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09/07/2015_12:37

por CLÉO SANTIAGO E IGOR FIDALGO

1995 foi um ano muito importante para o mundo. Foi quando o russo Valeri Polyakov quebrou o recorde de tempo fora da Terra (437 dias no espaço) e quando Mike Tyson voltou aos ringues e nocauteou Peter McNeley. No Brasil, nasciam Marina Ruy Barbosa e Bruna Marquezine, e “Malhação” estreava na Rede Globo. A gente começava a criar uma íntima ligação com informática e a Microsoft nos brindou com o então inovador Windows 95.

Falando em tecnologia, foi também em 1995 que o mecanismo de busca Yahoo foi criado (sistema que usaríamos até o boom do Google, no começo dos anos 2000). O Yahoo facilitou a nossa consulta a letras de música e discografia de bandas que só podíamos ouvir no rádio (o Napster só seria inventando em 1999). Vivíamos momento de êxtase: álbuns históricos, como “Jagged little pill” (de Alanis Morissette), “These days” (do Bon Jovi), “(What’s the story) Morning glory?” (do Oasis), “Daydream” (da Mariah Carey), “One hot minute” do Red Hot Chilli Peppers, e “Mellon Collie and the infinite sadness” (do Smashing Pumpkins), estavam sendo lançados.

Foi ainda um ano de coletâneas. Enquanto Michael Jackson (ainda vivo) revisitava a sua carreira com “HIStory”, o Queen lançava o álbum póstumo “Made in heaven” e Madonna tentava abafar o escândalo do livro de porn art “SEX” compilando todas as suas baladas, de “Crazy for you” a “Take a bow”, dentro do lendário “Something to remember”.

Acreditando que o ano de 1995 foi muito importante para a cultura pop, Sala ELLUS listou 10 videoclipes que estão fazendo 20 anos em 2015. Aumente o som e tire as crianças da sala — afinal de contas, elas não vão conhecer nenhuma música.

1) “SABOTAGE”, BEASTIE BOYS

O álbum “III Communication” chegou ao 2° lugar da Billboard e pode ser considerado um dos grandes incentivadores do retorno dos Beastie Boys  oriundos de 1984. “Sabotage” se tornou um sucesso pela estética setentista usada pelo cineasta Spike Jonze — até então, exclusivo de videoclipes, muito antes de dirigir os longas “Quero ser John Malkovich” (1999) e “Ela” (2013).

A direção de arte (locação, figurino e fotografia) era diretamente inspirada em seriados como “Hawaii 5-0″ e “Starsky & Hutch – Justiça em dobro”. Mas Jonze foi longe: cenas como a da luta com facas e a da explosão em uma ponte ficaram de fora da versão final da MTV.

2) “SOUR TIMES”, PORTIHEAD

O álbum de estreia da banda britânica, ”Dummy”, é um dos estandartes da trip hop, música eletrônica low-profile que começava a pulular em 1995 (vide Massive Attack e Sneaker Pimps).

O clipe de “Sour times” é um thriller de suspense, com direito a perseguição, interrogatório, drama e assassinato. As imagens usadas no filme musical são uma reedição de um projeto cinematográfico da banda de Bristol, o curta-metragem “To kill a dead man”. Assim como a música, o clipe retrata até onde vazios podem nos levar.

3) “DON’T SPEAK”, NO DOUBT

Apesar de ter sido lançado em 1995, “Don’t Speak” entrou para o sexto lugar de músicas mais tocadas do mundo apenas no ano seguinte. O clipe  que faz alusão ao término de Tony Kanal e Gwen Stefani — é emocionante e pessoal, e fez a equipe de corte viver pesadelos na ilha de edição.

Gwen chorou compulsivamente durante a filmagem e cenas de shows tiveram que ser incluídas para suprir os buracos de produção.

4) “CHAMPAGNE SUPERNOVA”, OASIS

O maior enigma da música de encerramento do disco “(What’s the story) Morning Glory?” é a origem do título. As teorias vão desde uma confusão com a palavra “Bossanova”, título do disco do Pixies, e até uma possível onda proveniente do uso de drogas aliado ao consumo de espumante.

A gente acredita mais que, após um show na Noruega, Liam e Noel Gallagher teriam ficado encantados com um observatório do local, de onde é possível ver uma Supernova. Segundo os dois irmãos em reportagem da época, a tal estrela é da cor do “champagne”.

5) “1979″, THE SMASHING PUMPKINS

Segundo Billy Corgan, “Mellon Collie and the infinite sadness” é um disco com “música psicodélica de uma banda de heavy metal dos anos 1920″. O clipe de “1979″ é inconfundível: enquanto o vocalista do Smashing Pumpkins canta, um grupo de adolescentes se diverte em um parque, alguns rodam dentro de um enorme pneu; outros dirigem pelas ruas de um subúrbio norte-americano.

