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  • 28/01/2015_16:00
    GPS GASTRÔ: SEIS FOOD TRUCKS PARA VOCÊ EXPERIMENTAR JÁ

    por ISA TENÓRIO

    Que atire o primeiro x-tudo (assim mesmo, com a letra “X” no lugar da palavra “cheese”) quem nunca se rendeu a um podrão. Ou vá dizer que você, no ápice da larica, nunca voou no pacote de pipoca vendido naquela carrocinha da esquina (caprichado no leite condensado, por favor) ou ignorou o mistério que ronda a receita dos tradicionais churros fritos em óleo duvidoso, empanados em uma suposta mistura de açúcar e canela, para se deliciar com o recheio de doce de leite em dias de fúria gastronômica?

    Mas qual é do hype das comidas de rua? Se antes os glutões puristas ou os naturebas xiitas torciam o nariz para barraquinhas e quetais, a febre dos food trucks tem feito esta turma abrir a boca.

    Os caminhões gastrô comercializam de tudo: do fast food à comida japonesa — tudo com tempero sofisticado, e, de preferência, apresentados em um cardápio gourmet.

    Dando um upgrade no formato difundido pelas caminhonetes de sorvete que muito vemos pelos Estados Unidos (foto acima), estes restaurantes sobre rodas estão por toda São Paulo. Abaixo, um GPS para você encontrá-los.

    BLACK ‘N LOAD COFFEE TRUCK: Esta cafeteria sobre rodas surpreende com a quantidade de opções, servindo do clássico espresso ao afogato.

    Dica: experimente o waffle de nutela e os biscoitos artesanais. O food truck não tem ponto fixo, mas a Sala ELLUS descobriu onde ele vai estar amanhã: no Evento Gastronômico do Bem (Praça Charles Miller – Pacaembú).

    D’MACARONS: Os famosos doces franceses foram para as ruas neste nada discreto trailer rosa. Tem 12 recheios — entre eles, destaque para o de banana caramelada, o de pistache e o de frutas vermelhas.

    Saboreie no Butantan Food Park (Rua Agostinho Cantu, 47 – Butantã) e na Feirinha Gastronômica Jardim das Perdizes (Av. Marquês de São Vicente, 2300 – Barra Funda).

    LOS MENDOZITOS: Pode um food truck não vender food? Segundo o Los Mendozitos, pode sim.  São servidos apenas vinhos da região da Mendoza, na Argentina, mas de diferentes classes (tinto, rosé, brancos, espumantes) e com preços acessíveis (taças variam de R$ 10 a R$ 16).

    Este wine truck vai estar sábado no Viradão Cultural (altura da Av. Europa), na Pracinha Oscar Freire (Rua Oscar Freire, 974) e no Butantan Food Park. No domingo, pode ser encontrado no Panela de Rua (Praça Benedito Calixto, 85 – Pinheiros).

    MASSA NA CAVEIRA: Sabores sugeridos pelos clientes são adicionados ao cardápio desta combi especializada em pizzas. Sugerimos a de shimeji com mussarela e alho-poró e abobrinha com cream cheese.

    Há que diga a de ganache de chocolate com uva e banana é um sonho.

    SPIRO GIRO: Comidas árabes (ave, kebab) são as atrações deste truck. É claro que o falafel e as batatas rústicas não poderiam faltar.

    Mas a boa notícia é para os paulistas de Campinas: este tem ponto fixo na Av. Albino José Barbosa de Oliveira, 1539, em Barão Geraldo.

    TEMAKI PAULISTA: Não precisamos nem explicar o cardápio, só frisar que há variedade. E este truck não vive só de temakis (experimente o bolinho de salmão crispy).

    Também tem pontos fixos: um em Perdizes (Av. Sumaré) e dois em Santana (Av. Luiz Dumont Villares, 560 e Praça Heróis da Força Expedicionaria).

    BURRITOS BRAVO: Você pode ficar mais perto do México almoçando neste caminhãozinho, que, é claro, além dos burritos, tem nachos, tem tacos e, para quem está de dieta, tem até uma boa salada!

    Neste sábado, estará estacionado em frente à Arena Corinthians (Avenida Miguel Ignácio Curi, 111 – Estação Itaquera).

    22/01/2015_12:40
    ENSAIE OS COVERS QUE O FOO FIGHTERS APRESENTA NA TURNÊ QUE CHEGA A SÃO PAULO AMANHÃ

    por IGOR FIDALGO

    Até ontem, o Foo Fighters só tinha se apresentado no Brasil em festivais. Mas com a turnê de “Sonic highway”, álbum mais recente da banda liderada por Dave Grohl, eles fizeram a sua estreia solo no País, com um espetáculo que ebuliu Porto Alegre durante três horas.

