• 28/10/2014_17:49
    TRÊS FILMES PARA JÁ ENTRAR NO CLIMA DO DESFILE

    por ISA TENÓRIO

    A vida na cidade, o grafite e outras interferências urbanas dos anos 80 e 90 foram as inspirações para a nova coleção da ELLUS, como já vimos aqui.

    O cinema teve grande influência no inverno 2015 da marca, por isso separamos três sugestões de filmes para você já entrar no clima do próximo desfile, que acontece semana que vem na São Paulo Fashion Week.

    “The Warriors” (1983)

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    Na Nova York de 1979, o líder da maior gangue da cidade, o Gramercy Riffs, declara trégua e chama todos os jovens delinquentes para tentar controlar a cidade, já que estão em número muito maior que a polícia. Na reunião geral no bairro do Bronx, Gramercy acaba sendo assassinado pelo líder do grupo Rogues, que por sua vez culpa o jovem Fox, membro do Warriors. Após a morte, é anunciada na rádio da cidade a caçada por responsáveis pelo crime – vivos ou mortos. Então os Warriors começam uma corrida para se salvarem.

    “Wild style” (1983)

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    O pioneiro filme de hip hop conta a história romântica entre os grafiteiros Zoro e Ladybug, que vivem de pintar ruas e trens. A narrativa mostra a vida dos jovens artistas, entre festas, freestyles e mixagens. Um clássico para quem gosta de hip hop e arte.

    “Streets of fire” (1984)

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    Enquanto a cantora de rock Ellen Aim se preparava para um show, acaba sendo sequestrada pelos Bombers, gangue de motoqueiros malfeitores da cidade. Na busca para resgatá-la, seu produtor, seu ex-namorado, o atual e um ex-soldado enfrentam uma aventura perigosa.

    10/10/2014_14:47
    CONHEÇA CINCO REVISTAS QUE REINVENTARAM O JORNALISMO DE MODA

    por CLÉO SANTIAGO

    Como você leu aqui na Sala ELLUS, a primeira edição da “Fort” foi lançada em agosto. A revista que Kleber Matheus, diretor de arte das campanhas das ELLUS, idealizou com os fotógrafos Cássia Tabatini e Fabio da Motta tem projeto gráfico minimalista e acompanha uma nova era de publicações de moda e comportamento.

    É tudo bem diferente das revistas tradicionais. Com textos sucintos e predominância de fotos muito bem dirigidas, estas revistas são o reflexo de um mundo contemporâneo bombardeado por informações. Pois às vezes, tudo o que precisamos é ter tempo para parar, apreciar boas imagens e ler algumas pílulas de notícias.

    Inspirados pelo lançamento da Fort, listamos as outras cinco revistas escritas em português que seguem este novo formato editorial. Bom apetite!

    made in brazil

    MADE IN BRAZIL: Editada por Juliano Corbetta — cabeça do blog homônimo — a Made in Brazil Magazine já está na sua terceira edição.

    O destaque é o espaço dado a novos modelos brasileiros. A publicação é recheada de fotos superssexies.

    romeu mag

    ROMEU MAG: Para um público formado predominantemente por homens, a Romeu Mag se apresenta como fonte de inspiração visual para o conceito da imagem masculina.

    Conta com a colaboração de vários artistas visuais para garantir sua estética irretocável. A revista tem edições bimestrais e, a cada seis meses, publica seu melhor no material impresso, também digno de um lugar na biblioteca pessoal.

    dsction

    DSECTION: A publicação portuguesa tem visto o seu sucesso crescer internacionalmente.

    Seu grande objetivo é se tornar colecionável, uma obra para se ter na biblioteca pessoal. Todo o cuidado no processo editorial não é pouco: é fundamental.

    THE MARK MAG: A atriz Julia Almeida ficou famosa por atuar em inúmeras novelas do pai, o novelista Manoel Carlos. Mas foi em 2012 que ela decidiu focar na moda, com a criação da revista eletrônica The Mark Magazine. Ano passado, Julia imprimiu a sua bem bolada curadoria de moda, arte e música em uma publicação de veia editorial punk.

