• 30/10/2014_19:01
    #ELLUSAMA: JEAN-MICHEL BASQUIAT

    http://ellus.com/salaellus/wp-content/uploads/2014/10/007-jean-michel-basquiat-theredlist.jpg

    por ISA TENÓRIO

    A obra de Jean-Michel Basquiat é das mais valorizadas e instigantes do mundo – ela vai do grafite nas ruas à pintura sobre tela, passando por colagens em diversos materiais e temas como morte, cultura negra e hispânica. Basquiat é referência quando o assunto é arte urbana, e nada mais instintivo do que ter ele como uma das influências do inverno 2015 da Ellus, de que já falamos aqui.

    http://ellus.com/salaellus/wp-content/uploads/2014/10/Basquiat-Skull.jpg

    Nova-iorquino filho de descendente de porto-riquenhos e haitiano, Basquiat, aos 3 anos,  desenhava os personagens de seus desenhos favoritos da televisão e, de tanto visitar o Museu de Arte Moderna (MOMA), chegou a ganhar carteira de sócio-mirim.

    Aos 17, acompanhado do amigo Al Diaz, começou a grafitar declarações misteriosas e espirituosas nas paredes do SoHo e do East Village, sempre com a assinatura “SAMO” ou “SAMO shit”: ”same old shit”.

    Antes de terminar a escola, abandonou os estudos e se mudou para o Bronx, onde vivia com os amigos e sobrevivia da venda de postais e camisetas pintadas por ele mesmo. Um ano depois, em 1979, ganhou fama no programa de televisão “TV Party” e criou a banda de noise rock “Gray”.

    Após ter suas obras no The Times Square Show, participou de exposições e mostras pelo país. Uma crítica positiva feita por René Ricard fez com que sua carreira se tornasse internacional.

    http://ellus.com/salaellus/wp-content/uploads/2014/10/download.jpeg

    No início da década de 80, Basquiat estava em todas: fez parceria com o amigo Andy Wahrol, namorou a então anônima cantora Madonna, andou ao lado de Julian Schnabel, David Salle e outros curadores e estudiosos da área, os chamados “neo-expressionistas”. Em 85, foi capa do The New York Times.

    http://ellus.com/salaellus/wp-content/uploads/2014/10/BasquiatWithWarhol.jpg

    http://ellus.com/salaellus/wp-content/uploads/2014/10/basquiat.jpg

    A partir de 1986  passou a desenvolver pinturas mais figurativas. É possível observar um forte apreço pelo intelecto; nas figuras individuais, a cabeça está sempre decorada por chapéus, coroas e aréolas.

    Em 1988 Basquiat morreu, no próprio estúdio, em consequência de uma overdose de “speedball”, mistura de heroína e cocaína. Em 1996 o amigo Schnabel fez um filme em que conta a trajetória desse artista de traço inconfundível: “Basquiat” é estrelado por Jeffrey Wright.

    http://ellus.com/salaellus/wp-content/uploads/2014/10/Picasso-Special-Commission-Jean-Michel-font-b-Basquiat-b-font-100-Hand-Painted-Oil-Painting-Repro.jpg

    29/10/2014_18:47
    #ELLUSAMA: KEITH HARING

    http://ellus.com/salaellus/wp-content/uploads/2014/10/keith-haring-the-political-line-retrospective-exhibition-mam-paris-5.jpg
    http://ellus.com/salaellus/wp-content/uploads/2014/10/tumblr_m11r1q1NZq1qls01yo1_1280.jpg
    http://ellus.com/salaellus/wp-content/uploads/2014/10/Keith-Haring-from-carnet-aux-petites-choses.fr_.jpg

    por ISA TENÓRIO

    Semana passada começamos uma série de posts falando sobre grandes artistas gráficos do mundo. O primeiro foi o gênio Stephen Sprouse, que deixou sua assinatura visual em peças de vestuário. Hoje apresentamos o artista e ativista que ficou famoso pela sua arte nas estações de metrô, Keith Haring.

    Ainda jovem, Haring entrou para a Ivy School of Professional Art, em Pittsburgh, mas percebeu que não queria ser um artista comercial. Abandonou a escola de arte e foi para Nova York. Na cidade, se matriculou na School of Visual Arts e, paralelamente a isso encontrou um grupo de jovens artistas alternativos que surgia fora das galerias. Junto deles, conheceu inúmeros músicos, performáticos e grafiteiros, como Kenny Scharf, Jean-Michel Basquiat e Madonna.

    http://ellus.com/salaellus/wp-content/uploads/2014/10/Keith-Haring-Tseng-Kwong-Chi-2.jpg

    Haring então se dedicou a tornar sua arte pública, começando pelos painéis pretos sem propaganda das estações de metrô - com giz branco, traçava até 40 desenhos por dia. Em 1981 fez sua primeira exposição, no Westbeth Painters. Em 1989, abriu a Pop Shop, no SoHo, em Nova York, que chegou a  ganhar filial em Tóquio. A loja era uma extensão de seu trabalho, em que sua arte se tornava acessível a todos os públicos, com camisetas, chaveiros e outros produtos assinados pelo artista.

