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  • 19/11/2015_19:00
    ELLUS E CARLINHOS BROWN AGITAM SALVADOR COM INOVADOR SARAU

    por ANDRÉ PEREZ

    Nesse domingo, dia 15 de novembro, um evento abalou as estruturas de Salvador. No Museu do Ritmo da capital baiana, Carlinhos Brown comandou um grandioso e eclético sarau que contou com participação da banda de metal progressivo Angra e da diva do eletro-MPB Alice Caymmi.

    Sob o tema “Ritual ARTEFIREACCUA”, que fez alusão aos quatro elementos da natureza, o show teve uma produção grandiosa assinada por Paulo Borges, o todo-poderoso da São Paulo Fashion Week.

    A ideia de Brown era fazer um evento excepcional em todos os sentidos. Mais de 400 profissionais se certificaram de que cada detalhe atingisse os altíssimos graus de expectativa do cantor e de Borges e cada aspecto da produção foi comandada por nomes referências em seus setores.

    O set design foi assinado pelo artista visual Pedro Caldas, as projeções ficaram a cargo do documentarista Richard Luiz e a coreografia foi desenvolvida por Ricardo Ferron. Já o figurino foi responsabilidade da equipe criativa da ELLUS, sob o comando de Rodolfo Souza e Adriana Bozon.

    O sarau, descrito por Borges como uma “ópera contemporânea antropofágica”, foi dividida em quatro atos, cada um inspirado em um elemento da natureza. Por conta disso, Adriana e Souza criaram quatro looks para Brown com referência à terra, ao ar, ao fogo e à água.

    Dentre as peças criadas especialmente para o evento, a jaqueta utilizada no ato fogo se destaca por ter sido coassinado por Espedito Seleiro. O artesão é internacionalmente reconhecido por seus artigos em couro.

    “Para nós, é muito importante estar junto a cultura musical brasileira e o Brown é um porta-voz nosso para o mundo“, afirmou Adriana Bozon, diretora criativa da ELLUS, sobre a colaboração. Além dos figurinos para o cantor, a equipe comandada por ela e Rodolfo também produziu os looks da banda e dos dançarinos.

    A primeira noite do Sarau do Brown foi um enorme sucesso, deixando a todos com a sensação de missão cumprida. Mas foi apenas o começo: o evento terá novas apresentações nos dias 29 de novembro, 13 e 27 de dezembro e 10 e 24 de janeiro. Vamos para Salvador?

    16/10/2015_18:29
    O ADMIRÁVEL MUNDO NOVO DA NEO FOTÓGRAFA ANA TERESA BELLO

    por ANDRÉ PEREZ

    O primeiro contato de Ana Teresa Bello com a fotografia foi, nas palavras dela, durante aquele período da juventude “em que a gente faz de tudo”. Entre aulas de jazz, natação e inglês, ela iniciou um curso de foto que a divertiu e distraiu durante algum tempo. Mas, apesar do gosto pela coisa, a vida a levou para outros caminhos e Ana se tornou uma bem sucedida designer de interiores. A carreira possibilitou que ela vivesse entre o Rio de Janeiro, sua cidade natal, e São Paulo, cidade pelo qual é apaixonada e contribuiu para que ela apurasse sua visão estética e seu apego por detalhes.

    Nada mais natural então que Ana reencontrasse a fotografia e transformasse o antigo flerte em paixão. Nesta terça, dia 20 de outubro, o resultado deste reencontro ganha novos tons com a inauguração na Galeria Vilanova (Rua Domingos Leme, 73 – Vila Nova Conceição) de sua primeira exposição: “Somos Memória”, que fica em cartaz até 14 de novembro, foi montada com imagens clicadas ao longo de uma viagem de um mês pelo Japão

    Com a câmera na mão, Ana Teresa cruzou o mundo com o objetivo de registrar Tóquio, Osaka, Quioto e as ilhas da Naoshima e Hakone de maneira única, sem clichês, de modo a capturar com fidelidade não apenas a cultura local, mas também os sentimentos universais que nos unem. O resultado está exposto em 15 fotos, divididas em quatro séries.

    Inspirada pelo silêncio das grandes cidades japonesas, que contrasta com a expectativa de um país acelerado e de grandes multidões, a neo fotógrafa produziu imagens que transmitem momentos de paz e contemplação em meio ao caos característico de uma grande metrópole. O resultado é a série “Respiro e silêncio”.

