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  • 02/03/2015_10:00
    LEIA ANTES DE CLICAR: COLEÇÃO DE INVERNO 2015 DA ELLUS ESTÁ NO AR

    Como de costume, a quarta edição do Jornal ELLUS adiantou os temas e as tendências da nossa coleção de inverno 2015. Em suas páginas, você pode conferir uma série de editoriais — alguns deles, estrelados pela top Carol Trentini e pelo ator Cauã Reymond — que ilustram uma história que vem sendo contada desde novembro com o desfile na São Paulo Fashion Week.

    Prepare-se: o inverno da ELLUS está muito elegante e cosmopolita, com aquela pegada urbana e cool que é a nossa cara.

    A Praça das Artes foi o cenário escolhido para o desfile. Inspirada nas gangues de rua oriundas dos anos 1980 (como já contamos aqui), a coleção atualizou o jeans com aplicação de paetês transparentes (que mantêm a textura do material, garantindo um brilho além), bordados de patches e lavagens tipo used (beneficiamento que deixa as peças com aspecto de usado).

    Destacaram-se também os itens de couro emborrachado e vinil, as formas infladas e o pontos de cores em neon. No Jornal ELLUS, vemos o complemento comercial desta história: o jogging denim é jeans construído por meio de uma tecnologia inovadora onde, na camada interna, o toque é de moletom; por fora, se mantém as características essenciais do famoso jeans premium da ELLUS. 

    Em contraste com a rebeldia das gangues, temos as peças em laundry twill, nome da cartela principal dessa estação (cáqui, camelo, terra, tabaco). Em cena, uma pegada nômade e aventureira com shapes militaristas.

    Inspirada no trabalho do artista urbano Stephen Sprouse, a padronagem camuflada ganha releituras artsy, como o padrão clássico em tons de verde com acento fluo. O neon aparece também em vestidos e calças em cortes de alfaiataria, sofisticando ainda mais a inspiração do grafite.

    Algumas das nossas lojas já estão renovadas com a coleção, mas todo o desejo acerca da moda referenciada pela transgressão da juventude criativa da décadas de 1970 e 1980 estão à sua disposição, a um clique: alinhada com o poder de decisão da sociedade cosmopolita do século XXI, a coleção de inverno da ELLUS já está disponível na nossa Online Store.

    Navegue: leia o jornal, consuma os editoriais e assista o nosso fashion film para entender como a a ELLUS reforça a sua essência provocativa e sofisticada ao dar tratamento de luxo à moda de rua.

    18/02/2015_01:08
    OUTROS ROQUES: ELLUS DESENVOLVE CAMISETA PARA O CAMAROTE EXPRESSO 2222, EM SALVADOR

    POR IGOR FIDALGO

    Se você é um heavy user de Instagram, deve ter reparado uma programação especial no perfil da ELLUS nestes dias de Carnaval. O foco em Salvador se deu por conta da parceria que fizemos com o Expresso 2222, o camarote mais concorrido da folia baiana.

    Com Flora e Gilberto Gil à frente do projeto desde a sua fundação, em 1998, a Expresso viveu momento emocionante neste Carnaval: para comemorar os 30 anos de axé music, a ELLUS desenvolveu a camiseta-convite que dava acesso ao camarote.

    A cada dia, mais de mil convidados passaram pela disputada varanda instalada em um dos pontos mais nobres do circuito Barra-Ondina. Esta turma super VIP ferveu ao som de ícones do axé, como a cantora Sarajane — hype nos anos 1980 que você deve lembrar do hit “(Vamos abrir) A roda”. Preta Gil,  que comanda o espaço Varanda Elétrica desde 2008, também embalou algumas noites do Carnaval baiano.

    Abaixo, uma seleção de fotos colhidas do Instagram da ELLUS e nos perfis pessoais de dois queridos integrantes da nossa equipe, que representaram a marca no Expresso 2222: nosso gestor de branding, Eduardo Dugois, e o estilista Rodofo Souza, responsável pela concepção criativa das nossas coleções.