    Haring não queria criar apenas uma loja, mas um espaço de socialização e cultura, onde as pessoas pudessem absorver o máximo da arte encontrada no local. No ano seguinte da abertura da Pop Shop, Haring foi diagnosticado com AIDS. Logo ele decidiu criar a Keith Haring Foundation, uma instituição de ajuda na arrecadação de fundos para a conscientização da doença e ajuda de crianças infectadas.

    http://ellus.com/salaellus/wp-content/uploads/2014/10/keith_haring4x.jpg
    http://ellus.com/salaellus/wp-content/uploads/2014/10/mayoral-candidates-vie-for-stickball-supremacy-awesome-graffiti-keith-haring-for-wallpapers-hd.jpg

    Haring morreu aos 31 anos, por complicações relacionadas à doença, deixando um legado enorme – Keith Haring participou de muitas exposições internacionais, entre elas a Documenta 7 e a Bienal Internacional de Arte de São Paulo. Fez também trabalhos para grandes empresas, como a animação chamada “Spectacolor” para os painéis da Times Square, as estampas para os relógios da Swatch e uma campanha publicitária para a vodca Absolut, além de diversas intervenções em ruas pelo mundo, como os grafites no Muro de Berlim.

    Sua última obra, o mural ‘Tuttomondo”, perto da igreja de Sant’Antonio Abate, na Itália, foi dedicada à paz mundial. Esse e outros temas como amor, sexualidade, nascimento, morte, liberdade e preconceito foram bastante explorados por ele. Inspirado pelo manifesto “The Spirit Art” de Robert Henri, buscou uma independência, um tipo singular de expressão gráfica. Desenvolveu o gosto pelas linhas grossas e simples, cores vibrantes e desenhos expressivos. Mesmo após sua morte, influenciou muitos artistas e projetos, como as coleções de roupa de Jean-Charles Castelbajac em 2002 e de tênis da Reebok, a “Crack is Wack”, neste ano.

     

    24/10/2014_14:54
    #ELLUSAMA: A GENIALIDADE URBANA DE STEPHEN SPROUSE

    http://ellus.com/salaellus/wp-content/uploads/2014/10/7-31-Stephen-Sprouse-fashion-statement.jpg

    http://ellus.com/salaellus/wp-content/uploads/2014/10/61ff91581489910601146924f9f62ed5.jpg

    por ISA TENÓRIO

    Se você acompanhou a participação da ELLUS no Elle Fashion Preview, sabe que nós temos nutrido um especial desejo por interferências urbanas. E pensando nos ícones que fazem nossos corações fashionistas baterem mais rápido, começamos hoje uma série de posts que perfila três dos maiores artistas gráficos do mundo.

    Stephen Sprouse começou a sua carreira em 1983 e, na cabeça do então estilista, estavam a boêmia dos anos 1970, o espírito rebelde da vida urbana nova-iorquina, os ícones do movimento punk e os tons em neon que se tornaram uma marca dos anos 1980. Fazia roupas em materiais nobres que ganhavam uma assinatura autoral: tudo era grafitado à mão pelo próprio estilista, que vendida seus produtos na loja de departamentos Henri Bendel.  Pela exclusividade, suas peças logo ganharam status de obra de arte.  

    http://ellus.com/salaellus/wp-content/uploads/2014/10/sprouse-1.jpg

    Embora o lado artístico fosse fascinante, atraindo comentários incensados de editores de moda, o negócio de Sprouse ia mal: depois de sucessivas tentativas de inserção no mercado de moda, a grife fechou suas portas definitivamente em 1988. Faltava-lhe dinheiro e também uma inteligência acerca da industrialização de sua assinatura visual nas roupas. 

    Era o amigo de Andy Warhol e Keith Haring, tendo inclusive assinado um quadro de Jesus Cristo com o grafiteiro. Com o fim de sua marca, começou a desenhar figurinos (trabalhou com Duran Duran, David Bowie e Mick Jagger) e a fazer suas interferências em pôsteres e capas de discos, como a capa abaixo, feita para “Rock bird” (1986), de Debby Harry.

    http://ellus.com/salaellus/wp-content/uploads/2014/10/19012009_sprouse-09.jpg

    http://ellus.com/salaellus/wp-content/uploads/2014/10/Sprouse.jpg

    Morto em 2004, Sprouse não foi esquecido. Marc Jacobs o homenageou com a coleção de edição limitada “We love Sprouse” em 2009. No mesmo ano, foi publicada uma biografia sobre a vida e a obra do artista, “The Stephen Sprouse book”.

    Na publicação, é reforçada a importância que Stephen Sprouse teve na construção da memória urbana de Nova York. É dele também uma das primeiras apropriações das culturas de rua, diretamente influenciada pelas artes e pela música, na moda prêt-à- porter.

    17/01/2014_14:29
    Entrevista: Pathy Dejesus

    Pathy Dejesus é a primeira entrevista do ano na Sala Ellus, com muita honra.  A gata está cheia de novidades em 2014 e começou arrasando na Rede Globo, como apresentadora de um dos programas mais amados da emissora, o divertido Vídeo Show. Pathy foi super top model, é uma das Djs mais respeitadas do Brasil e foi a última apresentadora do clássico Top 10 na MTV Brasil no ano passado.  Aqui ela fala sobre música, carreira e estilo e você vai adorar.