    A curiosidade acerca do Japão — e as possibilidades de descobertas — eram tantas que Ana desejou não dormir para não perder nada. Mas, em vez da opção radical, optou por acordar o mais cedo possível para fotografar Shibuya, um dos distritos centrais mais movimentados do país (e do  mundo) ao nascer do sol, antes de milhares de pessoas ocuparem suas calçadas e cruzarem suas ruas.

    Na série “Arquitetura da luz”, ela registrou o colorido e movimentado centro de Tóquio, conhecido pela fartura de luzes neon e outdoors, em preto e branco, no silêncio do amanhecer. Já em “A solidão de cada um”, Ana tentou capturar breves momentos cotidianos de transeuntes que, num país enormemente uniforme e igualitário, se destacavam por estar, cada um à sua maneira, fora do padrão.

    Pequenos desvios do olhar” é a série mais abstrata. Nas imagens, a fotógrafa faz um jogo com superfícies, texturas e luzes que incentiva um olhar interpretativo sobre a desordem retratada.

    De certa maneira, a abstração ali é quase que uma metáfora para a experiência de um estrangeiro no Japão. Percebe-se que o mundo é o mesmo que nós conhecemos e habitamos, mas que se mostra de uma maneira inteiramente estranha e nova. 

    02/10/2015_19:55
    FRIDA KAHLO ESTÁ ENTRE NÓS: CORRE PARA O TOMIE OHTAKE

    por ANDRÉ PEREZ

    Foi um ano espetacular para os fãs brasileiros de arte. No primeiro semestre tivemos Miró,  Dali, Kandinsky e Marina Abramović e, desde setembro, o Instituto Tomie Ohtake abriga a exposição “Frida Kahlo – Conexões entre mulheres surrealistas do México” que, pela primeira vez no país, reúne 20 telas da icônica artista, dentre as quais vários dos seus auto-retratos, e mais 13 obras, que incluem desenhos, colagens e litografias. Frida ainda está representada através de fotografias de artistas como Lola Alverez e Kati Horna e também em “Desnudo (Frida Kahlo)”, uma litografia de seu marido, Diego Rivera.

    O amor intenso e conturbado entre Frida e Diego, tema recorrente nas obras da artista mexicana, estão representado no Tomie Ohtake em telas como “Diego en mi piensamento” de 1943 (acima)  e “El abrazo de amor del Universo, la Tierra (México), Diego, yo y el Sr. Xolotl” (1949). Também em São Paulo está a litografia “Frida y el aborto”, de 1932, que alude ao aborto espontâneo que a pintora sofreu naquele ano.

    Frida é notória pela sua capacidade de transmitir, através de sua arte, muitas das inquietudes, inseguranças e sentimentos do universo feminino. Com uma estética empoderadora e própria, a artista sempre foi enormemente admirada pelas mulheres e essa admiração era reciproca. Por esse motivo, a exposição que leva o nome de Frida celebra não só ela mas outras várias artistas surrealistas mexicanas (ou radicadas no país), incluindo Maria Izquierdo, Leonora Carrington e Remedios Varo.

    No total, são mais de 100 obras inéditas no Brasil, com destaque para a arte original de Frida e as fotografias do húngaro Nikolas Muray que hoje adornam grande parte dos produtos — de camisetas à chaveiros — que levam o rosto da artista. Mais do que ver, a visita à exposição no Tomie Ohtake é uma oportunidade de sentir. Frida Kahlo — e os artistas que ela inspirou — retratam e inspiram emoções francas. Ver o acervo ao vivo é uma oportunidade de viver — e sentir — um pouco da trajetória da pintora e das muitas mulheres que ela inspirou.

    “Frida Kahlo – Conexões entre mulheres surrealistas no México” tem curadoria da pesquisadora mexicana Teresa Arcq e está em cartaz no Instituto Tomie Ohtake (Av. Faria Lima, 201) até 10 de janeiro de 2016.

    São duas sessões por dia, das 11h às 15h30 (bilheteria fecha às 15h), e das 16h às 20h (bilheteria fecha às 19h). Os ingressos custam R$ 10 e R$ 5 (meia) e a entrada é franca às terças-feiras. Depois do encerramento em São Paulo, a exposição seguirá para o Rio de Janeiro e Brasília.

