• 21/03/2015_10:00

    por ALEXIA CHLAMTAC

    No dia 7 de março, foi dado início ao festival “Polos”, projeto que acontece no centro cultural Oi Futuro, em Ipanema, Zona Sul do Rio de Janeiro, e cujo mote é apresentar por meio de videoclipes e shows a nova cena pop eletrônica carioca.  O line-up é formado pelo produtor musical Diogo Strausz, pelo diretor de cinema e DJ Julio Secchin e pelos cantores Apollo e Mahmundi.

    Strausz, que é um tipo de Mark Honson brasileiro, assina a produção musical do incensado “Rainha dos raios”, disco de Alice Caymmi repleto de referências do trip hop dos anos 1990. O ritmo foi imortalizado por projetos memoráveis como Massive Attack, Air e Portishead e nada mais é do que uma música eletrônica contemplativa, não necessariamente produzida para dançar.

    O show de Diogo Strausz no “Polos” marcou o lançamento de seu primeiro álbum, “Spectrum Vol. 1″. Tal como Ronson (o inglês que produziu Amy Winehouse, Lily Allen e Adele), Strausz não canta. Por isso, convida cantores de forte presença para embalar as músicas que compõe, como no caso de “Right hand of love” (acima), que conta com a voz do inglês Jacob Perelmuter.

    Na mesma noite, Julio Secchin embalou o público com um DJ set muito inspirado na vaporwave — gênero musical que se desdobrou do seapunk e da chillwave, repleto de referências iconográficas dos anos 1980 e 1990, especialmente pelas alterações de velocidades de rotação e por (d)efeitos especiais, como o barulho emitido pelo tocador de CD quando o disco está arranhado. Minutos antes do set de Secchin, contudo, a plateia assistiu ao videoclipe do DJ, “Hey”.

    No dia 14 de março, foi a vez de Marcela Vale, que atende artisticamente pelo alter ego de Mahmundi. “Sentimento”, música brindada como “Melhor Nova Canção” no Prêmio Multishow de 2014, virou videoclipe dirigido por Pablo Monaquezi (abaixo), que foi exibido no telão do teatro do centro cultural.

    Em seguida, Mahmundi contagiou a plateia com sua voz rouca e melancólica, que nos remete diretamente ao timbre das mulheres roqueiras dos anos 1980 (vide Marina Lima e Rita Lee).

    Neste final de semana, o festival “Polos” termina  com show do cantor Apollo, que coatua no projeto como curador. Quando assistimos ao videoclipe de “Crash” na coletiva do evento (Sala ELLUS esteve no encontro montado exclusivamente para influenciadores digitais no final de fevereiro), de longe, nos identificamos com o punch esportivo do artista — que, diga-se de passagem, tem tudo a ver com a linha ELLUS JOGGING DENIM, o carro-chefe do nosso inverno 2015.

    O eletropop sofisticado de “Crash” tem um refrão hipnótico e sexy que não sai da nossa cabeça. Se você quiser assistir ao show de Apollo (que é aberto ao público), chegue por volta das 20h30 no Oi Futuro de Ipanema: os ingressos serão distribuídos na bilheteria do centro cultural.

     

    20/03/2015_10:00

    por VICTOR COLLOR DE MELLO

    Fui honrado com um convite e tanto: montar uma lista com meus lugares preferidos em São Paulo para a quarta edição do Jornal ELLUS.

    Abaixo, divido com vocês meus endereços.

    SIDE: Só a entrada já vale a vista: um ovo mole, um purê por cima e pão. A ideia é comer com o pão, mas eu gosto de comer com colher mesmo. Como prato principal, vale o cordeiro ou a costela. Tudo devidamente acompanhado do melhor negroni da cidade.

    CORLEONE: Bruno Van Enck, dono do lugar, está ali todos os dias recebendo cada um que passa por lá. São serviços feitos com muito primor e atenção. Se gosta da boa e velha navalha e todo o lifestyle por trás disso, é um erro deixar de conhecer.

    MANÍ: Comida impecável servida de forma que dá fome ao ver o prato chegar à mesa, em que os mínimos detalhes fazem toda a diferença.

    Z. DÉLI: Sanduíche de steak tartar fresquinho e feito na hora, com picles, cogumelos, azeite trufado e rúcula. Delicioso e nutritivo!

    18/03/2015_10:00

    por ALEXIA CHLAMTAC

    Talvez você nem seja um adepto das “selfies”, mas com certeza já participou de alguma foto em grupo ou viu alguém tirando um autorretrato. O aumento do hábito (de 2012 a 2013, as menções cresceram 17 mil porcento) levou o dicionário Oxford a definir o termo como A Palavra do Ano de 2013. 

    Nesta pesquisa, foi detectado que ”selfie” foi usada pela primeira vez em um fórum australiano em 2002: a terminologia apareceu em uma foto que registrava uma noite de jogação entre amigos.  E um deles, claro, segurava a câmera para enquadrar todo o grupo.

    No Instagram, a primeira foto escrito “selfie” veio só em 2010, mas como as hashtags só foram implementadas em 2011, a foto só recebeu o registro meses depois. Aliás, até o fechamento desta matéria, o Instagram havia contabilizado (pasmem) mais de 240 milhões de fotos com a marcação.

    O fenômeno evoluiu tanto que hoje existem novas categorias de #selfie. Eu descobri 20, mas segue um glossário com as sete mais legais.