A ideia lúdica veio pela conexão da sobremesa com uma experiência adolescente. ”Eu tinha 18 anos e dirigia pelas ruas de Illinois em um dia de chuva; eu parei em um sinal de trânsito e vi ali uma conotação de esperar por algo que vai aconteceu. Não é muito glamuroso, mas é sobre ter chegado lá ainda mas estar perto”, filosofou Corgan no programa “Storytellers”, da VH1.

6) “COMMON PEOPLE”, PULP

Quem seria a tal garota grega, estudante de artes da Saint Martins College, que pede ao vocalista Jarvis Cocker que faça ela viver como uma pessoa comum? Recentemente a esposa do ministro das finanças grego, Yannis Varoufakis, foi apontada como a inspiração para a música do Pulp, um dos hinos de empoderamento de classes mais contundentes dentro do brit pop.

O clipe tem estética mod, com modelos dançando em uma pista de dança com chão iluminado, fazendo movimentos robóticos. Em outra cena, Cocker aparece dentro de um carrinho de supermercado e as panorâmicas em steady cam, com o vocalista do Pulp em proporção infantilizada, são uma das cenas que nunca saíram da cabeça da geração MTV Brasil (o trecho foi usado na abertura do “Mtv Hits”). Pois afinal, no supermercado, ninguém presta atenção em você.

7) “SCREAM”, MICHAEL E JANET JACKSON

Em meio à polêmica das acusações sobre pedofilia e toda aquela polêmica que já conhecemos, Michael Jackson convidou a irmã Janet para gravar o single que mandaria muitos recados à mídia mundial.  A letra fala de celebridades em reabilitação e da alarmante perseguição da imprensa sensacionalista.

Em 11 dias de filmagem, foram usadas inúmeras guitarras (Michael quebrou várias até aprovar a cena perfeita) em 11 cenários diferentes (todos indoor, pois o clipe se passa dentro de uma nave espacial). Mas o diretor Mark Romanek (de “Rain”, de Madonna, e “Criminal”, de Fiona Apple) teve bastante dinheiro para se divertir: “Scream” custou 7 milhões de dólares e é o videoclipe mais caro da história, segundo o Guinness.

8) “BORN SLIPPY NUXX”, UNDERWORLD

B-side de um single que não tinha emplacado, a música pulverizou as pistas de música eletrônica quando foi selecionada para entrar para a trilha sonora do filme “Transpotting”, de Danny Boyle.

O título da faixa é uma homenagem ao cachorro com o qual Karl Hyde, do Underworld, ganhou bastante dinheiro em corridas. Embora muita gente pense a “Born slippy” é hino de bêbado, a palavra “cerveja” é repetida diversas vezes (“Shouting: lager, lager, lager…”) porque Hyde diz que, quando perdia a linha, sempre ficava repetindo a mesma coisa.

9)”YOU OUGHT KNOW”, ALANIS MORISSETTE

Recuperando-se de uma separação dolorosa, Alanis incendiou o Grammy daquele ano com uma performance cheia de ira. A inspiração era a relação que viveu com o ex-namorado, Dave Coulier, mas “You oughta know”, segundo ela, não é uma música sobre vingança; trata de libertação.

Filmado em um deserto, o clipe foi gravado logo depois que a cantora canadense assinou com a Maverick, gravadora de Madonna, e boatos dizem que frases amarguradas como “toda noite que arranho com as minhas unhas as costas de outro alguém eu espero que você sinta” são obra da Rainha do Pop. No entanto, não há registros de crédito.

10) “STUPID GIRL”, GARBAGE

Convidada para ser a vocalista de um projeto comercial que nem os roqueiros mais puristas conseguiam torcer o nariz, Shirley Manson escreveu uma música sobre uma mulher manipuladora, fadada a uma vida de superficialidade e ilusão. Em cena, a femme fatale usou um vestido sessentinha que todos queriam ter: “Não tinha grife; comprei por US$ 15 em uma loja de rua na Madison”, disse Shirley à revista Spin.

O diretor Samuel Bayer (de “Smells like teen spirit”, “Bullet with butterfly wings” e “What goes around… comes around”) se inspirou na estética de “Seven”, de David Fincher, e recortou manualmente o negativo. Depois de tomar banho com o filme, raspar e deixar as suas digitais no material, ele colou manualmente todas as peças e o resultado é a obra de arte aqui em cima.

19/06/2015_18:46

Você, que segue a ELLUS em todas as redes sociais e, como nós, não perde um post no Instagram, já deve ter reparado que temos uma íntima relação com “Verdades Secretas”, nova novela da TV Globo, e toda a sua atmosfera fashionista.

Mas talvez você não saiba que não é só o mundo da moda que nos aproxima da atração, que tem figurado diariamente nos Trending Topics do Twitter: além do último desfile da ELLUS ter sido usado como locação para a novela, veja só, a personagem Angel (Camila Queiroz) entrou de verdade para o nosso casting (e desfilou!) e a ELLUS ainda está presente na abertura de “Verdades Secretas”.

Como? Sem spoiler! Você precisará ler toda esta matéria para saber.


