• 18/09/2015_10:00
    ROCK IN RIO 2015: TUDO QUE NOSSOS CONVIDADOS PRECISAM SABER

    por ANDRÉ PEREZ

    Foram dois longos anos de espera mas hoje, dia 18 de setembro, o Rock in Rio reabre as suas portas para sete dias de festa. Não consecutivos, claro, mas os convidados da ELLUS vão assistir tudo de lugar privilegiado: o camarote da Pepsi.

    Se você é um dos sortudos, preste atenção nesse post para saber todos os detalhes de como será o translado até a Cidade do Rock durante os dias de evento.

    O meeting point será a loja ELLUS do Rio Design Barra, que servirá como espaço de retirada da nossa camiseta-convite (abaixo), feita em colaboração com a estilista Helô Rocha. Lá, você poderá customizar sua t-shirt da maneira que quiser para garantir um look ainda mais exclusivo.

    Além de cortar e ajustar, também será possível personalizar o look com tachas e outros materiais, tudo graças a uma bem-vinda cortesia da EBERLE Fashion. Daí é só embarcar na nossa van. O automóvel deixará você na entrada do camarote da Pepsi.

    Fácil, né? Depois disso, é só entrar no clima de festa porque, durante o Rock in Rio, todo dia vai ser Dia de Rock, bebê ;-)

    Mas se você ainda precisa de dicas de styling para se vestir no melhor estilo festival de rock, já deve ter visto que sugestões não param de surgir no nosso Instagram. Abaixo, seguem duas delas.

    Very special tip: mantenha-se informado sobre o evento por meio da hashtag #EllusRockInRio em qualquer uma de nossas redes sociais. 

    At last, but not least, aqueça dando play na playlist montada pela Tecla Music, a agência de branding musical que assina o sound styling de todos as lojas ELLUS espalhadas pelo Brasil. O que você vai ouvir: os melhores hits de Rihanna, Queen, Paralamas e outros ícones pop que farão o Rock in Rio histórico. Afinal, como diz o slogan da nossa parceira Pepsi, este festival #PodeSerÉpico.

    Rock In Rio Ellus by Tecla Music Agency on Mixcloud

    17/09/2015_10:00
    ROCK IN RIO 2015: O QUE VOCÊ NÃO PODE PERDER NA PRIMEIRA SEMANA

    por RAISA CARLOS DE ANDRADE

    Mais uma edição do festival de shows se aproxima e já pensamos na maratona. Como não existe corpo e fôlego para assistir a tudo que o Rock in Rio oferece, demos um check no que haverá de melhor na extensa programação. Na primeira semana do evento estão artistas que fazem parte, no mínimo, da nossa memória. Aqui, uma lista para te ajudar a escolher o que priorizar, sem perder a vibe jamais.

    Atenção: está matéria está repleta de easter eggs musicais, links que te levam a clipes do YouTube que vão fazer toda a diferença na fila do gargarejo.

    QUEEN + ADAM LAMBERT: Ok, muito difícil assimilar a ideia de assistir ao Queen na ausência de Freddie Mercury, sabemos. Mas nós, do Sala ELLUS, acreditamos que, ainda assim, Adam Lambert seja capaz de tornar isso histórico.

    A banda britânica se apresenta no festival 30 anos depois do primeiro dia de Rock in Rio ever (dia 18 de agosto de 1985). Com tantos clássicos, glam e memórias, é impossível não ser o show mais importante da noite.

    METALLICA: Para fãs ou não, o show do Metallica é lindo. A banda já se tornou habitué no festival: ao todo, já foram seis apresentações no Rock in Rio! Todas inegavelmente incríveis da banda que está entre as maiores referências no metal da década de 1980 e 90.

    Pensamos aqui: se o Metallica já colaborou até com Lou Reed (parceria que rendeu o antológico clipe dirigido por Darren Aronofski) e se possui uma força no palco que inspirou o doc autobiográfico “Trought the never”, é porque consegue ser muito mais do que você pode imaginar.