    Na The Mark Mag impressa, viagem, gastronomia e sexo intermediavam ensaios de moda belíssimos com colunas assinadas por Fernando Torquatto, Jorge Wakabara, Alessandra Colasanti, entre outros.

    what about mag

    WHAT ABOUT MAG: Uma revista com conteúdo autoral que transita entre moda, música, gastronomia e outras expressões artísticas.

    Seu conceito é atemporal e, mesmo assim, bem contemporâneo. Mais uma publicação que fica incrível na estante!

    26/09/2014_19:34
    BLOGGERS IS THE NEW BLACK? A SEGUIR, CINCO DELES QUE NÃO TÊM PAPAS NA LÍNGUA

    por CLÉO SANTIAGO

    É indiscutível: os blogs de moda conquistaram seu espaço como fonte de informação frente ao público e a marcas. Também não dá pra negar que em meio a tantos websites alguns acabam se perdendo de nosso radar. Porém, outros endereços ficam gravados na memória por terem alguma característica que chame a atenção e cative o público.

    Neste aspecto, o humor é um grande diferencial. Definitivamente, os blogs ácidos são os preferidos dos fashionistas.  Ler tudo aquilo que você pensou, mas não teve coragem ou espaço para falar em público, é simplesmente delicioso. Pensando nisso, separamos alguns dos nossos bloggers prediletos para você conhecer.

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    Com o nome The Man Repeller, Leandra Medine já diz a que veio. Decidida, ela veste o que bem entende e ainda faz piadas sobre o que ela gostaria de usar versus o que os homens prefeririam.

    As pequenas alfinetadas também estão presentes em seus comentários sobre as semanas de moda e red carpets, sempre muito pertinentes.

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    A ex-VJ da MTV Jana Rosa já teve seus tempos de blogueira de moda, com o Agora que sou rica. Inclusive, foi por causa do seu humor cheio de atitude que a moça foi parar na TV.

    Hoje em dia, agora no portal Jana Rosa, seus textos são mais focados em fazer, digamos, reflexões sobre o que é considerado cool. Jana viaja para lugares badalados e lista um roteiro hipster. Ela também já deu dicas de como se tornar uma webcelebridade. De morrer de rir.

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    Para quem não sabe, o filipino Bryan Boy ficou conhecido mundialmente, em 2008, após Marc Jacobs nomear três bolsas de sua coleção de inverno com suas iniciais — BB. E o que fez Marc se impressionar tanto com Bryan?

    Não sabemos ao certo, mas seu estilo inconfundível e humor ácido devem ter muito a ver com isso. O blogueiro não passa despercebido em nenhum evento!

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    Tavi Gevinson é dona do Style Rookie. A blogueira fez sua fama ao se tornar, com 11 anos, a crítica de moda mais nova do mundo. Logo conquistou grandes nomes da moda como John Galliano com seus comentários marcantes e muito perspicazes para a idade.

    Falando em Galliano, foi ele quem sentou Tavi na filha A de um desfile da Dior em 2010. Atrás dela, uma importante jornalista de moda clicou a vista que tinha sobre a apresentação por trás do grande chapéu que a então pré-adolescente usava.  Agora com 17 anos, Tavi é editora da Rookie Magazine, sua própria revista. Ainda: luta pelas causas feministas e também pelo consumismo desenfreado no mundo da moda. You go, girl!

    O Petiscos não é tão polêmico quanto os endereços anteriores na maioria do tempo, mas Julia Petit também tem seus momentos destiladores de veneno onde critica quem perdeu a mão para o bom senso, sejam marcas ou celebridades.

    Sempre engraçada, ela não deixa as gafes mais sérias se safarem e ainda dá uma aula de ativismo em seus textos.

    12/09/2014_19:37
    31ª BIENAL DE SÃO PAULO FOCA NAS COISAS QUE EXISTEM

    por IGOR FIDALGO

    No prefácio do guia de obras da 31º Bienal Internacional de Artes de São Paulo, Luis Terepins, presidente da fundação que organiza o evento há mais de seis décadas, escreveu: ”Como falar de coisas que não existem pode parecer, à primeira vista, um tema abstrato”. De tão profunda, a máxima de Terepins nos incita uma contextualização: não seria talvez este o epítome das artes plásticas?  Afinal, os conceitos trabalhados por artistas plásticos só existem a partir da criação da obra.

