• 13/03/2015_10:00
    WISHLIST: AS ESCOLHAS DE EDUARDO DUGOIS NO RIO DE JANEIRO

    por EDUARDO DUGOIS

    Quem me segue no Instagram, deve ter visto que o meu réveillon no Rio de Janeiro foi histórico. Daí o pessoal da Sala ELLUS me pediu para listar meus cantos preferidos na cidade maravilhosas.

    Mesmo que tenha demorado um pouquinho, aviso: o top 3 abaixo merece toda a sua atenção.

    Gostei de conhecer restaurantes e bares novos, mas tem dois lugares que, por mais que não seja novidade, precisa entrar neste roteiro: o Braseiro, no Baixo Gávea, e o BB Lanches, no Baixo Leblon (acima). No primeiro, eu destaco a picanha na chapa que compensa qualquer espera. Já na lanchonete do Leblon, eu comi o melhor pastel de carne da vida.

    Abaixo, os lugares que você não pode deixar de conhecer quando estiver no Rio.

    PIPO: É um dos meus prediletos, do chef Filipe Bronze. O clima do lugar é incrível: remete a um boteco “moderno”, com entradas e pratos ótimos! Não deixe de provar o pastel de carne seca ou de queijo da canastra e o prato “De Panela”, que é um pão de leite com carne desfiada. Delicioso!

    LONDRA: Um lugar incrível para quem aprecia uma boa bebida. O clima do bar do hotel Fasano é de festa sempre! Vale muito à pena conhecer.

    ESQUINA 111: Outro lugar preferido no Rio. O chef Daniel Simas (comigo, acima) conduz as opções gastronômicas como ninguém. Tudo muito bem feito, ótimos drinques e pratos de se comer rezando. Entre os meu prediletos está o Picadinho <3. Uma dica: chegue cedo para conseguir uma mesa da calçada.

    04/03/2015_09:00
    GUIA DE SOBREVIVÊNCIA INSPIRACIONAL: JULIANA SANTOS

    Uma referência em estilo de vida no Nordeste, Juliana Santos é o nome por trás de uma das multimarcas mais importantes do País, a Dona Santa | Santo Homem, em Recife.

    A megaloja é uma espécie de meca do luxo em Pernambuco, com reconhecimento internacional graças à sua curadoria cool que engloba marcas nacionais às grifes internacionais de alto luxo, passando pelas marcas de fast fashion e os novos estilistas.

    A empresária dividiu o jornal ELLUS itens essenciais para sua sobrevivência. Confira:

    PEÇA CHAVE: ”A skinny preta é a calça perfeita, seja para um look despojado, com t-shirt, ou com salto e top, para a noite! Para mim, é um básico para qualquer closet.”

    JEANS COMBINA COM O QUÊ? “Com tudo! De t-shirt branca e sneaker, a salto e brilho, por exemplo. Jeans hoje é sinônimo de conforto, estilo e praticidade.”

    UM RESTAURANTE: It Bistrô, que fica na Dona Santa. Modéstia à parte, é um lugar descolado, a comida maravilhosa e o melhor: fica dentro da minha loja! E lá tem a melhor sobremesa do mundo: bolo búlgaro, de chocolate puxa-puxa servido com sorvete de frutas do bosque.”

    UM LUGAR NO MUNDO: ”Podem ser dois? Grécia e a casa de praia da família, no litoral de Pernambuco — é o meu retiro todos os finais de semana que posso e estou em Recife. É o lugar onde mais encontro paz e me reenergizo.”

    FILME DA VIDA: ”Por ser fã de Cole Porter, adoro ‘De-lovely’ (trailer acima).”

    UM LIVRO: ”Rainha da moda — Como Maria Antonieta se vestiu para a revolução”, da Caroline Weber.”

    TRILHA SONORA: ”No momento, Lana Del Rey e The XX.”

