• 09/01/2015_21:14

    por ISA TENÓRIO

    Circulando pelo Instagram, é possível que você já tenha visto imagens de pessoas desafiando a gravidade, saltando em caixotes ou virando pneus de caminhões. Nós, da Sala ELLUS, que somos fãs do estilo navy-urbano do blogueiro novaiorquino Nathan McCallum, vivíamos intrigados com os vídeos que ele posta no seu perfil.

    Adepto do cross fit, modalidade que mistura ginástica olímpica, levantamento de peso e exercícios aeróbicos de alta intensidade, o autor do Bangarang Blog nos inspirou a investigar mais o esporte que tem feito a cabeça (e o corpo) de quem gosta de experiências vigorosas.

    Descobrimos o CrossFit Posto 9, uma das referências sobre a prática no Brasil, instalado em um galpão na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Fomos lá entender porque o crossfit é o assunto do verão.

    Logo na entrada, vi pessoas correndo ao redor do ginásio, como exercício de aquecimento. Ao entrar, surpresa total: bem diferente de uma academia convencional, não haviam aparelhos e sequer espelhos. Caixotes, argolas e bolas de peso decoravam o espaço.

    Fui recebida pelo proprietário da CFP9, Marcos Viana, que foi logo me explicando que o crossfit, embora esteja presente em 10 mil lugares do mundo, foi criado pelos treinadores Greg Glassman e Lauren Jenai em 2000, nos Estados Unidos. Chegou ao Brasil nove anos depois, por meio do professor de Educação Física, Joel Fridman. Hoje, são mais de 267 pontos credenciados a usar o nome da modalidade (que é uma marca) no País.

    As aulas duram em média uma hora e se dividem em quatro etapas: aquecimento, treino de habilidade e forca, WOD (exercício principal) e alongamento. Podendo render 5 ou 20 minutos, o exercício do dia (a sigla vem de “workout of the day”) prevê a realização de uma sequência de movimentos no menor tempo possível. Tipo: 150 flexões, 100 agachamentos e 50 abdominais (!!!), o mais rápido possível. 

    — O crossfit cuida do corpo e da mente. O corpo é trabalhado o tempo todo de formas imprevisíveis e desconhecidas. Não tem essa coisa de “hoje é perna; amanhã é ombro”. Todo treino estimula do dedão do pé ao fio de cabelo — decifra Marcos Viana, que coatua como coach do CFP9. — A mente é trabalhada pela superação diária de limites. Minha irmã quando começou a praticar, não conseguia fazer uma barra. Acreditou e treinou: hoje em dia, faz 20 seguidas, tranquilamente.

    Notei que a principal diferença entre um ginásio de crossfit e uma academia de musculação não é a falta de espelhos (#brinks), e sim a continuidade. Mas alimentação importa muito neste processo. Viana, que indica as dietas Zona e Paleolítica para os seus alunos, diferencia uma da outra.

    — Na Zona, você alimenta apenas a massa magra do seu corpo. O seu prato deve ter blocos de carboidrato, de proteína e de gordura, mas esta dieta é muito punitiva, porque tudo deve ser pesado. Não é nada prática. Já a Paleo dita que você não coma nada processado, só o que está disponível na natureza: carnes, verduras e frutas.

    No Insta do CFP9, é possível conferir fotos impressionantes de “antes” e “depois” dos praticantes. O que comprova que ainda dá tempo para ficar com o corpo em dia para o projeto verão 2015. Vamos lá?

    07/01/2015_15:00

    por IGOR FIDALGO

    Há um ingrediente intrigante nas esculturas do artista plástico Ron Mueck, cuja exposição com seus mais recentes trabalhos pode ser conferida até 22 de fevereiro na Pinacoteca de São Paulo. O ponto aqui não é minúcia dedicada pelo australiano para atingir a textura hiperrealista da pele humana em figuras que, se não estivessem em escalas subvertidas, poderiam passar por pessoas de carne e osso.

    Há algo de enigmático no olhar e na expressão das nove obras que ocupam o museu paulistano — cujas imagens ilustram este post. Algo além daquela sensação de que estamos sendo observados.

    É como se o escultor tivesse congelado pessoas reais em momentos decisivos de suas vidas e a alteração de escala entra para aferir sentimento de memória. Em entrevista ao jornal O Globo, a curadora de “Ron Mueck” explica que todos detalhes da maior obra da exposição (“Couple under a umbrella”, com três metros de altura) “falam sobre ficar velho, sobre estar junto, sobre ser pequeno”:

    — Quando se é criança, as pessoas mais velhas parecem maiores do que são. Ao ver a escultura, recupera-se algo dessa sensação — declarou à jornalista Nani Rubin.