    O título desta edição do evento, que o ocupa o Pavilhão das Artes da Bienal desde o dia 6, é uma provocação. ”Como (…) coisas que não existem” deixa uma lacuna para a ação. Ali, encaixam-se os verbos “encontrar”, “sentir”, “imaginar”, “usar”, “lutar” e “ler”. A performance mutável da expressão insinua a proposta da 31ª Bienal, que prioriza obras (e também artistas e coletivos artísticos) em constante transformação.

    A herança modernista, tão forte em outras bienais, é deixada de lado para dar destaque a novas leituras, como a interferência que um tipo de arte assere na cultura local de uma região. A ideia de uma arte mais conectada com as problemáticas do mundo atual promove uma discussão acerca de conflitos, mudanças, transgressões e imaginação. É isto que você verá nas 250 obras que estão expostas até o dia 8 de dezembro.

    Oitenta e um artistas foram selecionados para esta bienal e, segundo a curadora Nuria Enguita Mayo, todos eles estão ligados a projetos de arte educativos. Fiquem atentos ao “Programa no Tempo”, série de performances, oficinas, encontros públicos e discussões que acontecerão duas vezes por semana, sempre às quartas- feiras e aos domingos.

    Talvez fique mais fácil entender o mundo que nós vivemos com ajuda da 31ª Bienal de Artes. Ou então, pelo menos, teremos exemplos palatáveis de como focar nas coisas que existem.

    28/08/2014_11:44
    O HIPSTER ESTÁ MORTO. ESTÁ?

    por ANA FLAVIA

    Hipster: \hip-sturn\n . Hipsters are a subculture of men and women typically in their 20′s and 30′s that value independent thinking, counter-culture, progressive politics, an appreciation of art and indie-rock, creativity, intelligence, and witty banter. 

    Na definição do Urban Dictionary, hipsters são aqueles que sempre foram jovens. Ligados à efervescente contracultura dos anos 1960 e 70, criaram um estilo próprio de comportamento e um estilo de vida que traduzia um pensamento independente, ideias progressistas e o apreço por indie rock e arte contemporânea, além de um certo fetiche por perspicácia (os hipsters representam a redenção dos nerds, saiba disso).

    hipster 1

    Mas hoje, o que significa ser hipster? Para alguns, é um elogio; para outros, soa pejorativo. O termo foi tão difundido na cultura pop atual que nem os próprios hispters querem mais ser chamados assim. Estarão eles em decadência? Segundo as agências que pesquisam tendências, eles estão sim. O The Guardian publicou uma matéria definitiva sobre o assunto, onde dizia que ”o hipster deixa de ser hipster a partir do momento que é chamado assim”. Segundo a repórter Morwenna Ferrier, a palavra passa a não ter o mesmo significado.

    Não é porque você curte barba, é afeito a camisaria xadrez, não tem medo de uma calça estampada, calça sapatos sem meias e sempre tem um livro sobre cinema neozelandês guardado na sua sacola de couro ecológico, que você necessariamente é um hipster. Você pode gostar de tudo isso, mas não se encaixar na definição adaptada do termo. Porém, para uma esmagadora maioria, se estes são alguns de seus hábitos você vai ser encaixado neste estereótipo. Não há rota de fuga!

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    Como muitos movimentos, o hipster se transformou em uma paródia de si mesmo. Os jovens dos anos 2000, também conhecidos como geração millenium, adaptaram culturalmente a ideia dos hipster originais. A música que antes era considerada indie, agora tornou-se extremamente comercial. E por mais que você não esteja imbuído do fundamento da subcultura, você pode roubar a aparência de um hipster de verdade. E virar um.

    Confuso? Vamos falar de moda então. O que a morte dos hipsters influencia no jeito que você se veste? Provavelmente, nada. As roupas estilosas que eles adoram, sua atitude cool, a rebeldia natural e uma incessante busca por conhecimento são inerentes aos tempos atuais. A nossa dica é sempre se aprofundar no que você gosta e no que você vê.

    Não basta usar camiseta de banda de rock sem conhecer as músicas. Não basta ter um livro em casa só pra ornar a decoração e atrair muitos likes no Instagram. Se jogue na referência: descubra mais sobre o input cultural e artístico que te emociona. Seja punk, rock ou hip, seja original.

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