• 30/05/2016_09:00
    CHAIRLIFT: O “MUST-HAVE” DAS BANDAS

    por GUSTAVO GARCIA

    O duo Chairlift, formado originalmente por Caroline Polachek e Aaron Pfenning, então amigos de universidade, em 2005, começou sua carreira com a proposta de fazer um som que servisse de trilha ambiental para casas mal-assombradas. Após a breve fase sombria, a dupla se mudou para Williamsburg, no Brooklyn, NY, mudou a formação original — incorporando o músico Patrick Wimberly — e assinou contrato com sua primeira gravadora, a Kanine Records, responsável por lançar seu primeiro álbum, intitulado “Does You Inspire You”, no ano de 2008.

    O álbum de estreia foi muito bem-recebido pelo público e pela crítica, e o clipe do single “Evident Utensil” foi indicado em uma das premiações mais concorridas e respeitadas no mundo pop, o MTV Video Music Awards. Depois desse reconhecimento, a dupla assinou contrato com uma grande gravadora, a Columbia, que relançou o disco, incluindo faixas inéditas e, em seguida, partiu para sua primeira turnê internacional, abrindo shows de bandas de primeira linha como o Phoenix.

    Cinco anos após o primeiro lançamento, a dupla dedicou-se a uma profunda imersão no universo pop dos anos 1980, unindo influências góticas e baladas sinistras (lembram que tudo começou com trilha de casas mal-assombradas?), da qual nasceu seu segundo disco, intitulado simplesmente “LP” (sigla para “long-play”, nome dado ao disco de vinil de carreira, com cerca de 10 músicas). Nessa mesma época, surgiu um convite para uma parceria insólita com nada menos que a super-übber-r&b-popstar Beyoncé.

    Em seu terceiro álbum, “Moth”, lançado este ano, fica latente a evolução da banda para um som mais maduro e menos inofensivo, diferente do de seu disco de estreia. As faixas parecem brotar de um ambiente criativo, passeando por diversos campos da música pop, ampliando o terreno explorado pela dupla anteriormente.

    As diversas referências presentes neste disco incorporam a black music de diferentes épocas, com passagem pelo R&B, pelo hip hop dos anos 1980, pela disco, e até por uma visita à obra de Michael Jackson, com manipulações vocais e batidas que os distanciam do synthpop obscuro dos álbuns anteriores.

    Chairlift é uma das bandas mais promissoras do atual cenário musical mundial e suas músicas encantam todos por onde passam, conquistando novos fãs e consolidando uma carreira em ascensão. Eles são modernos e combinam bem com este mundo em que vivemos, multicultural e cheio de referências. Você pode conferir a playlist que preparamos com algumas canções da banda. Aperte o play e embarque nesta viagem.

    16/05/2016_09:00
    CONHEÇA A DARKWAVE GIRL ABRA

    POR LUA SARAIVA 

    Se há uma figura que se destacou no vasto ecossistema da gravadora Awful Records em 2015, essa é Abra, jovem inglesa com raízes em Atlanta, que encantou o universo do R&B com sua voz sensual, capacidade de mesclar estilos modernos a antigos, e abordagem íntima para com o mundo das adolescentes de hoje.

    Abra, ou Dark Wave Duchess, como é conhecida pelos fãs no Instagram, Twitter e Soundcloud, escreve sua própria música, canta e produz independentemente. “O nome Darkwave Duchess representa o meu desejo de não ter medo do lado negro, que é o meu lado vulnerável, escondido do mundo e que vem à tona antes de dormir”, declarou ela à iD Magazine.

    Suas letras atrevidas e lascivas, que tratam de suas experiências, são provavelmente a melhor parte de sua música, o que comprova que seu dom é criar. Desde que se associou ao coletivo da Awful Records, em 2014, tem lançado uma série de singles que mostra como seu charme à la 1990 contempla a estética inovadora que a empreendedora visa transmitir.

    A inglesa é uma das novas artistas com perspectivas mais empolgantes no R&B contemporâneo, por conta de sua expressividade. Como a maioria dos novos artistas de rhythm and blues, Abra sabe fazer uma boa mistura de sons, deixando-se influenciar por diferentes estilos e gêneros, fundindo seus vocais sussurrados com batidas viciantes, como evidencia sua faixa “Sick Girl”.

    Seu estúdio ainda é o closet da casa dos seus pais, um mundo de experimentações off-key, e ela entende excepcionalmente o que as outras pessoas da sua geração sentem. “Eu sinto que a minha geração se esconde, num mundo de profunda emoção e pensamentos, por trás de tweets ambíguos, textos, emojis, e outros recursos digitais que debilitam nossas expressões humanas físicas”, revelou à iD. “Nós não dizemos o que sentimos por medo de rejeição ou de parecer muito intenso ou necessitado”.

    Suas performances, carregadas de expressão física nos videoclipes, parecem ser uma forma de comunicar essa ideia, assim como seus inúmeros acessórios esportivos, que propõem que vivamos mais na realidade, em sincronia com nossos corpos. Abra vem com todo esse conceito forte, sem deixar de ser estilosa e representando a atitude das cool Tumblr girls da década. Mas mantém um mistério: sua idade. Quantos anos será que ela tem?