    Pelas imagens inspiradoras, fica a pergunta: será que esta viagem ao Nordeste pode fazer a moda da ELLUS se sintonizar com outros roques? É esperar o verão para ver!

    12/02/2015_22:57
    REBELDIA DE CARNAVAL: ONLINE STORE COM FRETE GRÁTIS

    Enquanto você fecha a sua mala para passar o Carnaval em Salvador (a ELLUS estará presente no concorrido Expresso 2222, o camarote superstar de Flora Gil; daremos mais detalhes num post especial), a gente chega com uma novidade trepidante: além de estar com 60% de desconto em todos os itens da coleção de verão 2015, a nossa Online Store incrementa ainda mais o feriadão que começa amanhã com frete grátis nas compras acima de R$ 500!

    Alalaô: a brincadeira sobre Salvador que abre este post é mero adereço editorial! Portanto, a promoção é para todos  — esteja você saindo de férias para Norte ou Sul do País ou decidido a pular Carnaval nos blocos que tomam São Paulo de assalto! Nas nossas lojas físicas, a sale segue com exuberância, mas vale consultar o horário de funcionamento nos dias de folia.

    Neste link aqui, você encontra encontra o contato de todas as lojas espalhadas pelo Brasil. Logo, logo voltamos com um post extraordinário sobre a ligação entre a ELLUS  e o Expresso 2222 (isto não era adereço editorial; é nitroglicerina pura).

    05/02/2015_22:34
    VINIL PARA TODOS: PROGRAMA DE TV, ASTROS DA MÚSICA E AÇÕES DE MARKETING MANTÊM VIVO O SAUDOSO BOLACHÃO

    por ISA TENÓRIO

    Tirar da capa, limpar a poeira com um paninho, colocar no prato, posicionar a agulha com todo cuidado. Depois de alguns segundos de suspense e das deliciosas notas sujas que só os long-plays têm, começa a primeira faixa do disco. Esta é a sensação que um vinil proporciona: ficar sentado ao lado da picape (há que ainda tenha vitrola — muito mais charmoso, aliás), vendo a rodela rodando infinitamente.

    A turma hipermoderna (termo cunhado pelo filósofo Gilles Lipvetsky), que ouve música em aplicativos como Spotify, Rdio e Deezer, certamente não entendem a sensação que outras gerações tiveram a fazer a primeira audição de um disco de vinil.

    Aos amantes deste ritual, damos boas notícias: desde 2013, as vendas de LPs aumentaram nos Estados Unidos, no Reino Unido e no Brasil, mostrando que a mídia fonográfica está mais viva do que nunca.

    Prova disto é o programa “Minha loja de discos”, cuja segunda temporada está em reprise no canal a cabo BIS (segunda-feira, às 19h). Dirigida pelo jornalista Rodrigo Pinto (abaixo), a série documental percorre os lendários empreendimentos especializados em LPs do Reino Unido, um grupo que persistiu quando as vendas dos discos começaram a cair. Os proprietários contam como sobreviveram ao advento do compact-disc e à música digital, além de conectar Pinto a clientes que são verdadeiros entusiastas da cena.

    Jack White é um dos músicos que capitaneiam a (re)difusão do formato. O seu segundo álbum solo, “Lazaretto”, vendeu mais de 40 mil bolachas.

    Segundo a SoundScan, órgão responsável pelos números referentes à indústria, o disco de 2014 tornou-se o vinil mais vendido em uma semana desde 1994 (ultrapassou as vendas de “Vitalogy”, do Pearl Jam). 

    Os britânicos do Arctic Monkeys, o duo Daft Punk e os queridinhos indie The Strokes também são incentivadores do movimento em prol da volta dos bolachões.

    Brasileiros não ficam atrás: Fernanda Takai, Pitty e Nação Zumbi também entraram na onda e lançaram seus álbuns no formato LP. A banda carioca Glass N’ Glue, liderada pela stylist Marininha Franco (que faz um rock sexy e supercool que a ELLUS ama), dividiu as músicas do álbum de estreia, “Give me some of your dreams”, em três compactos coloridos (abaixo).

