• 05/12/2016_09:00
    ACABOU A ESPERA: SAIU O ÁLBUM NOVO DOS ROLLING STONES

    POR GUSTAVO GARCIA

    Chegou ao fim a espera pelo novo álbum da ultra-mega-blaster rock band Rolling Stones. Esse foi o maior hiato entre álbuns de estúdio dos Stones. A banda lançou na última sexta-feira (02/DEZ) “Blue & Lonesome”, primeiro disco em mais de uma década. Produzido por Don Was e pelos gêmeos Glimmer — pseudônimo antigamente usado por Mick Jagger e Keith Richards para assinar seus trabalhos como produtores.

    O álbum de covers de clássicos do blues foi divulgado durante a madrugada pela gravadora Polydor. Com 12 faixas, o trabalho é uma homenagem ao início da banda, quando seus integrantes tocavam em seus shows músicas de artistas antigos de blues: Jimmy Reed, Willie Dixon, Eddie Taylor, Little Walter, Howlin’ Wolf, entre outros.

    “Blue & Lonesome” é o primeiro álbum só de blues do grupo e foi gravado em, pasmem, três dias! As gravações ocorreram em dezembro do ano passado, e ainda conta com a participação do icônico guitarrista Eric Clapton.

    É o primeiro disco de estúdio dos roqueiros britânicos desde A Bigger Bang, de 2005, que chegou ao 3º lugar do ranking promovido pela revista Billboard.

    02/12/2016_09:00
    VEJA SUSAN SARANDON DIVANDO NO NOVO CLIPE DO JUSTICE

    POR GUSTAVO GARCIA

    O duo francês Justice lançou, nesta quarta-feira (30), o terceiro videoclipe de seu mais recente álbum, intitulado “Woman”. Em “Fire”, ninguém menos do que a atriz Susan Sarandon aparece no papel principal, linda e sexy, no melhor estilo Thelma e Louise. O clipe mostra um encontro do trio em uma casa minimalista no deserto e, em seguida, o embarque deles em um estiloso Toyota Celica dos anos 80.

    A fotografia nos transporta diretamente ao clássico filme Easy Rider, que serviu — e ainda serve — de inspiração para muitas gerações e é um símbolo de liberdade e subversão ao modo de vida americano e ao capitalismo. Estética essa que serve de inspiração desde sempre para os trabalhos do Justice.

    A direção do clipe ficou por conta do cineasta Pascal Ferreira, que falou um pouco sobre a inspiração que teve, junto com Gaspar Augé e Xavier de Rosnay, os dois membros do duo: “Numa tarde quente de verão, eu e Gaspard estávamos na cozinha de Xavier, sonhando coletivamente em lavar um carro”, conta. “Sobre os anos que gostamos do design dos carros, onde seria, qual seria o clima… E devia ter uma mulher pra ir com a gente, uma mistura icônica de cool, fascínio e força. Susan Sarandon, claro!’”. Melhor escolha, impossível.

    O fato é que, meses depois, os três estavam ali, no deserto, gravando com a deusa do cinema americano. O vídeo, que tem um pouco mais de três minutos, nos passa a sensação de liberdade, com uma estética simples, desprovida de efeitos visuais e recursos de pós-produção. Susan está linda, sensual e no auge de sua maturidade, sabendo exatamente o motivo de estar ali e conhecendo seu potencial sedutor.

    O vídeo começa na descoberta do Toyota, como se tivessem achado aquele tesouro abandonado na garagem de casa. Depois de devidamente lavado, naquele mood de garota do lava-a-jato, os três saem para uma viagem rumo à liberdade. As cenas da aventura são intercaladas com momentos em que a atriz dança, evoluindo de forma suave e magistral, mostrando exatamente porque foi escolhida como musa.

    Música e imagem fluem bem no clima: sexy, numa pegada bem parecida com o último álbum do Daft Punk. Não é por acaso que ambos são franceses e fortemente influenciados pelos riffs de guitarra dos áureos tempos do funk e soul music americanos dos anos 1970 e começo dos 80.

    É fácil imaginar uma festinha com toda essa galera do french retouch — nome dado ao movimento da música eletrônica francesa que marcou o começo dos anos 2000 e que incluía nomes como Sebastien Tellier, Digitalism, Simian Mobile Disco e todo casting da hypada maison, mezzo moda mezzo música, Kitsuné — onde todos conversam e se influenciam, enquanto bebem litros de beaujolais nouveau.

    No final, a impressão que tive foi estar revendo Thelma e Louise, mas, em algum momento, as meninas deram carona para algum caixeiro viajante. O clipe cumpre bem a função de entretenimento, sem maior profundidade, e exibe a beleza e a elegância de uma das maiores estrelas do cinema mundial da atualidade.  Só isso, já é motivo suficiente para se engajar. De quebra, você ouve o som moderno, classudo e funky do duo que é um dos ícones de música eletrônica atual. Ou você acha que ter uma estrela dessas divando no seu videoclipe é para qualquer um?