    ELTON JOHN: O cantor britânico se apresenta mais uma vez no Rock in Rio. Ele já soma mais de 3,5 mil gigs na carreira e volta a tocar no Brasil no próximo dia 20. Vai repetir o de sempre: deixar a gente perplexo, pensando em mil amores, em quando éramos pequenos, na paixão pelas nossas mãe, etc e tal.

    Sabendo que haverá músicas como “Your song”, “Tiny dancer” e “Don’t let the sun go down on me”, temos certeza de que será imperdível, porque é assim que funciona com este tipo de ser.

    BABY DO BRASIL E PEPEU GOMES: Após 27 anos de hiato, esta será a primeira apresentação de Baby e Pepeu e isso tem muito para ser celebrado. O ex-casal que integrava os Novos Baianos é, sem dúvidas, das maiores relevâncias da MPB.

    A verdade é que este reencontro no Palco Sunset é uma surpresa, já que não havia acontecido desde o retorno da cantora, que passou mais de dez anos dedicada apenas à carreira gospel. Por aqui, sonhamos que a parceria dure mais que a apresentação do dia 20, mas, caso não, melhor garantir.

    SEAL: Um dos maiores hitmakers dos anos 90, Seal também se apresenta no festival no próximo dia 20. O britânico, conhecido por hits como “Killer” (gravado com Adamski), “Crazy” e “Kiss from a rose” (a icônica trilha de “Batman eternamente”) já se apresentou três vezes no Brasil. A última, em 2012.

    Seal se apresenta no mesmo dia que Elton John e Rod Stewart. O que significa: nesta noite, você tem uma série de shows para assistir num clima superlove. Torcemos.

    TROPIKILLAZ: A dupla formada pelos produtores e DJs Zegon e Laudz está entre os nomes mais relevantes do trap brasileiro. Zegon já foi produtor de grandes nomes do rap nacional, incluindo o Racionais MC’s e já trabalhou com Kanye West, M.I.A e Santigold e outros tantos no N.A.S.A, outro projeto paralelo que também merece atenção. Já André é um beatmaker que já produziu artistas como Emicida e MV Bill. Seu trabalho despertou atenção até de Snoop Dogg.

    Focado na bassmusic, o Tropkillaz se apresenta na tenda eletrônica no dia 19, misturando samples latinos, hip-hop, electro e house, fazendo com que seja realmente impossível não dançar.

    PIG & DAN: No dia 20, a dupla é quem segura o movimento da tenda eletrônica. Com batidas bem marcadas, a dupla é famosa por produzir músicas nada lineares. A dupla surgiu durante um voo para a Espanha em 1999 e desde então, vem se apresentando nos principais eventos eletrônicos do mundo.

    Para muitos, o resultado do som pode ser definido como eletrônico para moderninho dançar em movimentos sutis. Sendo assim, talvez seja melhor resgatar a última energia do corpo para aguentar na pista até o final.

    10/09/2015_10:00
    ROCK IN RIO: ENTENDA CADA DETALHE DA ATUAÇÃO DA ELLUS COM A PEPSI NO FESTIVAL

    Falta uma semana para o Rock in Rio começar e a ELLUS irá expandir o seu DNA em todos os dias do evento. A marca atua em várias ações conjuntas com a Pepsi nesta edição. Convidada para desenvolver t-shirts altamente exclusivas, a ELLUS desenvolveu um modelo-desejo junto à estilista Helô Rocha. Esta peça será usada pelos convidados do camarote Pepsi que será montado nesta edição do festival.

    E você, que acompanha o nosso Instagram, deve saber que hoje vamos lançar esta parceria com um petit-comité na loja da Oscar Freire, a partir das 19h.

    Sobre o Rock in Rio em si, 40 VICs (very important costumers) receberão em casa a camiseta já customizada por Helô Rocha com um bilhetinho: a festa começa bem antes das atrações subirem ao palco. No Rio de Janeiro, a loja do Rio Design Barra servirá como meeting point durante todos os dias.

