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  • 26/05/2015_10:00
    AGENDE-SE: VEM EXPO DE TIM BURTON E RENATO RUSSO NO MIS

    por CLEO SANTIAGO

    Advertência: esse texto pode causar ansiedade. Muita ansiedade. Assim como as seguintes notícias causaram fortes crises por aqui, com direito a contagem regressiva mental e anotação em algum dos gadgets que estavam disponíveis no desktop.

    O motivo de tanto alvoroço são, na verdade, duas exposições: a primeira retrata o processo criativo de um dos diretores mais criativos e inovadores do cinema contemporâneo; a segunda é uma homenagem a uma das principais figuras do rock nacional. O MIS (Museu da Imagem e do Som) de São Paulo receberá mostras de Tim Burton e Renato Russo em 2016 e 2017, respectivamente. Não é para abalar nossos corações?

    Entre janeiro e abril de 2016, o MIS contará com uma megaexposição dedicada à obra de Burton, antes pertencente ao MoMa de Nova York, com direito à presença do norte-americano para a sua abertura.

    A vinda de Burton foi confirmada por André Sturm, diretor do museu, assim como outros detalhes da mostra, adaptada para o espaço brasileiro.

    Isto tudo porque, além de documentos originais, fotografias e objetos de cena, o público poderá se sentir dentro dos maiores filmes do cineasta, já que a cenografia promete uma verdadeira imersão em sua obra.

    Será a grande oportunidade de conhecer de perto os universos de “Edward, mãos de tesoura”, “O estranho mundo de Jack”, “A noiva-cadáver”, “Alice no país das maravilhas” e tantas outras produções marcantes, divertidas e bem peculiares de Tim Burton.

    Já em 2017, ainda sem data marcada, a exposição em homenagem a Renato Russo promete arrancar suspiros de quem é fã do rock oitentista do Legião Urbana.O material da mostra será composto por relíquias guardadas no antigo apartamento do músico, situado no Rio de Janeiro.

    Teremos acesso a 50 diários escritos a mão nunca exibidos ao público e a uma coleção completa de seu acervo de discos e livros, além de outros objetos pessoais icônicos, como a famosa bata branca, companheira inseparável de Renato.

    Concorda que vale a pena aguardar. Anotou?

    22/05/2015_10:00
    CONHEÇA MAIS SOBRE FRANÇOIS TRUFFAUT, CINEASTA FRANCÊS QUE SERÁ REVISITADO EM EXPO E MOSTRA DE CINEMA NO MIS

    por CLÉO SANTIAGO

    Boa notícia para quem admira o cinema francês: em julho, chega ao MIS (Museu da Imagem e do Som), em São Paulo, uma exposição especial em homenagem a François Truffaut. A mostra, já exibida na Cinemateca Francesa de Paris entre outubro de 2014 e fevereiro de 2015, conta com um extenso acervo doado pela família do diretor francês com desenhos, fotos, objetos, livros e revistas, roteiros manuscritos e figurinos, além de trechos de filmes e entrevistas de Truffaut.

    A exposição também promete uma bela mostra paralela de filmes do diretor, roteirista, produtor e ator, onde não esperamos nada menos que os clássicos da Nouvelle Vague francesa.

    Sala ELLUS montou um top 3 com trailers dos filmes que você não pode perder. Aperte o play.

    “OS INCOMPREENDIDOS” (1959)

    Antoine Doinel (Jean-Pierre Léaud) é um garoto de 14 anos que não recebe muita atenção de seus pais. O pré-adolescente, então, mata aula para ir ao cinema e sair com seus amigos. Certo dia, descobre sem querer que sua mãe tem um amante.

    POR QUE NÃO PERDER: Este é o primeiro longa de Truffaut, que lhe rendeu o prêmio de Melhor Diretor no Festival de Cannes de 1959.

    “JULES E JIM – UMA MULHER PARA DOIS” (1962)

    Jules (Oskar Werner) é um  judeu-alemão tímido e Jim (Henri Serri), um francês extrovertido. Eles se tornam grandes amigos e, em uma viagem para uma ilha um pouco distante da Grécia, eles vêem uma estátua com um sorriso encantador e, quando voltam à Paris, conhecem Catherine (Jeanne Moreau), uma jovem que se parece com a escultura. Logo, os três boêmios se tornam um trio inseparável, vivendo momentos agradáveis e o início de um triângulo amoroso.

    POR QUE NÃO PERDER: Além de uma obra de arte, “Jules e Jim” conversa com o filme “Uma mulher é uma mulher” (1961), de Jean-Luc Godard, grande amigo pessoal e companheiro artístico de François.