    24/09/2015_10:00
    ROCK IN RIO 2015: O QUE VOCÊ NÃO PODE PERDER NA SEGUNDA SEMANA

    por RAISA CARLOS DE ANDRADE

    Com as pilhas já recarregadas após a primeira semana de Rock in Rio, resta, apesar do corpo exausto, vontade de viver mais quatro dias de festival. Com Rihanna entre os mais esperados, os quatro dias finais serão leves e nitidamente mais dançantes.

    De banda 80′s clássica às guitarras elaboradas dos anos 2000. Da bateção de cabelo de Kate Perry aos metais nervosos do QOTSA. Nest post, uma seleção para te ajudar a lembrar o imperdível e aproveitar o restante do tempo bastante desapegado.

    QUEEN OF A STONE AGE: A banda de rock da Califórnia acabou se tornando um dos principais nomes do gênero dos anos 2000. Ainda que a banda não tenha lançado nada novo desde então, o álbum “Like clockwork” chegou a tirar o Daft Punk de cena nas paradas musicais dos Estados Unidos.

    Esta será a terceira apresentação da banda no festival. Portanto já sabemos o que esperar: performance perfeita e público impressionado.

    RIHANNA: Depois de lançar o vídeo de “Bitch better have my money”, talvez BadGirl RiRi seja das mais esperadas desta edição. O apelo pop da cantora de Barbados é pertinente e provavelmente fará com que seja um dos shows mais comentados desta edição.

    O talento é inegável e vai da voz ao twerk, mas, além disso tudo, Rihanna tem uma personalidade tão “nóis”. Será, no mínimo um dos shows mais animados desta edição.

    KATE PERRY: Pela segunda vez no festival, Katy Perry levará ao Palco Mundo seu pop chiclete que, gostemos ou não, nos fará dançar. Seu show foi um dos primeiros confirmados para o headline desta edição.

    A cantora californiana se apresenta no domingo e podemos esperar um palco colorido e todos os hits que nos teletransportam para algum momento da vida, como “I kissed a girl” e “Hot ‘n’ cold”.

    A-HA: Esta é a segunda vez que os noruegueses, que acumulam 30 anos de carreira, se apresentam no festival. A banda estreou no RiR na mítica edição de 1991, que aconteceu no Maracanã.

    As músicas que a gente sabe cantar até sem pensar muito, como “Take on me”, obviamente estarão no repertório. E convenhamos: é impossível um show não ser bom quando a gente sabe emendar a performance.

    CARL CRAIG: Uma das atrações mais aguardadas da tenda eletrônica nesta semana é Carl Craig. O DJ americano é, hoje, um dos nomes mais influentes quando se trata de house music.

    Para os fãs do gênero, a atração é certeira. Craig se apresenta hoje, misturando seus hits com influências fortes da música americana como jazz e soul.

    DAVE CLARK: Quando se trata de techno, Dave Clark está certamente entre os maiorais. O britânico que já passou por grandes festivais do mundo, tais como Glastonbury e Tomorrowland, trará à pista do Rio de Janeiro a mesma força.

    O DJ também se apresenta nesta quinta, deixando dúvida alguma que este será um dos dias mais fervidos da tenda eletrônica.

    MARCOS VALLE: No último dia de festival, Marcos Valle é uma das atrações da Rock Street. O cantor, arranjador e instrumentista brasileiro se tornou conhecido quando a bossa nova dava seus primeiros passos em direção ao mundo, no Beco das Garrafas, em Copacabana.

    Valle faz música que entra e explode. E isto é atemporal, do tipo que comove a todos. Uma excelente forma de finalizar a saga de um jeito tão tranquilo quanto lindo.

    17/09/2015_10:00
    ROCK IN RIO 2015: O QUE VOCÊ NÃO PODE PERDER NA PRIMEIRA SEMANA

    por RAISA CARLOS DE ANDRADE

    Mais uma edição do festival de shows se aproxima e já pensamos na maratona. Como não existe corpo e fôlego para assistir a tudo que o Rock in Rio oferece, demos um check no que haverá de melhor na extensa programação. Na primeira semana do evento estão artistas que fazem parte, no mínimo, da nossa memória. Aqui, uma lista para te ajudar a escolher o que priorizar, sem perder a vibe jamais.