    1. Oi Pathy! Como estao os projetos para 2014, em tv e música?

    Estou num novo projeto profissional e muito feliz. Faço parte do time de apresentadores do Video Show na Rede Globo. Totalmente focada e empenhada nisso!

    A música na minha vida é meio que o ar que eu respiro. Não considero trabalho, também não é hobby. É uma necessidade de vida mesmo. Meu pai foi Dj nos anos 70, nasci respirando vinil.

    2. Como foi a experiência no Top 10 MTV? Qual sua Vj preferida do programa de todos os anos?

    Foi sem dúvida uma experiência única! Me confiaram o carro chefe da emissora, uma parada diária, ao vivo e com participação direta do público. Eu nunca havia feito nada parecido, foi desafiador. Mas eu amei! Posso dizer que marcou minha vida. Muita gente boa passou pela MTV, mas minha preferida sempre foi a Sabrina.

    3. Saudade da vida de top model? Quais seus principais desfiles e campanhas?

    Saudade eu tenho das coisas que eu vivi naquela época, não da vida de top model em si. Eu era leve, então levava os compromissos e as obrigações de uma outra forma. Acho que foi por isso que fiquei quase 14 trabalhando e muito bem. Fui uma das primeiras modelos negras brasileiras a estampar grandes campanhas, tive a sorte aqui no Brasil, de estrelar boa parte de ótimas campanhas direcionadas ao público negro: desodorante, hidratante, xampú, até protetor solar. Isso marca minha história como modelo e mulher negra!

    Fora uma infinidade de outras campanhas! Já sobre os desfiles, apesar de 1,73 de altura eu fiz uma infinidade deles também. Uma vez ouvi de um estilista que apesar da minha pouca estatura, eu virava um mulherão de 2,00 m na passarela. Aqui no Brasil tive a oportunidade de desfilar pra maioria das grandes marcas, inclusive Ellus.

    Dj Pathy arrasando nas pickups. A gata só toca com disco de vinil ta.

    4. O que você ta tocando mais hoje em dia como Dj?

    O que toco desde sempre: músicas que me fazem feliz!

    5. Qual a música da sua vida?

    Dificílima essa pergunta! Posso dizer que a música da minha vida nesse momento é Stevie Wonder – As.

    ‘Did you know that true love asks for nothing

    Her acceptance is the way we pay

    Did you know that life has given love a guarantee

    To last through forever and another day’

    Essa letra tem tudo a ver com meu momento atual.

    6. Fale sobre seu estilo, o que nao pode faltar no seu guarda roupa?

    Eu me seguro pra não usar roupas pretas… eu amo! Meu estilo é meu estado de espírito, tudo tem a ver com meu humor rsrs. Posso dizer que adoro roupas que me deixam alta, marcam a cintura, me deixam elegante. Mas fora isso, estou num momento estampas geométricas, cinturas altas, skinny e vestidinhos. Gosto muito de mostrar as costas, então peças nesse estilo são sempre bem Dos acessórios, sou viciada em óculos escuros! E muito salto, sempre!

    7. Um ídolo da musica e da moda pra você.

    Eu adoro música antiga. Mas como já falei de Stevie Wonder, um outro ídolo (um pouco mais atual) é Justin Timberlake. Amo tudo que ele faz! Meu idolo na moda é Marc Jacobs e minha modelo predileta hoje é Jourdan Dunn.

    8. E fez desfiles pra Ellus?

    Alguns! Mas o que me marcou foi o desfile da Ellus com Kate Moss!!!

    Pathy e Didi Effe no Vídeo Show. Da MTV para a Globo.

    Para ouvir a Pathy Dj, play para o set dela no site deepbeep:

     

    Aqui, a Pathy no Vídeo Show: gshow.globo.com/programas/video-show

    Fotos: Revista Quem + divulgacão.
    19/03/2013_12:43
    A PRÓXIMA ESTRELA DA ELLUS: LINDSEY WIXSON.

    A modelo escolhida para ser a estrela da campanha da Ellus Verão 2014 foi a americana Lindsey Wixson, de 18 anos.  Representada pela Elite Paris, ela é a número 15  no ranking das 50 modelos mais importantes do mundo pelo site models.com. Ela desfila hoje no SPFW as 21hs, assista ao vivo no site ellus.com.

    Conhecida pela boca em forma de coração e dentes separados, o charme da garota de Kansas, EUA, conquistou o mundo da moda instantâneamente. Preferida da Versace, garota propaganda de Yves Saint Laurent, capa da I-D duas vezes, desfila para Chanel, Kenzo, Fendi, Louis Vitton e agora ela é nossa!

    Conversamos com a gata no backstage da sessão de fotos com Jacques Dequeker para a campanha de Verão. Muito simpática, ela deu dicas para as novas modelos, falou de música e da mulher brasileira. Go Lindsey, we love you!

     

  • Doois Sites e Sistemas