    30/11/2016_09:00
    THE XX RESSURGE COM CLIPE QUE EXALTA A HOSPITALIDADE AMERICANA

    The xx ressurgiu essa semana para começar a divulgação do terceiro álbum de estúdio da carreira. “I See You” será lançado oficialmente apenas em 13 de janeiro de 2017, mas duas faixas do trabalho já estão disponíveis e, na última segunda-feira, 28, soltou o clipe para uma das músicas, “On Hold”

    O vídeo tem direção de Alasdair McLellan e foi todo gravado em Marfa, no Texas, Estados Unidos, região em que o xx compôs e gravou trechos do próximo disco. “Temos muito amor e respeito pelas pessoas nos Estados Unidos”, diz a banda. “Esperamos que esse vídeo reflita um pouco do calor e da hospitalidade que encontramos aí.”

    “On Hold”, novo single do trio britânico, contém samples do hit de 1981 “I Can’t Go for That (No Can Do)”, do icônico duo Hall & Oates. Produzido por Jamie XX, esse primeiro single mistura o vocal intimista de Romy Madley Croft à levada pop de Oliver Sim.

    “I See You”, terceiro disco do xx, dá continuidade a “xx” (2009) e “Coexist”(2012) e foi produzido a quatro mãos, ao lado de Rodaidh McDonald – que já trabalhou  que já trabalhou com artistas do quilate de Adele e Vampire Weekend. O álbum já está disponível para pré-venda nos formatos digital, CD e vinil. No site do grupo ainda é possível encontrar um box com três canções bônus.

    11/11/2016_09:00
    LOU REED EM SUA OBRA DEFINITIVA, COM DIREITO A GRAVAÇÕES INÉDITAS

    Durante o ano de 2013, meses antes de morrer, o cantor, compositor e ícone dos anos 1970, Lou Reed, esteve nos estúdios Masterdisk, em Manhattan, com os amigos e coprodutores Hal Willner e Rob Santos para trabalhar num projeto que queria fazer havia muito tempo: a remasterização de todo o seu catálogo solo lançado pelas gravadoras RCA e Arista. Ele era um obcecado por áudio e, apesar de estar fisicamente debilitado, ia diariamente ao estúdio. Assim, foi redescobrindo a própria obra.

     “Ele ficava tão alegre ao redescobrir esses discos”, lembra Willner. “Poder estar sentado lá na sala com ele enquanto fazia isso… uau. Sentia-me a pessoa mais sortuda do mundo.” A intenção era relançar esses álbuns, remasterizados, em um box luxuoso contendo 17 discos no terceiro trimestre daquele mesmo ano – só que a saúde de Reed piorou e o projeto foi suspenso.

    Após a morte do cantor, os produtores trabalharam junto com sua esposa, Laurie Anderson, para finalizar o livro que acompanha o box. Com isso, o projeto voltou a ser trabalhado. A obra está repleta de lembranças e fotos raras, incluindo uma que mostra Reed sorrindo e liderando um grupo vocal no show de talentos da escola.

    O resultado de todo essa pesquisa é o recém-lançado “Lou Reed – The RCA & Arista Collection”. O box traz raridades e gravações descartadas, como o Bootleg Series, de Bob Dylan e parece ser a declaração final sobre o artista. A presença de Lou Reed se  foi mas sua música permanece aqui para o mundo e para as futuras gerações.

    19/10/2016_09:00
    EM MEIO À POLÊMICA, BOB DYLAN RECEBE NOBEL DE LITERATURA

    O cantor e compositor americano Bob Dylan foi anunciado, na última quinta-feira (13), o ganhador do Prêmio Nobel de Literatura 2016. A escolha foi divulgada num evento em Estocolmo, na Suécia. A opção por um músico, e não por um escritor de ofício, soou bastante incomum e causou imensa polêmica sobre os motivos de tal escolha.

    Alguns  questionaram se um prêmio de literatura deveria ser dado a um cantor. Outros, indo ainda mais fundo, indagaram se trabalho do cantor se encaixa como literatura.  Mas o fato é que o nome de Dylan já vinha sendo cotado havia bastante tempo. Também poeta, e com diversos livros lançados, o artista é aclamado sobretudo pelo lirismo de suas letras. Desta vez, no entanto, ele não figurava entre os favoritos.

    A academia declarou que “Dylan tem o status de um ícone” e que “sua influência na música contemporânea é profunda”. “Ele é provavelmente o maior poeta vivo”, afirmou Per Wastberg, um dos membros da instituição responsável pela premiação.

    Tanto na música como na literatura, Bob Dylan foi fortemente influenciado pela geração beatnik (grupo de norte-americanos, principalmente escritores e poetas, que se tornaram conhecidos no final da década de 1950 e no começo da década de 1960) e pelos poetas modernos americanos. Enquanto artista, foi altamente versátil e trabalhou como pintor, ator e autor de roteiros.

    O primeiro livro lançado por Dylan, sem ser uma coletânea de suas letras, foi o volume de poesias experimentais “Tarantula”, de 1971. Dois anos depois, era lançado “Writings and drawings”, com textos e desenhos. Ele é autor ainda do best-seller  autobiográfico “Chronicles: Vol. One.”,de 2004. A ideia inicial era de que a autobiografia teria ainda outras duas partes, que não chegaram a ser editadas.

    No Brasil, foram traduzidos os seguintes títulos: “Tarântula”, publicado em 1986 pela editora Brasiliense; “Crônicas – Vol.1″, publicado em 2005 pela Planeta; “Forever young”, publicado em 2009 pela Martins Fontes; e “O homem deu nome a todos os bichos”, publicado em 2012 pela Nossa Cultura. Veja abaixo o vídeo de “Like a rolling stone”.

  • Doois Sites e Sistemas