    Para conseguir a textura sensível de pele, Mueck começa esculpindo em argila, depois cria moldes e passa a cobrir suas obras com camadas de silicone pigmentado para atingir a elasticidade mais próxima da realidade. Esta técnica está documentada no vídeo de quase uma hora “Still life: Ron Mueck at work”, que ocupa uma das salas da exposição e merece ser assistido. O silêncio da filmagem é proposital e pode ser usado como equiparação à concentração do artista para executar seus processos.

    Segundo o repórter de arte da Folha, Silas Martí, algumas criações do artista chegam a levar 30 mil fios de cabelo. Que, pasmem, são implantados um a um.

    É o caso de “Woman with shopping”, que congela o momento que uma mulher de olhar absorto, cujas mãos estão ocupadas carregando sacolas de supermercado, fita algo que lhe chama mais atenção do que o bebê que a observa por dentro de seu sobretudo. Os olhos inflamados insinuam que ela chorou e a pele ruborizada na região das maçãs e do nariz, combinada ao código do bebê salvaguardado no casaco, indicam que o clima está úmido, possivelmente chuvoso.

    Esta subjetivação, no entanto, é corroborada pelo tamanho da obra: produzida com 1,13 metro de altura, a mulher e seu filho, embora tenham rugas e dobras sutilmente reais, são observadas de cima pelos expectadores. Difícil não se hipnotizar com todos os sentimentos que a obra imprime.

    “Still life” é a escultura que você já deve ter visto muito na timeline de redes sociais. Na temporada carioca, o frango pendurado em um gancho, recém-depenado, serviu de fundo para selfies.

    Ron Mueck trabalhava com ficção científica para o cinema e criando publicidades. Há pouco mais de 20 anos, começou a migrar para as artes visuais. Por isso, só produziu 47 obras.

    Assistido por 200 mil pessoas no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, “Ron Mueck” também atraiu multidões em Paris e em Buenos Aires. Na abertura em São Paulo, recebeu mais de 2 mil.

    Neste link, você fica por dentro da programação de férias montada pela Pinacoteca de São Paulo para o mês de janeiro. Já clicando aqui, você tem um aperitivo das obras do artista australiano filmadas pela TV Folha.

    06/01/2015_19:52

    por ISA TENÓRIO

    Quem não se lembra do impacto que o álbum visual de Beyoncé gerou em dezembro de 2013? Rewinding: sem qualquer publicidade, o disco de 14 faixas foi disponibilizado para venda no iTunes na madrugada no dia 13, junto à divulgação de 16 videoclipes no YouTube.

    A estratégia de confidencialidade deste álbum, inclusive, chamou muita atenção da mídia especializada, já que nenhum segundo de qualquer faixa vazou antes do lançamento oficial — ao contrário do que vive acontecendo com Madonna, vide a divulgação extraoficial de 13 demos de “Rebel heart” há menos de um mês.

    Se a sua memória ficou em 2014, é só clicar nestes links e conferir os vídeos dirigidos por Terry Richardson, Jake NavaHype Williams para Queen B. Além das características coreografias, da habitual sensualidade e do poderoso carão de Beyoncé, os vídeos ainda traziam registros de suas andanças por cidades como Nova York, Paris e Bahia.

    No final de 2014, entretanto, Bey fez a felicidade de seus fãs mais uma vez: reeditou o álbum “Beyoncé” e o relançou em uma edição de luxo. Além do CD original, “Beyoncé Platinum Edition Box Set” vem com um disco extra que incluí as inéditas “Ring off” e ”7/11″ e quatro remixes com as participações de Jay Z, Kanye West e Nicki Minaj. O duo com a rapper merece destaque: “Flawless” foi eleita a Melhor Música do Ano pela revista Times.

    Além do DVD de videoclipes, o novo box traz o show ao vivo da turnê “On the run” com livreto de fotos. Como se não fosse suficiente, um minicalendário 2015 foi incluído no pacote, para que os fãs de Beyoncé passem o ano inteiro com ela (#oba).

    Os cliques foram feitos por fotógrafos que a ELLUS ama, como Santiago & Mauricio, Nick Farrell e Robin Harper.

    05/01/2015_10:00

    Não vamos falar aqui do grupo brasileiro que foi hype dos anos 1980 e cujas trilhas sonoras de novela teimam em não sair da nossa cabeça. Mas hoje é o dia que 2015 oficialmente começa e, como de costume, todo o site da ELLUS entrou em SALE. Por isso, fazemos o convite: que tal renovar o closet com muita roupa nova?

    Os produtos não sofreram um abatimento simples: estamos com uma campanha de descontos progressivos no ar! Isto quer dizer que se você comprar duas peças, ganha 20%; três, 30%; quatro, 40%; a partir de cinco, o desconto é de 50%.

