaz no Museu Oscar Niemeyer (MON) o relato documental da vida e da obra da pintura mexicana, composto por 240 fac-símiles.

São fotografias íntimas encontradas na casa da artista, na Cidade do México, onde hoje funciona um museu.

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Os registros de Frida vão de sua infância à fase adulta, revelando ainda paixões, amizades e conflitos. Em destaque, está a relação da pintora com Diego Rivera e imagens que revelam amores com outros homens e mulheres.

Também são retratados o seu engajamento na luta política de esquerda e a relação dela com o próprio corpo, marcado por um acidente de trans (misto de ônibus e trem). Tais sequelas foram a marca da obra que tornou Frida a artífice das expressões mexicanas. 

E ainda dá tempo de conferir a mostra de Salvador Dalí no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), a mais completa já aberta no Brasil: são 150 obras expostas até 22 de setembro. Mesmo quem só conhece a fase surrealista do artista vai se surpreender, já que a mostra compreende a vasta trajetória do artista catalão que bebeu das fontes do cubismo, do impressionismo e da pintura abstrata.

Pensando no hype dos #selfies que tomaram de assalto as exposições brasileiras, a curadoria da mostra dedicou uma sala inteira no fim da exposição para que o público tire os seus autorretratos. O lugar é inspirador: a sala Mae West é composta por dois quadros com ilustrações de olhos, uma escultura em forma de nariz e o celebrado Sofá Bocca, mobiliário que vem sendo reproduzido pela indústria de decoração desde a criação de Dali, em 1936.