    “A NOITE AMERICANA” (1973)

    Na França, começam as filmagens do longa “Je vous présente Pamela”, que conta a história de uma jovem inglesa que troca o marido francês pelo sogro. Truffaut atua como ator, vivendo Ferrand, o diretor. Alphonse (Jean-Pierre Léaud) é o inseguro galã; Séverine (Valentina Cortese), a diva perto da aposentadoria; e Julie (Jacqueline Bisset), viva protagonista Pamela, sempre à beira de um ataque de nervos.

    POR QUE NÃO PERDER: ”A Noite Americana” é uma metalinguagem confusa e bem humorada — no estilo francês, é claro — sobre os sets de filmagem. Com esta obra, Truffaut foi indicado ao Oscar nas categorias Melhor Diretor e Melhor Roteiro Original, levando para casa a segunda premiação.

    11/05/2015_10:00
    UMA VOLTA PELO MUNDO DE PABLO PICASSO, QUE ESTÁ EM CARTAZ NO BRASIL

    por MILENA COPPI

    Mais uma vez o Centro Cultural Banco do Brasil trás para o País a exposição de um pintor modernista espanhol. A primeira, sobre o surrealista Salvador Dalí, levou 978 mil pessoas à unidade do Rio, entre maio e setembro. Agora, é a vez do cubista Pablo Picasso invadir as galerias do CCBB-SP e Rio.

    Intitulada “Picasso e a modernidade espanhola”, a exposição trás cerca de 90 obras antes só vistas no Museu Nacional Centro de Arte Reina Sofía, em Madri. É uma boa oportunidade para os brasileiros, que são fãs do pintor, mergulharem no universo do espanhol que dedicou sua carreira a retratar mulheres — na maioria das vezes, suas esposas e amantes (e, coincidentemente, todas francesas!).

    Quadros icônicos como “Cabeça de mulher” (1910) e “Retrato de Dora Maar” (1939) são algumas das obras que representam a fixação do pintor pelo universo feminino. Esse aspecto, aliás, levou diversos críticos a dividirem sua carreira em fases com os nomes de suas mulheres – “era Fernande”, “fase Marie-Thérèse”, “período Dora Maar”, entre outras. “O Pintor e a Modelo” (1963), também exposta durante a mostra, é outra obra em que o pintor explora sua visão particular, e muito original, de representar o corpo feminino.

    Picasso, no entanto, não era um pintor de uma obra só. Dono de um talento nato para as artes — que sem dúvida herdara do pai, o também artista José Ruiz Blasco —, o pintor mudou seu estilo de pintura diversas vezes na vida. Em suas obras é possível perceber a transição: de sua fase azul, conhecida por pinturas com personagens tristes, usando apenas tons de azul, à fase rosa, quando conheceu sua mulher Fernande Olivier e passou a retratar temas alegres.

    Esta fase, no entanto, não durou muito tempo. Logo, Picasso retornaria a tons mais sombrios, buscando influências em esculturas africanas que serviram de estímulo para buscar novas formas de mostrar e interpretar a realidade.

    Este foi o pontapé para que, juntamente com o pintor francês Georges Braque, criasse o cubismo, considerado um dos movimentos mais importantes da história da arte moderna. Estudos e esboços de “Guernica”, uma das obras mais importantes dessa fase, estarão em cartaz na exposição que trás também criações de 35 outros artistas espanhóis. Entre eles, Salvador Dalí, seu ex mestre, e seu amigo Joan Miró.

    “Picasso e a modernidade espanhola”, fica em cartaz até 8 de junho no CCBB-SP, quando desembarca na sede do Rio, e permanece de 24 de junho a 7 de setembro.

    02/05/2015_10:00
    CINCO ARTISTAS RADICADOS EM BERLIM QUE VOCÊ PRECISA CONHECER JÁ

    por RAISA CARLOS DE ANDRADE

    Os últimos vinte anos serviram para endossar o movimento artístico de Berlim. O que já foi apenas corajoso ganha espaço no cenário, sobretudo pela influência criativa que paira sobre a capital alemã.

    Por isso tudo, montamos uma seleção com jovens nomes que se destacam neste processo vivido pela cidade, que se tornou um dos lugares mais interessantes para pesquisar, desenvolver e absorver criação na atualidade.

    Mas atenção: nem todos são alemães nativos. Vindos de diversos cantos da Europa, estes cinco artistas se radicaram na cidade e estão, neste momento, nutrindo profundo interesse de amantes de artes plásticas e viajados colecionadores. 

    JULIETTE BONNEVIOT: A artista, que começou na pintura tradicional, hoje conduz seu trabalho distante das primeiras inspirações. Juliette desenvolve torsos de plástico PET e cria paisagens hiperdigitais com tintas e óleo.

    Assim, questiona as fronteiras do que transita entre a materialidade e a imaterialidade. “Xenoestrogens” é a sua expo mais recente e esteve em cartaz no Berlin’s AutoCenter (Leipziger Straße, 56 10117). Se você está em Londres, pode conferir algumas obras de Juliette no Institute of Contemporary Arts (ICA) até o dia 21 de junho.