    Por lá, estarão disponíveis as 200 t-shirts que terão peso de convite para que os convidados que irão para o Rock in Rio tenham acesso ao estande VIP da Pepsi.

    Mantendo a tradição, a loja irá manter um espaço dedicado à customização. Ou seja: um banquete de tachas, rebites e brilhos estarão mais do que disponíveis. Além disso, o conforto alcança o estacionamento do shopping, que estará disponível para que os carros permaneçam até o fim dos shows. A ideia é manter a segurança dos convidados, que seguem para o festival e retornam nas vans patrocinadas pela Pepsi.

    Dentro do camarote, um totem da marca dará possibilidade de materializar as memórias. Com o uso de uma hashtag, as fotos publicadas no Instagram de cada convidado serão impressas. Além de levar os encontros além, a impressão dupla de cada imagem fará com que o convidado marque presença no mural da Pepsi, ainda que cada um leve sua foto para casa.

    Todos os DJs que se apresentarem no camarote terão um look ELLUS para chamar de seu. E um pouco desta sinergia poderá ser sentida livremente pelos clientes da marca. Serão nove lojas, no Rio e em São Paulo, com suas suas vitrines ambientas com os looks do Rock in Rio e bebidas Pepsi distribuídas como mimo para os clientes durante todo o mês.

    Na contagem regressiva para próxima semana, montamos um shopping list com as camisetas do Rock in Rio que estão a um clique do seu closet. 

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    07/09/2015_10:00
    7 DE SETEMBRO: SETE ARTISTAS BRASILEIROS QUE MANTÉM NOSSA INDEPENDÊNCIA CULTURAL

    por RAISA CARLOS DE ANDRADE

    Se existe um ponto no qual o País alcançou sua independência e permanece com devoção, este é a cultura. Celebramos a nossa liberdade com quem não deixa de alavancar o Brasil e faz ver que, em tempos atuais, podemos tentar ignorar assuntos pesados relacionados à crise quando nos debruçamos nos nossos valores artísticos.

    A seguir, sete nomes para afastar qualquer saudosismo. Em comum, o talento e aquela estranha mania de ter fé na vida para entender o momento exato de apostar. Diante do clamor pelo “Independência ou Morte” declarado há exatos 193 anos, seguimos brasileiramente firmes quando se trata de mentes culturais que criam.

    MÚSICA: Alice Caymmi

    O sobrenome imponente não é nenhuma novidade. Neta de Dorival, sobrinha de Nana e Dori e filha de Danilo, Alice herdou a potência vocal da família e, em “Rainha dos Raios”, seu segundo e iconoclasta álbum, consegue aferir sobre arte, politeísmo e amor com a sua música e a sua imagem.

    Nada a comprime: possui opiniões fortes até mesmo em entrevistas, maquiagem marcada e corpo que quebra regras em meio a uma ditadura de beleza sem fim. A verdade é que Alice deixa os limites distantes do que foi prescrito e essa mistura, que foge da delicadeza, é a principal razão pela qual Paulo Borges tenha se encantado a ponto de ser o diretor artístico desta turnê.

    PRESTE ATENÇÃO: Nas releituras em samba-canção e bolero eletrônico que ela faz de “Princesa”, hit funk noventista de MC Marcinho, e “Meu mundo caiu”, hino da fossa imortalizado por Maysa, respectivamente (clique nos nomes das músicas para ouvi-las no Spotify). 

    CINEMA: Karim Aïnouz

    O cineasta de origem argelina é o nome por trás de “Madame Satã” (2002), “O céu de Suely” (2002) e, o mais recente deles, “Praia do Futuro”. O filme de 2014 se tornou assunto ao colocar Wagner Moura vivenciando um romance com o ator alemão Clements Schick e, no lançamento, Aïnouz sabia o quanto este debate seria pertinente. Pois afinal, vivemos um tempo em que a morte de um homossexual a cada 28 horas ainda é uma realidade no Brasil.