    Mas quem é fã de FF, já está acostumado com shows longos. Afinal, quem não lembra da lendária apresentação do Lollapalooza de 2012? Se você é um dos esquecidos, relembre assistindo o vídeo abaixo, um achado no YouTube que registra as explosivas 2 horas e meia de performance.

    O show em Porto Alegre contou com o mesmo número de canções de 2012 (26), sendo que em “Sonic highway” a banda faz uma série de covers — que, diga-se de passagem, incendiou ainda mais o público de 30 mil pessoas. Para você que estará amanhã no Estádio do Morumbi, montamos um aperitivo histórico: a lista abaixo reúne os clipes originais de músicas de outros ícones do rock que Dave Grohl e cia revisitam nesta turnê.

    Em “Cold day in the sun” (música de “In your honor”, de 2006), Dave Grol começa um momentinho jam session e puxa um cover de “Daft Punk is playing in my house”, do LCD Soundsystem.

    Em seguida, o baterista Taylor Hawkins toma conta dos vocais e canta “Another one bites the dust”, do Queen.

    Depois de um bloco de hits pontuado por “I’ll stick around”, “Monkey wrench” e “Times like these”, o Foo Fighters abre uma série de covers com “Detroit rock city”, do Kiss.

    Seguem com “Miss you”, do Rolling Stones (que a ELLUS ama).

    Terminam o set de versões com “Under pressure”, mítico dueto de Queen e David Bowie gravado em 1981. Abaixo, o manifesto político que leva a assinatura do antológico diretor de filmes musicais David Millet (vale clicar aqui para checar o currículo do britânico que filmou inúmeros vídeos para Joan Jett, AC/DC, Billy Idol, Erasure e INXS).

    Mesmo podendo haver pequenas mudanças, este é o mood do show de amanhã (no Rio de Janeiro, o Foo Fighters se apresenta no domingo; ainda passa por Belo Horizonte na próxima quarta-feira). Para você preparar o coração rock ‘n’ roll, segue o setlist da apresentação de Porto Alegre.

    1) “Something from nothing”
    2) “The pretender”
    3) “Learn to fly”
    4) “Breakout”
    5) “Arlandria”
    6) “Generator”
    7) “My hero”
    8) “Congregation”
    9) “Walk”
    10) “Cold day in the sun” (com “Daft Punk is playing at my house” e “Another one bites the dust”)
    11) “In the clear”
    12) “I’ll stick around”
    13) “Monkey wrench”
    14) “Skin and bones”
    15) “Wheels”
    16) “Times like these”
    17) “Detroit rock city” (cover)
    18) “Miss you” (cover)
    19) “Stiff competition” (cover)
    20) “Under pressure” (cover)
    21) “All my life”
    22) “These days”
    23) “Rope”
    24) “Outside”
    25) “Best of you”
    26) “Everlong”

    07/01/2015_15:00
    EMOCIONE-SE COM A ARTE HIPERREALISTA DE RON MUECK

    por IGOR FIDALGO

    Há um ingrediente intrigante nas esculturas do artista plástico Ron Mueck, cuja exposição com seus mais recentes trabalhos pode ser conferida até 22 de fevereiro na Pinacoteca de São Paulo. O ponto aqui não é minúcia dedicada pelo australiano para atingir a textura hiperrealista da pele humana em figuras que, se não estivessem em escalas subvertidas, poderiam passar por pessoas de carne e osso.

    Há algo de enigmático no olhar e na expressão das nove obras que ocupam o museu paulistano — cujas imagens ilustram este post. Algo além daquela sensação de que estamos sendo observados.

    É como se o escultor tivesse congelado pessoas reais em momentos decisivos de suas vidas e a alteração de escala entra para aferir sentimento de memória. Em entrevista ao jornal O Globo, a curadora de “Ron Mueck” explica que todos detalhes da maior obra da exposição (“Couple under a umbrella”, com três metros de altura) “falam sobre ficar velho, sobre estar junto, sobre ser pequeno”:

    — Quando se é criança, as pessoas mais velhas parecem maiores do que são. Ao ver a escultura, recupera-se algo dessa sensação — declarou à jornalista Nani Rubin.

    Para conseguir a textura sensível de pele, Mueck começa esculpindo em argila, depois cria moldes e passa a cobrir suas obras com camadas de silicone pigmentado para atingir a elasticidade mais próxima da realidade. Esta técnica está documentada no vídeo de quase uma hora “Still life: Ron Mueck at work”, que ocupa uma das salas da exposição e merece ser assistido. O silêncio da filmagem é proposital e pode ser usado como equiparação à concentração do artista para executar seus processos.

