• 10/11/2015_16:48
    EVERYBODY LOVES CHARLIE BROWN!

    por ANDRÉ PEREZ

    Difícil ver o Snoopy ou o seu dono, Charlie Brown, e não esboçar um sorriso: isto porque existem poucos mascotes tão carismáticos quanto o beagle criado em 1950 em tirinhas de jornal. Agora, o universo criado por Charles M. Schulz chega ao cinema em forma de animação 3D. A estreia de “Snoopy e Charlie Brown, O Filme” está prevista para 14 de janeiro de 2016.

    Charlie Brown, conhecido também como Peanuts ou Minduim, foi o primeiro a aparecer. Ele e os demais personagens de seu universo tornaram-se onipresentes em especiais de televisão e produtos de licenciamento. O tocante “O Natal de Charlie Brown“, um dos maiores clássicos natalinos dos Estados Unidos, é exibido todos anos desde 1965, sempre com altas audiências. Outros clássicos incluem “O Dia de Ação de Graças de Charlie Brown” e o especial de Halloween, “É a grande abóbora, Charlie Brown!”.

    Snoopy e Minduim já protagonizaram 45 especiais de TV; o último deles, “Happiness is a warm blanket, Charlie Brown” (“A felicidade é um cobertor quentinho”, em tradução literal) data de 2011. Um musical da Broadway baseado na tirinha, “You’re a Good Man, Charlie Brown!” (“Você é um homem bom, Charlie Brown!”) também foi um enorme sucesso.

    A semelhança entre o nome do protagonista (Charlie) e o criador das tirinhas (Charles) não é mera coincidência. O universo do personagem foi todo inspirado na vida do seu criador. Mas o sucesso histórico do personagem vem do fato de que todo mundo se identifica com Charlie Brown. Quando ele tropeça em público ou quando ele é incapaz de chutar a bola de futebol ou quando ele não consegue se declarar para a garota que ele gosta, nós rimos, ficamos tristes e nos identificamos, tudo ao mesmo tempo.

    É essa mistura de emoções — junto com o carisma de Snoopy — que faz os especiais de TV e as tirinhas baseados nos personagens de Charles M. Schulz sucessos eternos que não nos cansamos de ver. A franquia, assim como o próprio Charlie Brown, é melancólica, mas também carregada de otimismo e cheia de esperança.

    Em 2015, a trupe criada por Schulz  — que também inclui o passarinho Woodstock; a irmã de Charlie Brown, Sally; a mal-humorada Lucy; o erudito Linus; a pouco aplicada Paty Pimentinha e sua peculiar amiga, Marcie, entre vários outros — completa 65 anos. O filme novo é uma comemoração das muitas décadas de sucesso e das muitas gerações tocadas pela história.

    Para os fãs que estão nervosos com a possibilidade do novo filme não manter o espírito original da franquia, não se preocupem: roteirizado pelo filho e neto do criador das tirinhas, a animação estreou no final de semana passada nos EUA e a aprovação foi unânime. Mal podemos esperar para te ter nas nossas telas, Charlie Brown!

    31/08/2015_10:00
    COM O LANÇAMENTO DE “HOMEM-FORMIGA”, RELEMBRAMOS OS 10 PRIMEIROS FILMES DE HERÓIS DA MARVEL PARA O CINEMA

    por IGOR FIDALGO E LUA SARAIVA

    Com a estreia de “Homem-Formiga” nos cinemas, uma antiga pergunta que os fãs de quadrinhos vêm se fazendo foi respondida: por que um dos heróis mais populares da Marvel, que vem a ser um dos principais fundadores dos Vingadores, não aparece no filme seminal de 2012? O motivo era ululante: a história de Hank Pym, o genial cientista que inventou um traje que miniaturiza qualquer pessoa que o veste, merecia ser contada a contento.

    Para o filme que acaba de entrar em cartaz, Michael Douglas ficou com o papel de Pym, mas o foco da história é Scott Lang, ladrão recém-saído da prisão e que é procurado pelo cientista para assumir a sua persona heróica. Protagonizado pelo ator cult Paul Rudd (de “Clueless – Patricinhas de Beverly Hills”, de 1995, e “As vantagens de ser invisível”, de 2012), os efeitos fantásticos de “Homem Formiga” funcionam como uma versão 2015 de “Querida, encolhi as crianças” (1989) mas, o que vale mesmo, é ver o aparecimento em tela grande da épica Vespa (personagem igualmente importante da Marvel, também fundadora dos Vingadores).

    Mulher de Hank Pym, a heroína com asas de libélula morreu em uma operação de guerra mas o cientista passou anos aperfeiçoando o seu traje e tudo indica que a Evangeline Lilly (a eterna Kate, de “Lost”), filha da Vespa original, vai assumir o papel da mãe na continuação de “Homem-Formiga”.

    Inspirados pela mais nova adaptação da Marvel, vamos relembrar os primeiros dez filmes de cada herói que não sai da nossa cabeça. Segura o fôlego.