Como já é sabido, uma das cenas do folhetim das 23h da Rede Globo — que ainda não foi ao ar — aconteceu no nosso desfile de verão no SPFW. Nela,  Fanny, personagem de Marieta Severo, aparece sentada ao lado de Constanza Pascolato. Mas o que chama toda a atenção na primeira fila é o colar e a jaqueta que ela está usando. Tudo ELLUS, claro.

Também não podemos deixar de falar do coturno usado pelo personagem de Reynaldo Gianecchini na mesma cena filmada na semana de moda: o calçado é um dos nossos hits eternos. No capítulo, que foi ao ar nessa quinta (18 de junho), ele ainda usa uma jaqueta nossa, como você confere abaixo.

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Para finalizar, seguem os it-shoes da nossa coleção de inverno 2015 que decoram os pés das tops na trepidante abertura da novela — que mais parece um fashion film, vamos combinar.

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Mas atenção: se você nutre um desejo urgente pela sandália abaixo, corre para as lojas físicas da ELLUS, porque elas são exclusivas do offline.

31/05/2015_10:00

O nome pode não ser familiar, mas essa vai ser a principal cartela de cores do seu armário neste inverno. A Laundry Twill reúne tonalidades terrosas que vão do cáqui ao tabaco, passando pelo camelo e outras cores desta família na escala Pantone.

Além de cozy, a cartela é atual, urbana e muito versátil. É possível combiná-la com cores marcantes, como o verde e o vermelho, como continuar na inspiração neutra e apostar no preto, no cinza, no branco ou no jeans. E, por falar em jeans, as calças de sarja da coleção de inverno 2015 da ELLUS também contemplam a Laundry Twill: além do shape skinny, vem com detalhamento em zípers, asserindo uma leitura utilitária ao visual rocker que faz parte do nosso DNA.

Ainda está na dúvida? Seguem sugestões da nossa Online Store.

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29/05/2015_10:00

por CLÉO SANTIAGO

O xadrez está sempre presente no inverno e, de fato, é muito bem vindo na estação. A padronagem permite múltiplas produções — desde as mais tradicionais, no estilo preppy,  às mais ousadas, com atitude punk. Tudo depende da modelagem, da matéria-prima e, principalmente, do outfit eleito.

No inverno 2015 da ELLUS, não podia ser diferente: apostamos em não uma, mais em duas estampas gráficas quadriculadas. A primeira é um adaptação dos looks conceituais desfilados na SPFW de inverno, em novembro. Com uma pegada street, aplica uma grade metálica de forte inspiração urbana em um fundo grafitado.

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Abaixo, o segundo pattern. Olhando rápido, a estampa em vermelho e preto pode incitar uma inspiração grunge   principalmente para quem era adolescente no auge do rock nos anos 1990. Mas o clássico xadrez vai além da camisaria flanelada imortalizada por Kurt Cobain e tantos outros ícones de Seattle.

Tem uma pegada escocesa aí, diretamente ligada ao tartã utilizado por Vivienne Westwood na criação das primeiras indumentárias punks, quando inaugurou a loja Let it Rock em 1971.

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26/05/2015_10:00

por CLEO SANTIAGO

Advertência: esse texto pode causar ansiedade. Muita ansiedade. Assim como as seguintes notícias causaram fortes crises por aqui, com direito a contagem regressiva mental e anotação em algum dos gadgets que estavam disponíveis no desktop.

O motivo de tanto alvoroço são, na verdade, duas exposições: a primeira retrata o processo criativo de um dos diretores mais criativos e inovadores do cinema contemporâneo; a segunda é uma homenagem a uma das principais figuras do rock nacional. O MIS (Museu da Imagem e do Som) de São Paulo receberá mostras de Tim Burton e Renato Russo em 2016 e 2017, respectivamente. Não é para abalar nossos corações?

Entre janeiro e abril de 2016, o MIS contará com uma megaexposição dedicada à obra de Burton, antes pertencente ao MoMa de Nova York, com direito à presença do norte-americano para a sua abertura.

A vinda de Burton foi confirmada por André Sturm, diretor do museu, assim como outros detalhes da mostra, adaptada para o espaço brasileiro.

Isto tudo porque, além de documentos originais, fotografias e objetos de cena, o público poderá se sentir dentro dos maiores filmes do cineasta, já que a cenografia promete uma verdadeira imersão em sua obra.

Será a grande oportunidade de conhecer de perto os universos de “Edward, mãos de tesoura”, “O estranho mundo de Jack”, “A noiva-cadáver”, “Alice no país das maravilhas” e tantas outras produções marcantes, divertidas e bem peculiares de Tim Burton.

Já em 2017, ainda sem data marcada, a exposição em homenagem a Renato Russo promete arrancar suspiros de quem é fã do rock oitentista do Legião Urbana.O material da mostra será composto por relíquias guardadas no antigo apartamento do músico, situado no Rio de Janeiro.

Teremos acesso a 50 diários escritos a mão nunca exibidos ao público e a uma coleção completa de seu acervo de discos e livros, além de outros objetos pessoais icônicos, como a famosa bata branca, companheira inseparável de Renato.

Concorda que vale a pena aguardar. Anotou?