    16/10/2015_18:29
    O ADMIRÁVEL MUNDO NOVO DA NEO FOTÓGRAFA ANA TERESA BELLO

    por ANDRÉ PEREZ

    O primeiro contato de Ana Teresa Bello com a fotografia foi, nas palavras dela, durante aquele período da juventude “em que a gente faz de tudo”. Entre aulas de jazz, natação e inglês, ela iniciou um curso de foto que a divertiu e distraiu durante algum tempo. Mas, apesar do gosto pela coisa, a vida a levou para outros caminhos e Ana se tornou uma bem sucedida designer de interiores. A carreira possibilitou que ela vivesse entre o Rio de Janeiro, sua cidade natal, e São Paulo, cidade pelo qual é apaixonada e contribuiu para que ela apurasse sua visão estética e seu apego por detalhes.

    Nada mais natural então que Ana reencontrasse a fotografia e transformasse o antigo flerte em paixão. Nesta terça, dia 20 de outubro, o resultado deste reencontro ganha novos tons com a inauguração na Galeria Vilanova (Rua Domingos Leme, 73 – Vila Nova Conceição) de sua primeira exposição: “Somos Memória”, que fica em cartaz até 14 de novembro, foi montada com imagens clicadas ao longo de uma viagem de um mês pelo Japão

    Com a câmera na mão, Ana Teresa cruzou o mundo com o objetivo de registrar Tóquio, Osaka, Quioto e as ilhas da Naoshima e Hakone de maneira única, sem clichês, de modo a capturar com fidelidade não apenas a cultura local, mas também os sentimentos universais que nos unem. O resultado está exposto em 15 fotos, divididas em quatro séries.

    Inspirada pelo silêncio das grandes cidades japonesas, que contrasta com a expectativa de um país acelerado e de grandes multidões, a neo fotógrafa produziu imagens que transmitem momentos de paz e contemplação em meio ao caos característico de uma grande metrópole. O resultado é a série “Respiro e silêncio”.

    A curiosidade acerca do Japão — e as possibilidades de descobertas — eram tantas que Ana desejou não dormir para não perder nada. Mas, em vez da opção radical, optou por acordar o mais cedo possível para fotografar Shibuya, um dos distritos centrais mais movimentados do país (e do  mundo) ao nascer do sol, antes de milhares de pessoas ocuparem suas calçadas e cruzarem suas ruas.

    Na série “Arquitetura da luz”, ela registrou o colorido e movimentado centro de Tóquio, conhecido pela fartura de luzes neon e outdoors, em preto e branco, no silêncio do amanhecer. Já em “A solidão de cada um”, Ana tentou capturar breves momentos cotidianos de transeuntes que, num país enormemente uniforme e igualitário, se destacavam por estar, cada um à sua maneira, fora do padrão.

    Pequenos desvios do olhar” é a série mais abstrata. Nas imagens, a fotógrafa faz um jogo com superfícies, texturas e luzes que incentiva um olhar interpretativo sobre a desordem retratada.

    De certa maneira, a abstração ali é quase que uma metáfora para a experiência de um estrangeiro no Japão. Percebe-se que o mundo é o mesmo que nós conhecemos e habitamos, mas que se mostra de uma maneira inteiramente estranha e nova. 

    08/10/2015_10:00
    MÔNICA SALGADO E ADRIANA BECHARA BATEM PAPO FRANCO SOBRE MODA E JEANS

    Mônica Salgado e Adriana Bechara, respectivamente diretora de redação e diretora de moda da revista Glamour, bateram um papo com o Jornal ELLUS sobre moda e, claro, muito jeans.

    Adriana Bechara: “Pessoalmente, eu sempre tive muita dificuldade em usar jeans, porque meu jeito de vestir é um pouco mais formal. Mas agora que estou ficando um pouco mais velha, estou questionando isso, porque acho que é uma maneira de quebrar a austeridade, de dar um twist no look e deixá-lo mais jovem.”

    Mônica Salgado: Eu, pelo contrário, sempre gostei muito de jeans no meu armário. Aliás, sempre amei jeans branco, que é uma peça meio tricky, mas que está voltando a ser cool (adoro jeans branco com moletom ou com uma camiseta podrinha). Na verdade, gosto de todos os tipos de jeans, não tenho preconceito — de cintura alta, de cintura baixa, mais boyfriend… Gosto de todos! E hoje, o jeans vem sendo protagonista nas últimas estações. Ele deixou de ser um complemento puro e simples e assume posição de destaque.

    Mônica Salgado

    AB:<

    20/03/2015_10:00
    WISHLIST: AS ESCOLHAS DE VICTOR COLLOR DE MELLO EM SÃO PAULO

    por VICTOR COLLOR DE MELLO

    Fui honrado com um convite e tanto: montar uma lista com meus lugares preferidos em São Paulo para a quarta edição do Jornal ELLUS.

    Abaixo, divido com vocês meus endereços.

    SIDE: Só a entrada já vale a vista: um ovo mole, um purê por cima e pão. A ideia é comer com o pão, mas eu gosto de comer com colher mesmo. Como prato principal, vale o cordeiro ou a costela. Tudo devidamente acompanhado do melhor negroni da cidade.

    CORLEONE: Bruno Van Enck, dono do lugar, está ali todos os dias recebendo cada um que passa por lá. São serviços feitos com muito primor e atenção. Se gosta da boa e velha navalha e todo o lifestyle por trás disso, é um erro deixar de conhecer.

    MANÍ: Comida impecável servida de forma que dá fome ao ver o prato chegar à mesa, em que os mínimos detalhes fazem toda a diferença.

    Z. DÉLI: Sanduíche de steak tartar fresquinho e feito na hora, com picles, cogumelos, azeite trufado e rúcula. Delicioso e nutritivo!

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