    “X-MEN” (2000)

    Os quadrinhos de X-Men geraram uma indústria de personagens mutantes e sua primeira versão cinematográfica deu vida a essas legiões, dando forma e se tornando um clássico de sci-fi. O longa é emocionante e a visão circunspecta do inventivo Bryan Singer contribuiu para que o filme superasse as expectativas dos fãs.

    A variedade de efeitos especiais simultâneos não permite que o telespectador fique entediado e o roteiro é inteligente e significante. As performances são excelentes, especialmente a de Patrick Stewart, que nunca deixa de demonstrar a paz e o autocontrole que o Professor Charles Xavier sempre se esforçou em manter. Classificado como “o ideal platônico dos filmes baseados em quadrinhos”, a qualidade é considerada tão exímia pelos críticos que até quem não é fã dos HQs corre o risco de se tornar um grande admirador.

    “HOMEM ARANHA” (2002)

    O primeiro da franquia que balançou com o emocional de qualquer fã dos HQ’ da Marvel. Apesar do formato do filme ser bastante convencional, sobra espaço para surpresas e inputs artísticos. Quem não lembra da cena da morte do tio Ben, da luta lendária com o Duende Verde ou do famoso beijo de cabeça para baixo protagonizado pelo aracnídeo e Mary Jane Watson?

    “Com grandes poderes, vem grandes responsabilidades” foi a frase ícone do filme e nós dizemos que Toby Maguire deu conta do recado. A versão emo do repórter fotográfico no filme de 2007, quando ele foi dominado pelo alienígena Venom, também merece ser lembrada.

    “DEMOLIDOR” (2003)

    Foi Ben Affleck quem deu vida à primeira versão de um dos personagens mais populares da Marvel Comics. O herói cego, que já ganhou uma segunda adaptação (está no ar a série “Daredevil” no NetFlix), surgiu na tela grande em um thriller de ação que ganhou ainda mais força por conta de sua fotografia obscura.

    Para contar a história do advogado que, de noite, se torna um justiceiro que luta e salta por conta de sentidos aguçados, o diretor e roteirista Mark Steven Johnson apostou em ingredientes clássicos: uniforme e direção de arte a la Batman e lutas no estilo “Matrix”.

    “O QUARTETO FANTÁSTICO” (2005)

    A extravagante adaptação para a tela da mais longa série de quadrinhos da Marvel é uma lufada de ar fresco. A natureza charmosa da produção de Tim Story lhe confere um toque despretensioso, concedendo à obra uma qualidade flutuante entre as sequências de ação.

    Mas é preciso ser sincero: nem o papel de psicopata nefasto de Julian McMahon, o Dr. Doom, salvou a franquia que foi a segunda tentativa de adaptação para a tela grande (a primeira, de 1994, foi direto para a televisão).

    “HULK” (2003)

    A versão posterior a esta aventura explosiva, que teve como estrela o prolífico Edward Norton (que viveu o rebelde Jack, de “O clube da luta”) em 2008, contou com orçamento milionário de 150 milhões de dólares e, ainda assim, não conquistou uma reputação superior a adaptação de Ang Lee.

    A edição magistral de Timothy Squyres, similar ao design de um comic book, transmite uma declaração visual digna de nota. A sua determinação em explorar a profundidade do dilema interior de Hulk também é surpreendente. O filme começa lento, com um desenvolvimento admirável dos personagens, em especial ao Dr. Bruce Banner interpretado por Eric Bana.

    “HOMEM DE FERRO” (2008)

    À exceção do Wolverine de Hugh Jackman, nenhum outro ator hollywoodiano se enquadrou tão bem em um personagem da Marvel como Robert Downey Jr. e o seu Homem de Ferro. Arrogando e irônico como dizem Downey Jr. ser na vida real, Tony Stark foi como um presente para ator, dado aos severos problemas públicos que nutriu em relação a álcool e drogas, e cuja carreira andava meio moribunda.

    Além desta espinha dorsal canastrona do protagonista, a produtora de casting, Sarah Finn, acertou em cheio na escolha de Gwyneth Paltrow para viver a secretária Pepper Potts. Que, de tão dedicada, acaba se casando com o bilionário excêntrico. 

    “WOLVERINE” (2009)

    Agressiva e voraz, a película com foco no personagem mais colérico de X-Men é repleta de aventura. O espetáculo de efeitos especiais só não é mais cativante do que o desempenho de Hugh Jackman como o mutante que, além dos sentidos aguçados e do fator de cura, tem garras feitas com o metal mais resistente do mundo, o adamantium.

    Ponto também para a performance dinâmica de Liev Schreiber como Dentes de Sabre (que nunca foi irmão de Logan nos quadrinhos, fique sabendo disso), e para a direção carregada de uma poética destruidora de Gavin Hood.

    “THOR” (2011)

    Produzido com integridade e paixão, e adaptado com o bom humor dos quadrinhos, esta versão tem uma pegada Blockbuster de verão. Temperando seu script com sagacidade e apenas uma pequena dose de romance, a fantasia épica de Kenneth Branagh é interessante particularmente pelos personagens dúbios.