    Atenção: está matéria está repleta de easter eggs musicais, links que te levam a clipes do YouTube que vão fazer toda a diferença na fila do gargarejo.

    QUEEN + ADAM LAMBERT: Ok, muito difícil assimilar a ideia de assistir ao Queen na ausência de Freddie Mercury, sabemos. Mas nós, do Sala ELLUS, acreditamos que, ainda assim, Adam Lambert seja capaz de tornar isso histórico.

    A banda britânica se apresenta no festival 30 anos depois do primeiro dia de Rock in Rio ever (dia 18 de agosto de 1985). Com tantos clássicos, glam e memórias, é impossível não ser o show mais importante da noite.

    METALLICA: Para fãs ou não, o show do Metallica é lindo. A banda já se tornou habitué no festival: ao todo, já foram seis apresentações no Rock in Rio! Todas inegavelmente incríveis da banda que está entre as maiores referências no metal da década de 1980 e 90.

    Pensamos aqui: se o Metallica já colaborou até com Lou Reed (parceria que rendeu o antológico clipe dirigido por Darren Aronofski) e se possui uma força no palco que inspirou o doc autobiográfico “Trought the never”, é porque consegue ser muito mais do que você pode imaginar.

    ELTON JOHN: O cantor britânico se apresenta mais uma vez no Rock in Rio. Ele já soma mais de 3,5 mil gigs na carreira e volta a tocar no Brasil no próximo dia 20. Vai repetir o de sempre: deixar a gente perplexo, pensando em mil amores, em quando éramos pequenos, na paixão pelas nossas mãe, etc e tal.

    Sabendo que haverá músicas como “Your song”, “Tiny dancer” e “Don’t let the sun go down on me”, temos certeza de que será imperdível, porque é assim que funciona com este tipo de ser.

    BABY DO BRASIL E PEPEU GOMES: Após 27 anos de hiato, esta será a primeira apresentação de Baby e Pepeu e isso tem muito para ser celebrado. O ex-casal que integrava os Novos Baianos é, sem dúvidas, das maiores relevâncias da MPB.

    A verdade é que este reencontro no Palco Sunset é uma surpresa, já que não havia acontecido desde o retorno da cantora, que passou mais de dez anos dedicada apenas à carreira gospel. Por aqui, sonhamos que a parceria dure mais que a apresentação do dia 20, mas, caso não, melhor garantir.

    SEAL: Um dos maiores hitmakers dos anos 90, Seal também se apresenta no festival no próximo dia 20. O britânico, conhecido por hits como “Killer” (gravado com Adamski), “Crazy” e “Kiss from a rose” (a icônica trilha de “Batman eternamente”) já se apresentou três vezes no Brasil. A última, em 2012.

    Seal se apresenta no mesmo dia que Elton John e Rod Stewart. O que significa: nesta noite, você tem uma série de shows para assistir num clima superlove. Torcemos.

    TROPIKILLAZ: A dupla formada pelos produtores e DJs Zegon e Laudz está entre os nomes mais relevantes do trap brasileiro. Zegon já foi produtor de grandes nomes do rap nacional, incluindo o Racionais MC’s e já trabalhou com Kanye West, M.I.A e Santigold e outros tantos no N.A.S.A, outro projeto paralelo que também merece atenção. Já André é um beatmaker que já produziu artistas como Emicida e MV Bill. Seu trabalho despertou atenção até de Snoop Dogg.

    Focado na bassmusic, o Tropkillaz se apresenta na tenda eletrônica no dia 19, misturando samples latinos, hip-hop, electro e house, fazendo com que seja realmente impossível não dançar.

    PIG & DAN: No dia 20, a dupla é quem segura o movimento da tenda eletrônica. Com batidas bem marcadas, a dupla é famosa por produzir músicas nada lineares. A dupla surgiu durante um voo para a Espanha em 1999 e desde então, vem se apresentando nos principais eventos eletrônicos do mundo.

    Para muitos, o resultado do som pode ser definido como eletrônico para moderninho dançar em movimentos sutis. Sendo assim, talvez seja melhor resgatar a última energia do corpo para aguentar na pista até o final.

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