• 12/10/2016_09:00

    No final de um verão que foi rico em retornos e fértil de um muito esperado material musical inédito – Blonde de Frank Ocean, Glory de Britney Spears e, por que não, 50 de Ricky Ashley – as primeiras reações ao aguardado novo single de Lady gaga foram um pouco abafadas.

    “Please not ArtPop” ou “Por favor não ArtPop”, foi o que postou um usuário do twitter, ainda traumatizado pelo terceiro álbum da artista que esta, hoje, com 30 anos. Um super divulgado, super trabalhado e mal cozido conceito de álbum, seu lançamento contou com festas imensas no Brooklyn, ladeadas por esculturas de Jeff Koons mas, quando foi hora de mostrar a música, o trabalho acabou provando ter mais estilo do que substância.

    De algumas maneiras, Artpop exemplificou como o tipo de fama obtido por Gaga começou a sair de moda. Nascida Stefani Germanotta, Gaga explodiu nas paradas em 2008 com suas perucas, fantasias feitas pela sua própria “House of Gaga” e elementos impactantes para combinar. Ela revigorou os top hits, que andavam meio beges à época (seus contemporâneos eram  a cantora eletrônica sueca Basshunter, Duffy e uma Adele emergente) com hits mega poderosos como Poker Face, que incluía uma leve cantada lésbica, e Bad Romance.

    Em 2016, quando o poder criativo de Beyonce parece não conhecer limites, parece surreal lembrar-se do tempo em que ela era obscurecida por Lady Gaga. As duas lançaram singles em 2009. Telephone, um trabalho de Gaga que trazia Beyoncé, mostrava em seu vídeo uma fuga da prisão que durava dez minutos e tornou-se uma sensação nas pistas de dança. Enquanto isso, o clipe Videophone de Beyoncé, onde Gaga aparece como convidada, não conseguiu figurar nos top 40.

    Quatro anos mais tarde, o pop caminhou. Nós cansamos de Gaga, a mulher que ganhava manchetes por trajar um vestido feito de carne nos VMAs de 2010. Quando ela nos implorou para “trata-la como uma artista”em Artpop, apenas provou que sua vela estava acabando de queimar. Taylor Swift, a adorável e carinhosa namoradinha estava dominando o mundo com sua turnê Red Hot. David Bowie, o provocador pop master, lançava seu penúltimo álbum, fazendo Gaga parecer um enfeite.

    O video de Perfect Illusion, o novo single de Gaga, acaba de ser lançado. Parece que ela decidiu largar de mão a parafernália que é associada ao seu nome desde sempre – os codinomes, máscaras, modificações corporais – em favor de uma imagem de rock star trabalhadora e honesta. (Ela aparece contra o por do sol de shorts jeans, enquanto outra imagem a mostra com o microfone na mão, em meio à multidão de um bar).

    Sobre a música? É com satisfação que afirmo que voltamos para a era de Just Dance: simples, uma batida que pega no ouvido e enche as pistas de dança, o famoso pop de levar estádios ao delírio. O que gradualmente aconteceu desde 2008 é que Gaga permitiu que sua voz academicamente treinada aparecesse. Perfect Illusion tem um timbre rico, uma força emocional que antes ficava nas sombras. Os vocais nos lembram das predileções da artista pelo esquisito mas não nos deixam esquecer que trata-se de uma grande cantora.

    Illusion não se mete com mensagens complicadas ou introspecções, é apenas uma música sobre quem descobre que não está mais amando. Neste sentido, é um clássico de Gaga, que sempre gostou de brincar com as questões do coração e trazer novidades para o assunto. Por hora, apenas a música já vai nos servir: é muito bom ter Gaga – e apenas Gaga – de volta.

    [ TRADUÇÃO DE ROBERTA GRAHAM DA REPORTAGEM DE ALICE VICENT, ORIGINALMENTE PUBLICADA NO DAILY TELEGRAPH}

    Leia a matéria original AQUI

    10/10/2016_13:29

    O dia 1º de dezembro de 2016 será um dia sem precedentes: dois nomes lendários do rock inglês estarão no Brasil fazendo show, um em São Paulo e o outro no Rio. Os paulistanos vão receber a única apresentação do New Order no país, com a atual formação: Bernard Sumner, Stephen Morris, Gillian Gilbert, Phil Cunningham e Tom Chapman. O quinteto lançou, em 2015,  seu primeiro álbum em dez anos, Music Complete – pra muita gente, a derradeira obra da banda.