    O herói principal é vivido pelo charmoso (e grandão) Chris Hemsworth e o longa ganha um peso Shakespeariano com a exploração de temas como rivalidade entre irmãos, emoções epopeicas e um conflito edipiano.

    “CAPITÃO AMERICA” (2011)

    Se fãs xiitas defendem o filme de de baixo orçamento de 1990, por conta de uma suposta fidelidade ao HQ, Chris Evans (que já tinha experimentado a dor e a delícia de ser um herói da Marvel quando deu vida ao Tocha Humana em “Quarteto fantástico”) lavou a nossa alma. A trama ambientada em 1942 mostra como o franzino Steve Rogers conseguiu se tornar a cobaia viva para um projeto que transformava homens comuns em superssoldados durante a Segunda Guerra Mundial.

    E se os tais fãs saudosistas adoravam o Caveira Vermelha tosco de Scott Paulin, o conceito foi ressignificado com o versão nazista de Hugo Weaving, a eterna drag sentimental de “Priscila – a Rainha do deserto”. 

    “VINGADORES” (2012)

    É fascinante como Joss Whedon conduz as relações dos personagens de Vingadores, que inclui performances impecáveis de superestrelas como Robert Downey Jr., Chris Evans e Scarlett Johansson. As performances marciais e os sorrisos de canto de boca da atriz encarnada de Viúva Negra, inclusive, é algo que deve-se prestar bastante atenção.

    Administrando interações orgânicas com sucesso, o diretor se certificou de que cada um dos personagens fosse verdadeiro e trouxesse sua personalidade (a partir de seu respectivo filme) à mesa. Observando como histórias em quadrinhos remontam a década de 1960, pode-se dizer que ele não apenas fez sua lição de casa, mas se preocupou profundamente com a sua contribuição em um legado.

    06/08/2014_11:19
    Tudo que você sempre quis saber sobre o Pai da Disco, que toca nesta sexta em São Paulo

    Giorgio Moroder é um mito e, até pouco tempo atrás, era conhecido apenas por DJs, produtores e amantes da música de vanguarda de hoje e sempre. O produtor italiano foi um dos nomes principais da febre ítalo-disco nos anos 1970 e revolucionou o mundo com seus sintetizadores, uma novidade até então.

    A era das discotecas e toda a cena eletrônica não seriam nada sem o gênio Moroder, que, além da dance music, colaborou com inúmeras trilhas sonoras de filmes e produziu artistas não menos importantes do que ele.

    São dele, por exemplo, o clássico “I feel love”, de Donna Summer, e a trilha sonora dos filmes “Flashdance (“She’s a maniac”), “Scarface” (“Push it to the limit”) e “Top Gun”. A sua memória pode não lembrar de “Take my breath away”, mas os seus ouvidos reconhecerão esta superbalada oitentista!

    Mas por que Moroder voltou a cena, aos 74 anos e com status de superstar? Porque os franceses do Daft Punk convidaram ele para colaborar no último álbum da dupla, “Random Access Memories”. A parceria virou um hit imediato e o produtor, que antes que era cult, agora virou pop! E virou Dj!

    O Pai da Disco está sendo requisitado para tocar nas melhores festas do mundo e o Brasil está nesta lista: o Skol Beats Factory recebe Giorgio Moroder no dia 8 de agosto, em São Paulo. A festa é fechada mas você pode ganhar convites: alguns sites especializados estão premiando quem mostrar que conhece de verdade o grande mito. Saiba mais aqui e aqui.

    A Sala Ellus conversou com três DJs para saber qual suas tracks preferidas de Moroder e o resultado é uma homenagem à disco music. Aumenta o som, porque música boa não tem idade!

    DJ INGRID (residente do D-Edge)
    “Evolution”

    DJ DRÉ GUAZELLI (do evento Inner Multi Art)
    “Knights in white satin”

    DJ ADRIANA RECCHI (do coletivo De Polainas)
    “From here to eternity”

    Mas depois de tanto som nostálgico, quer saber o que a lenda vai tocar no Skol Beats Factory? A Sala Ellus te dá uma dica e apresenta uma hora do primeiro set de Giorgio Moroder, em Nova York, na Red Bull Music Academy. Esta foi a sua primeira gig como DJ após sua “redescoberta” pelo mundo, em 2013.  Feel the love!


    01/05/2014_18:22
    SPFW VERão 2015 de pertinho

    Um close no backstage da Ellus no último São Paulo Fashion Week, comentado por quem fez parte dessa história. Dos ritmistas da Escola de Samba Vai Vai aos editores de moda, aperte o play para sentir o clima de quem assistiu ao desfile ao vivo.

    16/04/2014_11:00
    VERão 2015 por Giovanni Frasson

    As cores e tendências da Ellus pela ótica do editor de moda da Vogue Brasil, Giovanni Frasson.  O jeans e sua importância nacional e global. Uma aula de moda e de Brasil. Obrigada Giovanni ;-)

  • Doois Sites e Sistemas