    30/10/2014_19:01
    #ELLUSAMA: A REBELDIA ARTSY DE JEAN-MICHEL BASQUIAT

    por ISA TENÓRIO

    A obra de Jean-Michel Basquiat é das mais valorizadas e instigantes do mundo – ela vai do grafite nas ruas à pintura sobre tela, passando por colagens em diversos materiais e temas como morte, cultura negra e hispânica. Basquiat é referência quando o assunto é arte urbana, e nada mais instintivo do que ter ele como uma das influências do inverno 2015 da Ellus, de que já falamos aqui.

    Nova-iorquino filho de descendente de porto-riquenhos e haitiano, Basquiat, aos 3 anos,  desenhava os personagens de seus desenhos favoritos da televisão e, de tanto visitar o Museu de Arte Moderna (MOMA), chegou a ganhar carteira de sócio-mirim.

    Aos 17, acompanhado do amigo Al Diaz, começou a grafitar declarações misteriosas e espirituosas nas paredes do SoHo e do East Village, sempre com a assinatura “SAMO” ou “SAMO shit”: ”same old shit”.

    Antes de terminar a escola, abandonou os estudos e se mudou para o Bronx, onde vivia com os amigos e sobrevivia da venda de postais e camisetas pintadas por ele mesmo. Um ano depois, em 1979, ganhou fama no programa de televisão “TV Party” e criou a banda de noise rock “Gray”.

    Após ter suas obras no The Times Square Show, participou de exposições e mostras pelo país. Uma crítica positiva feita por René Ricard fez com que sua carreira se tornasse internacional.

    No início da década de 80, Basquiat estava em todas: fez parceria com o amigo Andy Wahrol, namorou a então anônima cantora Madonna, andou ao lado de Julian Schnabel, David Salle e outros curadores e estudiosos da área, os chamados “neo-expressionistas”. Em 85, foi capa do The New York Times.

    A partir de 1986  passou a desenvolver pinturas mais figurativas. É possível observar um forte apreço pelo intelecto; nas figuras individuais, a cabeça está sempre decorada por chapéus, coroas e aréolas.

    Em 1988 Basquiat morreu, no próprio estúdio, em consequência de uma overdose de “speedball”, mistura de heroína e cocaína. Em 1996 o amigo Schnabel fez um filme em que conta a trajetória desse artista de traço inconfundível: “Basquiat” é estrelado por Jeffrey Wright.

    29/10/2014_18:47
    #ELLUSAMA: O LEGADO POP DE KEITH HARING


    por ISA TENÓRIO

    Semana passada começamos uma série de posts falando sobre grandes artistas gráficos do mundo. O primeiro foi o gênio Stephen Sprouse, que deixou sua assinatura visual em peças de vestuário. Hoje apresentamos o artista e ativista que ficou famoso pela sua arte nas estações de metrô, Keith Haring.

    Ainda jovem, Haring entrou para a Ivy School of Professional Art, em Pittsburgh, mas percebeu que não queria ser um artista comercial. Abandonou a escola de arte e foi para Nova York. Na cidade, se matriculou na School of Visual Arts e, paralelamente a isso encontrou um grupo de jovens artistas alternativos que surgia fora das galerias. Junto deles, conheceu inúmeros músicos, performáticos e grafiteiros, como Kenny Scharf, Jean-Michel Basquiat e Madonna.

    Haring então se dedicou a tornar sua arte pública, começando pelos painéis pretos sem propaganda das estações de metrô - com giz branco, traçava até 40 desenhos por dia. Em 1981 fez sua primeira exposição, no Westbeth Painters. Em 1989, abriu a Pop Shop, no SoHo, em Nova York, que chegou a  ganhar filial em Tóquio. A loja era uma extensão de seu trabalho, em que sua arte se tornava acessível a todos os públicos, com camisetas, chaveiros e outros produtos assinados pelo artista.