    Nascido em Fortaleza, o diretor e roteirista hoje se divide entre suas origens, São Paulo e Berlim e, talvez por isso, “Praia do Futuro” (cuja resenha completa no jornal online The New Frame Post merece ser lida) vale também pela impecável direção de arte oitentista e por “Helden”, versão em alemão de “Heroes”, de David Bowie, ser a música-tema.

    PRESTE ATENÇÃO: Em “Viajo porque preciso, volto porque te amo”, filme de 2009 alavancado pelo clima contemplativo que por, muito tempo, esteve presente em tudo que o diretor fez. E fique ligado também no seu projeto mais recente, estartado em março desse ano, “Velázquez ou o realismo selvagem”.

    ARTE: Mauricio Ianes

    O artista plástico santista é formado pela Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP) e sempre se interessou por diversos campos na cultura. Na moda, foi diretor criativo da extinta Zapping, consultor de estilo de Walter Rodrigues e, desde o icônico desfile de formação de Alexandre Herchcovitch na Faculdade Santa Marcelina em 1993, colabora em styling e branding nos desfiles e campanhas do estilista paulistano.

    Nas artes, Ianes já participou de dez exposições, entre mostras individuais e coletivas. Após residências artísticas na Cité Internacionale des Arts, em Paris e no Quartier 21, em Viena, levou dois de seus projetos à Bienal de Arte de SP, sendo uma instalação, questionando o papel do público na comunicação da arte, e uma performance, na qual caminhou nu por duas semanas em um andar vazio do prédio.

    PRESTE ATENÇÃO: Agenciado pela Galeria Vermelho, de São Paulo, Ianes integra anualmente a programação do Verbo, festival internacional de performance, e foi um dos artistas brasileiros inseridos na residência de Marina Abramović no Sesc Pompéia (veja vídeo de uma de seus apresentações aqui).

    MODA: Helô Rocha

    Após anos à frente da Têca, a estilista Helô Rocha declarou morte da sua marca original para, em seguida, dar luz a duas grifes batizadas com seu nome e sobrenome. Dividida entre as linhas Helô Rocha Black, especializada em moda couture, e Helô Rocha White, para looks casuais, Helô continua investindo na estamparia como o seu ponto de convergência.

    Ela está no time dos estilistas ao que o Brasil está atento e sua primeira campanha na nova marca (com styling de Daniel Ueda) deixou isso bem claro. Aberta ao que acontece no mundo, extrai a essência do que é moda e aplica de um jeito funcional para quem entende o quanto é bom ser daqui.

    PRESTE ATENÇÃO: Neste novo momento de carreira, Helo Rocha, que já é membro afetivo da família ELLUS há algum tempo, participará de uma ação especial que montaremos em algumas semanas. Aguardem ;-)

    TELEVISÃO: Cauã Reymond

    Há quem se esqueça que Cauã Reymond surgiu na TV em “Malhação”. Em 12 anos de carreira, foram mais de 20 personagens, sendo dez deles em longa-metragens, ganhando confiança de diretores para projetos mais densos e maduros. O primeiro contato com a atuação surgiu no final dos anos 1990, quando fez seu primeiro curso de atuação enquanto trabalhava como modelo em Nova York.

    Bem antes de se tornar um dos rostos mais fortes do Brasil, já posava para lentes de fotógrafos como Bruce Weber, Mario Testino, Terry Richardson e Karl Lagerfeld. Sem abandonar de vez a moda, que vez ou outra surge (como você sabe, ele é o rosto da ELLUS há três estações), Cauã agora se prepara para o mais maduro de seus projetos: sua estreia como diretor no longa “Azuis”, em parceria com Mario Canivello.