    Segundo o repórter de arte da Folha, Silas Martí, algumas criações do artista chegam a levar 30 mil fios de cabelo. Que, pasmem, são implantados um a um.

    É o caso de “Woman with shopping”, que congela o momento que uma mulher de olhar absorto, cujas mãos estão ocupadas carregando sacolas de supermercado, fita algo que lhe chama mais atenção do que o bebê que a observa por dentro de seu sobretudo. Os olhos inflamados insinuam que ela chorou e a pele ruborizada na região das maçãs e do nariz, combinada ao código do bebê salvaguardado no casaco, indicam que o clima está úmido, possivelmente chuvoso.

    Esta subjetivação, no entanto, é corroborada pelo tamanho da obra: produzida com 1,13 metro de altura, a mulher e seu filho, embora tenham rugas e dobras sutilmente reais, são observadas de cima pelos expectadores. Difícil não se hipnotizar com todos os sentimentos que a obra imprime.

    “Still life” é a escultura que você já deve ter visto muito na timeline de redes sociais. Na temporada carioca, o frango pendurado em um gancho, recém-depenado, serviu de fundo para selfies.

    Ron Mueck trabalhava com ficção científica para o cinema e criando publicidades. Há pouco mais de 20 anos, começou a migrar para as artes visuais. Por isso, só produziu 47 obras.

    Assistido por 200 mil pessoas no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, “Ron Mueck” também atraiu multidões em Paris e em Buenos Aires. Na abertura em São Paulo, recebeu mais de 2 mil.

    Neste link, você fica por dentro da programação de férias montada pela Pinacoteca de São Paulo para o mês de janeiro. Já clicando aqui, você tem um aperitivo das obras do artista australiano filmadas pela TV Folha.

    06/12/2014_23:00
    5 MOTIVOS PARA NÃO PERDER O LOLLA 2015

    por IGOR FIDALGO

    Há pouco mais de cinco anos, era o segundo semestre do ano que guardava as melhores surpresas musicais. Free Jazz, Tim Festival, Planeta Terra… Até o Rock In Rio, quando rola por aqui, acontece nesta época do ano. Mas os meses de março nunca foram os mesmos, desde que o Lollapalooza lançou sua edição brasileira.

    O line-up de 2015 está quente. Divulgado há duas semanas, segue a tradição de misturar medalhões do rock mundial com talentos emergentes da cena indie. Se você ainda tem dúvidas se deve adiantar o seu ingresso do Lolla (atenção, rockers: o primeiro lote já acabou), nós montamos uma lista com cinco motivos para você se decidir já.

    1) THE END IS THE BEGGINING IS THE END

    Você é dos que convalesceram pelo fim do Smashing Pumpkins em 2000? Celebre a boa vida de Billy Corgan (único remanescente do grupo original) num dos principais shows do dia 29.

    Robert Plant, músico cuja carreira solo nunca alcançou o mesmo eco dos doze anos que cantou à frente do Led Zepellin, toca dia 28 ao lado da banda Sensational Space Shifters. Estamos curiosos!

    2) STEADY AS THEY GO

    Dois astros que, no papel de produtores musicais, são tidos como midas do mercado fonográfico atual encerram as duas noites do evento no palco principal. O sábado é de Jack White, que parte de nós nutre especial saudade pela fase dos The Reccounteurs, outra parte pelo The Dead Weather, projeto montado com Alisson Mosshart (do The Kills). No entanto, não há quem não seja grato pelo The White Stripes ter embalado nossas vidas por felizes 14 anos.

    No domingo, dance feliz da vida com Pharrel Williams, o gênio que lançou um dos álbuns mais inventivos de 2014 (“Girl”), além de ser o nome por trás de recentes hits de Justin Timberlake, Madonna e Daft Punk.

    3) BEST FRIENDS

    Nunca é demais assistir de novo The Kooks (que estiveram por aqui em 2009), Interpol (cuja última passagem pelo Brasil data de 2011), Foster The People (ovacionados no Lolla de 2012) e Kasabian (que deixou todo mundo na vontade no Planeta Terra do mesmo ano, quando cancelaram a participação por motivo de doença).

    Momento Last.FM: Se você gosta destas bandas acima, deve ficar de olho em Bastille, Kongos, St. Vicent (foto), Marina and the Diamonds e Alt-J, inéditos no Brasil.