    Com o aumento da produção dos vinis, a venda de toca-discos também aqueceu o mercado. Pasmem: modelos modernos vem até com entradas USB.

    Ficou com vontade de se confortar na poltrona degustando aquela textura sonora que só os long-plays te dão? Abaixo, um top 5 da onde você pode comprar discos, picapes e quetais.

    1) EM SÃO PAULO: na Rhythm Records, dentro da Galeria do Ouro Fino (Rua Augusta, 2690 – Cerqueira Cesar).

    2) NO RIO DE JANEIRO: podem ser encontrados na loja Tracks (Praça Santos Dummont, 140 – Baixo Gávea).

    3) EM BELO HORIZONTE: na All Wave Discos (Rua do Rio de Janeiro, 630, loja 44 – Centro).

    4) EM BRASÍLIA: no Berlin Discos (Setor de Diversões Sul, Edifício Miguel Badya, bloco L, loja 63).

    5) EM CURITIBA: no Vinyl Club (Rua Ébano Pereira, 196, loja 05).

    31/01/2015_22:47
    DECIFRA-ME OU DEVORO-TE: EXPO ‘ILUSÕES’, NO RIO, É UM QUEBRA-CABEÇA REFLEXIVO

    por IGOR FIDALGO

    Está em cartaz na Casa Daros, no Rio de Janeiro, uma coletiva que discute interdisciplinarmente as fronteiras do olhar, do entendimento e da reflexão do espectador em relação à contemplação artística. “Ilusões” reúne obras de 11 artistas plásticos (quatro deles coatuam em dupla) da proeminente cena latino-americana, todos com algum estudo acerca da subjetividade do olhar ou da ressignificação do objeto.

    Logo na entrada do museu, o público é recepcionado pela instalação mecânica do argentino Leandro Erlichj. “Piedras (from the wall)” (2003) é constituída por pegadas que emergem de um leito de seixos brancos por meio de um sistema programado, dando a impressão que um homem invisível está andando por ali. Na escolha desta obra para abrir a exposição, os curadores Hans-Michael Herzog e Katrin Steffen aguçam a capacidade do público de diferenciar o que significa realidade do que significa ilusão.

    Leandro Erlich, que participou de um bate-papo com o público no dia em que Sala ELLUS esteve na Casa Daros, diz que suas obras são pensadas para serem ativadas pelo espectador.

    “Realidade é um elemento infinto. Meus projetos têm a capacidade de evocar polissemia entre o público, criando interessantes conversas entre obra e espectador”, disse Erlich, que ainda completou: “Primeiro promovo a experiência de campo para que haja, em seguida, uma reflexão desta experiência. Gosto de explorar diferentes maneiras de olhar as coisas”.

    Outras duas obras do artista argentino integram “Ilusões”. Em “Cambiadores”, de 2008 (acima), o espectador é confrontado a entrar num provador de roupas, com cortinas e espelhos bem tradicionais. Dentro, um inteligente jogo de espelhos reflete infinitamente a imagem de quem atravessa pelas molduras e portais falsos, tudo construído com um rigor matemático digno de um projeto de arquitetura.

    A paixão pela arquitetura, inclusive, veio de berço: durante a palestra, Leandro Erlich contou que vem de uma família de urbanistas e designers de interiores e que, em vez de construir edifícios, preferiu construir histórias. O uso de espelhos, recurso muito explorado no seu trabalho e presente em “Cambiadores”, é uma forma de incitar o espectador à reflexão.

    “Uso o reflexo para convidar as pessoas a questionar suas reflexões internas”, respondeu ele à uma pergunta feita por nós.