    Haring não queria criar apenas uma loja, mas um espaço de socialização e cultura, onde as pessoas pudessem absorver o máximo da arte encontrada no local. No ano seguinte da abertura da Pop Shop, Haring foi diagnosticado com AIDS. Logo ele decidiu criar a Keith Haring Foundation, uma instituição de ajuda na arrecadação de fundos para a conscientização da doença e ajuda de crianças infectadas.

    Haring morreu aos 31 anos, por complicações relacionadas à doença, deixando um legado enorme – Keith Haring participou de muitas exposições internacionais, entre elas a Documenta 7 e a Bienal Internacional de Arte de São Paulo. Fez também trabalhos para grandes empresas, como a animação chamada “Spectacolor” para os painéis da Times Square, as estampas para os relógios da Swatch e uma campanha publicitária para a vodca Absolut, além de diversas intervenções em ruas pelo mundo, como os grafites no Muro de Berlim.

    Sua última obra, o mural ‘Tuttomondo”, perto da igreja de Sant’Antonio Abate, na Itália, foi dedicada à paz mundial. Esse e outros temas como amor, sexualidade, nascimento, morte, liberdade e preconceito foram bastante explorados por ele. Inspirado pelo manifesto “The Spirit Art” de Robert Henri, buscou uma independência, um tipo singular de expressão gráfica. Desenvolveu o gosto pelas linhas grossas e simples, cores vibrantes e desenhos expressivos. Mesmo após sua morte, influenciou muitos artistas e projetos, como as coleções de roupa de Jean-Charles Castelbajac em 2002 e de tênis da Reebok, a “Crack is Wack”, neste ano.

    24/10/2014_14:54
    #ELLUSAMA: A GENIALIDADE URBANA DE STEPHEN SPROUSE

    por ISA TENÓRIO

    Se você acompanhou a participação da ELLUS no Elle Fashion Preview, sabe que nós temos nutrido um especial desejo por interferências urbanas. E pensando nos ícones que fazem nossos corações fashionistas baterem mais rápido, começamos hoje uma série de posts que perfila três dos maiores artistas gráficos do mundo.

    Stephen Sprouse começou a sua carreira em 1983 e, na cabeça do então estilista, estavam a boêmia dos anos 1970, o espírito rebelde da vida urbana nova-iorquina, os ícones do movimento punk e os tons em neon que se tornaram uma marca dos anos 1980. Fazia roupas em materiais nobres que ganhavam uma assinatura autoral: tudo era grafitado à mão pelo próprio estilista, que vendida seus produtos na loja de departamentos Henri Bendel.  Pela exclusividade, suas peças logo ganharam status de obra de arte.  

    Embora o lado artístico fosse fascinante, atraindo comentários incensados de editores de moda, o negócio de Sprouse ia mal: depois de sucessivas tentativas de inserção no mercado de moda, a grife fechou suas portas definitivamente em 1988. Faltava-lhe dinheiro e também uma inteligência acerca da industrialização de sua assinatura visual nas roupas. 

    Era o amigo de Andy Warhol e Keith Haring, tendo inclusive assinado um quadro de Jesus Cristo com o grafiteiro. Com o fim de sua marca, começou a desenhar figurinos (trabalhou com Duran Duran, David Bowie e Mick Jagger) e a fazer suas interferências em pôsteres e capas de discos, como a capa abaixo, feita para “Rock bird” (1986), de Debby Harry.

    Morto em 2004, Sprouse não foi esquecido. Marc Jacobs o homenageou com a coleção de edição limitada “We love Sprouse” em 2009. No mesmo ano, foi publicada uma biografia sobre a vida e a obra do artista, “The Stephen Sprouse book”.

    Na publicação, é reforçada a importância que Stephen Sprouse teve na construção da memória urbana de Nova York. É dele também uma das primeiras apropriações das culturas de rua, diretamente influenciada pelas artes e pela música, na moda prêt-à- porter.

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