    4) FOLK-SE EM PORTUGUÊS

    Amantes do folk deveriam prestar mais atenção na música fofinha que é feita por aqui. A Banda do Mar, que conta com Mallu Magalhaes, Marcelo Camelo e Fred Pinto Ferreira, toca no mesmo dia que a Baleia (foto), que se lançou com Maria Isabel Jobim no vocal. Mas a filha de Tom saiu do grupo para ganhar vida solo e eles seguiram fazendo versões bossa de hits gringos (“Toxic” em ritmo cabaré merece a sua busca no YouTube).

    O (bom) cruzamento de Jupiter Maçã e Pink Floyd que os psicodélicos brazucas do Boogarins fazem rendeu a eles mais de 150 shows este ano. No passaporte da banda, carimbos de Estados Unidos, Itália, França, Bélgica, Inglaterra e Portugal.

    5) HEY-HEY, YOU: WHAT’S THAT SOUND?!

    A turma afeita de música eletrônica está bem servida. Chemical Surf, embora tenha um nome pra lá de lisérgico, tem um som supermaduro. Quem costuma fazer o fino nas baladas de deep house, vai fazer gosto.

    A garotada vai curtir ver Skrillex de novo, que toca no Lolla pela segunda vez. Recentemente, Sonny John Moore (nome de batismo do DJ de dubstep) chamou atenção de Madonna (com Skrillex, na foto acima). Há boatos que ele produziu faixas para o novo CD da Rainha do Pop. Quem gosta de Skrillex, deve conhecer também o Vintage Culture, que retempera a clássica miami bass com etnias dançantes.

    01/12/2014_23:55
    AS COINCIDÊNCIAS QUE EMBALAM O CINESTHESIA DE FACUNDO GUERRA

    por IGOR FIDALGO

    Não pode ser coincidência. No ano em que “Dark side of the moon”, álbum do Pink Floyd que vendeu 50 milhões de cópias (atrás somente de “Thriller”, de Michael Jackson), completa quatro décadas, Facundo Guerra anuncia que o icônico disco será reproduzido no último Cinesthesia de 2014. O projeto, que pretende restaurar a aura da era de ouro das salas de cinema com a exibição estendida de filmes históricos no Cine Jóia, estreou em 9 de novembro. No début, uma noite arrepiante: as versões originais de “O massacre da serra elétrica” (1973) e “O exorcista” (1973) foram exibidas na casa de shows, com show da banda Zumbis do Espaço entre um filme e outro, e projeções 3D de videmapping. 

    Para a sessão que acontece no próximo dia 14, Facundo preparou um encerramento de classe: “O mágico de Oz” (1939) será sincronizado com as músicas do lendário álbum da banda de rock progressivo, lançado em 1974. Para deixar a experiência ainda mais viva, as canções serão tocadas ao vivo, pela banda Pink Floyd Cover SP.

    Nas redes sociais, muito tem sido comentado sobre a sessão “The Moon of Oz”, que começa às 19h e o ingresso de R$ 30 (já esgotado) ainda dá direito a uma cerveja. Facundo Guerra cogita montar uma sessão de matinê para os filhos dos fanáticos pelo filme e pelo disco: “Ninguém entende mais de lisergia e psicodelia do que as crianças. Estou errado?”, perguntou o empresário, dia desses, no seu Facebook.

    Pesquisando sobre a misteriosa coincidência que une as duas obras, encontrei um texto do colunista Ricardo Setti no site da revista Veja. Ele aponta as melhores passagens da espetacular sincronia entre “O mágico de Oz” e “Dark side of the moon”. Abaixo, a lista montada pelo jornalista.

    04’23”: Queda de Dorothy no chiqueiro coincide com o tenso começo de “On the Run”.

    08’14”: O barato da sonhadora Dorothy, que canta “Over the rainbow”, é cortado com os despertadores de “Time” e a chegada da “bruxa” no Kansas.

    16’06”: O auge da jam session vocal “The great gig in the sky” embala o início do furacão.

    19’44”: O filme fica colorido exatamente no começo de “Money”. Haja ironia!

    37’22”: O Espantalho doidão dança ao som de “Brain damage” (“o lunático está no gramado”, diz a letra, sendo que também pode significar “o lunático está chapado”).

    No vídeo acima, você pode sentir um pouco do que vai rolar no Cinesthesia. Embora “Dark side of the moon” tenha 42 minutos e 30 segundos, e “O mágico de Oz” dure 1 hora e 41 minutos, o estudioso da mística que publicou esta versão acredita que a sincronia entre música e filme continua se o álbum for tocado em loop.

    Embora o Pink Floyd não confirme a teoria, há quem diga que Nick Mason, David Gilmour, Roger Waters e Rick Wright compuseram o disco com uma milimétrica obediência às cenas da produção hollywoodiana de Victor Flemming.

    E você: acha que isso tudo é coincidência?

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