    PRESTE ATENÇÃO: No primeiro protagonista de Cauã em uma novela das 21h da TV Globo. Ele estreou como Juliano há uma semana em “Regra do jogo” e será o vingador da nova trama do diretor João Emmanuel Carneiro (do marco “Avenida Brasil”, de 2012).

    LITERATURA: Clara Averbuck

    A escritora está entre os nomes que desmistificam o feminismo no Brasil. É um dos baluartes da geração 2.0 da internet, com um blog que mudou a forma que as mulheres eram percebidas no cyberespaço. Autodidata, sempre odiou a escola e não durou um semestre nas faculdades de Jornalismo e Letras.

    Entretanto, teve foco para publicar cinco livros, ser colunista e movimentar a internet falando de uma forma clara sobre o quanto opiniões machistas precisam ser desconsideradas com urgência. Seus escritos são considerados literatura de consumo, com influências da subcultura pop. E se, para muitos, a ideia do pop é um fator de descredibilidade, a obra de Clara vem despertando cada vez mais interesse de diretores de teatro e cinema.

    PRESTE ATENÇÃO: Assista “Nome próprio”, longa de Murilo Salles de 2007 que usou como referência três livros de Clara (que acabou sendo escalada para a produção). Protagonizado por Leandro Leal, o filme tem trailer disponível no YouTube.

    NOITE: Facundo Guerra

    Com personalidade low profile graças a timidez desmedida, Facundo Guerra se tornou o principal agitador cultural da noite paulistana. Proprietário do Grupo Vegas, o empresário hoje emprega 300 funcionários nos bares Z Carniceria, Volt e Riviera, e nos clubes Lions, Yatch e Cine Joia.

    Sem ter tempo de aproveitar nem mesmo o mais novo dos seus espaços, Facundo ignora riscos e investe o lucro em um próximo. Seu plano é aumentar a lista com quase dez novos empreendimentos em dois anos. Dois deles já estão em obras: uma casa de shows onde ficava o Aeroanta, no Largo do Batata, e o Museu do Agora, espaço de cultura nas proximidades da Avenida Paulista. A ideia de Facundo é continuar, o que faz com que muita gente não pare. Ainda bem.

    PRESTE ATENÇÃO: Ele inaugurou em 17 de agosto o espaço multidisciplinar Mirante de 9 de Julho, que ficou 78 anos sem uso. O lugar reúne galeria, música, cinema e gastronomia, tudo ao ar livre.

    09/07/2015_12:37
    10 CLIPES QUE COMPLETAM 20 ANOS EM 2015 E AINDA SÃO ATUAIS

    por CLÉO SANTIAGO E IGOR FIDALGO

    1995 foi um ano muito importante para o mundo. Foi quando o russo Valeri Polyakov quebrou o recorde de tempo fora da Terra (437 dias no espaço) e quando Mike Tyson voltou aos ringues e nocauteou Peter McNeley. No Brasil, nasciam Marina Ruy Barbosa e Bruna Marquezine, e “Malhação” estreava na Rede Globo. A gente começava a criar uma íntima ligação com informática e a Microsoft nos brindou com o então inovador Windows 95.

    Falando em tecnologia, foi também em 1995 que o mecanismo de busca Yahoo foi criado (sistema que usaríamos até o boom do Google, no começo dos anos 2000). O Yahoo facilitou a nossa consulta a letras de música e discografia de bandas que só podíamos ouvir no rádio (o Napster só seria inventando em 1999). Vivíamos momento de êxtase: álbuns históricos, como “Jagged little pill” (de Alanis Morissette), “These days” (do Bon Jovi), “(What’s the story) Morning glory?” (do Oasis), “Daydream” (da Mariah Carey), “One hot minute” do Red Hot Chilli Peppers, e “Mellon Collie and the infinite sadness” (do Smashing Pumpkins), estavam sendo lançados.

