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11/12/2014_20:22

por ISA TENÓRIO

Não é novidade a migração do papel para a web. Mas para quem escreve para internet, o processo tem se invertido. Levantando a bandeira do conceito de crossmedia, blogueiras têm levado conteúdos para fora de seus sites e de suas redes sociais.

Selecionamos nove nomes que, depois de consolidarem na web, têm se aventurado a publicar seus pensamentos no papel.

ALE GARATTONI

Alessandra Garattoni foi pioneira no Brasil quando começou a falar das garotas que todo mundo adora prestar atenção. O livro “It Girls — Todos os segredos de uma verdadeira it girl” marcou o fim do blog homônimo com uma publicação de peso. Dividido em seis capítulos que levam o nome das antigas categorias do blog, Ale desvenda os segredos de meninas pra lá de estilosas muito antes de elas registrarem os seus #looksdodia no Instagram.

A jornalista lista as necessidades básicas para o guarda-roupa de qualquer mulher moderna, decifra o consumo consciente (mesmo quando o seu orçamento é limitado), compartilha dicas de lugares, fala sobre etiqueta e faz até suposições de como Olivia Palermo sobreviveria na grande São Paulo.

THÁSSIA NAVES

O manual conta como a autora do Blog da Thássia se tornou uma das garotas mais seguidas do Brasil (até o fechamento deste post, ela acumulava 1,3 milhão de seguidoras). Mas “Look” não é só um livro biográfico: nele, Thássia explica porque decidiu criar o seu blog e revela como foram os primeiros contatos com a indústria da moda.

Há espaço também para listas de inspirações, roteiros de viagem, truques de beleza, e o que todo mundo adora saber: dicas de como se vestir nas mais variadas situações do dia a dia.

MATTHEW ZORPAS

Eleito um dos caras mais estilosos do Reino Unido por anos seguidos, Matthew Zorpas é um cidadão do mundo. Nascido em Chipre, ele se mudou para Londres aos 15 anos  e conhece tudo da cidade. Por isso, teve a ideia de dividir com os leitores do The Gentleman Blogger a sua lista de endereços essenciais na capital inglesa.

O resultado está no livro “London  100: A gentleman’s guide”, que vem decorado com imagens sensacionais do fotógrafo Adam Tannous — sempre com o blogueiro posando nos seus lugares preferidos. Insight: Figurinha fácil por aqui, Zorpas tem sido muito visto no Rio de Janeiro. Será que vem um “Rio 100″ por aí?

EMILY SCHUMAN

Cupcakes and Cashmere é o nome do blog de Emily e também do seu livro de lifestyle. Recheado com algumas das fotos que ela posta no Instagram, a loura americana dá dicas de decoração e de como organizar a sua casa e o seu armário, DIYs e receitas.

De diferente dos demais títulos do seguimento, destacamos os curiosos ensinamentos que ela repassa, como, por exemplo, o segredo da boa pechincha e o que devemos ficar de olho quando estamos garimpando em feirinhas. 

LEANDRA MEDINE

Nós adoramos a blogueira nova-iorquina de humor ácido. Para transpôr o seu blog Man Repeller para as livrarias, ela fez, nada mais, nada menos, do que um livro de memórias.

Se Leandra ficou famosa dando dicas de como incrementar um look básico até se tornar uma fashionista genuína (e, assim, afastar os homens à sua volta), no livro ela diversifica, indo dos detalhes da sua perda de virgindade à críticas sobre os homens que namorou. Sem falar da história rocambulesca envolvendo à clutch vintage de sua avó. É ler pra crer.

CRIS GUERRA

Autoproclamado pela autora um “não manual da moda”, “Moda intuitiva” apela para a auto-estima. Segundo Cris Guerra, precursora na ideia de registrar looks diariamente (quando isto ainda não era um negócio), ninguém precisa se vestir de acordo com o que é considerado tendência.

No livro, Cris divaga sobre a criação do próprio estilo, dando dicas para o dia a dia com intuito de inspirar e não ditar. Embora ela renegue isto, “Moda intuitiva” também tem um quê de manual, já que a publicitária mineira ensina como montar vários looks com uma mesma peça de roupa, dispensando a necessidade de estar sempre comprando para estar na moda.

FREDERICO ELBONI

O paulistano que tem um charmoso sotaque do sul é a referência quando o assunto é relacionamento. Com uma linguagem próxima do espectador, sem clichés, o seu blog Entenda os Homens gerou um canal no YouTube que soma 41 mil inscritos.