    Em maio do ano passado, a ELLUS desfilou na São Paulo Fashion Week uma coleção de jeans lavados cuja estrela foi o top galã Cauã Reymond. Logo depois, lançamos a terceira edição do Jornal ELLUS, onde, em editoriais de moda pra lá de desejáveis (um deles estrelado pela musa Lea T.), apresentamos os principais itens do nosso coleção.

    A nossa SALE de verão é uma oportunidade e tanto de adquirir t-shirts atemporais, como a festejada linha Rock Tees (clique aqui para ver uma seleção das melhores peças) e a nossa afetuosa parceria com a Disney (clique aqui para ver quais itens temos disponíveis). É a chance também de levar para a sua vida roupas que transportam o conceito de passarela para o dia a dia (como qualquer peça decorada com a estampa Flag, um dos nosso ícones desta estação).

    Se você chegou até essa linha do texto, não se reprima: navegue já pela nossa Online Store.

    22/12/2014_09:00

    por IGOR FIDALGO

    Então é Natal. Mas para temperar a ceia desta quarta com um pouco da sua personalidade, que tal embalar a noite com “Joel, the lump of coal”, novo hit natalino lançado pelo The Killers, banda que a ELLUS ama?

    Os roqueiros de Las Vegas lançam singles especiais de fim de ano há nove anos. A estratégia é divulgada com um videoclipe quase sempre de cunho cômico (à exceção dos delicados “Christmas in L.A.” e “Boots”, e do épico “Joseph”).  Já virou um hábito religioso: esteja o vocalista  Brandon Flowers em hiato sabático para tocar a carreira solo ou a banda dedicada a outros projetos, os rapazes do Killers param tudo, compõem e colocam o hit natalino para venda no iTunes.

    Interessante é que o projeto ainda tem cunho social: os singles de Natal do Killers fazem parte da RED, ONG capitaneada por Bono Vox e Bobby Shrive que se alia a grandes nomes da indústria de entretenimento para criar produtos cujas rendas são destinadas a programas anti-AIDS na África.

    O site da campanha é muito bacana e inspirador, e neste manifesto você pode saber mais sobre a ONG. A intenção de toda a rede de artistas da RED é zerar o número de recém-nascidos infectados com HIV, valor que já caiu de 1.500 (em 2002) para 650 (2013).

    Abaixo, uma retrospectiva com os divertidos clipes natalinos dos meninos do deserto, em ordem retroativa.

    2014: “JOEL, THE LUMP OF COAL”

    A história de Joel, um pedaço de carvão que vivia no Polo Norte e sonhava em se tornar brinquedo de uma criança, ganha edição em forma de colagem, bem parecida com o que vemos nos personagens secundários da animação “South Park”. Mas um Papai Noel sarcástico decide entregar Joel a uma criança malcriada. Por fim, o pedaço de carvão se torna um diamante, fazendo a alegria do menino. 

    O apresentador Jimmy Kimmel empresta a voz ao Mal Velhinho, que no vídeo é retratado por um homem de traje vermelho popular e barbas falsas animado com técnica de quadro-a-quadro. Por conta desta participação, o clipe foi lançado no talk-show de Kimmel, com direito a exibição de cenas exclusivas do apresentador no estúdio com o The Killers.

    2013:  ”CHRISTMAS IN L.A.”

    Owen Wilson vive um ator que tenta se firmar em Los Angeles e, por ainda não ser bem remunerado na profissão, não consegue voltar para a cidade onde nasceu para passar o Natal com seus pais.

    A música é o resultado da parceria do The Killers com a banda de folk-rock californiano Dawes. O diretor Kelly Loosi intercala as cenas melancólicas de Wilson (que reproduzem de forma literal as colocações da  letra) com animações produzidas pelos estudantes da Brigham Young University, instituição instalada nos Estados Unidos.

    2012: “I FEEL IT IN MY BONES”

    É o terceiro clipe de Natal que conta com a participação do músico Ryan Pardey interpretando Papai Noel (ele também está em “Don’t shoot me Santa” e “A great big sled”). Passa durante uma perturbadora noite de sono, onde os integrantes da banda são assombrados por pesadelos com um Bom Velhinho vingativo.

    A fotografia lembra os primeiros filmes de Freddy Krueger na série “A hora do pesadelo” (com sombras coloridas e muita fumaça). Destaque também para a criativa direção de arte: Pardey atravessa o deserto em uma moto decorada por chifres de veado e suas armas são chacos em forma de bengalas doces e granadas disfarçadas de bolas natalinas.