    Foi ainda um ano de coletâneas. Enquanto Michael Jackson (ainda vivo) revisitava a sua carreira com “HIStory”, o Queen lançava o álbum póstumo “Made in heaven” e Madonna tentava abafar o escândalo do livro de porn art “SEX” compilando todas as suas baladas, de “Crazy for you” a “Take a bow”, dentro do lendário “Something to remember”.

    Acreditando que o ano de 1995 foi muito importante para a cultura pop, Sala ELLUS listou 10 videoclipes que estão fazendo 20 anos em 2015. Aumente o som e tire as crianças da sala — afinal de contas, elas não vão conhecer nenhuma música.

    1) “SABOTAGE”, BEASTIE BOYS

    O álbum “III Communication” chegou ao 2° lugar da Billboard e pode ser considerado um dos grandes incentivadores do retorno dos Beastie Boys  oriundos de 1984. “Sabotage” se tornou um sucesso pela estética setentista usada pelo cineasta Spike Jonze — até então, exclusivo de videoclipes, muito antes de dirigir os longas “Quero ser John Malkovich” (1999) e “Ela” (2013).

    A direção de arte (locação, figurino e fotografia) era diretamente inspirada em seriados como “Hawaii 5-0″ e “Starsky & Hutch – Justiça em dobro”. Mas Jonze foi longe: cenas como a da luta com facas e a da explosão em uma ponte ficaram de fora da versão final da MTV.

    2) “SOUR TIMES”, PORTIHEAD

    O álbum de estreia da banda britânica, ”Dummy”, é um dos estandartes da trip hop, música eletrônica low-profile que começava a pulular em 1995 (vide Massive Attack e Sneaker Pimps).

    O clipe de “Sour times” é um thriller de suspense, com direito a perseguição, interrogatório, drama e assassinato. As imagens usadas no filme musical são uma reedição de um projeto cinematográfico da banda de Bristol, o curta-metragem “To kill a dead man”. Assim como a música, o clipe retrata até onde vazios podem nos levar.

    3) “DON’T SPEAK”, NO DOUBT

    Apesar de ter sido lançado em 1995, “Don’t Speak” entrou para o sexto lugar de músicas mais tocadas do mundo apenas no ano seguinte. O clipe  que faz alusão ao término de Tony Kanal e Gwen Stefani — é emocionante e pessoal, e fez a equipe de corte viver pesadelos na ilha de edição.

    Gwen chorou compulsivamente durante a filmagem e cenas de shows tiveram que ser incluídas para suprir os buracos de produção.

    4) “CHAMPAGNE SUPERNOVA”, OASIS

    O maior enigma da música de encerramento do disco “(What’s the story) Morning Glory?” é a origem do título. As teorias vão desde uma confusão com a palavra “Bossanova”, título do disco do Pixies, e até uma possível onda proveniente do uso de drogas aliado ao consumo de espumante.

    A gente acredita mais que, após um show na Noruega, Liam e Noel Gallagher teriam ficado encantados com um observatório do local, de onde é possível ver uma Supernova. Segundo os dois irmãos em reportagem da época, a tal estrela é da cor do “champagne”.

    5) “1979″, THE SMASHING PUMPKINS

    Segundo Billy Corgan, “Mellon Collie and the infinite sadness” é um disco com “música psicodélica de uma banda de heavy metal dos anos 1920″. O clipe de “1979″ é inconfundível: enquanto o vocalista do Smashing Pumpkins canta, um grupo de adolescentes se diverte em um parque, alguns rodam dentro de um enorme pneu; outros dirigem pelas ruas de um subúrbio norte-americano.

    A ideia lúdica veio pela conexão da sobremesa com uma experiência adolescente. ”Eu tinha 18 anos e dirigia pelas ruas de Illinois em um dia de chuva; eu parei em um sinal de trânsito e vi ali uma conotação de esperar por algo que vai aconteceu. Não é muito glamuroso, mas é sobre ter chegado lá ainda mas estar perto”, filosofou Corgan no programa “Storytellers”, da VH1.

