• 23/04/2015_13:02

    por IGOR FIDALGO

    divergências sobre a primeira vez que o militarismo inspirou a moda: alguns confundem a febre do workwear no pós-guerra; outros são mais conservadores e dizem que foi em 1997, na Europa, quando camuflados e aviamentos utilitários ganharam força. Mas ninguém discute quando dados contemporâneos apontam que vestir-se com verde oliva ou estampas de guerra está está intimamente ligado ao que os americanos chamam de reality check.

    Em 2001, o 11 de Setembro aconteceu às vésperas da Semana de Moda de Nova York. Por segurança, os desfiles foram cancelados uma questão logística prejudicou as vendas: com os aeroportos fechados, compradores não tinham como viajar para fazer pedidos.

    Em novembro daquele Ano, a Vogue América estampou Britney Spears, então namoradinha dos EUA, em sua capa. Na Europa, dez tops foram capa da edição inglesa da mesma revista em dezembro. A chamada não poderia ser mais patriota: “Fashion force” (“Exército da moda”, em tradução livre) vinha titulado abaixo da logomarca da icônica revista em vermelho, azul e branco, as cores das bandeiras norte-americana e britânica.

    Em seguida a este chamado dos aliados, a moda se voltou para os anos 1970 e ressuscitou tye dyes e a cultura indiana. Era preciso encontrar a paz.

    Este ciclo de guerra e trégua seguiu e hoje, quando a ELLUS lança a sua coleção de inverno 2015, vemos uma nova pegada militarista em voga. O camuflado chega mais desenhado, com rigor de cartum, e em dois tons, como você vê nas imagens que ilustram este post.

    Inovador é também o tratamento estonado do jeanswear, que foi corroído em algumas regiões nas formas sinuosas da estampa de guerra. Abaixo, alguns itens já disponíveis na Online Store. Em breve, desdobraremos mais militarismo do inverno da ELLUS nos posts da Sala.

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    20/04/2015_15:00

    por MILENA COPPI

    Tradicionalmente, a revista “Time”  divulga um countdown com os nomes mais influentes do ano. Na icônica edição deste ano, Kanye West não só estampa a capa da publicação, como lidera a categoria “Titãs”, umas das mais importantes da lista. Não é para menos: recentemente, o rapper recebeu o título de “The black Madonna”. E quem disse isso, pasmem, foi a própria Rainha do Pop. Em entrevista à revista Cosmopolitan, ela comentou como foi trabalhar com o rapper.

    “Foi como uma briga de touros, mas a gente se revezava. Ele sabia que estava entrando em um ambiente com uma pessoa que tem uma visão forte das coisas e eu também”, disse Madonna: “Eu ouvia o que ele tinha para dizer e ele ouvia o que eu tinha para dizer. A gente não concordava em tudo, mas ele tem boas ideias”.

    Mas da onde vem tanto elogio? A seguir, listamos alguns possíveis motivos.

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    1) Juntamente com Diplo, Kanye West colaborou com Madonna em “Rebel Heart”. Ele assina a produção musical de “Illuminati”, música que ironiza a existência de uma sociedade secreta  que planta mensagens ocultas em obras culturais com intenção de dominar do mundo.

    2) Ele também está envolvido no disco de outro ícone pop: é produtor executivo de “R8″, novo álbum de Rihanna. Canta na faixa “FourFiveSeconds”, ao lado do ex-beatle Paul McCartney (que toca guitarra), e, segundo rumores, essa colaboração deve render uma turnê entre Riri e West ainda este ano. Vamos torcer.

    3) Em março de 2014, ele e sua esposa, a socialite midiática Kim Kardashian, se casaram em uma controversa cerimônia em Forte di Belvedere, na cidade de Florença, na Itália. Na ocasião, os convidados não podiam portar câmeras digitais ou fotografar com o celular. Controle digno do FBI.

    4) Kanye West acaba de assinar uma coleção de moda em parceria com Adidas Originals. A linha foi ousada desde o início: no desfile, modelos com diferentes padrões de beleza vestiam roupas com propostas militaristas.

    5) Por fim, não podemos esquecer que o dono de 21 Grammys é o cara que deixou Taylor Swift sem palavras no VMAS de 2009. Na ocasião, ele subiu ao palco e disse que a então estrela country não merecia o prêmio: “O astronauta devia ser de Beyoncé”.

    Palmas, palmas.

    15/04/2015_19:39

    por MILENA COPPI

    A repercussão do desfile de verão 2016 da ELLUS, que rolou no segundo dia do SPFW, não poderia ter sido melhor. Direto da fila A, editoras de moda viram de perto a coleção Marrakech Jorney (que você já se deliciou com os looks aqui) e fizeram críticas que fizeram o nosso coração acelerar!