    A terceira obra de Erlich presente na exposição (“Las puertas”, de 2004, foto acima) parece ter saído de um filme de David Lynch: um quarto escuro, com duas portas; debaixo delas, frestas de luz insinuam que o sol ilumina o outro cômodo. Nada disso: ao atravessarmos o portal, o feixe que saía da base da porta é desativado. Do outro lado, um quarto escuro. Qualquer semelhança com as cenas perturbadores de Laura Dern e Justin Theroux em “Impérios dos sonhos” (filme de Lynch oriundo de 2006) é mera coincidência.

    Também participam de “Ilusões” o artista alemão radicado no Uruguai, Luis Camnitzer, que tem na escultura tipográfica “This is a mirror. You are a written sentence”, produzida entre 1966 e 1968 (acima), um de seus mais fortes manifestos. A frase funciona como um espelho; no entanto, em vez do reflexo de quem mira na obra, uma sentença irônica que resume a obviedade das atividades prosaicas do homem pós-moderno.

    Em outra obra, Camnitzer questiona o conceito de arte. Depositados em sacos plásticos, os objetos mundanos de “Arbitrary objects and their titles” (1979) — tais como lente de óculos, rolha, papel amassado, prego, dado, plástico de embrulhar, pedaço de gorgorão, corrente e pedra, entre outros — aparecem presos na parede do espaço expositivo, devidamente etiquetados com títulos-cabeça. Seria aquilo tudo, de fato, arte ou somos nós quem classificamos como arte as imagens que consumimos?

    Luis Camnitzer segue discutindo arte em “Two identical objects”, de 1981 (acima), onde equaliza uma nota de 1 dólar com um pedaço de jornal, ambos do mesmo tamanho e amassados. Cá o alemão indaga: a arte é digna de ser comprada com o dólar ou merece ser embrulhada no jornal? Vale dinheiro ou deve ser descartada? Qual dos dois objetos teria maior valor artístico enquanto ready made? Esta obra é arte?

    Duas instalações utilizam o terno masculino como matéria-prima elementar. Mas é o rombo que atravessa os 270 trajes (formados por paletó e camisaria) de “Silence your eyes”, de 2012 (abaixo), da dupla espanhola Los Carpinteros, que é o elemento de contemplação. Fitando a instalação por um hemisfério, é possível estender o olhar por 16 metros, já que o buraco atravessa toda a estrutura da obra.

    Em “O presságio seguinte (experiência sobre a visibilidade de uma substância dinâmica)” (2007), o carioca José Damasceno explora o seu já habitual trabalho de estudo da tensão com fios segurando as paredes de um ambiente. Nesta obra, no entanto, os fios saem de dentro de um manequim vestido com um costume completo, numa das obras mais memoráveis da exposição.

    Ilusões videográficas são discutidas pelo mexicano Mauricio Alejo, que apresenta cinco trabalhos reproduzidos em sequência na parede de um recuo do museu (a Casa Daros ocupa um casarão neoclássico de 1866 formado por quatro estruturas geminadas). São vídeos de durações muito curtas, que retratam objetos de dia a dia em situações de transformação e transição (como a linha colorida escorrendo pelo ralo em Red”, de 2003, de longe o nosso preferido de Alejo).

    Mas é a videoarte “Boca de tabla”, de 2007 (still acima), da mexicana Teresa Serrano, que mais chamou a nossa atenção. Filmado com exímia habilidade de execução, os planos retratam a solidão de uma mulher dentro de uma casa enorme. O som de seus passos é orquestrado com o abre-fecha de portas e janelas, da mesma forma que fumaça de um cigarro é remixada ao vapor de uma chaleira.

    Com ecos de M.C. Escher, a protagonista sobe e desce a escadaria de madeira em loops que se sobrepõem. Parece enclausurada dentro de uma vida dolorosa e melancólica, e a casa, enquanto labirinto implacável de isolamento, parece ser um paradigma da videoartista mexicana para falar sobre o aprisionamento sofrido por quem está eclipsado por suas ideias.

    Ficou curioso? “Ilusões” fica em cartaz por mais duas semanas. A Casa Daros fica em Botafogo, Zona Sul do Rio (Rua General Severiano, 159).

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