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  • 06/12/2014_23:00
    5 MOTIVOS PARA NÃO PERDER O LOLLA 2015

    por IGOR FIDALGO

    Há pouco mais de cinco anos, era o segundo semestre do ano que guardava as melhores surpresas musicais. Free Jazz, Tim Festival, Planeta Terra… Até o Rock In Rio, quando rola por aqui, acontece nesta época do ano. Mas os meses de março nunca foram os mesmos, desde que o Lollapalooza lançou sua edição brasileira.

    O line-up de 2015 está quente. Divulgado há duas semanas, segue a tradição de misturar medalhões do rock mundial com talentos emergentes da cena indie. Se você ainda tem dúvidas se deve adiantar o seu ingresso do Lolla (atenção, rockers: o primeiro lote já acabou), nós montamos uma lista com cinco motivos para você se decidir já.

    1) THE END IS THE BEGGINING IS THE END

    Você é dos que convalesceram pelo fim do Smashing Pumpkins em 2000? Celebre a boa vida de Billy Corgan (único remanescente do grupo original) num dos principais shows do dia 29.

    Robert Plant, músico cuja carreira solo nunca alcançou o mesmo eco dos doze anos que cantou à frente do Led Zepellin, toca dia 28 ao lado da banda Sensational Space Shifters. Estamos curiosos!

    2) STEADY AS THEY GO

    Dois astros que, no papel de produtores musicais, são tidos como midas do mercado fonográfico atual encerram as duas noites do evento no palco principal. O sábado é de Jack White, que parte de nós nutre especial saudade pela fase dos The Reccounteurs, outra parte pelo The Dead Weather, projeto montado com Alisson Mosshart (do The Kills). No entanto, não há quem não seja grato pelo The White Stripes ter embalado nossas vidas por felizes 14 anos.

    No domingo, dance feliz da vida com Pharrel Williams, o gênio que lançou um dos álbuns mais inventivos de 2014 (“Girl”), além de ser o nome por trás de recentes hits de Justin Timberlake, Madonna e Daft Punk.

    3) BEST FRIENDS

    Nunca é demais assistir de novo The Kooks (que estiveram por aqui em 2009), Interpol (cuja última passagem pelo Brasil data de 2011), Foster The People (ovacionados no Lolla de 2012) e Kasabian (que deixou todo mundo na vontade no Planeta Terra do mesmo ano, quando cancelaram a participação por motivo de doença).

    Momento Last.FM: Se você gosta destas bandas acima, deve ficar de olho em Bastille, Kongos, St. Vicent (foto), Marina and the Diamonds e Alt-J, inéditos no Brasil.

    4) FOLK-SE EM PORTUGUÊS

    Amantes do folk deveriam prestar mais atenção na música fofinha que é feita por aqui. A Banda do Mar, que conta com Mallu Magalhaes, Marcelo Camelo e Fred Pinto Ferreira, toca no mesmo dia que a Baleia (foto), que se lançou com Maria Isabel Jobim no vocal. Mas a filha de Tom saiu do grupo para ganhar vida solo e eles seguiram fazendo versões bossa de hits gringos (“Toxic” em ritmo cabaré merece a sua busca no YouTube).

    O (bom) cruzamento de Jupiter Maçã e Pink Floyd que os psicodélicos brazucas do Boogarins fazem rendeu a eles mais de 150 shows este ano. No passaporte da banda, carimbos de Estados Unidos, Itália, França, Bélgica, Inglaterra e Portugal.

    5) HEY-HEY, YOU: WHAT’S THAT SOUND?!

    A turma afeita de música eletrônica está bem servida. Chemical Surf, embora tenha um nome pra lá de lisérgico, tem um som supermaduro. Quem costuma fazer o fino nas baladas de deep house, vai fazer gosto.

    A garotada vai curtir ver Skrillex de novo, que toca no Lolla pela segunda vez. Recentemente, Sonny John Moore (nome de batismo do DJ de dubstep) chamou atenção de Madonna (com Skrillex, na foto acima). Há boatos que ele produziu faixas para o novo CD da Rainha do Pop. Quem gosta de Skrillex, deve conhecer também o Vintage Culture, que retempera a clássica miami bass com etnias dançantes.