    2011: “THE COWBOY’S CHRISTMAS BALL”

    Enquanto a letra adaptou o poema de 1890 de William Lawrence Chittenden, trocando a ambientação de Texas para Nevada, o clipe ganhou cores de comédia em ritmo de western spaguetti.

    Cowboys ladrões tentam assaltar uma cidade do velho-oeste norte-americano, mas são surpreendidos por dois robôs alienígenas (bem no estilo de “O dia em que a Terra parou”, de 1951). Os ciborgues intergalácticos trazem paz ao lugarejo, dançando break com os moradores da cidadezinha.

    2010: “BOOTS”

    É o clipe mais tocante de toda a tradição natalina do The Killers. A cena de abertura exibe um trecho do filme “A felicidade não se compra”, de 1946, onde o ator George Bail aparece rezando, em close-up. Em seguida, Brad Prowly, artista de rua nova-iorquino que ficou famoso como Super Bad Brad (que se apresenta no Greenwich Village com um rádio estilo boombox), aparece segurando as fotos da família que um dia teve. Parece que o personagem agora é um andarilho urbano, que mora na rua e não tem mais contato com a mulher e com os filhos.

    Aos prantos, agarra a fotografia e decide se emprenhar mais nas performances. Investe todo o dinheiro ganho numa diária em itens natalinos comprados em uma loja de 1 dólar. No fim do clipe, volta para casa e reencontra a família, trajando chapéu de Papai Noel com sacolas cheias de enfeites. De chorar.

    Coincidência ou não, Brandon Flowers, que lançara o álbum solo “Flamingo” três meses antes da divulgação oficial de “Boots”, aparece sozinho neste vídeo, que tem a melhor fotografia de toda a série de Natal do Killers.

    2009: “¡HAPPY BIRTHDAY, GUADALUPE!”

    Esqueça o almofadinha Dylan McKay do seriado “Beverly Hills 90210″ (que foi ao ar no Brasil com o sofrível título “Barrados no baile”). Neste vídeo do Killers, Luke Perry vive um cowboy que é casado com uma mexicana, a Guadalupe. Mas toda vez que ele tem que sair pelo deserto a trabalho, é assombrado por pensamentos melancólicos.

    O corpo de baile composto por dançarinas com caveiras mexicanas pintadas no rosto lembra o trabalho da videoartista japonesa Sookoon Ang, em cartaz no Palais de Tokyo, em Paris. Vale googar para saber mais.

    2008: “JOSEPH, BETTER YOU THAN ME”

    Trechos dos 12 episódios da série televisiva “The living Christ”, de 1951, correspondem a 90% do videoclipe, que é complementado com imagens de vitral, árvores de Natal e velas acesas. Não é um clipe que merece ser visto, mas a música, escrita a seis mãos com Elton John e Neil Tennant, do Pet Shop Boys, vale o play.

    Se você gosta de um destes dois astros, saiba que eles dividem também os vocais com Brandon Flowers. Oportunidade única de ver os três ícones compartilhando os microfones.

    2007: “DON’T SHOOT ME SANTA”

    A letra da música retrata um chat entre Papai Noel e um adolescente que começou a matar pessoas depois sofrer bullying na infância. O resultado videográfico é um dos mais hilários clipes do The Killers, que conta novamente com Ryan Pardey vivendo um Papai Noel psicopata que sequestra Brandon Flowers. Parece que eles têm uma visão bem particular em relação ao Bom Velhinho, não?

    Ao longo do filme, Pardey começa a cavar um buraco no meio do deserto de Mojave, na Califórnia (onde o clipe foi filmado) para enterrar o líder do The Killers. Flowers é salvo por Dave Keuning, Mark Stoermer e Ronnie Vannucci Jr., os demais integrantes da banda, que surgem disfarçados de arbusto, no maior estilo pastelão Hanna-Barbera.

    É uma graça também o teatro de fantoches que inicia o videoclipe, com versões de Flowers e Pardey em bonequinhos, e o figurino da banda nas cenas de estúdio, onde aparecem tocando a música.

    2006: “A GREAT BIG SLED”

    Em um estúdio, Brandon Flowers é filmado por uma câmera estilo super-8, com filtro antigo. O clipe é intercortado com imagens tradicionais de Natal, onde os rodies do The Killers retiram instrumentos de um caminhão trajando roupa de duendes. Tem até gente vestida de boneco de neve e Brandon aparece sentado no colo de Ryan “Papai Noel” Pardey. Tudo bem avonts, com cara de filme caseiro que registrou os bastidores, sabe como?

    A música conta com vocal de apoio de Toni Halliday, vocalista da banda Curve. Ela é mulher de Alan Moulder, produtor da faixa.

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