    6) “COMMON PEOPLE”, PULP

    Quem seria a tal garota grega, estudante de artes da Saint Martins College, que pede ao vocalista Jarvis Cocker que faça ela viver como uma pessoa comum? Recentemente a esposa do ministro das finanças grego, Yannis Varoufakis, foi apontada como a inspiração para a música do Pulp, um dos hinos de empoderamento de classes mais contundentes dentro do brit pop.

    O clipe tem estética mod, com modelos dançando em uma pista de dança com chão iluminado, fazendo movimentos robóticos. Em outra cena, Cocker aparece dentro de um carrinho de supermercado e as panorâmicas em steady cam, com o vocalista do Pulp em proporção infantilizada, são uma das cenas que nunca saíram da cabeça da geração MTV Brasil (o trecho foi usado na abertura do “Mtv Hits”). Pois afinal, no supermercado, ninguém presta atenção em você.

    7) “SCREAM”, MICHAEL E JANET JACKSON

    Em meio à polêmica das acusações sobre pedofilia e toda aquela polêmica que já conhecemos, Michael Jackson convidou a irmã Janet para gravar o single que mandaria muitos recados à mídia mundial.  A letra fala de celebridades em reabilitação e da alarmante perseguição da imprensa sensacionalista.

    Em 11 dias de filmagem, foram usadas inúmeras guitarras (Michael quebrou várias até aprovar a cena perfeita) em 11 cenários diferentes (todos indoor, pois o clipe se passa dentro de uma nave espacial). Mas o diretor Mark Romanek (de “Rain”, de Madonna, e “Criminal”, de Fiona Apple) teve bastante dinheiro para se divertir: “Scream” custou 7 milhões de dólares e é o videoclipe mais caro da história, segundo o Guinness.

    8) “BORN SLIPPY NUXX”, UNDERWORLD

    B-side de um single que não tinha emplacado, a música pulverizou as pistas de música eletrônica quando foi selecionada para entrar para a trilha sonora do filme “Transpotting”, de Danny Boyle.

    O título da faixa é uma homenagem ao cachorro com o qual Karl Hyde, do Underworld, ganhou bastante dinheiro em corridas. Embora muita gente pense a “Born slippy” é hino de bêbado, a palavra “cerveja” é repetida diversas vezes (“Shouting: lager, lager, lager…”) porque Hyde diz que, quando perdia a linha, sempre ficava repetindo a mesma coisa.

    9)”YOU OUGHT KNOW”, ALANIS MORISSETTE

    Recuperando-se de uma separação dolorosa, Alanis incendiou o Grammy daquele ano com uma performance cheia de ira. A inspiração era a relação que viveu com o ex-namorado, Dave Coulier, mas “You oughta know”, segundo ela, não é uma música sobre vingança; trata de libertação.

    Filmado em um deserto, o clipe foi gravado logo depois que a cantora canadense assinou com a Maverick, gravadora de Madonna, e boatos dizem que frases amarguradas como “toda noite que arranho com as minhas unhas as costas de outro alguém eu espero que você sinta” são obra da Rainha do Pop. No entanto, não há registros de crédito.

    10) “STUPID GIRL”, GARBAGE

    Convidada para ser a vocalista de um projeto comercial que nem os roqueiros mais puristas conseguiam torcer o nariz, Shirley Manson escreveu uma música sobre uma mulher manipuladora, fadada a uma vida de superficialidade e ilusão. Em cena, a femme fatale usou um vestido sessentinha que todos queriam ter: “Não tinha grife; comprei por US$ 15 em uma loja de rua na Madison”, disse Shirley à revista Spin.

    O diretor Samuel Bayer (de “Smells like teen spirit”, “Bullet with butterfly wings” e “What goes around… comes around”) se inspirou na estética de “Seven”, de David Fincher, e recortou manualmente o negativo. Depois de tomar banho com o filme, raspar e deixar as suas digitais no material, ele colou manualmente todas as peças e o resultado é a obra de arte aqui em cima.

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