    01/12/2014_23:55
    AS COINCIDÊNCIAS QUE EMBALAM O CINESTHESIA DE FACUNDO GUERRA

    por IGOR FIDALGO

    Não pode ser coincidência. No ano em que “Dark side of the moon”, álbum do Pink Floyd que vendeu 50 milhões de cópias (atrás somente de “Thriller”, de Michael Jackson), completa quatro décadas, Facundo Guerra anuncia que o icônico disco será reproduzido no último Cinesthesia de 2014. O projeto, que pretende restaurar a aura da era de ouro das salas de cinema com a exibição estendida de filmes históricos no Cine Jóia, estreou em 9 de novembro. No début, uma noite arrepiante: as versões originais de “O massacre da serra elétrica” (1973) e “O exorcista” (1973) foram exibidas na casa de shows, com show da banda Zumbis do Espaço entre um filme e outro, e projeções 3D de videmapping. 

    Para a sessão que acontece no próximo dia 14, Facundo preparou um encerramento de classe: “O mágico de Oz” (1939) será sincronizado com as músicas do lendário álbum da banda de rock progressivo, lançado em 1974. Para deixar a experiência ainda mais viva, as canções serão tocadas ao vivo, pela banda Pink Floyd Cover SP.

    Nas redes sociais, muito tem sido comentado sobre a sessão “The Moon of Oz”, que começa às 19h e o ingresso de R$ 30 (já esgotado) ainda dá direito a uma cerveja. Facundo Guerra cogita montar uma sessão de matinê para os filhos dos fanáticos pelo filme e pelo disco: “Ninguém entende mais de lisergia e psicodelia do que as crianças. Estou errado?”, perguntou o empresário, dia desses, no seu Facebook.

    Pesquisando sobre a misteriosa coincidência que une as duas obras, encontrei um texto do colunista Ricardo Setti no site da revista Veja. Ele aponta as melhores passagens da espetacular sincronia entre “O mágico de Oz” e “Dark side of the moon”. Abaixo, a lista montada pelo jornalista.

    04’23”: Queda de Dorothy no chiqueiro coincide com o tenso começo de “On the Run”.

    08’14”: O barato da sonhadora Dorothy, que canta “Over the rainbow”, é cortado com os despertadores de “Time” e a chegada da “bruxa” no Kansas.

    16’06”: O auge da jam session vocal “The great gig in the sky” embala o início do furacão.

    19’44”: O filme fica colorido exatamente no começo de “Money”. Haja ironia!

    37’22”: O Espantalho doidão dança ao som de “Brain damage” (“o lunático está no gramado”, diz a letra, sendo que também pode significar “o lunático está chapado”).

    No vídeo acima, você pode sentir um pouco do que vai rolar no Cinesthesia. Embora “Dark side of the moon” tenha 42 minutos e 30 segundos, e “O mágico de Oz” dure 1 hora e 41 minutos, o estudioso da mística que publicou esta versão acredita que a sincronia entre música e filme continua se o álbum for tocado em loop.

    Embora o Pink Floyd não confirme a teoria, há quem diga que Nick Mason, David Gilmour, Roger Waters e Rick Wright compuseram o disco com uma milimétrica obediência às cenas da produção hollywoodiana de Victor Flemming.

    E você: acha que isso tudo é coincidência?

    27/11/2014_20:19
    O QUE VOCÊ NÃO PODE PERDER NESTE FIM DE SEMANA

    por CLÉO SANTIAGO

    O fim de semana está chegando e a Sala Ellus separou uma lista com o que você simplesmente não pode perder se estiver nas cidades de Rio de Janeiro ou São Paulo. Vem ver:

    No Rio de Janeiro…

     

    Festival Multiplicidade –  Rola até dia 29 a 10′ edição do festival que ocupa com arte e tecnologia todo o espaço da Escola de Artes Visuais Parque Lage e da Fundação Planetário. O evento contará com mesas redondas, exposições e manifestações artísticas imperdíveis. Destaque, nesta sexta, para a festa comandada pelos franceses Dj Set e DJ Da Cat, a partir de 23h.

    Wobble, na Cave – Na sua última edição do ano, a festa Wobble, que toca dubstep e trap, trará o Dj e produtor canadense Lunice. Não perca: neste sábado, dia 29/11, a partir de 23h na Cave, boate subterrânea escondida na rua Francisco Otaviano, 20, em Copacabana.

    Em São Paulo…

    Open Beco, na Beco 203 - Sábado é dia de encerrar o mês e começar a comemorar as festas de fim de ano e as férias de verão. Uma festa open bar é o que precisamos: a Open Beco vai tocar bastante indie e rock, neste sábado, dia 29/11.

    Alberta #3 – A casa, que toca rock, soul, jazz e eletro, acabou de reabrir e você precisa dar uma passada por lá. O nome da boate subterrânea é uma homenagem a Bob Dylan, que lançou em 1970 duas canções chamadas “Alberta #1” e “Alberta #2”. Endereço certo!