Já o livro de crônicas “Um sorriso ou dois  Para mulheres que querem mais” também ainda abre espaço para contos picantes e para responder dúvidas femininas. Sala Ellus garante: o livro, no mínimo, te fazer dar boas risadas com as tiradas de Fred.

JANA ROSA

Sem dúvida, ”Como ter uma vida normal sendo louca” é o livro de autoajuda mais engraçado que já passou pelas nossas mãos. Escrito à quatro mãos por Jana e Camila Fremder (que você já deve ter lido no site da Glamour), compartilham dicas para sair de situações pra lá de estranhas e delicadas.

Com muito humor, elas ensinam “o que fazer quando o seu amigo fede?”. Para quem segue o Instagram de Jana, sabe que ela divaga sobre as estratégias que as pessoas usam para se tornarem famosas. Por isso, elas dedicam parte de um capítulo aos ensinam,entos de “como parecer legal nas redes sociais”. Com pinta de sátira hipermoderna, as autoras garantem que seus conselhos realmente funcionam.

CHIARA FERRAGNI

O site bombator The Blond Salad se tornou um livro ilustrado com os supercurtidos looks da garota italiana que vem sendo aclamada como a mais estilosa da blogosfera. O projeto segue uma diagramação didática: na esquerda, um look clicado para o seu Instagram e à direita dicas de moda trabalhadas no look.

Pode não ter muita novidade em termos de conteúdo, mas Chiara é um case de popularidade que vale ser acompanhado de perto.

01/12/2014_23:55

por IGOR FIDALGO

Não pode ser coincidência. No ano em que “Dark side of the moon”, álbum do Pink Floyd que vendeu 50 milhões de cópias (atrás somente de “Thriller”, de Michael Jackson), completa quatro décadas, Facundo Guerra anuncia que o icônico disco será reproduzido no último Cinesthesia de 2014. O projeto, que pretende restaurar a aura da era de ouro das salas de cinema com a exibição estendida de filmes históricos no Cine Jóia, estreou em 9 de novembro. No début, uma noite arrepiante: as versões originais de “O massacre da serra elétrica” (1973) e “O exorcista” (1973) foram exibidas na casa de shows, com show da banda Zumbis do Espaço entre um filme e outro, e projeções 3D de videmapping. 

Para a sessão que acontece no próximo dia 14, Facundo preparou um encerramento de classe: “O mágico de Oz” (1939) será sincronizado com as músicas do lendário álbum da banda de rock progressivo, lançado em 1974. Para deixar a experiência ainda mais viva, as canções serão tocadas ao vivo, pela banda Pink Floyd Cover SP.

Nas redes sociais, muito tem sido comentado sobre a sessão “The Moon of Oz”, que começa às 19h e o ingresso de R$ 30 (já esgotado) ainda dá direito a uma cerveja. Facundo Guerra cogita montar uma sessão de matinê para os filhos dos fanáticos pelo filme e pelo disco: “Ninguém entende mais de lisergia e psicodelia do que as crianças. Estou errado?”, perguntou o empresário, dia desses, no seu Facebook.

Pesquisando sobre a misteriosa coincidência que une as duas obras, encontrei um texto do colunista Ricardo Setti no site da revista Veja. Ele aponta as melhores passagens da espetacular sincronia entre “O mágico de Oz” e “Dark side of the moon”. Abaixo, a lista montada pelo jornalista.

04’23”: Queda de Dorothy no chiqueiro coincide com o tenso começo de “On the Run”.

08’14”: O barato da sonhadora Dorothy, que canta “Over the rainbow”, é cortado com os despertadores de “Time” e a chegada da “bruxa” no Kansas.

16’06”: O auge da jam session vocal “The great gig in the sky” embala o início do furacão.

19’44”: O filme fica colorido exatamente no começo de “Money”. Haja ironia!

37’22”: O Espantalho doidão dança ao som de “Brain damage” (“o lunático está no gramado”, diz a letra, sendo que também pode significar “o lunático está chapado”).

No vídeo acima, você pode sentir um pouco do que vai rolar no Cinesthesia. Embora “Dark side of the moon” tenha 42 minutos e 30 segundos, e “O mágico de Oz” dure 1 hora e 41 minutos, o estudioso da mística que publicou esta versão acredita que a sincronia entre música e filme continua se o álbum for tocado em loop.

Embora o Pink Floyd não confirme a teoria, há quem diga que Nick Mason, David Gilmour, Roger Waters e Rick Wright compuseram o disco com uma milimétrica obediência às cenas da produção hollywoodiana de Victor Flemming.

