• 16/05/2016_09:00
    CONHEÇA A DARKWAVE GIRL ABRA

    POR LUA SARAIVA 

    Se há uma figura que se destacou no vasto ecossistema da gravadora Awful Records em 2015, essa é Abra, jovem inglesa com raízes em Atlanta, que encantou o universo do R&B com sua voz sensual, capacidade de mesclar estilos modernos a antigos, e abordagem íntima para com o mundo das adolescentes de hoje.

    Abra, ou Dark Wave Duchess, como é conhecida pelos fãs no Instagram, Twitter e Soundcloud, escreve sua própria música, canta e produz independentemente. “O nome Darkwave Duchess representa o meu desejo de não ter medo do lado negro, que é o meu lado vulnerável, escondido do mundo e que vem à tona antes de dormir”, declarou ela à iD Magazine.

    Suas letras atrevidas e lascivas, que tratam de suas experiências, são provavelmente a melhor parte de sua música, o que comprova que seu dom é criar. Desde que se associou ao coletivo da Awful Records, em 2014, tem lançado uma série de singles que mostra como seu charme à la 1990 contempla a estética inovadora que a empreendedora visa transmitir.

    A inglesa é uma das novas artistas com perspectivas mais empolgantes no R&B contemporâneo, por conta de sua expressividade. Como a maioria dos novos artistas de rhythm and blues, Abra sabe fazer uma boa mistura de sons, deixando-se influenciar por diferentes estilos e gêneros, fundindo seus vocais sussurrados com batidas viciantes, como evidencia sua faixa “Sick Girl”.

    Seu estúdio ainda é o closet da casa dos seus pais, um mundo de experimentações off-key, e ela entende excepcionalmente o que as outras pessoas da sua geração sentem. “Eu sinto que a minha geração se esconde, num mundo de profunda emoção e pensamentos, por trás de tweets ambíguos, textos, emojis, e outros recursos digitais que debilitam nossas expressões humanas físicas”, revelou à iD. “Nós não dizemos o que sentimos por medo de rejeição ou de parecer muito intenso ou necessitado”.

    Suas performances, carregadas de expressão física nos videoclipes, parecem ser uma forma de comunicar essa ideia, assim como seus inúmeros acessórios esportivos, que propõem que vivamos mais na realidade, em sincronia com nossos corpos. Abra vem com todo esse conceito forte, sem deixar de ser estilosa e representando a atitude das cool Tumblr girls da década. Mas mantém um mistério: sua idade. Quantos anos será que ela tem?

    08/04/2016_10:00
    CLÁSSICOS SÃO ETERNOS E NÓS AMAMOS: NESTA SELEÇÃO, ALGUNS DOS ROCKS MAIS OUVIDOS POR NÓS

    Há uma essência indescritivelmente identificável no rock clássico. O que constitui a alma desse  estilo musical, especificamente, não sabemos, mas provavelmente tem algo a ver com a familiaridade: desde vocais inesquecíveis até os riffs de guitarra.

    Com o poder de amplificar mares de pessoas, o rock tradicional, que existe do período dos anos 50 aos anos 80 — e timidamente nos anos 90 —  é uma celebração das músicas que todo mundo conhece e dificilmente desgosta.

    De acordo com o blog musical FiveThirtyEight, artistas consagrados como Led Zeppelin, Aerosmith e Rolling Stones compõem 50% das faixas tocadas em estações de rock clássico americanas.

    Na playlist dessa semana, nenhum mestre foi deixado de fora: AC/DC, The Who, Alice Cooper, The Doors, Pink Floyd e Black Sabbath dividem espaço com Queen, Jimi Hendrix, The Police, Guns N’ Roses e The Clash. Então não tenha dúvidas: aperta o play e curte a playlist mais deliciosa e democrática que você vai encontrar hoje.

    24/03/2016_18:35
    DESCUBRA O QUE ESSE FIM DE SEMANA COM FERIADO TE RESERVA EM SÃO PAULO, RIO, SALVADOR E BRASÍLIA

    O ano parece estar voando: já estamos na Semana Santa e, para a nossa alegria, o fim de semana começa na sexta. É o momento perfeito para se dar ao luxo de descansar o corpo cansado e, é claro, aproveitar para curtir com os amigos à noite. A grande questão é: o que fazer? Com tantos eventos convidativos no Facebook, como saber qual é a boa?

    Sala ELLUS traçou um roteiro para quem está em São Paulo (sede da ELLUS), Rio de Janeiro, Salvador ou Brasília (cidades que acomodam lojas ELLUS) e não quer ficar de bobeira esses dias. Afinal, dessa vez, você não vai ter 48, e sim 72 horas para relaxar!  

    Quem é daqui de São Paulo não pode perder o destaque do feriado na quinta: a festa Sonido Trópico terá cinco pistas reunindo o melhor das explorações sonoras. O projeto visa trazer o máximo de pluralidade musical para o dancefloor, se caracterizando como uma “muvuca sonora cósmica”.