    Já no Rio, se apresenta o baixista genial e genioso da banda, Peter Hook, com a turnê Peter Hook & The Light Performing Substance – “The Album Of Joy Division & New Order”. O músico está de volta ao Brasil para outros dois shows. Além da data carioca,  ele ainda se apresenta em Porto Alegre e em São Paulo. O baixista promete tocar na íntegra, e na mesma ordem do disco, os maiores hits da coletânea que se tornou um clássico obrigatório de qualquer fã de música de pista, “Substance”.

    Hook já esteve algumas vezes por aqui. Em 2011, ele apresentou um show exclusivo sobre a curta e intensa história do Joy Division, banda que serviu de embrião para o New Order. Um ano depois, o baixista voltou ao país com a turnê de “Movement and Power, Corruptions & Lies”, que contemplou os dois primeiros álbuns do New Order, e marcaram a transição do Joy Division para o New Order.

    Sua última temporada por aqui, em 2014, foi com o show que continha as músicas do terceiro e quarto discos do New Order: “Lowlife” (1985) e “Brotherhood” (1986). o New Order é um dos nomes mais influentes e dos mais revolucionários grupos de todos os tempos, no rock e na música eletrônica.

    07/10/2016_09:00

    As flores estão de volta! Depois de um longo tempo esquecidas, as estampas florais são o must-have para o próximo verão 2017. Seja qual for a peça escolhida, a padronagem confere um splash de cores, tormando o look mais descontraído e arejado.

    Essas estampas são inspiradas na cultura Tiki, oriunda da Polinésia e muito praticada pelos havaianos.  No antigo Havaí, a partir de vulcões cuspindo fogo e entre o todo poderoso de surf, antigos havaianos preenchiam sua terra maravilhosa e história com deuses Tiki. Dentre os elementos dessa cultura, estão os tecidos estampados com flores e outras figuras do misticismo local, como totens e frutas, por exemplo.

    Como nós fomos ao Havaí buscar inspiração para a nossa coleção de verão 2017,  as flores não poderiam ficar de fora de nossas araras. O tema é muito fértil e o clima de criatividade não foi diferente durante a criação das nossas peças, resultando em algo único, que une o nosso DNA rocker ao tropicalismo da ilha do surf.

    Nós separamos três itens, best sellers da nossa Online Store, que trazem essa pegada “flowers”, para você ficar com o look em dia na estação mais quente e alegre do ano. Agora é só escolher a que encaixa melhor no seu estilo se se jogar. Confira as opções abaixo.

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    05/10/2016_09:00

    Os GIFs são um dos conteúdos digitais com maior potencial de engajamento e dos mais compartilhados na internet. Porém, o adjetivo “comum” não se aplica ao trabalho desses dois artistas, que se uniram para criar alguns dos mais hipnotizantes GIFs já vistos na rede.

    James R. Eads é um ilustrador que cria trabalhos com forte inspiração no estilo do pintor holandês Van Gogh. Chris McDaniel, também conhecido como The Glitch, trabalha no ramo das artes digitais e ficou encantado com a produção de Eads. A partir daí, resolveu entrar em contato com o designer para saber se poderia animar as suas obras. O resultado são os impressionantes GIFs que você vê nesse post.

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    Saiba mais sobre Eads e McDaniel no Instagram e no Tumblr.

    03/10/2016_09:00

    POR ROBERTA GRAHAM

    A capitalização da maconha cresce a cada dia, começando a gerar questões como o processo de monocultura em áreas agrícolas. Na mídia, os usuários já não são mais vistos como os marginais ou hippies – o baseado virou uma cervejinha e todos parecem estar em paz. Não poderia demorar muito para que o mercado de jogos para celulares percebesse que a turma do 4:20 é um grande filão, e lançar produtos pensados especialmente para eles.

    A matemática não é difícil: usuários de maconha são orgulhosos de seu hábito e jogos interativos de colheitas – esses sim são um vício – já deixaram muita gente acordado de madrugada para olhar a plantação. A junção dos dois elementos só poderia resultar no próximo hit após Pokemon Go – o aplicativo Grass Roots, da Bud Farm.

    O jogo começa como quase todos – um fazendeiro iniciante com um lote bagunçado de terra e uma semente nas mãos. A questão fica mais interessante pois trata-se de uma semente de cannabis, que vai levar o jogador para o negócio da hora – as fazendas de maconha.

    O objetivo é vender suas plantas e acumular moedas. A medida em que o participante avança no jogo, variedades famosas da erva como  OG Kush, Super Silver Haze e Pineapple Express passam a estar disponíveis para o plantio. As moedas garantem a compra de lâmpadas especiais, estufas e apetrechos para cruzar as mudas perfeitas. Anda com tempo, entediado no ônibus e pensando na próxima oportunidade de dar um dois? Pois saiba que ainda é possível trocar uma ideia com outros jogadores na opção on-line.

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