E você: acha que isso tudo é coincidência?

12/09/2014_19:37

por IGOR FIDALGO

No prefácio do guia de obras da 31º Bienal Internacional de Artes de São Paulo, Luis Terepins, presidente da fundação que organiza o evento há mais de seis décadas, escreveu: ”Como falar de coisas que não existem pode parecer, à primeira vista, um tema abstrato”. De tão profunda, a máxima de Terepins nos incita uma contextualização: não seria talvez este o epítome das artes plásticas?  Afinal, os conceitos trabalhados por artistas plásticos só existem a partir da criação da obra.

O título desta edição do evento, que o ocupa o Pavilhão das Artes da Bienal desde o dia 6, é uma provocação. ”Como (…) coisas que não existem” deixa uma lacuna para a ação. Ali, encaixam-se os verbos “encontrar”, “sentir”, “imaginar”, “usar”, “lutar” e “ler”. A performance mutável da expressão insinua a proposta da 31ª Bienal, que prioriza obras (e também artistas e coletivos artísticos) em constante transformação.

A herança modernista, tão forte em outras bienais, é deixada de lado para dar destaque a novas leituras, como a interferência que um tipo de arte assere na cultura local de uma região. A ideia de uma arte mais conectada com as problemáticas do mundo atual promove uma discussão acerca de conflitos, mudanças, transgressões e imaginação. É isto que você verá nas 250 obras que estão expostas até o dia 8 de dezembro.

Oitenta e um artistas foram selecionados para esta bienal e, segundo a curadora Nuria Enguita Mayo, todos eles estão ligados a projetos de arte educativos. Fiquem atentos ao “Programa no Tempo”, série de performances, oficinas, encontros públicos e discussões que acontecerão duas vezes por semana, sempre às quartas- feiras e aos domingos.

Talvez fique mais fácil entender o mundo que nós vivemos com ajuda da 31ª Bienal de Artes. Ou então, pelo menos, teremos exemplos palatáveis de como focar nas coisas que existem.

11/09/2014_17:55

por MARIANA BUARQUE

Quando vestimos nosso amado jeans, nem se quer imaginamos o trabalho complexo por trás da confecção dele.  A jaqueta e a calça da foto abaixo, por exemplo, levam um dia inteiro para serem produzidas. São 13 etapas de beneficiamento — nome dado aos tratamentos que a indústria usa para alterar o visual e as texturas do jeans.

Os processos para alcançar a coloração escura é bem curioso: primeiramente, a lateral de ambas as peças é presa com grampos  que beliscam o jeans, que é levado à lavagem. O resultado é contrastante: a azul fica desgastado, mas o tom é um pouco mais forte onde o denim foi amarrado.

A calça e a jaqueta são lixadas para clarear a parte da frente e tingidas com um pigmento amarelo que dá uma aparência de roupa usada. No final do processo, ainda é borrifado um produto químico que realça a diferença entre as cores. A coloração desgastada, aliás, é a chave para o visual urbano destas peças.

Há ainda outro elemento importante: a textura. Ambos itens são resinados duas vezes, sendo uma delas para criar aqueles vincos abaixo do quadril. O outro prevê que o jeans seja retorcido, colocado dentro de uma rede (tipo aquela onde laranjas e limões são guardados, sabe como?) e depois levado à máquina. Quando a lavagem termina, a malha é cortada e voilà: o denim está craquelado!

Para finalizar, rasgos e puídos são feitos manualmente nas pernas, com uma lixadeira. Depois, nossos estilistas costuram tecidos no lado de dentro da peça para que a pele não fique exposta.

05/09/2014_20:17

Lançamos nossa coleção de verão 2015 no fim de agosto e já tem vitrine nova na ELLUS! As lojas do Shopping Iguatemi e da Rua Oscar Freire, em São Paulo, e do Fashion Mall e do Rio Design Barra, no Rio, estão com uma ampliação de Cauã Reymond em um grandioso painel de madeira.

A programação visual das lojas também conta com banners que deixam o ator ainda mais desejável. Difícil passar pela vitrine e não se derreter com o olhar da estrela do verão 2014-2015 da ELLUS.

A equipe de visual merchandising da ELLUS ainda revelou à Sala que a programação visual das lojas contará com mais adaptações que cruzem o centro de São Paulo, inspirações recorrentes na criação da ELLUS, e a praia de Joatinga, localizada no bairro do Joá, no Rio, onde foi clicada a última campanha da marca.