    Os responsáveis pelos sons que vão te sacodir a noite inteira são Spaniol, Dj Nirso, ElPeche, Salvador Araguaya, Cerverita, Meraki, Atimos e Mono feat Castello Branco. Com início marcado para as 23h na Trackers (Rua Dom José de Barros, 337) o evento custará R$ 20 aos 100 primeiros e R$ 30 o resto da noite. Vai perder essa?! 

    Para os cariocas, o que rola no domingo é imperdível: fechando o fim de semana prolongado com animação, a Clash Bass é uma festa de rua que busca resgatar as origens dos street sounds. Com apoio da Solow Bass, a edição de março vai ocupar o Porto Pirata (Rua Lopes Souza, 24) e explorar estilos musicais como trap, hip hop, rap, funk, dubstep, entre outros sons mais inovativos.

    O line-up é formado por Jah Chris, Kawo, TWO KPZ, Sydney, DiniBoy, ₭ENNYᐱ, BROWN, Cacaut e Coletivo 56. A melhor parte é que o evento é 0800, então você não precisa se preocupar caso tenha gastado muito dinheiro na noite anterior. Só chegar!

    Em Brasília, nossa aposta é a festa As Mina Pá, também no domingo, para fechar o feriado com chave de ouro. Comemorando a conquista de ser DJ enquanto mulher em uma cena dominada por homens, essas artistas vão tornar a sua noite inesquecível no Outro Calaf (SBS, Quadra, Bloco Q).

    As minas DJ Donna, DJ Janna, New Chicks On The Block, ANTD: ANRMS, C4JU4N4, Unicornians e Samira Rodrigues prometem destruir a pista de dança com muito grave, passando por hip hop, ragga, trap, funk, favela bass e muito mais. A festa começa às 17h para você ter bastante tempo de curtir e, ainda assim, acordar cedo para o trabalho no dia seguinte sem muita dificuldade. A entrada custa R$ 20 e só pode ser paga em dinheiro.

    Não se desesperem, galera de Salvador, não nos esquecemos de vocês! O fervo cearense, Vexpera, acontece quinta, véspera de feriado, na Amsterdam Salvador (Largo dos Aflitos, s/n, Mirante dos Aflitos) e contará com uma variedade de música pop por Jhon x Iurer, Hannah x Rhanny, Ramon x França e Jackson x Nobre.

    A festa é open bar, mas os benefícios dependem do seu ingresso: na Pista Open, a cerveja é liberada até as 4h por R$ 25 comprando antecipado no SYMPLA, ou até 23h com nome na lista; R$ 30 até 00h com nome na lista ou R$ 40 sem nome na lista ou depois desse horário. Já no Camarote Interno, as opções são vodka, cerveja, água, refrigerantes e catuaba até as 5h por R$ 50 antecipado; R$ 60 até 23h com nome na lista; R$ 70 até 00h com nome na lista ou R$ 80 sem nome na lista ou depois desse horário.

    16/03/2016_18:00
    3 ARTISTAS BRITÂNICOS QUE VOCÊ PRECISA CONHECER AGORA

    A cerimônia anual de música Brit Awards costuma ser uma boa aposta para descobrir novas vozes originárias da terra do punk. O ponto alto da noite do Brit Awards 2016 foi a homenagem de Lorde ao britânico mais característico e inesquecível de todos: David Bowie. Aproveitamos para ficar de olho nas indicações e detectamos três novos artistas britânicos que merecem os holofotes este ano.

    1. Wolf Alice

    Liderada pela vocalista Ellie Rowsell, Wolf Alice, banda alternativa do norte de Londres (Camden Town, é claro!) mistura folk, grunge e elementos eletrônicos com o indie rock dos anos 1990. O som produzido pelo conjunto, formado em 2010 por Ellie e o guitarrista Joff Oddie e com a entrada do baterista Joel Amey e do baixista Theo Ellis em 2012, é um dos mais animados dos últimos tempos e tem sido comparado a bandas como Elastica, Garbage e Pixies. Nominados para o prêmio de “British Breakthrough Act” (“Ato Marcante Britânico”), fica no ar a dúvida: por que eles não ganharam?!

    O álbum “My Love Is Cool” (2015) foi nominado ao prêmio Mercury e o quarteto continua a inovar com experimentações musicais cada vez mais cool que você pode conferir aqui. Imprevisibilidade é uma raridade muito desejável e esse grupo acerta o alvo com precisão.

    2. Jess Glynne

    Há dois anos atrás, quase ninguém sabia quem era Jess Glynne, mas no universo musical, dois anos podem ser considerados uma década. A voz de Jess começou a chamar atenção em 2014, quando ela foi convidada para fazer o back vocal em faixas de Clean Bandit e Route 94. Desde então, ela lançou um álbum que foi hit na Inglaterra, “I Cry When I Laugh” (2015) e, graças à sua rápida escalada ao topo, no Brit Awards deste ano, foi nominada tanto para o prêmio de “Best Newcomer” (“Melhor Revelação”), quanto “Best British Female Soloist” (“Melhor Artista Britânica Solista” na categoria feminina).