    #BELFIE: Kim Kardashian vive usando a hashtag para cadastrar suas fotos de costas, especialmente as que evidenciam seu avantajado derrière.

    #GROUFIE: nada mais do que #selfie de grupos.

    #HEALTIE: para quem não evita uma foto no espelho da academia.

    #CARFIE: autorretrato de dentro do carro.

    #DELFIE: quando o seu cachorro participa da foto.

    #AFTERSEXSELFIE: registro de casais depois de fazerem sexo.

    #FELFIE: A #selfie do campo, idealizada por fazendeiros.

    Neste verão, outra variação da hashtag foi a sensação: #selfiestick foi usado para cadastrar as fotos com o famoso “pau de selfie” (vareta inicialmente usada para cliques com a câmera GoPro). De acordo com o jornal O Globo, o acessório foi um dos mais vendidos durante o Natal. 

    Com tanto sucesso, não é de se espantar que o fenômeno hipermoderno inspirasse obras culturais.  Com direção de Marcos Caruso, a peça de teatro “Selfie” retrata as neuroses de dois amigos (vividos pelos atores Mateus Solano e Miguel Thiré, juntos na foto abaixo) acerca da vida superconectada. A peça já passou por Vitória, Rio de Janeiro e Uberlândia e chega ao Festival de Curitiba em 4 de abril.

    Na televisão, a série de comédia “Selfie” (em cartaz na Warner) gira em torno de Eliza (Karen Gillan), estudante que sofria bullying no high school e, para ganhar popularidade, vira um produto da internet. Obcecada por “curtidas”, ela muda a sua imagem, mas continua sendo motivo de chacota pela falta de conteúdo. No primeiro episódio, Eliza procura um especialista em marketing para ajudá-la a tornar-se menos fútil e ser mais aceita socialmente.

    E como tudo acaba em música, “#Selfie” é o hit da dupla de DJs The Chainsmokers. que acumula mais de 300 milhões de visualizações no Youtube. 

    16/03/2015_10:00

    Como você já deve ter lido na Sala, o desfile da ELLUS foi sucesso de crítica. O show virou notícia em todas as revistas de moda do país e a inspiração nas gangues e na cultura de rua conquistou os editores.

    Susana Barbosa, diretora da Elle, comentou as inspirações do desfile na quarta edição do Jornal ELLUS (que você já deve ter lido aqui). Agora, é a vez de você ler a opinião de Sylvain Justum, que depois de 2 anos e meio como editor de moda da Harper’s Bazaar, voltou a assumir a editoria de moda da GQ Brasil. O jornalista expõe sua opinião sobre o nosso jeans: a relação da ELLUS com a matéria-prima e o futuro do denim.

    Esqueça a ideia de que sua calça jeans serve só para o dia a dia. As novas tendências para o tecido mais versátil do seu guarda-roupa são texturas, lavagens e acabamentos de luxo, que transportam o jeans para um contexto mais chique e elegante. “O homem associa esses jeans mais elaborados para momentos especiais”, explica Justum, editor de moda da GQ.

    E esse, com certeza, é o futuro da sua calça jeans.

    Para entender a relação que a moda masculina tem com o denim é preciso avaliar a relação cultural do brasileiro com seu guarda-roupa – que é mais casual por natureza e por exigências climáticas.

    “Nossa cultura de moda é essencialmente casual, e o jeans acabou ganhando muita importância ao longo dos anos”, conta ele. que considera: “Entretanto, nos últimos anos, a peça ganhou status de luxo”.

    Continue lendo a matéria na página 15 do Jornal ELLUS.

    13/03/2015_10:00

    por EDUARDO DUGOIS

    Quem me segue no Instagram, deve ter visto que o meu réveillon no Rio de Janeiro foi histórico. Daí o pessoal da Sala ELLUS me pediu para listar meus cantos preferidos na cidade maravilhosas.

    Mesmo que tenha demorado um pouquinho, aviso: o top 3 abaixo merece toda a sua atenção.

    Gostei de conhecer restaurantes e bares novos, mas tem dois lugares que, por mais que não seja novidade, precisa entrar neste roteiro: o Braseiro, no Baixo Gávea, e o BB Lanches, no Baixo Leblon (acima). No primeiro, eu destaco a picanha na chapa que compensa qualquer espera. Já na lanchonete do Leblon, eu comi o melhor pastel de carne da vida.

    Abaixo, os lugares que você não pode deixar de conhecer quando estiver no Rio.

    PIPO: É um dos meus prediletos, do chef Filipe Bronze. O clima do lugar é incrível: remete a um boteco “moderno”, com entradas e pratos ótimos! Não deixe de provar o pastel de carne seca ou de queijo da canastra e o prato “De Panela”, que é um pão de leite com carne desfiada. Delicioso!

    LONDRA: Um lugar incrível para quem aprecia uma boa bebida. O clima do bar do hotel Fasano é de festa sempre! Vale muito à pena conhecer.

    ESQUINA 111: Outro lugar preferido no Rio. O chef Daniel Simas (comigo, acima) conduz as opções gastronômicas como ninguém. Tudo muito bem feito, ótimos drinques e pratos de se comer rezando. Entre os meu prediletos está o Picadinho <3. Uma dica: chegue cedo para conseguir uma mesa da calçada.

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