    E aí, qual balada que você não pode perder?

    13/11/2014_17:39
    DAMIEN HIRST NO BRASIL

    Depois de um ano com nomes como os de Yayoi Kusama e Salvador Dalí, chegou a São Paulo a primeira exposição de Damien Hirst em terras brasileiras.

    O polêmico artista plástico, conhecido por seus animais preservados em formol, traz à galeria paulistana uma obra completamente diferente daquela pela qual é lembrado.

    Em sua nova série, Black Scalpel Cityscapes, o britânico apresenta mapas aéreos em P&B, construídos a partir de materiais cirúrgicos como pinças, tesouras e alicates dispostos estrategicamente num plano. A precisão de Damien é absolutamente impressionante e um olhar levemente desatento poderia confundir suas obras com fotografias.

    Os fãs do artista podem inicialmente estranhar – sua arte geralmente é bem visceral e orgânica. Mas Damien fez questão de se explicar. É que, para ele, as vias de grandes cidades, como as de Londres e Rio de Janeiro, são tão vivas como um organismo vivo. Suas ruas são como veias, pulsando em constante movimento.

    Além desta grande metáfora, a matéria-prima do novo trabalho – como  lâminas de barbear – estabelece uma relação complementar com seu antigo repertório representativo da via dúbia vida e morte. Intrigante, né?

    E ainda temos boas notícias para quem não pretende visitar São Paulo tão cedo: a mostra fica aberta para visitação até dia 31 de janeiro. É para não perder mesmo!

    24/10/2014_16:34
    APROVEITE OS ÚLTIMOS DIAS DA 38ª MOSTRA INTERNACIONAL DE CINEMA DE SÃO PAULO ASSISTINDO…

    por CLÉO SANTIAGO

    Até a próxima quarta-feira, São Paulo abriga a 38ª Mostra Internacional de Cinema, que exibe 330 títulos de diversos países em salas de cinema, museus e espaços culturais espalhados pela cidade. Como já é uma tradição, a mostra retrata o que o cinema contemporâneo está produzindo; as estéticas e as temáticas que traçam um panorama mundial da sétima arte.

    Para aproveitar a última semana da mostra, listamos cinco filmes imperdíveis. Boas sessões!

    (SÁBADO) “A vida privada dos hipopótamos”: Um americano entediado se muda para a Colômbia para conhecer os hipopótamos que o traficante Pablo Escobar deixou em sua propriedade. Lá ele conhece uma mulher por quem se apaixona e vive um romance conturbado. O que seria facilmente a trama de um filme de ficção é a história de Christopher Kirk, preso em 2009 no Brasil por tráfico internacional de drogas. Obra imperdível da Mostra Brasil! No Espaço Itaú de Cinema Frei Caneca, às 16h30.

    (DOMINGO) “Ninfomaníaca”: As controversas cenas de sexo explícito, acreditem, foram editadas! Para ser distribuído comercialmente, o filme de Lars Von Trier recebeu cortes e foi dividido em dois. Na 38ª Mostra, a versão do diretor é exibida integralmente. No Reserva Cultural, às 21h30.

    (SEGUNDA) “Sinfonia de Necrópole”: Na cidade de São Paulo, a rotina do aprendiz de coveiro Deodato muda quando uma nova funcionária chega ao cemitério. Juntos, eles precisam fazer o recadastramento dos túmulos abandonados.  Quanto mais eles mexem nestas covas, acontecimentos esquisitos começam a acontecer, fazendo o coveiro repensar na sua profissão. Você teria coragem? No Espaço Itaú de Cinema, às  16h10.

    (QUARTA) ”Cássia”: A lembrança que temos de Cássia Eller é de uma cantora extrovertida — um tanto quanto enlouquecida — e com pleno domínio do palco. Já a imagem que os amigos guardam é a da mulher tímida, alheia aos holofotes e muito ligada à família. O documentário de Paulo Henrique Fontenelle tenta mostrar os dois lados da cantora, que faleceu precocemente em 2001 deixando seu legado para a música brasileira. No CineSala SABESP, às 21h50.

    (QUARTA) “Maus hábitos”: A mostra deste ano conta com uma retrospectiva do trabalho do espanhol Pedro de Almodóvar e este filme merece ser visto. Além de ser um dos primeiros filmes do renomado diretor, o longa de 1983 é um de seus maravilhosos deboches sobre a sociedade da época, tendo a Igreja Católica espanhola como personagem principal. No Cine Caixa Belas Artes, às 21h30.

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