    Aos 26 anos, a cantora, que é bissexual, insiste que a sua sexualidade não deveria ser motivo de alarde, e fala abertamente sobre ter que batalhar contra seu medo de avião agora que a carreira deslanchou. Surpreenda-se com o talento da ruiva mais maravilhosa da Grã-Bretanha (ou talvez do mundo) clicando aqui.

    3. James Bay

    O carismático James Bay foi o talento que levou o Brit Award deste ano. O rapaz de apenas 24 anos é natural de Hertfordshire, uma cidade simples no campo da Inglaterra, e tem feito muito sucesso devido ao seu dom de colocar as pessoas em um transe usando apenas seu vocal suave acompanhado de um violão. O seu álbum mais recente, “Chaos and the Calm” (2015), chegou ao #1 no ranking musical do Reino Unido e, além de sua aptidão musical óbvia e capacidade para escrever letras incríveis, sua aparência de tirar o fôlego continuará a mantê-lo em evidência em 2016.

    “Eu estou tentando compôr músicas que provoquem sentimentos nas pessoas e, se eu tiver sorte, que até as comovam”, expressou o artista solo em seu site oficial — e talvez tenha sido essa mentalidade humilde que lhe concedeu o grande prêmio. Ouça um pouco do trabalho de de Bay aqui.

    A ELLUS destacou Wolf Alice como a banda da semana. Além do conjunto, incluímos na tracklist artistas como Courtney Barnett, Warpaint, Haim e Ex Hex.

    14/03/2016_15:00
    POR DENTRO DO FESTIVAL LOLLAPALOOZA BRASIL EM 2016

    Quem acompanha o Instagram da ELLUS certamente espiou a cobertura do Lollapalooza Brasil 2016, e pescou que, para nós, esta edição foi ainda mais intensa do que a do ano passado. O festival, que aconteceu no Autódromo de Interlagos (como de costume desde 2014), deu o que falar — e nós vamos revelar aqui o que foi dito.

    Depois de tanta expectativa para o dia 12 de março, fica difícil acreditar que o adorado Lolla já chegou e já se foi. Considerando que tempestades avassalavam São Paulo 48 horas antes do grande dia, tudo foi conduzido com a mais suprema maestria. Por destino ou coincidência, no primeiro dia do espetáculo, nem uma gota de chuva caiu e arriscamos dizer que mesmo que o mundo tivesse caído, ainda teria sido incrível, já que no segundo, o pé d’água foi amenizado pela estrutura bem-pensada: uma extensa área cobertagramado com tapete de plástico. 

    Além das 52 atrações musicais, o ambiente do festival criou um universo paralelo, movido por gastronomia e pela experiência gerada através de toda a decoração temática presente no espaço, que contou com divertimentos como um carrossel e uma roda-gigante para deixar as vibrações ainda mais altas.

    “A ideia é oferecer uma experiência. Na realidade, é uma experiência totalmente diferente, tem muito mais coisa que a música. A música, logicamente, é a grande âncora do evento, mas acontece muita coisa ao redor dessa música”, fundamentou Fernando Alterio, organizador do Lollapalooza no Brasil, alguns dias antes da diversão toda.

    Após a realização do evento, uma internauta tweetou com a hashtag do festival (#lollapalooza2016), “você nunca volta o mesmo”, atestando que as inovações deste ano foram bem-sucedidas.

    Os melhores shows, de acordo com uma votação feita no site oficial do Lollapalooza, foram os de Jack Ü, conjunto eletrônico arrebatador formado por Diplo & Skrillex; Mumford & Sons, grupo britânico de folk que tem se aventurado em explorações do rock; Florence + The Machine, espirituosa cantora inglesa cujas apresentações se assemelham a um musical alucinante (a deste domingo, que fechou o Palco Skol no último dia, foi avaliada pelo UOL como “um mergulho no mundo das fadas”), e Eminem, rapper considerado a atração mais esperada do primeiro dia.

    Além destes, os headliners do line-up incluíram grandes nomes da música na atualidade, como o autêntico quinteto islandês, Of Monsters And Men; a encantadora galesa, Marina And The Diamonds, que fechou o primeiro dia com chave de ouro no Palco Axe; a banda australiana de pop-rock psicodélico, Tame Impala, que animou o público com faixas de “Currents” (o terceiro álbum); os americanos que apostam em southern rock e blues, Alabama Shakes; Karol Conká, a rapper brasileira mais queridinha da Ellus (com participação surpresa de MC Carol na sua apresentação), e Halseynew face norte-americana que se manteve no topo dos trending topics do Twitter no decorrer do primeiro dia de festival, quando ela se apresentou.

    A escolha caprichada e diversa do line-up deste ano, abrangendo livre escolha entre quatro palcos, tornou a edição inesquecível e o time da ELLUS está mais do que ansioso pelo ano que vem. Já? Mas é claro! Nenhum festival brasileiro se compara ao Lollapalooza — o público está aí para legitimar isso.

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