    ANNA UDDENBERG: Com esculturas inspiradas em corpos femininos, a artista sueca aborda um estudo sobre sexualidade, identidade, política de beleza e gênero. Anna trabalha de maneira múltipla, ampliando a ótica que podemos ter sobre os códigos estabelecidos sobre sensualidade e poder. 

    “Jealous Jasmine”, que você vê ilustrando este post (acima), é uma das de suas esculturas mais recentes, em cartaz na galeria Sandy Brown (Goebenstraße 7, 10783) até o dia 31 de maio.

    DANIEL KELLER: Incluindo a tecnologia 3D, o artista mistura acrílico e materiais naturais como conchas. A junção se tornou sua marca registrada, encapsulando o tempo real sentido entre a matéria-prima bruta e a tecnologia.

    Oriundo do coletivo AIDS-3D, que chegou ao fim em 2013, Keller agora destaca seus contrastes individualmente. “Kai ❤ Dalston”, em cartaz na Kraupa-Tuskany Zeidler (Karl-Liebknecht-Straße, 29 – 10178), pode ser vista até o dia 4 de julho.

    MIA GOYETTE: Com aspecto sutil, o trabalho de Mia Goyette é desenvolvido de forma altamente creepy. Uma mistura de resíduos de mortos atrelados a garrafas de plástico, cabos USB e flores falsas, Mia navega entre a cultura de consumo, aliando natural e artificial para que parta do espectador refletir sobre o que se encontra na grandiosidade dos opostos.

    É representada pela CEO Gallery (Båstadsgatan, 4 – 21439), que tem alguns trabalhos da artista disponíveis em seu acervo.

    MARTIN KOHOUT: Trabalhando em uma série de plataformas, o artista tcheco questiona o universo que cerca a cultura da produtividade, do consumo e como todas estas ideias estão atreladas à tecnologia. Mesmo não estando em cartaz na capital alemã, ele movimenta a cidade com Tole, seu alter ego musical, e com a TLTRPreß, sua empresa de impressos.

    Prova de que os artistas berlinenses geram buzz por toda a Europa e a integração do trabalho de Kohout na recente exposição “Generation smart”, em cartaz no The National Gallery até o próximo 6 de junho.

    15/04/2015_10:00
    POR QUE VOCÊ DEVE ASSISTIR OS FILMES DE JULIANNE MOORE EM CARTAZ

    por MILENA COPPI

    A vencedora do prêmio de Melhor Atriz no Oscar deste ano, Julianne Moore, é dessas mulheres transgressoras. Sempre ruiva, a atriz norte-americana começou a carreira em 1990, no longa “Contos da escuridão”, e, ao longo de sua trajetória, acumulou cinco indicações à estatueta: “Fim de caso” (2000) e “Longe do paraíso” (2002), como Melhor Atriz; “Prazer sem limites” (1998) e “As horas” (2002), como Melhor Atriz Coadjuvante.

    Em 2015, brilhou novamente com “Mapa para as estrelas” e “Para sempre Alice” — este último, lhe rendeu a premiação de Melhor Atriz no Oscar, no Globo de Ouro no Spirit Award, no BAFTA, no SAG e no Hollywood Awards. Mas não é são só pelos prêmios que você deve assistir estes dois filmes, que ainda estão em cartaz em algumas salas de São Paulo.

    Dirigido por David Cronenberg (dos cultuados “A mosca” e “Cosmópolis”), ”Mapa para as estrelas” (foto acima) narra o drama hollywoodiano de Havana Segrand (Julianne), uma atriz frustrada que busca voltar o estrelato gravando o remake de um papel que já foi interpretado por sua mãe anos atrás. Também integram o elenco Mia Wasikowska (que você conhece de “Alice no país das maravilhosa”), Robert Pattinson (o vampirão Edward da saga “Crepúsculo”) e John Cusack (ave, “Alta fidelidade”), todos dispostos a fazer tudo pelo sucesso.

    Em “Para sempre Alice” (abaixo), Julianne encara a Dra. Alice Howland, uma linguista bem-sucedida que, de repente, se depara com o diagnóstico de Alzheimer aos 50 anos. Dirigido por Richard Glatzer e Wash Westmoreland, o filme narra a evolução do quadro clínico de Alice, demonstrando o sofrimento da família e o desenvolvimento da doença.

    Ambos filmes retratam questões contemporâneas que muito temos ouvido falar por aí: a superficialidade do culto à celebridade e o ageismo (desvalorização midiática que astros sofrem depois dos 50 anos; o assunto gerou discussão nas redes sociais depois do tombo de Madonna no Brit Awards) e a ressignificação da vida.

    Não vamos falar mais nada. Só que “Mapa para as estrelas” ainda está no Espaço Itaú, no Shopping Frei Caneca, e“Para sempre Alice” está em cartaz na Caixa Belas Artes. Assista já.

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