    Gloria Kalil, do Chicdestacou em sua crítica a coleção de jeans, desta vez mais natural e sem lavagem, presente em jaquetas, shorts, calças e saias.

    Já Lilian Pacce chamou atenção para os looks masculinos, que ficaram de fora do desfile. Desta vez, os boys — entre eles o fotógrafo Paulo Reis, o RP Fábio Queiroz e o muso do fitness, Ricardo Barbato — só estiveram presentes durante a aparição final, quando arrancaram suspiros dos convidados.

    O motivo? Todos eles usavam barbas, em alusão os charmosos homens marroquinos.

    Vivian Sotocorno, repórter da Vogue, lembrou dos looks crus de tapeçaria, utilizados com amarrações inspiradas nos povos barbares. Ela também elogiou o nosso ótimo casting, destacando a diversidade étnica.

    Por último, Luigi Torre, editor da Harper’s Bazaar, pontuou o mood setentista como o pontapé para a criação desta coleção. “A atual onda 70′s deixou a diretora de criação Adriana Bozon e o estilista Rodolfo Souza pensando no Marrocos e nas noites de hedonismo em sua capital, Marrakech, durante os anos 1970″, disse ele, que completou: “Trata-se de uma combinação entre o jeanswear urbano da ELLUS Jeans Deluxe com os elementos típicos da cultura marroquina”.

    15/04/2015_12:00

    No segundo dia do São Paulo Fashion Week, a ELLUS transformou a passarela de sua sala de desfile em uma versão cool de uma rua de Marrakech, cidade africana que inspirou  a nossa coleção de verão 2016 (como você viu aqui). Sob a direção criativa de Adriana Bozon, o estilista Rodolfo Souza apresentou saias e vestidos midi em looks crus que faziam alusão conceitual à tapeçaria local. 

    Em cena, tops como Carol Trentini, Thairine Garcia e Cris Herrmann. O desfile, aliás, foi predominantemente feminino — os modelos, todos barbudos, fizeram uma entrada totalitária na fila final — e ganhou ainda mais impacto com a cenografia de Guilherme Ávila, que contava com um tapete étnico de geometrismo impressionante, todo feito com areia (uma tradição do país).

    Passagem comprada, vamos decolar com destino à “Marrakech Journey”.

    15/04/2015_10:00

    por MILENA COPPI

    A vencedora do prêmio de Melhor Atriz no Oscar deste ano, Julianne Moore, é dessas mulheres transgressoras. Sempre ruiva, a atriz norte-americana começou a carreira em 1990, no longa “Contos da escuridão”, e, ao longo de sua trajetória, acumulou cinco indicações à estatueta: “Fim de caso” (2000) e “Longe do paraíso” (2002), como Melhor Atriz; “Prazer sem limites” (1998) e “As horas” (2002), como Melhor Atriz Coadjuvante.

    Em 2015, brilhou novamente com “Mapa para as estrelas” e “Para sempre Alice” — este último, lhe rendeu a premiação de Melhor Atriz no Oscar, no Globo de Ouro no Spirit Award, no BAFTA, no SAG e no Hollywood Awards. Mas não é são só pelos prêmios que você deve assistir estes dois filmes, que ainda estão em cartaz em algumas salas de São Paulo.

    Dirigido por David Cronenberg (dos cultuados “A mosca” e “Cosmópolis”), ”Mapa para as estrelas” (foto acima) narra o drama hollywoodiano de Havana Segrand (Julianne), uma atriz frustrada que busca voltar o estrelato gravando o remake de um papel que já foi interpretado por sua mãe anos atrás. Também integram o elenco Mia Wasikowska (que você conhece de “Alice no país das maravilhosa”), Robert Pattinson (o vampirão Edward da saga “Crepúsculo”) e John Cusack (ave, “Alta fidelidade”), todos dispostos a fazer tudo pelo sucesso.

    Em “Para sempre Alice” (abaixo), Julianne encara a Dra. Alice Howland, uma linguista bem-sucedida que, de repente, se depara com o diagnóstico de Alzheimer aos 50 anos. Dirigido por Richard Glatzer e Wash Westmoreland, o filme narra a evolução do quadro clínico de Alice, demonstrando o sofrimento da família e o desenvolvimento da doença.

    Ambos filmes retratam questões contemporâneas que muito temos ouvido falar por aí: a superficialidade do culto à celebridade e o ageismo (desvalorização midiática que astros sofrem depois dos 50 anos; o assunto gerou discussão nas redes sociais depois do tombo de Madonna no Brit Awards) e a ressignificação da vida.

    Não vamos falar mais nada. Só que “Mapa para as estrelas” ainda está no Espaço Itaú, no Shopping Frei Caneca, e“Para sempre Alice” está em cartaz na Caixa Belas Artes. Assista já.

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